História Fic - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Drama
Exibições 13
Palavras 1.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Super Power
Avisos: Álcool, Incesto, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Uma história se escreve com sangue


Lugar desconhecido próximo a Moscou 15:56

Sinto o gosto familiar de ferro na boca, eu e 09 estamos fugindo nessa maldita base enorme e não achamos nosso objetivo, estamos cansadas e feridas, mas falhar não era uma opção...

O vento passa pelos meus cabelos assim como o sangue alheio, perdi as contas de quantos corpos minha faca "visitou" hoje. Minhas balas acabaram assim como as de 09, eu precisava seguir em frente, nossos esforços não podiam ser em vão.


          Eu e 09 fazemos parte de uma organização sem nome, internacional que age conforme os próprios interesse, manipulando governos e povos inteiros, extremamente poderosa e principalmente: letal.

Desde que nascemos já fomos retiradas de nossas famílias, se é que um dia estas existiram, e fomos recrutadas para um novo programa de agentes especiais, especializados em se infiltrar e derrubar internamente outras organizações menores que divergiam da nossa, por isso éramos máquinas: sabíamos muitas línguas, etiquetas, leis, modos de manipular e mentir, formas de matar e é claro formas de atuar. O único problema que nossos chefes esqueceram é que ainda éramos humanas apesar do que fazíamos e como fazíamos. Não tínhamos nome completo e nem sabíamos nossa idade ao certo, por não haver um dia que reconhecemos como nosso nascimento e afinal de que adiantava? Sempre tínhamos que decorar novos papéis, novas identidades e consequentemente novos aniversários.

O projeto era composto por um total de 100 crianças que ao atingir 7 anos eram testadas ao máximo e a recompensa era viver para o próximo dia, ao final sobraram 9 crianças, depois de meses de testes só estas haviam sobrevivido e cada vez mais o número diminuía. Trabalhávamos em duplas e apesar  do número ímpar sempre havia um de nós que trabalhava sozinho como informante

Eu me lembro até hoje da minha primeira missão: era uma tarde ensolarada, acho, gosto de pensar que sim, ameniza o nojo que sinto, eu fingia chorar com meu joelho ralado próximo á uma base de inteligência militar de terroristas, eles como bons homens (é claro), vieram "me ajudar", me pegaram no colo enquanto dizia  que havia me perdido dos meus pais e estes levaram para dentro da base me deixando em uma espécie de sala de controle, com muitas telas de câmeras - perfeito-  , o restante foi fácil, aqueles sujos começaram a querer brincar comigo e assim que o mais tolo se aproximou; em um olhar rápido fiz a contagem de quantos haviam na sala e quais suas armas e puxei a faca do que estava a minha esquerda e cortei a garganta do que se aproximava pela minha frente, rapidamente me aproveitando da surpresa dos outros dois presentes, cravei a faca no peito de um e o usei de escudo para os tiros do outro, nisso a base já havia inteiro se alertado, plantei uma bomba simples, sem muita enrolação no canto da sala e me certifiquei de apagar as câmeras, e o restante foi fácil, sai pela porta da frente enquanto todos se reuniam na sala em que estive e assim que atingi uma distância segura o barulho alto de explosão ecoa e sinto o calor típico do fogo consumindo tudo. Meu trabalho estava feito.

 

Balanço a cabeça para me tirar dos devaneios do passado e foco nos rosto de 09 me falando coisa incompreensíveis, a bomba de efeito moral sempre é um pé no saco. Quando o efeito passa observo nossa situação, agora com 19 anos, faltando um ano para sermos liberadas da organização estamos loiras por descoloração e usando lentes em um maldito quartel de idiotas russos que traficam desde drogas até seres humanos, grandes lixos, e infelizmente, venho estado nessa merda de lugar por dois longos meses, minha missão não era as drogas, armas ou crianças e sim verificar um boato maior: a existência de um tipo de soldado fortuna, algo que decidiria a forma de guerrear no mundo, e é claro que meus chefes a queriam. Porém ninguém sabia dela, somente os de alta patente que quase não saiam do subsolo, aonde devia estar guardada essa porcaria.

- 06! Atenção! Escute o que eu falo com atenção! Precisamos seguir, eles ainda não sabem que nós é que começamos a suposta invasão, então podemos circular livremente como se estivéssemos caçando os responsáveis, certo? - A menor diz agitada enquanto estamos agachadas em um corredor abafado, ou pelo menos o que sobrou dele depois da bomba que ela fez. Eu sou a especialista em armas e combate corpo a corpo, também me aventuro como médica da nossa dupla, já ela é quem entende de química e usa isso para bombas e gases, além de ser a hacker, o que eu definitivamente não posso fazer com a minha pequena paciência. Observo ela arquear as sobrancelhas em um pedido de confirmação da minha parte.

- Certo. Eu vou na frente. Vamos para o subsolo, temos trinta minutos para recuperar a arma e sair antes de a instalação inteira cair. - Puxo uma faca e entrego o revólver a ela, eu lido melhor com facas.

Seguimos pelo caos de homens e mulheres correndo a procura de alguém, no caso nós, e ao chegarmos no subsolo 09 rapidamente destrava o sistema, que demorou os malditos 2 meses para decifrar, entramos no local mais gelado que o restante do edifício e corremos até chegar o final do longo e polido corredor branco, passamos por mais algumas portas e Deus! Como minha perna dói! Alguns estilhaços de concreto me feriram e sinto os filetes de sangue escorrer pela minha perna, sei que está mais grave do que falei para a 09, pela quantidade de sangue que perdi é óbvio que foi pior do que o esperado, tentei estancar mas está fundo. Finalmente chegamos em duas portas enormes como se fossem de uma sala de cirurgia, empurramos e entramos no local, era um laboratório e no centro havia um tanque transparente e no formato de cilindro e dentro deste que parecia ter uma substancia transparente havia um garoto, extremamente belo, vestido apenas de calças  e blusa branca, sem nenhum fio ou aparelho para mantê-lo vivo.

Corro até o tanque e já pego uma cadeira para quebra-lo quando 09 segura meu pulso:

- Se ele está num tanque super protegido, é porque ele não é coisa boa, provavelmente ele é a tal "arma" já que a sala está vazia.

- Talvez, mas por enquanto temos que acordá-lo da soneca. - Lanço a cadeira com muita força no vidro que quebra e o garoto cai junto, mole, com a água. Eu e 09 levantamos ele e o tiramos dos cacos que não o feriu nem um pouco, ela estava certa, ele não deve ser humano. Deitamos ele em outro canto e a vejo olhar no relógio e me lançando um olhar para agir rápido, retiro do bolso de primeiros socorros uma injeção de adrenalina, e espero que dê certo, ou teremos que deixá-lo.

Quando me posiciono para aplicar a adrenalina com força no meio de tórax, ele segura minhas mão que estão fechadas em volta de seringa me dando um susto enorme e igualmente na 09, e abre os olhos, olhos dourados intensos que me prendem, mas mesmo assim, mesmo com um olhar de tirar o fôlego, uma pele branca e perfeita, cabelos de cor preto moldando um garoto extremamente adorável, eu sinto, eu sinto o... perigo.



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