História FIC - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Exibições 4
Palavras 8.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O pecado em forma de homem


Fanfic / Fanfiction FIC - Capítulo 2 - O pecado em forma de homem

Um leve feixe de luz me acerta em cheio no rosto, me fazendo acordar um pouco confusa de onde estava. Reparei, ao abrir os olhos e olhar para o teto, que não estava em minha casa e que essa cama não era a minha. 

Passaram-se apenas alguns segundos para cair a ficha e entender tudo que tinha acontecido: havia dormido com Taehyung. Não pude conter um leve sorriso em meu rosto com as lembranças da noite passada e conseguia sentir meu sangue correr rapidamente com tais imagens em minha mente, ainda fresquinhas. Estava naquele momento maravilhoso pós-sexo, sentimento esse que pode nos deixar feliz a semana inteira, principalmente quando se faz amor com a pessoa que sente uma atração a mais. 

Virei a cabeça para o lado, encontrando um pequeno relógio-digital, indicando que era um domingo 9:30 da manhã. Teria que passar no hospital por volta de 13:00 para a aplicação do remédio da senhora Park pois o seu tratamento não poderia parar, não agora. Com esses pensamentos, acabei lembrando que a saúde da presidente estava indo de boa a ótima, o que indicava que logo mais logo menos teria que voltar ao Brasil. Uma leve tristeza me atinge em cheio, me fazendo suspirar fundo e consequentemente meu peito inflar. Tento terminar minha respiração mas sinto algo me prendendo por cima da barriga, impedindo minha finalização do ato. Levanto levemente a cabeça para ver o que era e me deparo com um enorme braço me agarrando com força. Olho para os lados e me deparo com um rosto mais do que angelical, com a sua pintinha no nariz e uma franja cobrindo seus olhos, características fofas que rapidamente fizeram um contraste absurdo com sua tatuagem no pescoço, brinco na orelha e um corpo apenas com uma boxer preta. Viro meu corpo, ficando totalmente de frente com TaeHyung e sinto uma leve movimentação vindo do mesmo.

— Nem pense em fugir de mim..

V disse, soltando um suspiro, e logo puxou mais seu braço que se encontrava em mim, me deixando rosto a rosto com ele. 

— Eu preciso voltar pra casa, Tae. Tenho que trabalhar logo menos. Agora me solta, vai.

— Não quero. Não antes de acordar e fazer um café para nós dois. Agora fica quieta e vem mais para mim.. Ainda está cedo e seu hotel fica a apenas uns 10 minutos daqui. Até lá, você ficará comigo aqui.

Quem sou eu para recusas, não é? Apenas dei uma risada e me aproximei do maior. Fiquei com um pouco de vergonha assim que percebi que estava apenas de calcinha e sutiã, que não lembrava como havia os colocado depois de tudo o que fizemos noite passada . Coloquei os braços sobre meus seios tentando escondê-los de alguma maneira mas minha ação parece ter sido notada rapidamente pelo Tae. 

— Está com vergonha? Até parece que não ví você sem tudo isso ontem de noite.. Quando arranquei seu sutiã você não me pareceu nada envergonhada.. 

— Cala boca TaeHyung! Eu sei lá, só fiquei com vergonha agora que estamos apenas deitados sem fazer nada..

— Você não tem nada que se envergonhar. Já te disse mil vezes que você é perfeita e não mudaria nada em você. Agora tire suas mãos daí, me abrace e vamos dormir mais um pouco pois ainda estou cansado.

— Aish, seu grosso. Tá bom, tá bom..

— Sou realmente grosso em todos os sentidos, certo?- Tremi. Senti toda aquela energia subindo pelo meu corpo inteiro novamente.

— Você acordou inspirando hoje, hm? Acho que quem deve ficar quieto agora é senhor. Boa 'noite', TaeTae.— Finalizei, escutando a risada dele e suas mãos apertarem mais fortemente ainda minha cintura. 

[...]

Infelizmente tive que deixar o apartamento do Tae por volta de 12:00 para dar tempo de me arrumar em casa. Realmente meu dia estava bom, alegre e me sentia inspirada. O que uma boa foda não faz com a gente, né? Segui para o hospital pronta para qualquer coisa. 

— Uou, uou, uou.. O que aconteceu com você? Desde quando fica andando sorrindo por todos os lugares? Ah, boa tarde miga. 

— Oi Robi. Ué, não aconteceu nada, porquê? Não posso acordar de bom humor?

— Cara, isso soa um tanto quanto estranho vindo de você. Desde quando acorda feliz? Não faz nem sentido as palavras 'Luana', 'acordar' e 'feliz' estarem juntas em uma mesma frase..

— Aish, por que todo mundo acordou hoje com a vontade de me encher o saco? Logo cedo já tive que aguentar um e agora você. Eu só estou feliz, apenas. Aceitem. 

— Como assim, piranha? Quem te encheu o saco logo de manhã!? Aliás, onde você dormiu? Passei para falar com você de noite e a recepcionista disse que não estava no local. O que anda fazendo, hm? 

—  Eu é.. Tinha ido no mercado comprar um doces. Sabé como é né? Essa TPM ataca de vez em quando..

— Aé? Então você conseguiu essa marca no pescoço comendo doce? VEM LOGO PRA MINHA SALA, QUERIDA. — Robi disse meio gritando e me puxando pelo braço até a sala da mesma. Fodeu. O que vou falar pra ela? Será que conto? Bom, se ela descobrir por outra pessoa , vai ficar bolada comigo e infelizmente, com razão. Escuto a porta se trancar atrás de mim e minha bunda ir de encontro com uma cadeira. 

— Onde a senhora andou indo? Tá achando que pode ficar saindo pra lugares que não conhece de noite? É perigoso, besta. E você ainda nã..

— FICA QUEITA ROBI, PELO AMOR! Você nem sabe aonde eu est..

— Como ficar quieta quando você não se encontra no apartamento, não dorme em casa e ainda..

— Calma, deixe eu me explicar. Tudo isso tem um moti..

— Sabe o que poderia ter acontecido? Aqui não é perigoso mas nunca se sabe. Você poderia ter sido assaltada ou qualquer coisa por ficar andando de madrugada sozinha e sem me falar na...

— CARALHO, ROBERTA CALA A PORRA DA BOCA E ME DEIXA EXPLICAR TUDO! E PARE DE ME INTERROMPER, MULHER.— Dei um 'leve' grito, assustando minha amiga. A mesma se encolheu toda e arregalou os olhos por conta de minha mudança no tom. Eu realmente não consegui aguentar e rí da cara dela.

— Desculpa, Lolô, mas puta merda. Você não ia me deixar falar nunca se eu não fizesse isso. 

— É.. Não tem problema Lu. Talvez eu tenha me afobado um pouco. Mas agora vai, me conta tudo!- Robi disse, pegando um copo de água que se encontrava na mesa de sua sala.

— Eu dormi com TaeHyung. Na casa dele, junto com ele.— Só ouvi a outra engasgar toda a água que havia começado a beber.

— VOCÊ O QUE? Pera, não.. Isso significa que vocês- falando baixinho- transaram?

— Bom, talvez.. 

— ALELUIA! Você tem ideia que vai me contar tudo, né? Me zoa falando que sou cú doce mas dessa vez os dois se superaram. Eu e o Suga já havíamos notado um lance entre vocês mas, como bom dois capricornianos, resistiram até o final por conta do orgulho. Credo.

—Aish, a culpa não é minha que vocês são dois sentimentais abobados. Podemos marcar hoje de irmos na sua casa e te conto tudo. E por que Suga?

— Suga é o apelido que criei pro Yoongi. Já reparou o quanto ele é branquinho feito açúcar? Lindo, eu sei.. Tenho muita sorte, mas enfim. Pode ser só que não muito tarde porquê o Yoongi vai pra casa e..

— Ok, já entendi. Não precisa falar mais, fofa. Bom.. Vou trabalhar. Assim que terminar, te espero e vamos embora juntas, ok?

— Fechado. Bom serviço!

Levantei da cadeira e fui direto para o quarto da Senhora Park.

— Boa tarde Senhora Park! Como estamos indo? Teve uma noite tranquila?

— Ah, olá doutora! Preciso lhe informar que você está fazendo um milagre comigo.. Desde o dia que iniciamos esse novo tratamento, me sinto outra pessoa! Eu não disse que poderia confiar em você?

— Ah, que ótimo ouvir isso! Agradeço a confiança de sempre. Bom, mas o tratamento ainda não acabou! Temos mais uns 2 meses para finalizar as doses do novo remédio, ok?

— Claro! Mas já me sinto muito melhor.. Sem comparações! Não esqueça que vou lhe recompensar da forma que desejar, certo?

—Hm.. Claro, Senhora. Agora relaxe pois vou aplicar a sua dose da semana hoje: Vou tentar aplicá-las todos os domingos, pode ser? 

— Sim, combinado. Acho um bom dia pois com os efeitos do medicamento inicio a semana melhor ainda.

— Perfeito, então! — Ri levemente, já com a seringa em mãos. E esse era o maior momento de tensão da semana toda. Peguei o frasco com o remédio, finquei a agulha em sua ponta e virei o vidrinho para assim, medir exatamente e mais do que perfeitamente sua quantidade exata. Puxava a parte de trás da seringa com muito cuidado mesmo, evitando qualquer gota a menos ou a mais. Quando ví que a medida estava precisamente certa, tirei a agulha do frasco, soltando minha respiração calmamente. Dei uma última conferida na medida e me senti pronta. 

— Jamais irei deixar que qualquer outro médico aplique esse remédio na senhora, viu? Esse é um trabalho que faço questão de ser feito por mim, do início ao fim.

— Essa possibilidade nunca nem passou e minha cabeça! Você é a única em que confio para tal procedimento.— Senhora Park me respondeu, deixando meu ego levemente maior. Completei o meu trabalho, com o remédio já em ação.

— Não se esqueça de descansar, ok? Me avise qualquer coisa, por favor Park.

TAEHYUNGS POV

Acordei totalmente diferente do que os dias comuns. Minha noite passava realmente me deixara muito bem. Assim que a Lu saiu de casa, voltei para a cama pois não trabalhava na cafeteria de domingo. Tinha apenas que ir para a escola receber os alunos no período da tarde. Especialmente esse ano, estava atendendo os que estavam cursando o segundo ano do ensino médio, por terem assuntos difíceis e complexos comparados ao primeiro ano. Eu realmente me dava bem em exatas desde novo então assim que terminei a escola, passei de primeira em matemática e resolvi começar minha carreira de professor com aulas particulares. Mas, eram um pouco diferentes do comum. A instituição, por entender o quão difícil era a matemática do segundo ano, resolveu me contratar como o professor da escola, porém iniciaria atendendo aqueles que precisassem de ajudas além das aulas comuns, do horário normal da instituição. 

Lecinava quase todos os dias da semana, só não quando estou na cafeteria. A diretora entregou panfletos para todas as turmas com meu nome e contato, para aqueles que precisassem me chamassem na hora. Felizmente, todos os meus horários disponíveis foram logo agendados por diferentes alunos. Dava aula para alguns na própria escola e para outros marcávamos de ir na casa do estudante. 

Já me questionaram muitas vezes o porquê de eu trabalhar tanto sendo que meu pai era 'apenas' dono de um hospital e minha mãe professora da melhor universidade de Seoul. 

Primeiramente, sempre quis ter uma carreira minha e fazer meu próprio dinheiro. O sonho de ter uma casa própria comprada depois de meu próprio esforço sempre foi um sonho para mim. Porém, outros fatores também se fazem presente.

A minha parte paterna da família sempre foi muito rígida em questão de estudos e um futuro brilhante. Por meu pai ser formado em medicina e agora gerenciar o hospital mais famoso da Coreia, sempre houve muita pressão em minhas costas e na de meu irmão para que seguissemos seus passos. Acontece, que o destino não tinha tudo isso planejado para mim e nem para JungKook. Nunca fora aquilo que tivessemos vontade de fazer. Meu irmão é  tatuador e eu sou professor de matemática. As duas possíveis profissões mais desconectadas com medicina possível. Por conta de tudo isso, resolví prová-los o quanto era capaz de me cuidar, mesmo tendo ido contra tudo e todos. 

Todo esses pensamentos de família me fizeram lembrar que hoje seria mais um dia que deveria me encontrar nos famosos 'jantares em família'. Em alguns meses, os Kim's resolviam se juntar para jantar e conversar sobre as mais novas novidades. Mas na verdade mesmo, os únicos Kim's que estarão presentes serão eu, meus pais e avós. Aqueles que estariam lá como meus supostos 'tios' são os melhores amigos de minha família, desde muito tempo. São tão íntimos com o resto que se permitem o direito de me julgar como se pertencessem mesmo ao grupo, o que sempre me irritou. Mas o fato é que jamais os consideraria como tal. Eles eram os Bae's e cruzaram o destino dos Kim's em Seoul. Podíam enganar todo o resto de minha real família mas não a mim. O que sempre almejaram foi o hospital de meu pai, relação criada por puro interesse. 

Outro problema é que minha linda e maravilhosa prima Bae Joo Hyun estaria presente também. Essa é um pouco mais velha que eu. Quando éramos mais novos, por volta de uns 18 anos, ela me prendeu em seu quarto e acabou me confessando todas as fantasias que tinha comigo e tentou me beijar à força. Felizmente, consegui me livrar de seus apertos e acabei soltando algumas verdades em sua cara. 
  
FLASHBACK ON

— Fique longe de mim, nojenta! Fodasse que não é minha prima ou qualquer merda que seja. Jamais ficaria com uma escrota e metida como você. Acho bom você nunca mais tentar nada comigo, entendido!?

— Do que você me chamou, pirralho? Quem você pensa que é?

— Você me escutou muito bem. Você é nojenta, falsa e dissimulada! Sabe que eu nunca te suportei e nem sua familinha de merda.. Por que achou que conseguiria algo aqui?

FLASHBACK OFF

Depois desse dia, ela nunca mais olhou na minha cara da mesma maneira. Fazia questão de sempre que pudesse me humilhar ou falar algum tipo de merda na frente de meus parentes. Eu realmente a detestava, antes mesmo do ocorrido em seu quarto. E infelizmente foi a partir dessa minha falsa prima que conheci minhas ex, a Tiffany. Eram melhores amigas de infância. Uma noite ela veio em um dos nossos jantares e acabamos nos envolvendo alguns dias depois. Porém, não demorou muito tempo para cair a ficha e perceber o quanto ela era outra piranha por aí. E me arrisco em dizer que uma das piores. Ficamos apenas 2 meses juntos mas ela faz questão de me importunar sempre que pode, mesmo depois de 3 anos de nosso término. Espero que ela não interfira em nada comigo e com a Lu de novo, como fez aquele dia no hospital.

Bufei com raiva em saber que deveria ir nesse jantar de noite e passar por todas as mesmas perguntas de sempre: 'Já desistiu de matemática?', 'Está namorando?', 'Quando pretende começar medicina?'.. E por aí vai.
 
Levantei do colchão me preparando para ir tomar um banho. Coloquei os pés no chão e senti todos meus pelos se arrepiarem por conta do gelo que estava.
 
Saí do quarto, e não demorei nem 7 passos até o banheiro. Peguei na maçaneta de metal e abri a porta branca. Assim que coloca um pé dentro, consegue ter a visão logo em sua frente da pia feita de lajotas pretas com uma torneira transparente. Sobre ela, um espelho quadrado com portinhas brancas em seus dois lados, onde guardava meus cremes, pasta de dente, escovas e artigos de banheiro no geral. As paredes eram interas brancas com algumas pequenas lajotas pretas iguais as da pia distribuidas em sua extensão. A luz clara e branca do ambiente deixava o lugar tranquilo e gostoso.
 
Na parede paralela a da pia, tem a privada e um pequeno bidê que Yoongi havia instalado para mim. Ambos estavam na mesma parede da porta. Assim que entra, olhe pra a esquerda e dupla estará lá. 

Mais para o canto esquerdo, tem um extenso box com uma banheira que servia também de chão para quem não fosse usá-la. O box tinha o formato retangular porém era grande, dando facilmente para uma ou duas pessoas deitarem na banheira e relaxarem quando quiserem. 

Tirei minha cueca preta e tomei uma bela ducha. Me arrumaria para o tabalho na escola e sem parar em casa depois, iria para a casa de meus pais, onde seria o jantar. 

Me arrumei com uma calça social, camisa de botões preta e um sapato da mesma cor escura. Dei uma leve arrumada mas mantendo um ar meio bagunçado em meus cabelos tão pretos que pareciam azuis e peguei meus óculos, que possuíam pouco grau e usava mais pelo estilo, meu celular, carteira e seguí para minha moto. Achava engraçado o destaque que minha roupa dava enquanto estava em uma moto. O contraste era incrível. 

— Professor! Por favor! Professor Kim! Preciso falar com o senhor!

— Ah, olá Jaemin. O que aconteceu?

— Desculpe te interromper mas eu precisava falar com você antes de suas aulas sobre o vestibular que está se aproximando. Eu estou com medo e sinto que matemática irá me derrubar.. Quero ser médico e para isso preciso entrar o quanto antes possível para me formar rapidamente. Alguma dica?

— Você precisa entender que a matemática inteira possui uma lógica. Com nossas aulas, percebi que está melhorando muito e confio em você para passar nesse ano mesmo. Saiba que estou aqui no que precisar, hm?— Falei, afogando meus dedos no cabelo do menor.

— Obrigada professor.. Você sempre sabe como me acalmar. Sorte de sua namorada ou mulher ter um cara como você!

— Como assim? Não sou casado não Jae. — Respondi rindo. Logo a imagem de certa pessoa passou em minha cabeça, me arrancando um sorriso.

— Esse sorriso me indica algo diferente, não? Hmmm acho que alguém está apaixonado! — Falou rindo.

— Talvez esteja mesmo,  carinha.— Confirmei rindo e me abaixando para ficar na altura do mesmo, passando uma mão em seu braço direito. — Agora vá para aula que não quero nenhum aluno atrasado!

— Estou indo Kim. Ah, e só tentando te ajudar, fale isso pra ela logo, hyung. Nunca se sabe! Tchau Tae!

De alguma maneira, as palavras do meu aluno me acertaram em cheio. Depois da noite passada, consegui confirmar os meus reais sentimento pela Lu. Não tenho certeza se os sentimentos dela são recíprocos mas não me custava muito deixar claro aquilo que sinto. Mas, ao mesmo tempo tenho receio de me declarar sem ter contado a ela a parte ruim da minha vida. A parte que devo aturar desaforos de pessoas que nem são minha família de verdade e as vezes até de meu próprio pai. Sim, estou falando dos Bae's.

Desde a tentativa falha de minha prima ficar comigo, ela fez questão de colocar toda a família contra mim, por raiva de ter sido rejeitada. Conta mentiras até sobre meu ex relacionamento com a Tiffany. Dizia que batia nela e que me pegou na cama com outra, tudo na frente de meus avós e pais. Eu odeio as duas, com todas as minhas forças. Tenho NOJO do que elas são capazes de fazer. Transformaram minha vida num inferno dentro de casa. 

Esse é o último motivo de eu ter vontade desde novo de ter um apartamento só meu. Tendo meu próprio canto, me livro por alguns momentos de ver a cara de qualquer um deles. Meu pai acredita em mim em certos pontos, sabe que não seria capaz de fazer metade do que minha prima diz. A minha mãe é a única que sempre ficou do meu lado e me ajuda até hoje. Ela também está na batalha comigo de mostrar ao meu pai a verdadeira face dos Bae's. E infelizmente, como minha vida já era vista como falha por metade da família por não seguir o futuro que esperavam, as palavras da Irene, (apelido de minha prima) eram vistas como verdadeiras. Odiava em vários momentos ter uma família tão tradicional e muitas vezes burra. 

Deixei esses pensamentos de lado pelo momento e iniciei minhas aulas do dia. Amava meu trabalho e jamais o largaria.
 
[...]

Terminei meu serviço e seguí direto para minha moto, já meio atrasado pelo 'delicioso' jantar. 

Entrei na casa de meus pais e fui recebido pelos falsos cumprimentos de meus falsos tios. Nunca entendi direito qual a relação deles com minha familia, mas sei que a falsidade por lá era constante. Minha família de verdade morava em Daegu e eu realmente sentia falta deles.

Tentei manter minha calma e minha cabeça em paz até que avistei Irene acompanhada da VACA da Tiffany. As duas eram amigas a um bom tempo já, pelo meu azar. Não dei nem um simples 'oi' para nenhuma delas. Consegui ver um sorriso maldoso se formar no rosto plastificado de ambas, me deixando levemente preocupado. Já imaginei que coisas boas não iriam acontecer.

— Vamos todos nos sentar! Agora que meu filho chegou, podemos dar início ao banquete!— Minha mãe disse, fingindo estar alegre com toda a situação. Ela também não gostava desses momentos e só aturava tudo isso pelo meu pai.

Apenas fiz o meu prato e sentei na mesa mais afastado possível das duas cobras que habitavam o lugar. Segui o jantar inteiro quieto, contando cada segundo para voltar logo para meu apartamento. Ficaria apenas por no máximo 3 horas. Já era mais do que o suficiente.

Tive meus pensamentos dispersos assim que ouvi citarem meu nome em uma conversa paralela entre os pais de Irene e meus pais.

— E o Kim já está trabalhando em matemática? Não desistiu ainda da profissão?— Han Bin, a mãe de Irene falou, pouco se importando se eu estava lá ou não.

— Na verdade está sim. Trabalha na escola nacional de Seoul. Só tenho orgulho de meu filho, hm? — Minha mãe respondeu, me fazendo sorrir por ter ela para me defender. Resolví permanecer quieto, não querendo confusão.

— Ah.. Ele é um desperdício de talento.. Tendo um pai tão competente em um dos melhores hospitais do país, TaeHyung prefere seguir sua carreirinha como professor.. — Han Bin suspira, negando com a cabeça.— Espero que PELO MENOS esteja fazendo o serviço direito..

— Ah, gente. Acho meio difícil agora que ele achou mais uma distração na vidinha monótona dele.— Levantei o olhar e percebí que a merda da Irene havia começado suas provocações.

— Agora que ele achou mais uma menininha para iludir, comer e jogar fora, sua carreira definitivamente está em risco.. Uma pena..

Não acreditando na merda que aquela puta estava falando, me preparei para falar alguma coisa mas quando fiz menção de abrir a boca, escuto um choro vindo de Tiffany.

— Só espero que ele não faça com ela aquilo que ele fez comigo.. — Tiffany fala, com suspiros de choro CLARAMENTE falsos.— Sabe.. Ele me traiu, me usou e sempre fui fiel e leal.. Acho que, acho que os homens na-não procuram ma-mais isso hoje em dia..

Não aguentando mais a atuação das duas e o falso escândalo de Tiffany, me levanto bruscamente da mesa, arrastando minha cadeira pelo chão:

— Ao invés de ficarem se pagando de santas, por que não fala quando tentou me agarrar à força no seu quarto, hm Irene? E você Tiffany, PARA DE SE FAZER DE IMBECÍL! Você sabe muito bem o que nos fez terminar e tudo foi culpa apenas sua. Olha o seu nível cara, fingindo choro na frente dos meus pais por pura raiva e ciúmes. Supera garota. Já se fazem 3 anos. — Falei elevando meu tom de voz. Me inclinei um pouco na mesa e apontei meu dedo bem na cara das duas, que sentavam uma do lado da outra:

— E não ousem nem citar a Luana em uma frase. Não quero o nome dela na boca de duas vadias sujas que nem vocês duas.ela conseguiu em aproximadamente 2 meses ser incrivelmente melhor que vocês duas juntas.— Cuspi minhas palavras na cara delas e na de todo mundo no jantar. Minha mãe estava com um sorriso no rosto, tentando segurar a risada, meus avós quase engasgados com a comida, meus falsos tios de boca aberta e olhos arregalados e meu pai com um sorriso demonstrando um certo orgulho de mim? Não sei, mas estranhei sua reação.

— E vocês dois intrometidos na nossa vida, meus queridos "tios"— Disse fazendo aspas com os dedos e me afastando da mesa, os encarando— eu não caio na de vocês. A falsidade é quase palpável aqui. Mas saibam que o hospital jamais será dado para uma familia tão lixo como essa. Ah, e tomem cuidado com a filinha amada que criam. Quando menos perceberem, ela vai estar tentando agarrar a força e trancar no quarto dela algum rapaz por não ter capacidade de achar alguém sem usar força, assim como ela fez comigo um tempo atrás. Mãe, nos falamos mais tarde. Avós, me perdoem por isso mas não aguento ficar aqui. Fiquem bem.

Terminei de falar e me retirei. Precisava deixar esse ambiente de merda que estava naquela casa. 

Pensei em chamar a Lu para conversar e contar toda a história. Porém, me lembrei que a mesma estava abarrotada de trabalho para fazer e a única coisa que quero é atrapalhar. 

Resolvi então ir beber um pouco, para me animar. Precisava, de alguma maneira, dar uma relaxada depois dessa cena na casa dos meus pais. Logo após algumas cervejas, telefonaria para a Lu e então marcaria um ponto de encontro.

Peguei minha moto e seguí para o bar perto de meu apartamento, já muito conhecido por mim.
Entrei, avistei o bartender de sempre e lhe dei um simples acenar se mãos.

— O de sempre, TaeHyung?— Ele me perguntou.

— Sim, por favor.

E assim começou. Sentí o gosto da cerveja descer pela minha garganta, me deixando em uma situação de puro prazer. Estava realmente precisando daquilo tudo.

Mais um gole, outra garrafa, outros goles, outras garrafas...

Quando menos esperei, estava totalmente alterado. Quando digo totalmente, é 1198438% alterado. Sem chances de raciocinar uma mísera frase se quer.  Acabei exagerando na dose e deixei o momento me levar. Comecei a falar frases sem sentido algum para o bartender e para qualquer ser que passava em minha volta.

— Sim cara eu amo pra caralho a Luana mas sou frouxo para assumir, sabe como é né!?— Falei, conversando com um cara qualquer.

Achando ainda não estar suficientemente bem, bebi mais e mais cervejas,batendo completamente o meu récorde anterior. Eu não estava nem 0,00001% sã das coisas. Esbarrava em tudo, cheguei a dar uma leve vomitada, causava no bar e coisas do gênero. Por conta disso, as pessoas foram indo embora do lugar.

— Eu vou te matar Tiffany. Fique longe de minha namorada. A Lu não merece nem olhar pro seu rosto de merda. — Dizia enquanto cambaleava pelo estabelecimento.

— TAEHYUNG TE ACHEI! GRAÇAS A DEUS MEU AMOR!

Só me lembro de ter escutado uma voz que odiava, de uma mulher que detestava vindo da porta do bar. Meu corpo não respondeu a seus chamados. Fingí que não escutei.

— Vamos TaeHyungie, vamos até o banheiro lavar esse rosto, querido.

Senti longos dedos me puxarem forte, me machucando e quando subí minha visão bem alterada e borrada, encontrei a Tiffany me segurando.

— O QUE? ME SOLTA FILHA DA PUTA. DESENCOSTA DE MIM!

— Ah, Tae.. Se fosse você não me trataria assim.. Vai calar a boca por bem ou por mal. Como foi inconsequente, será punido.

Ela então me jogou na parede que estava um pouco antes do banheiro, pegou um lenço dentro da bolsa dela e prendeu minha boca entre o tecido.

— Você vai ficar quietinho agora, sim? Deixe-me aproveitar desse corpinho que tanto sentí falta..

Sentí as mãos dela tocarem o botão de minha calça jeans, me subindo um total desespero. Entrei literalmente em pânico. Tentei de todas as formas me livrar dos apertos dela mas estava tão bêbado, mas tão bêbado que não tinha forças suficiente. O engraçado é que mesmo assim, eu a repudiava cada vez mais.

Tentei chamar desesperadamente a Lu enquanto sentia a outra passar seus lábios pela minha barriga se aproximando de minha região íntima.

— Não, não é não TaeHyung! Nem TENTE falar o nome dessa vadia nem por baixo do lenço. Essa puta precisa aprender a se posicionar e não mexer naquilo que não é dela. Agora SILÊNCIO Kim.

Nunca sentí tanto nojo de mim mesmo. Comecei a perceber que lágrimas corriam pelo meu rosto todo mas mesmo assim não parei de tentar me soltar.

— Pare de agir que nem um imbecíl, TaeHyung. Fique quieto de uma vez, moleque! — Ela disse e me acertou bem no rosto, com um tapa do lado direito.

Só conseguia chorar. Minhas pernas já fracas foram de encontro ao chão no momento seguinte que ela me agrediu. 

As mãos dela atravessaram de vez minha calça e cueca, estimulando meu pênis. Literalmente quase desmaiando e não respondendo meus próprios comandos, meus olhos foram fechando lentamente. Mas não permiti, com forças que não sei de onde, isso acontecer.

Não se passou muito tempo para perceber que a mesma sentava no meu colo, abusando de mim. Ela subia e descia do meu pênis enquanto eu me encontrava largado no chão, sem conseguir ter nenhuma reação. Só continuei chorando. Por mais que estivesse bêbado, minha raiva por ela era tão enorme que mesmo fora de mim mesmo continuava a detestando.

Me assustei quando ví a mesma abaixando o lenço de minha boca e sentí um forte flash em meu rosto. Aquela filha de uma puta tirava uma foto nossa, naquela situação e com certeza usaria isso em seu favor. 

Ela levantou depois de minutos, vestiu a sua e a minha roupa novamente, me levou para fora do bar e encontrou minha moto. 
Me colocou na garupa e ouví ela ligar o automóvel.

Paramos em frente no que sabia ser sua casa e ela nos colocou deitados na grama de seu jardim. Sem nem pensar ou conseguir me conter, meus olhos fecharam ainda cheios de lágrima e eu adormeci lá mesmo, quase desmaiado. 

Só fui acordar depois de umas 3 horas lá. Não sabia ao certo pois não acordei tendo muita noção de tempo ou espaço. Minha cabeça estava explodindo, minha voz quase não saía mas estava mais consciente de tudo dessa vez. Aos poucos, minha cabeça foi lembrando todo o ocorrido das últimas horas. Não aguentei. Ví que a Tiffany estava dormindo na grama do meu lado e lhe dei um belo soco na boca do estômago. Ela acordou irritada pra caralho. Ia me bater quando ambos ouvímos vozes se aproximando.

Vozes que prontamente identifiquei. As vozes das pessoas que menos gostaria que me víssem agora.

Sentí Tiffany logo beijar meus lábios novamente, me deixando confuso e muito assustado. Mas que merda está acontecendo!? Mesmo pensando meu corpo ainda estava fraco e totalmente manipulável.

LUANA'S POV

Deixei o hospital com a Robi comigo. Decidimos que passaria a noite em sua casa hoje, para ficarmos mais a vontade para conversar. 
Seguimos direto para a casa dela, que se encontrava em uma rua bonita e arrumada de Seoul.

Ela havia até desmarcado seu encontro noturno com Yoongi para falar só comigo! Mas o mesmo jurou que depois a puniria por cancelar. Ela quase morreu quando ele  disse isso, mas ok.

Conversava com Robi o caminho todo, nos aproximando cada vez mais da casa dela. Quando estávamos quase em sua porta, me deparo com a única cena que jamais estivesse esperando.

— Luana, que PORRA QUE É AQUILO?  NÃO ME DIGA QUE ESTOU VENDO O TAEHYUNG BEIJANDO A TIFFANY ENQUANTO AMBOS ESTÃO DEITADOS NA GRAMA. Fala que estou alucinando, pelo amor dos céus.— Robi disse, parando de andar na hora.

Minha cabeca começou a doer na hora. A raiva me abrigou totalmente em segundos.  Não podia ser. O que.. o que era tudo aquilo? E-ele ontem mesmo estava comigo e agora..

— Alguém pode explicar QUE MERDA está acontecendo aqui?

A Robi literalmente gritou. A Tiffany logo nos encarou e deu seu sorriso mais cínico do mundo.

— Ops, TaeHyungie.. Fomos pegos no flagra. — Disse com sua cara maliciosa.
 
Eu me encotrava totalmente desolada para falar ou fazer alguma coisa. Já havia percebido que gostava dele a muito tempo  mesmo sem dizer prontamente e se tem uma coisa que eu realmente não tolero, é a pessoa ter minha confiança e depois jogá-la fora como se eu não valesse nada.

Meus olhos estavam abarrotados de água, mas me recusei a deixar uminha se quer sair. Funguei várias vezes, fechando minha visão querendo que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo.

— Lu, meu Deus eu juro que não é nada do que você está pensando.. Ai, minha cabeça está doendo pra caralho.. Essa louca abus..

— Não ouse terminar nenhuma frase, TaeHyung. Não dirija nenhuna palavra sua para minha amiga, está entendendo!?

Escutei Robi respondendo pois a mesma sabia que eu não seria capaz de fazer nada.

— Ué, por que estão assim? Uma foda minha com ele não vai matar ninguém, não é TaeHyungie!?— Tiffany falou. Não resisti e olhei para eles de vez. TaeHyung estava com uma cara péssima e percebi que o mesmo não conseguia se levantar, até porque toda vez que tentava a Tiffany o empurrava e prendia as mãos do meu homem. Mas minha raiva e decepção eram tão enormes que não ousei tentar ajudá-lo.


— Eu.. Robi, por favor.. Vamos. E-Eu não tenho nada pra fazer aqui mesmo. Eu posso ficar em sua casa hoje até amanhã?

— Claro Lu.. Vamos entrar. Fique o tempo que precisar. Vem.— Disse e me puxou pelo braço, me dando um leve abraço antes de partimos. Não aguentei. Derramei lágrimas em todo o jaleco da Lolô. Não conseguia acreditar no que tinha visto. Seguimos então até a casa da Ro.

—LUANA PELO AMOR DE DEUS NÃO É ISSO QUE ESTÁ PENSANDO! EU GOSTO DE VOCÊ E SÓ DE VOCÊ! EU NÃO SE.. 

— CALA BOCA TAEHYUNG OU QUER QUE EU MOSTRE NOSSA FOTO DE HOJE A NOITE PARA AS DUAS? Na verdade, isso seria uma ideia brilhante.— Ouvi Tiffany gritando enqunto empurrava TaeHyung na grama e tampava a boca do mesmo. Por alguma razão desconhecida, ele parecia não conseguir levantar nem falar nada. Momentaneamente eu suspeitei de que algo estava estranho, mas logo ví a imagem no celular dela dos dois transando em um bar. Foi o estopim. Aguarrei Robi pelo casaco de uma maneira forte e rápida   e a fiz entrar logo na casa comigo. 

Trancamos a porta e subimos direto para seu quarto, sentando na cama.

— Eu não acredito no que eu vi, Roberta. Como ele pode depois de passar a noite TODA comigo fuder logo aquela VACA da Tiffany? E-Eu não consigo acreditar..— Solucei e chorei.

— Eu não acredito que eles nem vergonha tiveram pra se agarrarem na frente da minha casa! Eu vou matar ele e essa vaca da Tiffany.

— Eu preciso me afastar dele o máximo possível Robi. Depois avise o Yoongi por favor. Eu não acredito em tudo isso..

— Vai ficar tudo bem, Lu.. Eu te prometo isso, de alguma maneira.

Ficamos mais umas duas horas conversando e tentando pensar em formas de ficar o mais longe possível do Tae e da piranha. Não fazia sentido. Não fazia! Todos os gestos, toques, beijos e frases que ele havia me dito não se encaixavam nem um pouco na situação que vi. Não sei ao certo o que vou fazer. Preciso me afastar e não vou me deixar abalar (mais) do que já estava sofrendo.

Com minha cabeça borbulhando de tanto pensar, acabei adormecendo na cama de Robi. Tenho que seguir em frente, de forma ou outra.

[...]

—Lu, acorda.. Já são 12 horas da tarde. Desculpa te fazer levantar agora mas sei que deve passar no hospital para checar a senhora Park. Vamos, acorde..

Senti meu corpo ser movimentado pelas mãos da Lolô. Assenti com a cabeça para ela, já retirando minha coberta de meu corpo.

— Ah, claro Robi.. Obrigada. Eu v-vou tomar um banho e já saio. Obrigada por tudo.

— Aish, não agradeça nada, mulher. E fique a vontade! Eu vou pro hospital com você. Saimos em meia hora.

Cheguei no hospital, fiz meus procedimentos e me recusei a ir novamente na cafeteria do Kim. Procurei um lugar tão próximo quanto e que não tivesse nenhuma marca do rapaz. 

Este foi um dos meus planos pra esquecê-lo mais rapidamente. Também, não frequentaria mais a balada da familia de Yoongi e nem sairia com a Robi, Kim e Suga quando fosse chamada.

Sou assim. Se acontece algo que me deixa profundamente triste, como ter minha confiança traida, eu mudo toda minha rotina e muitas vezes traços físicos meus. Tudo isso servia como uma saída pra mim, para não desabar cada vez mais e mais. 

Para completar minhas mudanças, resolvi tentar me divertir um pouco. Eu mesma marquei com o Suga e Robi de irmos em uma balada noturna de Hongdae. Não devo absolutamente nada a ninguém e não vai ter uma alma sequer que possa me parar de tentar ter uma vida mais em paz.

Voltei para casa de Robi, já encontrando ela sentada no sofá vendo algo na televisão.

— Lu, a balada que falou é as 22:00! São 19:30. Combinei com o Yoongi dele passar aqui exatamente 22:00h para não chegarmos nem muito cedo, nem muito tarde, pode ser?

— Pode sim Robi.. E Lolô, o que acha da ideia de eu fazer uma tatuagem? E talvez sei lá, pintar o cabelo ou algo do tipo..?

— Não me diga que ainda pensa em fazer aquele dragão que tinha vontade desde o colégio!? O que eu acho? Super apoio! Só que vou precisar ir junto com você para te ver sofrer com as agulhas! — Robi me respondeu, me fazendo rir pela primeira vez depois do ocorrido.

— Ele mesmo. Não sei, acho que ele vai representar bem minha vida até aqui e tudo o que já mudei desde a faculdade. Acho que os fatos recentes só fizeram minha vontade de fazer a tattoo aumentar. 
Prometi que ia ter sucesso em minha profissão e prometo a partir de agora ter mais independencia de mim mesma e o dragão consegue englobar todos esses significados juntos.

— Muito foda, mesmo! Tem um estúdio de tatuagem perto da casa do Suga! Podemos passar lá uma hora para acertar preços e tamanhos, ok?

— Claro. Bom, agora vou me arrumar se não vamos nos atrasar.

— Vai lá, Lu! Eu também já vou me arrumando.

Subi e entrei no banheiro me preparando para um banho. Infelizmente não fui capaz e nem forte o suficiente para conter algumas lágrimas que desabaram em meu rosto. Eu estava amando o Kim, quase me declarando quando tudo isso aconteceu. De forma ou de outra, isso vai mudar.

Peguei meu vestido cor nude, curto,  colado e  de alcinhas e um salto preto. Passei minha maquiagem leve no rosto e caprichando no batom. Peguei logo um vermelho, pra chamar atenção mesmo. Não esqueci de colocar meus anéis nos dedos e compretar com um colar simples de prata.

Terminei de me arrumar e eram aproximadamente 21:45, então fiquei aguardando com a Lolô no sofá enquanto Suga não chegava.

Não se passou muito tempo e já ouvimos uma busina vindo da parte de fora da casa. Levantamos justas e saimos.

— Boa noite amor- Yoongi disse selando os lábios da Lolô e seguiu seu olhar para mim. Ainda não tinhamos nos visto depois do ocorrido com o Kim mas aposto que ele já sabia de tudo. Afinal de contas, ele é Min Yoongi. Não existe algo que aconteça ou exista que ele não saiba. 

Veio em minha direção e apenas me abraçou, me confortando. Soltei um longo suspiro em seu ombro, me sentindo de certa forma bem com seu aperto. Ele sabia como tranquilizar uma situação, e isso nunca precisou de nenhuma palavra. 

— Sinto muito por tudo isso Lu.. Você vai ficar bem.

— Obrigada Suga.. Veremos.

Fomos para o carro indo de encontro à balada e entramos seguindo logo para pista de dança.

— Amiga! — Robi disse meio alto por conta do volume elevado da música.— Se solta e curte a vida! Por mim, por favor.

— Não se preocupe! Eu irei!

Fechei os olhos e deixei a música me levar. Cada melodia e batida forte da eletrônica, me deixavam mais e mais calma, quase que me fazendo voar.


— Não é possível! Você realmente me segue, mulher.

— Koo-Kookie? O que faz aqui!? Você é muito baladeiro mano!

— Eu gosto de sair de vez em quando. É bom para esfriar a cabeça! Lu, vamos sair daqui? Não consigo te ouvir bem!

— Quê? O que disse? Não foi bem no ENEM?

— Que porra é ENEM criatura! Vamos sair daqui logo!!
 
E sem entender bulhufas, sou arrastada para a parte de fora do lugar, onde tem um pequeno jardim com bancos, provavelmente o local onde os bêbados ficavam após a balada acabar.

— Ér, Lu, eu precisava falar com você e por isso te chamei aqui fora. Desculpe pela pequena força que apliquei sem querer!

— Pequena? Quase perdi minha pele Kookie!— Rimos juntos.— Mas vai em frente.. O que quer falar?

— Você por acaso tem algo com meu irmão?

E ponto. Meu peito esmagou só de ouvir a menção do V. Tinha momentaneamente esquecido de tudo.

— Kookie, e-eu acho que não quero falar disso agora..

— Por favor! Ele estava em casa ontem chorando que nem uma criança mas se recusou a falar o porquê alegando estar com vergonha de si mesmo. Só que o que ele não esperava é que enquanto dormia chamasse por seu nome centena de milhares de vezes, pedindo perdão e que nada era o que parecia ser. Sei lá, ele tem um hábitos noturnos meio estranhos..

— Eu nunca cheguei a ter nada concreto com seu irmão, Kookie. Mas ele acabou comigo ontem.

E assim contei tudo para o Jung. Tudo mesmo! Sem receio de nada. De uma certa maneira, eu sentia confiança nele, o que era absurdamente bom.

— Isso tem cheiro de armação, Lu. Você não tem ideia do quanto ele falava de você! Juro! Estava até me deixando com raiva pois você era sempre o único assunto da casa. Ele queria até te apresentar pros meus pais!

— Sério? Bom, eu não sei Kookie.. Pensei que algo estava errado na hora também pois ela não permitia ele se levantar ou falar qualquer coisa! Mas me deixei levar assim que ví a foto deles transando naquele bar perto da casa dos pais de vocês.

Um silêncio se fez presente assim que terminei de falar. Mas não a tempo de deixar o clima desconfortável, longe disso.

— Eu tenho uma proposta, querida Luana. Sabe que nunca superei aquela noite em que te ví pela primeira vez né?

— Meu Deus! Hahahaha.. Aquele dia foi engraçado. Sua cara quando eu saí foi extremamente hilária! — Disse gargalhando pra ele. — Desculpa migo, continua.

— Então, que tal eu te ajudar a tirar a cabeça do foco atual nos aproximanos de uma forma.. digamos diferente?

— Eita porra. Kookie, pelo amor de Deus me fala que não se apaixonou por mim. Você sabe que eu ainda gosto do seu ir..

— Que apaixonar o quê! Não estiu nessa fase da vida não, fofa. Poderiamos ter tipo uma amizade colorida, saca? Nos pegamos, saimos juntos, nos confortamos quando um precisar mas tudo sem sentimento envolvido! 

— E qual seria o propósito disso tudo?— Perguntei, mesmo que a proposta tenha sido extremamente convidativa logo de primeira. Afinal, JungKook é um tremendo gato e realmente me ajudaria a esquecer o Kim mais facilmente. Estaria lingando deles serem irmãos? Longe disso. Acho que o TaeHyung não pensou nisso quando enfiou seu pau em outra mulher. To realmente pouco me fudendo.

— Pura diversão! Você é gata, sei que me acha gato, moramos perto, ambos solteiros e ainda te ajudaria a desvendar o caso com o Kim. Só não vale paixão.

— Fechado, JungKook.

[...]

— AISH! ME SOLTA JUNGKOOK, PELO AMOR DOS CÉUS HAHAHAHA

— VOLTA AQUI PIRRALHA, NINGUÉM MANDOU ROUBAR O CONTROLE DE MIM BEM NA HORA DO MEU GOL!

Estavamos eu, Robi, Suga e Kookie na casa do menino mais novo. Eu passei a vir mais para cá nessas últimas quase 3 semanas passar meu tempo com JungKook, chamando sempre minha amiga e o Yoongi. Sei lá, de alguma maneira era a melhor forma de me fazer esquecer de vez o V. Vinha sempre que ele estava trabalhando ou quando simplesmente não estava em casa por algum motivo aparente. 

Acabei me rendendo ao maior assim que ele começou a fazer cócegas em mim, algo que me deixa desesperada.

— KOOKIE PARA CARALHO! EU ODEIO ISSO.

— Da próxima vez pense duas vezes antes de quebrar o clima da partida no FIFA. A culpa não é minha que você joga mal e não aguentaria tomar o 6 gol meu.— Terminou sua fala rindo, ficando de joelhos do meu lado enquanto eu estava no chão e curvou levemente sua cabeça de encontro com a minha. Tirou meu cabelo bagunçado de frente do rosto com seus dedos e me dando um selinho,depois me ajudando a levantar do chão, onde tinha acabo se acontecer esse ataque pra cima de mim.

—Cara, eu realmente nunca serei capaz de entender a relação de vocês dois, puta que pariu. — Escutei Yoongi dizer e rir de nossas caras. 

— Nem me fale amor. Eu já sou uma pessoa perdida por natureza e esses dois só pioram mais meu estado mental.

— Yah Robi. A culpa não é nossa que uma parte provavelmente importante do seu cérebro não formou direito. — Retruquei, fazendo tomo mundo rir, inclusive o Suga.

— YOONGI PARE DE RIR AGORA. Eu tenho meu cérebro muito bem formado, ok? Vocês que são demasiadamente retardados, credo.— Lolô falou, saindo do colo do namorado e virando logo depois um olhar nada agradável pro mesmo. — Nem pense em falar comigo depois dessa, Senhor Min.

Só observava a atuação de minha amiga. Ví que ela se levantou do colo do Suga e colocou a mão na maçaneta logo indicando que iria sair.

Yoongi levantou rapidamente, segurando Lolô pelo pulso, não deixando ela concluir a ação.

— Amor, eu tava brincando. Sabe que eu te amo do jeitinho que você é, não sabe?

— Aish, me solta. Eu só vou tomar água, não posso?— Falou, mentindo descaradamente andando para trás novamente, fingindo estar brava com o rapaz só pra ganhar o que ele fez a seguir.

— Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. Te amo. — Yoongi terminou, dando vários beijinhos no rosto dela, a fazendo rir e abraçar o mesmo no instante, com um olhar bem mais amigável.

Ambos se aproximaram novamente de mim e do JungKook, que estavamos em uma rodinha no chão com o menino deitado em meu colo. Antes deles sentarem definitivamente, escutamos a porta ser aberta por quem eu menos estava querendo ver naquele momento. Kim TaeHyung.

E não só um Kim normal, e sim um com os cabelos pretos aparentando ser azuis de tão escuro levemente bagunçados , uma camisa preta com os dois primeiros botões abertos, um óculos redondo e uma calça social também preta, pra fuder de vez com meu psicológico. Nota especial para sua tatuagem no pescoço, que me derrubava em segundos.

Ele abriu a porta e imediatamente nossos olhares foram trocados. Não era capaz de desviar de seus olhos escuros nem por um segundo. Logo percebi o quanto ele parecia estar cansando e com um rosto claramente abatido. Me dava a impressão de estar pedindo ajuda, de querer que eu me levantasse na hora e o beijasse no mesmo instante, o que quase fiz. Alguma força provavelmente superior me fez ficar no mesmo lugar, estática, sentada com o Kookie perto de mim.

— É.. Acabei de voltar da escola e escutei uns barulhos estranhos vindo daqui. Sinto muito ter atrapalhado o divertimento de vocês.— Mesmo estando um pouco afastada, escutei o longo suspiro que ele soltou. — E eu só quero que você saiba de uma coisa.— Falou apontando em minha direção, com os olhos banhados em lágrimas.

— Eu não desisti de você e nem irei. Vai ser só minha de novo e eu vou conseguir te provar que o que está pensando não é o certo. Cara, você é.. você foi a única que conseguiu me tirar dos eixos. Não pense que vai se livrar de mim tão facilmente assim. 

E a porta foi fechada com força. Quando reparei, todos eles olhavam para mim com preocupação. E não é por menos.

Meus olhos já estavam cheios de lágrimas, prontinhas para serem expelidas. Apenas levantei, chamando Robi para irmos embora. Sabendo que o Tae estava no mesmo ambiente que eu, não me fazia ter disposição para mais nada. Como doía. Como doía querer estar perto dele e uma traição nos separar.

—Antes de irem, acho justo te contar que o Tae está fazendo de tudo para te ter. Ele até menciou um certo plano para te mostrar tudo certinho.— Ouvi Kookie dizer, me fazendo o encarar rapidamente.

— Como assim? Você sabe de mais alguma coisa? Que merda que ele vai querer me provar se o que eu ví ninguém precisou me falar?

— Só sei disso. Ele está puto comigo por saber que está mais próxima de mim. Mas a culpa não é minha que ele não soube aproveitar quando teve.

— Aish, esse homem me deixa com dor de cabeça. Bom, obrigada pelo dia, gente. Vamos Robi, amanhã é domingo o e eu preciso aplicar o remédio na senhora Park.

— Tchau gente. Obrigada pelo dia. Te amo, amor.— Robi terminou. 

 

TAEHYUNGS POV

Finalmente as coisas começaram a ir um pouco a meu favor. Depois de tudo o que a Tiffany tramou para mim, tive a brilhante ideia de tentar achar alguma forma de provar pra Luana que tudo não passou de um engano enorme, tremendo.



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