História Fever - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~1nfinityFogasel

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Fogasella
Exibições 168
Palavras 2.052
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ju 💙

Capítulo 1 - Me, You and the Mustang 67


Fanfic / Fanfiction Fever - Capítulo 1 - Me, You and the Mustang 67

Paola

Sobre meu leve tecido de cetim da cor branca Henrique repousava na região do meu colo. 

Estava um sol caloroso e um vento satisfatório, no momento. Meus cachos às vezes incomodavam por não ficarem quietos, mas eram os meus cachos. O silêncio era ótimo, mas o barulho de São Paulo também, para quem muitas, se sentiu sozinha. O importante agora é: fazia barulho e eu não estava sozinha.

 – Isso é engraçado – Murmurou até que eu respondesse 

Um breve riso para responde-lo não foi suficiente. Fogaça era assim, queria sempre uma resposta, mas tê-la não significaria que iria ficar satisfeito.

 – Isso é muito engraçado, Carosella...  – Mais uma vez

 – O que é engraçado Fogaça?  – Acariciava seu peito e o encarava desconfiada, seu olhar de resposta.

 – Você é tipo um vinho tinto, seca, mas doce, me dá cada vez mais sede e eu não consigo parar.

 – E isso é engraçado para você? 

Ele só sabia sorrir e esfregar a cabeça no meu ventre, fazendo carinho.

 – É, claro.

 – Eu me senti um pouco superficial com a parte do "seca", Henrique.

 – Quem disse que isso é ruim?

Era típico daquela personalidade, te pegar mesmo não te querendo. Se tiver raiva, a graça se multiplicava.

 – Tomarei isso como um elogio, o melhor.

E então ele veio, segurou um pouco rígido no meu rosto, amassou meus cachos contra minha bochecha e colou gentilmente seus habilidosos lábios contra os meus impacientes. O descobri mais uma vez, pensei em fazer algo que amo para me acalmar, meu peito queimou. Não sabia o que era, mas o desejo se fazia presente. Me deitou sobre a toalha quadriculada como sua camisa e ficava em cima de mim, mas quando eu o puxava para perto, mal podia respirar pois ele era grande e pesado, algo que eu me sentia de fato, superficial em pensar e me arrepiar em seguida, mas o interior de Henrique era ainda mais surpreendente.

 – Ainda são três horas da tarde...  – Comentei entre o beijo 

 – Que bom, temos mais tempo.  – Me encarou sorrindo de lado, como Elvis Presley a sua amada Priscilla.

 – Estamos em um parque, possivelmente sendo flagrados por fotógrafos, então...

 – Isso é só uma ajuda para nos tornarmos oficiais, Layla.

(Eric Clapton – Layla)

Era minha imensa queda acontecendo, minha redenção ao ouvir a "palavra-chave". Me referia ao "Layla" da voz grossa dele. Era como Eric Clapton chamava Pattie Boyd nos belos 70,80,90,00... 

 – Você é um bad boy brasileiríssimo 

 – Tomarei isso como um elogio.

Ele me pegou de novo. Se fosse químico, seria ilícito, porque viciava e eu pedia com os olhos, por mais. Ainda tínhamos um problema, estávamos em uma cama de gato que era extensamente proibido. Eu já não me importava, e a agora um pouco mais de brisa eu sentia, o mustang vermelho 1967 chamava atenção na avenida Paulista, meus óculos modelo Marilyn Monroe combinava, a camisa de manga três quartos quadriculada...nem tanto. É por isso que tínhamos um lugar, uma Serra que me agradava descer e subir, desde que fosse com ele.

 

“Layla

Você me deixa de joelhos, Layla

Eu estou implorando querida por favor, Layla

Querida, você não vai acalmar minha mente preocupada”

 

Ligou o rádio e lá estava, Layla e a voz de Clapton completando o que vivíamos no momento.

Sua mão acariciando minha coxa me deixou ainda mais impaciente e tensa. Ele apenas respirou fundo e repousou o seu braço sobre a porta e finalmente chegamos ao penhasco.

 – Mira – Comentei excitada sobre a vista 

Ele me abraçou por trás e o vento tentou roubar meu chapéu bege, segurei. Suas mãos sobre minha cintura.

 – Seu cheiro, posso senti-lo por horas...é maravilhoso...

 – Henrique Fogaça...

 – Me deixe te tocar 

 

“Faça o melhor da situação

Antes que eu finalmente enlouqueça

Por favor, não diga que nunca encontraremos um jeito

Ou diga que meu amor é em vão”

 

Um murmúrio seria de bom tamanho, mas os receios impediram, então a tensão sexual aumentava e dançávamos como um baile de formatura, no deserto perto a um penhasco e uma extensa floresta abaixo, minha pele quente. Quente pedindo por ele e acobertada pelo sol generoso.

 

“Layla

Você me deixa de joelhos, Layla

Eu estou implorando querida por favor, Layla

Querida, você não vai acalmar minha mente preocupada”

 

 – Diga que você me quer e eu não irei parar enquanto você não estiver satisfeita.  – Afirmou sério.

– Henrique, não acho que seja necessária essa tal pressa que obviamente você tem.

Palavras para ele, eram sempre levadas a sério. Seu sorriso se escondeu, os braços se cruzaram em minha frente e a expressão fechada que estava acostumada a ver constantemente se fazia presente.

– Estamos indo com pressa? – Ele questionou mais perto possível. Uma de suas provocações.

– Um pouco... – Desviava o olhar para evitar confrontos, mas atoa. Enquanto ele segurava com uma mão só meu rosto, eu já passeava com minhas mãos pela sua cintura e costas.

– Então vamos ainda mais devagar, Paola. 

– Não é bem isso que eu quis dizer, você tem a mania de distorção.

Foi involuntário, mas quando percebi, já tinha pronunciado. E foi como provocar uma onça com um pequeno graveto.

– Acho que deveríamos ir embora, pois o sol está se pondo e você tem compromissos.

– Henrique não faça isso...você sabe em que situação estou e não está no direito de exigir ou ao menos agir de tal maneira, tenho que confessar, é um tanto patético da sua parte.

– As suas palavras são desnecessárias, eu estou atrasado, podemos ir? – Sua arrogância agora, havia duplicado.

Ele ligou o carro e vez o motor roncar, em intenções de que eu perdesse a paciência, que era uma habilidade que jamais me fora agraciada. Não com Fogaça, porque óleo e água não se misturam, é impossível, mas insistimos para desafiar "a lei da natureza"...e éramos assim, não poderíamos nos envolver porque apesar de não ser químico, sempre iria causar uma explosão.

– Você tem uma carona ou algo assim? Se não tiver, lhe ofereço.

Petulante. Charmoso. Explosivo, irresistível.

Meus braços descruzaram e adentrei apoiando dois dedos na testa, sobre a porta. Minha expressão era clara como desejava, insatisfeita e irritada, como ele queria. 

– O cinto, por favor.

– Não é necessário, só te acompanharei até o Centro.

Ainda não havíamos saído daquele "maldito" penhasco. E eu estava quase certa de que não sairíamos tão cedo até o cinto estar me "protegendo". Eu tentava com vontade, mas estava emperrado, e eu tentava mais uma vez e ele bufava, parei e também bufei por inteiros cinco segundos, então ele ainda mais irritado, deu a volta no carro e abriu brutalmente a porta, puxando com força o cinto e ainda sem sucesso. Respirei fundo e olhei para onde ele não pudesse me encarar diretamente, meu peito queimou e o calor se tornou insuportável. 

– Não há nada de errado em andar sem cinto por uma única vez. – Me pronunciei receosa.

Ele bufou novamente e acabou sem querer encostando seu musculoso braço sobre meus seios, que queimou um pouco mais. Se deitou no meu colo cansado e finalmente "desemperrou" o cinto. Deu a volta e acelerou consideravelmente o belo mustang, subimos a Serra e a única coisa que escutávamos era o barulho das árvores que cercavam e alguns pássaros.

– Ligue o rádio – Henrique, ordenando.

– Eu prefiro ficar no silêncio. – Respondi a altura arrumando um pouco meu cabelo no chapéu.

Não chegávamos ao centro, não reconhecia o caminho e era porquê ele não iria deixar "passar". Ele gostava de discutir quando estávamos sozinhos, e eu entrava nisso como um convite irrecusável. O mesmo local que nos encontrávamos, sua chácara não muito longe de São Paulo, e como sabia o que iria acontecer, jamais disse uma palavra durante o trajeto, o que eu sabia que o deixava ainda mais louco.

Me dava prazer em vê-lo impaciente e irritado por não ceder quanto ele tinha vontade, não o via como submisso e não tinha quem mandava, meu corpo pedia e a mente implorava, mas a boca era preciosa e amiga quando queria e trabalhava com o cérebro. Aquele belo homem irresistível, irresponsável e perigoso precisava sentir um pouco, e eu simplesmente não me cansava. Ele saía na frente balançando as chaves do local e me deixava sozinha durante o caminho a pé, eu sorria e aproveitava a vista interminável e segurava meu vestido na altura de a panturrilha para poder caminhar, olhava para baixo e percebia ele olhando para trás, o segui e avisei um filtro de barro, sedenta tomei com vontade, ele apoiado sobre o bar me encarava balançando o whisky de temperatura ambiente. Eu tomei três copos e sentia as gotas um tanto geladas caírem dentro do meu decote "V", parecia cena clichê, mas eu não me importava, estava esperando a tal "explosão"... Mas Henrique continuava a balançar as chaves, aguardando.

(Pillowtalk – Zayn) 

– Não temos a tarde toda, tão pouco a noite, pois você sabe que tenho deveres.

 

“Suba a bordo

Iremos devagar e

em ritmo elevado

Claro e escuro

Abraça-me com força e delicadeza

Eu estou vendo a dor, vendo o prazer

Ninguém além de você, ninguém senão eu

ninguém, mas nós

Corpos juntos”

 

Ele não me respondeu, se aproximou e com força me suspendeu pelas pernas, encaixou-se dentre elas e me colocou sobre a bancada, me beijava no pescoço e respirava abafado, apertava minhas coxas e se fez ainda mais "presente", senti seu volume e mordi meu lábio inferior sem querer, gemi e joguei minha cabeça para trás, definitivamente me entregando e então um riso safado saiu de sua boca e me colocou rapidamente de costas, o zíper a abrindo devagar era torturante, os toques sobre os seios eram inteligentes, a palmada generosa foi o toque final. Despida e de costas, sentia beijos trilhados das costas até onde seus dentes agarraram minha renda e puxaram até que levantei os pés um de cada vez, empinado e dando passagem. 

 

“Minha inimiga, minha aliada

Prisioneiros

Então somos livres, é um terror”

 

As suas habilidades eram surpreendentes, agora com a língua sobre a minha intimidade úmida, fez com que separasse ainda mais as pernas, não mostrava clemência e também não precisava. Minhas unhas cravaram em vão na bancada Branca, meus olhos cerraram e alguns segundos depois me senti falhar, porque era ele me fazendo mais uma vez com maestria.

– Não...Na...

– Paola. 

 

“Então, iremos irritar os vizinhos

No lugar que sente as lágrimas

O lugar de perder seus medos

Sim, comportamento imprudente

Um lugar que é tão puro, tão sujo e cru

Ficar na cama o dia todo, cama o dia todo, o dia todo

Transando com você e lutando

É o nosso paraíso e é a nossa zona de guerra”

 

Agora de frente escondia o rosto porque fui fraca diante dele. Mais uma vez me tomou no colo e me carregou até o chuveiro, me beijando fervoroso ligou o chuveiro. A água gelada era necessária, mas arrepiados tentávamos nos esquentar. Suas vestes ainda presentes não ajudavam. Me arrepiei um pouco mais ao encostar as costas no box e desci de seu colo. Ele com pressa retirou o que faltava e acariciou seu membro rígido mostrando que estávamos começando e não tinha hora para acabar. Me virou de costas e me deixou em posição, as mãos no Alto apoiadas sobre o vidro embaçado, gemidos duplos era tudo que escutávamos. 

Provocando minha entrada me torturou, empinei um pouco mais e finalmente este estava dentro de mim.

Fechei meu punho assim como a expressão mesmo consciente de apenas uma coisa: O prazer.

Iniciando movimentos lentos, rebolava sobre, mas ele queria que eu pedisse e eu me recusava, e logo senti os seios rígidos sendo acariciando por ele, tão gentil e rude...necessário.

– Eu quero muito que você se entregue... – Disse ofegante, dando um breve selinho em meu ombro.

Não queria, mas estava fora de controle, no automático, na frequência de Henrique.

– Não 

Mais fundo se fez e então fora incrível, rapidamente, tortuoso, prazeroso, preciso, profissional...

Loucamente gemi ao sentir o ponto alto a aproximar, então um pouco mais rápido.

Suspiros meus fizeram ele diminuir deliciosamente.

E xeque mate, descobrimos o ápice do orgasmo conjunto.

Juntos caminhamos abraçados até o mais próximo quarto e daí para frente nada mais me preocupava porque o que queríamos fora saciados com maestria e como uma viajem de trem, embarcamos em um delicioso sono após o prazer.

 

“Transando com você e lutando

É o nosso paraíso e é a nossa zona de guerra”



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...