História Ficwriter's life isn't easy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek, Happyjimmieday
Exibições 825
Palavras 3.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~olha eu de novo aqui~

Oi ❤.
O plot para essa fic foi dado pelo ChanBaek Wishes na fase em que nós tínhamos que escrever ele e mandar para a seleção de novos autores (inclusive, eu passei, tô bem feliz). E eu recebi a permissão de modificar a história que eu havia mandado anteriormente, acrescentando váárias coisinhas para poder postar. No fim, acabei acrescendo mais de 2k de palavras /risos.

Ela é dedicada para a Jimmie, que é nossa bebê junto com a Nana no grupo. Nossa lindinha tá de aniversário hoje e eu aproveitei a chance para postar um presentinho.
É bem bobinho e simples, mas foi feito com todo o carinho do mundo e espero que goste, meu bem ❤. Te desejo tudo de bom nesse dia e nunca esqueça que você é muito especial para nós todas, feliz aniversário ❤.

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

Eu e Baekhyun sempre fomos aqueles pirralhos que não se desgrudam por nada.

Rimos de nós mesmos no período onde ficar banguela era normal — mas batemos nos outros garotinhos imbecis que se atreveram a fazer o mesmo, porque só nós podíamos rir um do outro —, também brigamos quando achamos que gostávamos da mesma menina. Mas tudo bem, porque no final da tarde já estávamos vendo desenho juntos no meu sofá e nem nos lembrávamos mais da dita cuja. Acampamos no quintal e juramos de pés juntos que não tínhamos medo de nada, entretanto, dormimos abraçadinhos no fim do dia.

Afinal, tudo era mais fácil quando estávamos juntos.

Sempre fomos esse tipo de amizade, sabe? A coisa mais clichê do mundo. E que poderia se transformar em uma perfeita comédia romântica de sessão da tarde quando descobri que eu estava irremediavelmente apaixonado pelo meu melhor amigo. Pois, segundo minha irmã, não era tão normal assim que eu sentisse ciúmes dele e quisesse abraçá-lo a todo instante.

E não apenas abraçá-lo...

Também não era normal eu meio que... Uh... Executar o famoso cinco contra um no banheiro enquanto me lembrava da boca redondinha ocupada em lamber o sorvete. E ela ficava tão bonitinha! Toda úmida e vermelhinha... Suspiro só de lembrar. Yoora vivia dizendo que Baekhyun era muito cego para ainda não ter percebido todo o “amor” que eu exalo quando estamos próximos.

Ah, por favor, eu sempre exalo amor.

Okay, talvez eu me torne um pouquinho mais pegajoso quando se trata do Baek. Mas a culpa não é minha se ele é todo apertável! É uma graça a nossa diferença de altura e como ele afunda o rosto no meu pescoço quando nos abraçamos, assim como é adorável ver o rosto pequeno queimar quando o deixo com raiva ou muito envergonhado para sequer me retrucar.

Logo, quando descobri uma das coisas mais legais da minha vida, Baekhyun entrou nessa comigo também.

Eu sou uma pessoa completamente de humanas, super good vibes e que adora um bom debate. Também sempre adorei escrever e as aulas de produção textual eram mais fáceis do que fazer o Baek ficar irritado.

Tínhamos a estranha mania de ler ao mesmo tempo, por exemplo, começávamos a ler determinado livro juntos para que pudéssemos sempre comentar sobre ele. Claro que às vezes rolava uns spoilers aqui e ali, mas nada foi tão assustador quanto ouvir um: “Chan... Tadinho do Sirius”. Gelei na hora, taquei meu livro no Byun também.

Assim que terminamos de ler Harry Potter, precisávamos de mais. Precisávamos urgentemente saber como seria os filhos deles indo para Hogwarts, o romance entre Scorpius e Rose — porque é óbvio que o filho do Malfoy e a filha do Ron ficariam juntos — e tudo mais que houvesse para ser descoberto ainda. Encontrar as tais fanfics foi como beber coca-cola gelada num calor infernal, era o paraíso e nós chegamos a virar noites inteiras lendo as mais diversas histórias.

Em um determinado momento, ler não era mais o suficiente.

Então, numa noite de primavera, eu e Baekhyun começamos a nossa jornada como ficwriters.

No fim, realmente levávamos jeito para a coisa.

 

(...)

 

— Chanyeol, você já terminou o capítulo cinco? — a vozinha arrastada se fez ouvir no meu quarto mal iluminado.

— Estou quase acabando. — chutei seu pé de brincadeira e ele chutou de volta. — Se você terminar de revisar o primeiro capítulo agora, nós podemos começar a postar amanhã.

— Uhun. — ele concordou voltando a encostar nossos pés.

Escondi o sorriso atrás da tela do notebook e esfreguei devagarzinho nossos pés cobertos por meias.

Já estávamos nessa há cerca de dois anos, e passávamos mais tempo pensando nos plots novos do que fazendo alguma coisa realmente útil. Ao longo desse tempo, nós aprendemos bastante coisa juntos, assim como descobrimos com qual parte cada um se dava melhor. Talvez fosse por isso que Baekhyun preferia deixar as cenas quentes para mim, quer dizer, não era como se eu fosse o pegador, entende? Eu apenas sabia escrever bem demais aquelas partes.

E juro que nem sei como.

Mentira, eu sei sim. Era fácil ter inspiração quando se é apaixonado pelo seu melhor amigo que, inclusive, você já viu — e sentiu — de pau duro. Ser tão íntimo de alguém acaba ocasionando diversas situações, às vezes bem boas, uma pena que elas apenas me rendiam uma homenagem ao baixinho e não o tipo de contato que eu realmente queria. Tínhamos o costume de dormir na casa um do outro duas vezes por semana no mínimo, mas nenhum de nós tinha duas camas no quarto e o Baek se mexia muito durante a noite.

O resultado?

Já acordei várias vezes com aquele baixinho praticamente em cima de mim. E eu quase morria quando me dava conta de que estava deitado de costas com as pernas abertas e uma puta ereção, e ele colado em mim. Geralmente uma daquelas coxas enormes estava em cima do meu pobre amiguinho, e o sem coração do meu melhor amigo tinha a própria ereção contra o meu quadril.

Se ele se mexesse só um pouquinho, eu gozava, com certeza.

Baek era daquele tipo que parece ser super rude e chato, sabe? Ele não é muito de demonstrar afeto em público — mesmo que segure a pontinha da minha blusa de vez em quando para não se perder — e fica todo vermelhinho de raiva com as minhas demonstrações excessivas de carinho. Eu sou uma pessoa muito emocional e que gosta de contato, fazer o que?

Entretanto, já tem alguns dias que as coisas estão… Diferentes.

Apesar da insensibilidade dele, bastava que estivéssemos deitadinhos prontos para dormir que ele baixava a guarda. Conversávamos baixinho, com o sono chegando devagar, e ele se aproveitava para enroscar nossas pernas de um jeitinho agradável. Logo suas mãozinhas iam para o meu pescoço e o seu tronco para mais perto do meu.

Baekhyun fazia isso quando já estava bem sonolento. Ele apenas me abraçava meio de lado, suspirava e então adormecia. Já me perguntei várias vezes como ele não acordava com o meu coração batendo tão forte.

Claro que depois ele mudava de posição e às vezes até mesmo me chutava sem que querer, contudo, sempre voltava para a sua posição inicial. Assim que abria os olhinhos inchados, afastava-se sem dizer nada; levantava ainda meio dormindo e ia direto para o banheiro.

Só que como eu disse antes… As coisas estavam diferentes. Já tinha uns dias que as suas ações eram complementadas por detalhes que faziam minhas mãos suarem frio e a minha mente ficar em branco. Antes de adormecer, quando já estava abraçado a mim, Baekhyun me apertava um pouquinho mais e então enfiava o nariz no meu pescoço; certa vez ele até mesmo beijou a minha bochecha antes de dormir! Ainda teve a ousadia de sussurrar um manhoso “boa noite, Chan”.

Era raro que ele acordasse antes de mim, mas isso começou a acontecer com frequência. Sabia que ele estava acordado, pois eu mesmo despertava com os dedinhos tocando meu cabelo num carinho tímido e doce. E Baekhyun fingia que não sentia minha ereção contra a sua coxa, assim como eu fingia que não sentia como ele acabava pressionando a sua contra mim. Era difícil resistir, mas, antes de ser completamente apaixonado por ele, eu também era um medroso.

E se eu estivesse interpretando as coisas erroneamente? E se ele não retribuísse? E se ele acabasse se afastando caso eu tomasse alguma iniciativa?

Eram muitas dúvidas e nenhuma resposta.

Baekhyun estava estranho, isso era um fato. Entretanto, não era de todo ruim, o normal nunca me pareceu muito atrativo de qualquer forma. Sempre gostei do estranho, e ele ser garoto era como um bônus.

Então eu apenas continuava aproveitando aquele lado mais carinhoso de Baekhyun, porque ele não reclamava mais sobre o contato físico e eu adorava poder tocá-lo.

Terminei a minha parte e coloquei o notebook na escrivaninha que ficava bem ao lado da cama justamente por isso. Soltei um murmurinho preguiçoso ao me espreguiçar e logo me deixei cair na cama. Baekhyun estava concentrado e era uma gracinha ver os olhinhos miúdos indo de um lado para o outro enquanto revisava o que já havíamos escrito. Ele ficava ainda mais bonitinho com aqueles óculos enormes.

Até mesmo ouvi a risada arteira que soltei internamente ao me aproximar dele, aconchegando-me ao corpo quentinho e passando o braço por sua barriga. Baek fingiu que nem notou e continuou a revisão.

Eu aproveitei mais, é claro. Ergui o tronco apenas o suficiente para que meu rosto ficasse próximo ao seu pescoço, o cheirinho do shampoo dele me fazendo ter vontade de arrastar o nariz pela pele clarinha. Contive meus impulsos melosos e me permiti apertá-lo um pouquinho mais.

— Yah, não me aperte assim. — resmungou.

— É que você é tão fofinho que dá vontade de esmagar. — apertei-o mais forte para dar ênfase.

— Cala a boca, Chanyeol.

— Termine isso logo para que a gente possa dormir. — fingi um bocejo.

Era óbvio que eu não queria realmente dormir. Eu apenas ansiava por aquele momento em que Baekhyun cedia; aqueles instantes em que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo e sequer me lembrava que na manhã seguinte ele provavelmente agiria como se fosse nada. E, na verdade, o meu maior medo era que fosse isso para ele: nada.

Suspirei sem querer, completamente absorto, e levei um susto quando Baekhyun fechou o notebook com um tantinho de violência.

— Eu não vou conseguir terminar isso com você fungando no meu pescoço, seu idiota. — xingou tentando parecer irritado enquanto largava o notebook. — Vamos dormir logo.

Como as luzes já estavam apagadas, apenas saímos de cima das cobertas e ajeitamos os travesseiros. Mas dessa vez eu faria diferente.

Não esperei que ele tomasse a iniciativa, estendi um braço e o puxei para que se acomodasse bem juntinho de mim. Acabei sorrindo quando percebi que automaticamente ele levou a sua perna para ficar entre as minhas. Fui um pouquinho mais ousado e pousei uma mão em seu joelho ao passo em que a outra se embrenhou nos fios macios do seu cabelo. Acariciei seus fios devagar e respirei fundo para sentir o cheirinho gostoso que desprendia do baixinho.

Segurei um risinho feliz quando Baek sequer percebeu que suspirou pelo meu carinho.

Apesar de todas as minhas reações típicas de alguém completamente apaixonado — coração disparado, mãos suando, borboletas no estômago, mente em branco, etc —, eu me sentia mais relaxado do que nunca. O corpo pequeno e macio enroscado ao meu me trazia uma paz que eu jamais acharia em outra pessoa, e confesso que muitas vezes o tamanho desse sentimento me assustava. Com dezessete anos, a gente acha que sabe tudo da vida; achamos que podemos ser donos da verdade sempre que bem entendermos e que não precisamos de mais ninguém.

Entretanto, a intensidade do que eu sentia me fazia abrir os olhos para as coisas as quais eu não pensaria normalmente. Era um tiro no escuro e eu estava sem proteção alguma.

 Fiquei surpreso quando uma das mãos de Baekhyun se moveu de onde estivera pousada em meu peito. O Byun a subiu devagar até encontrar meu rosto e seus dedos tocaram suavemente o meu cenho que eu nem percebera estar franzido.

— O que houve? — perguntou num tom ameno.

— Nada. — respondi.

— Tem certeza? — insistiu enquanto sua mão repousava novamente, dessa vez em meu pescoço.

Não consegui não tremer com aquele toque na minha pele descoberta, por mais casto que fosse.

— Sim. — murmurei.

Baek ficou em silêncio e se moveu com cuidado, ficando com metade do tronco quase em cima de mim e o rosto praticamente enterrado no meu cabelo.

— Eu gosto do seu cheiro.

A minha boca se abriu em choque, meu coração não perdendo tempo em bater mais acelerado que nunca. Tenho certeza que ele notou a forma como meu peito começou a subir e descer um pouco mais rápido que o normal, minha respiração se tornando rasa. Contudo, Baek não se afastou, ele apenas esfregou o nariz ali devagarzinho e se acomodou melhor.

— Chan? — chamou em meio a um bocejo.

— Oi.

— Amo você.

Naquela noite, por volta das duas horas da madrugada, o maior sorriso possível despontou em meu rosto na escuridão que era meu quarto. E percebi que eu realmente não tinha proteção alguma quando se tratava de Baekhyun.

— Também amo você, baixinho. — me virei minimamente para beijar seus cabelos e senti como ele riu soprado contra o meu pescoço.

Em meio ao desejo de que aquele momento nunca acabasse, adormeci.

 

(...)

 

Eu e a minha irmã sempre fomos muito próximos e isso não mudou nem mesmo quando ela foi para a faculdade. Inclusive, ela foi a pessoa que sempre ouviu os meus desabafos e me deu conselhos sobre a confusão sentimental que eu era por causa do meu melhor amigo. O seu último conselho martelou por dias na minha mente e, naquele momento, eu me pegava escondido debaixo de uma coberta e temendo a reação do baixinho.

O fato é que eu não aguentava mais.

O ano já estava para acabar, e eu e Baekhyun passamos quase ele todo nessa tensão. Sim, tensão. Porque eu tenho certeza que ele percebia e apenas não dizia nada, inclusive, ele colaborava bastante para que ela acontecesse, não é mesmo?

Decidi me declarar e acabou saindo do jeito mais tosco possível. Eu jamais teria coragem de falar tudo o que eu sinto em voz alta para ele, não sou bom quando se trata de falar sobre meus próprios sentimentos. Contudo, eu era muito bom em falar através de personagens. E foi isso que me salvou.

Eu havia escrito uma fanfic inteiramente dedicada ao baixinho; cheia de referências nossas, inspirada em situações que passamos juntos e ainda narrando pelo meu ponto de vista todos os momentos em que meu coração ameaçava sair pela boca. Não tinha como eu ser mais claro. Realmente não tinha.

Entretanto, eu tremia de medo e nervosismo. E se ele não sentisse nem uma pontinha do que eu sentia? E se ele se afastasse? Se passasse e me odiar?

Todos esses receios faziam com que eu me sentisse a pessoa mais desesperada do mundo, temendo que eu tivesse feito a coisa errada ao escolher me declarar. Só percebi que estava quase chorando quando senti os cantinhos dos meus olhos molhados.

— Chan? — o tom rouquinho da sua voz me fez estremecer visivelmente e senti suas mãozinhas tentando puxar a coberta que me cobria.

— Você pode fingir que isso nunca aconteceu, Baek. — falei sofrido sem tirar a coberta de cima de mim. — Prometo que nunca vou forçar a barra, só não se afasta de mim. Por favor, eu entendo que você não retribui, só… Não me deixa.

Levei um susto quando a coberta foi puxada com força e me encolhi todinho, fechei os olhos e me recusei a encará-lo. Eu não aguentaria vê-lo olhando para mim com repulsa ou qualquer outra coisa parecida. Acabei soluçando baixinho.

— Por favor, não me deixa… Só esquece isso.

— Eu não posso esquecer isso. — seu sussurro pareceu muito próximo. — E nem quero.

Ainda não tinha coragem para abrir os olhos, e apenas tremi mais quando senti as mãos macias no meu rosto. Ele deslizou os dedos delicadamente pelas minhas bochechas e a minha respiração se acelerou quando Baekhyun enxugou os resquícios de lágrimas com beijinhos cálidos.

— O que você está fazendo, Baek?

— Olhe para mim.

Respirei fundo antes de encará-lo e arregalei os olhos assim que notei que ele estava muito próximo. Seus polegares acariciaram o meu rosto mais um pouquinho e acabei entreabrindo a boca, completamente pasmo, ao notar como seus olhos brilhavam de um jeito absurdamente bonito e como o sorriso retangular que eu amava parecia maior do que qualquer outro que ele já houvesse dado.

Meu coração poderia vencer uma Firebolt quando Baek se aproximou mais, me encarando daquele jeito que eu ainda não sabia identificar o que significava. O sorriso em seus lábios se desmanchava aos poucos, mas o sentimento bonito e brilhante ainda enchia os olhos pequenos e expressivos. Apesar de todos os sinais, eu continuava nervoso. Mordi o lábio inferior com força.

O baixinho inclinou-se para que pudesse alcançar minha orelha, e eu me arrepiei todinho quando sua respiração quente ficou tão perto.

— Se eu olhasse no Espelho de Ojesed, veria nós dois juntos. — sussurrou.

Não importava o quão bom eu era com as palavras, eu jamais seria capaz de descrever o que aconteceu dentro de mim ao ouvir aquela declaração usando uma cantada fofa de Harry Potter. Baekhyun me abraçou com força e eu tinha certeza que ele estava com o rosto que nem um tomate, dizer aquilo talvez tivesse exigido muito de si afinal.

A felicidade era tanta que eu não agüentei e comecei a rir; meu sorriso escancarado se transformou numa risada e não demorou muito para que Baek estivesse me acompanhando. Seu peito ainda pressionado contra o meu, nossos corações batendo juntos e as suas mãos nos meus ombros. O abracei com força, minha cabeça lutando fazer cair a ficha de que, sim, Baekhyun retribuía meus sentimentos. Por mais louco que isso pudesse parecer.

O ar risonho continuou ali quando as risadas cessaram, e eu tive o prazer de sentir Baekhyun estremecer quando segurei seu rosto e o fiz me encarar de perto. Com os rostos próximos e os olhos ávidos do meu melhor amigo sobre mim, umedeci os lábios antes de falar com todas as letras.

— Eu sou completamente apaixonado por você, Baekhyun. — suspirei. — E já tem bastante tempo.

Eu esperava que o Byun ficasse com vergonha, esperava que ele se escondesse ou me abraçasse novamente apenas para fugir do meu olhar encantado sobre si. No entanto, não foi assim que aconteceu.

Em um segundo eu vi o rosto corado se aproximar ainda mais, e então ele havia me beijado. Baek tinha os olhos cerrados com força e a boca comprimida num bico que eu não deixei de achar a coisa mais fofa do mundo. Meus lábios se curvaram em um sorriso pequeno antes de retribuí-lo, deixei minhas pálpebras caírem e meu estômago se contorceu todo quando encaixei nossas bocas devidamente e percebi como os lábios do baixinho eram extremamente macios.

As mãos pequenas se enroscaram no meu cabelo e acabei ofegando quando senti a pontinha molhada da sua língua tocar meu lábio inferior com um pouquinho de receio. Afastamos os rostos minimamente apenas para que pudéssemos voltar a encaixar nossos lábios, foi como se fogos de artifício explodissem atrás das minhas pálpebras quando aprofundamos o beijo e Baekhyun soltou um murmurinho cheio de dengo.

— Por que demoramos tanto para fazer isso? — ele perguntou quando nos separamos.

Admirei a face corada e os lábios úmidos e vermelhinhos de Baekhyun, ele era tão lindo.

— Podemos fazer isso sempre que você quiser a partir de agora. — sorri, não me contendo ao fazer um carinho na sua nuca.

— Sempre? — tentou esconder um sorriso ansioso mordendo o lábio inferior.

— Uhun. — acenei.

— E se eu quiser que continuemos fazendo isso pelo resto da noite? — indagou. — Amanhã, depois de amanhã, semana que vem... E por muito, muito tempo?

— Nós vamos ficar com as bocas sem sensibilidade alguma se nos beijarmos por todo esse tempo, Baek! — arregalei os olhos de forma exagerada.

Ele riu e me deu um tapa no braço.

— Seu idiota.

— Ei! Mais uma coisa. — falei como se fosse contar algo muito sério. — A partir de agora, cada vez que você fizer desfeita dos meus abraços em público, você vai ficar sem os meus beijos pelo dia inteirinho.

— Chanyeol! — choramingou. — Você não seria capaz.

— Ah, quer fazer o teste? — arqueei as sobrancelhas e recebi uma risadinha como resposta. — Pois trate de levantar então, sem mais beijos para você por hoje.

Fingi que estava o empurrando para me levantar quando fui calado subitamente. A boca macia do baixinho voltando a encontrar a minha de um jeitinho afoito que só ele poderia ter. Perdi a respiração por alguns instantes ao passo em que ele puxava meu cabelo sem muita força e eu chupava sua língua com calma.

— Isso é tão bom... — suspirei quando nos separamos novamente.

— É mesmo? — indagou enquanto esfregava seus lábios delicadamente sobre os meus.

— Acho que tudo que envolva você deve ser bom. — falei enquanto minhas pálpebras pesavam pelo carinho gostoso.

— Posso dizer o mesmo sobre você. — sussurrou.

Eu sorri enquanto Baek acomodava-se sobre mim e sequer me importei de que acordaria dolorido no outro dia. A felicidade que eu sentia era tanta que eu chegava a crer que a qualquer momento eu explodiria. Minhas bochechas doíam de tanto sorrir e Baekhyun tão próximo me fazia achar que eu podia estar preso em algum sonho.

— Chan?

— Hum?

— Eu também sou completamente apaixonado por você.

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado, bebê ❤.
Beijo, até a próxima.
https://twitter.com/heynamjoonnie


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