História Fica Comigo - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Adultério, Drama, Homossexualidade, Lésbico, Yuri
Visualizações 124
Palavras 1.885
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, desculpem a demora! Não desistam de mim, não foi por querer ^^
Já até estava com saudades de ler os comentários quando posto um capítulo! :D

Vou tentar postar um segundo hoje para compensar minha falta!

Capítulo 23 - Um Colar e um Anel


Para resumir aquela noite na The Week posso falar que só fui ver a Letícia de novo na hora dela voltar para BH e desde então eu fazia o que sempre jurei de pés juntos que nunca faria: eu traía meu namorado, e com a minha melhor amiga para piorar a situação. 
       Eu continuava namorando o Beto e a Fê continuava saindo com a Camila e com outras meninas, nada mudou sobre isso; nós continuamos com a nossa amizade colorida, como ela gostava de chamar. 

Já estávamos perto do Natal e eu teria que voltar para casa para passar as festas lá e a minha mãe já estava me irritando porque eu queria ir dia 24 e ela queria que eu fosse hoje, dia 20 mas nós acabamos concordando com o dia 23.  Como daqui a três dias eu já teria que ir para BH resolvi passar no apartamento da Fê para dar o presente de Natal que eu comprei para ela... 

 

- Fê...? - já vou entrando no apartamento dela, nos desacostumamos a tocar a campainha mas nunca passo da sala, Deus me livre pegar ela transando com alguém, ia ser o momento mais constrangedor imaginável. 

- Quarto! Vem aqui... - ouço ela gritar e sigo para o seu quarto. 

- Vim te dar o seu presente de Natal... - comento ao me sentar na sua cama só para vê-la sair do closet usando apenas um shorts e um top, me fazendo babar com aquela cena.

- E eu posso começar a desembrulhar já? - sentou em meu colo com uma perna de cada lado do meu corpo e deu um sorriso cafajeste enquanto levantava lentamente a barra da minha camiseta. 

- Para de ser convencida que esse não é o teu presente... - sorri ao segurar suas mãos para impedir que ela continuasse com aquele movimento.

- Mas é esse que eu quero... - me encarou fazendo um bico para depois começar a beijar meu pescoço. 

- Fernanda, fica quieta um pouco! - tentei juntar toda a força de vontade que eu conseguia - Se depender de você eu não consigo te dar esse presente hoje... 

- Tá bom... - suspirou e me encarou - Mas depois eu vou cobrar, viu?! - deu um sorriso safado ainda me encarando e sem sair do meu colo; apenas sorri e alcancei minha bolsa que estava do meu lado, procurando o presente. 

- Feliz Natal! - entreguei o embrulho que continha uma correntinha e uma pimentinha de prata - Como sei que você não é muito religiosa, resolvi te dar uma pimentinha que já ouvi falar que é boa pra proteção... Talvez assim você apanhe menos nos treinos de jiu-jitsu.

- Adorei! - falou sorrindo enquanto colocava a pimentinha no pescoço e me deu um beijo de agradecimento nada casto e agora sim eu queria a mesma coisa que ela há minutos atrás e já logo sinalizo isso ao subir minhas mãos por suas costas.

- Agora é a minha vez de te dar o seu presente! - falou com uma voz rouca carregada de desejo me causando arrepios e eu já até imaginava o orgasmo quase pornográfico que teria quando ela se levanta do meu colo e anda em direção ao closet me deixando frustrada e com a maior cara de bunda possível - Agora é a minha vez de ser a empaca foda... - voltou rindo com uma caixa nas mãos que me entregou.  

- Alguma dica? - perguntei enquanto desembrulhava o presente. 

- Não, só que eu acho que você vai gostar... - disse sorrindo e eu fiquei em choque quando vi que dentro da caixinha havia um anel - Sei que você a trilogia do "Senhor dos Anéis" é uma das suas preferidas, então mandei fazer uma réplica do anel do filme... - acho que uma réplica do anel do filme não estava nem nas 5 primeiras coisas que se passaram na minha cabeça quando vi aquele anel, sendo que a primeira delas foi que aquilo um pedido de namoro muito estranho. 

- Você não gostou muito, né? - passou as mãos pelo cabelo enquanto me olhava em expectativa e só nessa hora percebi que não tive reação nenhuma - Eu sou um pouco ruim pra dar presentes, mas você pode mandar derreter e fazer outra coisa...

- Não vou derreter, eu adorei! - levantei e a abracei, dando um beijo em seu rosto. Eu  realmente tinha gostado, não acredito que ela tinha mandado fazer um anel pra mim mas pra ser honesta ainda preferia que fosse um pedido de namoro estranho...

- Que bom! Porque eu já caguei no presente da Ana e não queria errar no seu também! - disse sorrindo e claramente aliviada. 

- Mas por que você já deu o presente pra Ana se você vai passar as festas de fim de ano com ela? - não estava entendendo mais nada, nunca vi alguém tão apressada assim. 

- Ela acabou mudando os planos, uns primos vão se casar em Buenos Aires no fim do ano então aproveitaram para passar o Natal lá também... Acho que ela volta dia 05 de janeiro. - deu de ombros ao me explicar. 

- Entendi... Então você vai passar o Natal com a Camila? - falei tentando parecer indiferente apesar de não ficar muito confortável com essa troca, preferia muito mais a Ana do que a Camila; já conhecia a Ana, sabia que ela era gente boa com a Fê e talvez o fato dela ser hétero influenciasse na minha preferência... 

- Não... Talvez só o Ano Novo, porque a Cah vai passar o Natal com a família e vai viajar dia 04 de janeiro para ver os tios na França. - só de imaginar as duas bebendo no Ano Novo em alguma balada ou na Paulista e se pegando enquanto eu estaria lá em casa, sem namorado e olhando o teto não me agradou.

- Vem passar as festas na minha casa! - falei sem pensar muito bem, mas não me arrependi - Você vai comigo dia 23 e voltamos dia 04... O que você acha? - "perdeu, Camilinha!"

- Se não for atrapalhar eu acho uma ótima ideia! E agora eu quero meu outro presente... - falou com um sorrisinho meio safado e logo me beijou me empurrando devagar para a cama. 

 

-- x -- 

 

Estávamos paradas em um posto abastecendo o carro para seguirmos viagem para minha casa em BH e a Fê estava vendo o caminho que o Waze mandava enquanto mordia o canto da boca inconscientemente, como sempre fazia quando estava concentrada em algo. 
          Eu só conseguia observar ela e pensar em como ela estava bonita com uma camiseta branca um pouco larguinha e de shorts jeans rasgado. Reparava na linha do seu maxilar que apesar de bem definido era feminino, no modo que ela fez aquele coque desarrumado quando paramos em um semáforo e em como ela ficava sedutora quando estava concentrada em algo. 

Pra variar, assim que pegamos a estrada já tive que brigar com a Fê para que ela ficasse dentro do limite de velocidade e enquanto via a paisagem mudar e ficava de olho na nossa velocidade me peguei tentando adivinhar o que a minha mãe iria pensar da Fê... Apesar da Fê ser muito educada, quando quer, minha mãe cresceu no interior e achava que mulher deveria ter cabelo comprido e saber cozinhar e costurar - quase o exato oposto da Fê, que tinha o cabelo na altura dos ombros, conseguia errar até receita de chá gelado e que já chegou a quase sair com uma camisa grampeada porque eu tinha falado que não ia costurar pra ela.

Minha mãe tinha falado para eu levar o Beto porque meus pais queriam conhecê-lo mas como ele acabou indo passar as festas com a família, decidi convidar a Fê. Já até consigo imaginar minha mãe falando que ele era muito bonito, educado e como nossos filhos seriam lindos - era estranho pensar em ter filhos com ele, apesar de uma das poucas certezas de que eu tinha na vida era a de que eu queria filhos, só a ideia de ser responsável por uma vida, ver aquela pessoinha se desenvolver e virar um ser humano bom já me enchia de expectativa. 
          A Fê seria uma ótima mãe, ela até sabe ser carinhosa quando quer apesar de não demonstrar muito... Acho que ela seria do tipo que ajuda na lição de casa e que cuidaria de arranhões e contusões com a maior calma do mundo, provavelmente devido à experiência própria, mas na hora de escolher a janta, é mais provável que o filho escolhesse algo mais saudável que ela - não consegui conter um sorriso com esse pensamento. 
           Também consigo imaginar o Beto sendo um bom pai, ele é atencioso e carinhoso e provavelmente saberia escolher uma janta melhor do que a criança... Se bem que nem sei se ele gostaria de ter filhos, nunca conversamos sobre isso - "acho que meu maior medo seria estar em um relacionamento em que o outro não queira filhos...". 

 

- Tá tão quieta... - comentou ao pôr sua mão na minha que estava sobre a minha perna - Tá pensando em que? - me olhou sorrindo, logo voltando sua atenção para a estrada. Normalmente eu reclamaria que ela não estava com as duas mãos no volante, mas ao sentir o calor da mão dela sobre a minha e a sensação gostosa dos nossos dedos entrelaçados me fizeram desistir de ralhar com ela. 

- Do que você tem medo? - a encarei enquanto acariciava as costas da sua mão com meu dedão. 

- Como assim do que eu tenho medo? - me encarou confusa - Tipo o que? Me fala o seu pra me dar um exemplo. 

- Acho que meu maior medo seria não ter filhos... - comentei dando vazão ao meu pensamento de momentos antes - De estar em um relacionamento e a pessoa não querer filhos... 

- Nossa, Deus me livre... - ela deu risada e eu não posso negar que combina com ela não querer mais responsabilidades - Mano, você já parou pra pensar que uma criança é o conceito de alien?

- Para de falar besteira, Fernanda! Lógico que não... - revirei os olhos. 

- Ela se aloja no seu útero, fica comendo tudo o que você come e sugando suas forças só pra poder crescer e quando te deixou só o bagaço e você não tem mais utilidade ela resolve que tá na hora de vazar e simplesmente sai de você... - deu uma risada que normalmente eu acharia gostosa, mas nesse momento só serviu para me irritar mais - EXATAMENTE COMO NO FILME ALIEN! 

- Você é uma ridícula, sabia? - desvencilhei minha mão da dela - Afinal, você não me contou seu medo... - tentei desconversar porque não sei quanto tempo ia resistir não bater nela. 

- Hmm, acho que seria estar vendo pornô no celular e compartilhar com alguém do whatsapp por acidente... - deu uma risada e não resisti mais ao impulso de bater nela - Aí, pra quê tudo isso, sua grossa?! - perguntou ao esfregar o local que eu tinha beliscado seu braço e apenas revirei os olhos. A Fernanda tem o dom de me tirar do sério... 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...