História Fidelidade e Propósito - Capítulo 2


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Categorias Originais
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Palavras 3.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura pessoal!

Capítulo 2 - CHEGADA - Parte 2


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SALAZAR

A você que está começando neste mundo, bem-vindo. Mas já aviso que isso aqui não é nada parecido com as terras "mágicas" que vocês devem estar acostumados a conhecer. Essa cidade tem sim alquimistas, "magia", mistérios e tabus anciãos, mas têm também dezenas de problemas que meros feitiços jamais vão resolver.

Meu nome é Salazar Tenebrae, um alquimista duma das famílias mais ricas de Alda — e também uma das mais manchadas por desonras. Fiz quinze anos há dois meses, e meus pais acharam que por isso já estava no tempo de me jogarem no Liceu... E essa é razão pela qual estou neste momento com meu fidelis numa carruagem a caminho da bendita escola.

O que falar sobre mim... Pedido difícil. Já tentaram se descrever para alguém?  Se não, fiquem sabendo que é estranho. Mas de qualquer forma, vamos lá: ainda que tenha quinze anos, sou relativamente baixo. Relativamente, porque mesmo não estando muito abaixo da média, fico ridiculamente nanico perto da vara de bater-pecado chamada Natanael, que é um palmo mais alto que eu. Meu cabelo é loiro, longo e parece ter um pouco de vida própria, então se você o visse pensaria que eu precisava cortar urgentemente a juba, assim como repetia insuportavelmente minha tia avó toda vez que me via. Mas não é como se eu fosse mudar meu jeito por isso.

Como sou herdeiro da família da noite, é de se esperar que eu não curta muito o Sol. Sou branquelo e meio magro, mas sigam a onda de Natan e me chamem de assombração que transformo vocês em lindos cactos ornamentais. Ah... Acho que a última coisa importante — não tanto assim — que tenho pra falar sobre minha aparência é que meus olhos são lilases. Talvez, por algum acaso do destino essa informação seja importante porque conta uma característica bem particular dos Tenebrae, sendo que eu te recomendo que corra caso veja alguém com essa cor de olhos que não seja eu, porque, veja só: às vezes até mesmo eu  tenho medo de meus parentes.

...

— Não acredito nisso, Salin... — pela milésima vez reclamou Natan, recostado na poltrona à minha frente. — Estávamos atrasados há uma hora, agora estamos ferrados!

Olhei para fora da janela da carruagem e soltei um longo suspiro. Como Natan conseguia ser tão chato? Um grande mistério.

— Se me encher mais uma vez, você vai terminar o caminho correndo — tentei soar sério, mas minhas ameaças já não funcionavam há algum tempo com ele. Ainda olhando para fora, escutei o bufo irritado de Natan. — Deveria é me agradecer pelo atraso. Não diga que está ansioso para chegar à nossa prisão?

— Não é que eu queira...

...

Me ajeitei para encará-lo.

Natan me enervava na maior parte do tempo, mas quando eu precisava de um amigo ele sempre estava lá; uma pessoa muito leal. Não é muito inteligente, mas também não é tão idiota quanto eu digo e repito para ele. Tenho comigo que por ser muito impulsivo ele acaba passando a ideia de que é estúpido. Uma ideia bem errada.

Ele é um mudo que me serve desde que eu tinha apenas cinco anos, e mesmo que não tenha orgulho disso, confesso que fui um mestre detestável no começo, num momento muito delicado de sua vida, quando ele acabara de perder os pais — num incêndio até hoje cercado de contradições e acontecimentos suspeitos. Mas hoje, mesmo que ainda nos alfinetemos, ele jurou-me fidelidade e eu prometi que descobriria a verdade por trás de seu passado como retribuição.

Com dezesseis anos, ele não era mais tão desengonçado como no passado. O tempo fizera-lhe bem, e mesmo a altura, que sempre teve demais, acabou por deixá-lo  bonito de um jeito diferenciado dos outros. Porém, não pensem que eu via isso com bons olhos. Não era normal um fidelis com sua aparência, o que me fazia questionar ainda mais sobre suas origens. 

Algo nele parecia gritar que seu sangue não vinha realmente de camponeses, desmentindo o que minha mãe contara para mim sobre os pais dele.

...

— Não é que eu queira — respondeu-me. — Mas você sabe que devemos ir, mesmo não querendo.

— Não gosto quando você fala como se o que queremos não importasse — franzi as sobrancelhas. — Mais um ano e seremos adultos, Natan. Não temos direito nem de mandar em nossos narizes? 

Ele inclinou o corpo para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.

— O que um fidelis quer realmente não importa, e quanto a sua vontade, tenho certeza que poderá fazê-la valer quando for o Guardião da cidade — ele sorriu, mas de um jeito forçado. — Mas por enquanto você não pode bater de frente com seus pais. Vai apenas se complicar.

Respirei fundo, frustrado. Disse que Natan era o mais impulsivo, mas sou eu quem fica parecendo um cabeça oca falando essas coisas. Ele tinha razão: meu pai mandava por enquanto, e a mim cabia obedecer. Mas juro de pés juntos que só engulo esse sapo até tomar O Legado das mãos do coroa... Quando conseguir, o circo vai pegar fogo.

— Você tem razão — rolei os olhos. — Estava apenas pensando alto.

— Mas deveria nem estar pensando muito nessas coisas — disse ele, mas eu não estava mais prestando atenção. De repente, a paisagem que passava rápido pela janela pareceu mil vezes mais interessante do que a cara de Natan. — Ainda mais você, que é um alquimista nobre! Se espalham um boato de que os Tenebrae estão contestando a leis... Quero nem imaginar.

— Mas não vão espalhar nada, porque esse assunto morre aqui — murmurei, irritado.

Não voltei a encará-lo. Odiava falar com Natan usando da autoridade que tinha, mas o assunto já estava me dando dor de cabeça. Estávamos quase chegando e, seguindo o conselho de meu amigo, comecei a viajar vendo os campos de trigo passando pela janela, evitando assim pensar nos problemas que me incomodavam.

...

Após deixar um Natanael ainda reclamando perto da baixa serventia, a carruagem continuou na estrada para me levar ao alto ensino.

Achava bem ridículo isso da escola separar alquimistas e fidelis, porque se já odiava seguir regras que não entendia, odiava ainda mais ficar sem poderes. E também, não sei como Natan vai se sair naquele lugar que não parecia nada receptivo. Não, não estava preocupado com ele, porque o treinei bem e ele é forte. Porém, quando vi que ao chegarmos o lugar já estava sem ninguém, quase me arrependi de ter enrolado para vir. Quase me arrependi, mas quando comi um punhado dos amendoins que havia trazido comigo, passou. No fim não era culpa, mas sim estômago vazio.

...

Depois de mais 30 minutos vencendo um trecho de estrada íngreme e estreito, o cocheiro parou a carruagem em frente a um edifício. Quando saí da cabine, Dimitre — o cocheiro — já desamarrava minhas malas.

— Obrigado, Dimi — agradeci quando ele terminou de passar minhas coisas, que se resumiam a duas malas de mão.

Ah, não se enganem. Ainda que eu chame Dimi de um jeito infantil, ele já era um senhor de cinquenta e poucos anos. Baixinho e magro, usava um óculos de aro redondo e tinha o rosto de alguém bem mais novo, sendo que só se via sua idade quando ele sorria e mostrava os pés de galinha.

— Gostaria que eu te acompanhasse, senhor?

— Não, me encontro sozinho. Até outra hora. — sorri de canto e acenei para ele antes de me virar.

— Orgulhe-nos, jovem mestre! — De costas, escutei o som do chicote açoitando o lombo dos cavalos, seguido do relinchar indignado e do chiado das rodas.

Estava oficialmente sozinho.

...

Andei até a varanda do casarão e soltei um assobio ao encarar a porta. Aquele lugar era bem pomposo em comparação com os blocos da baixa serventia, que vi de dentro da carruagem ao deixar Natan. O alto ensino era um conjunto de construções distribuídas pela encosta de uma montanha, e nem me pergunte como os casarões não desciam morro abaixo naquele terreno íngreme, porque mesmo eu que estou pisando e olhando pros benditos não consigo explicar.

Andei até a beirada da varanda e olhando para baixo consegui ver uma boa parte da baixa serventia. Dali eu só contava dois dos muitos prédios quadrados que vi, mas sabia que tinha mais deles contornando a montanha. Deduzi serem dormitórios, já que por minhas pesquisas os fidelis quase não teriam ensinamentos em sala, mas sim em campos de treinamentos... E falando nos campos de treinamento, eram justamente esses que se destacavam lá embaixo.

Além dos dois blocos de dormitórios, havia meia dúzia de grandes campos de diferentes formatos. Tinha um que parecia uma arena com arquibancadas; outro que era um "0", talvez para corridas; um dentro dessa pista de corrida, cheio de morros e buracos que mesmo daqui pareciam fundos... Enfim, a baixa serventia tinha uma variedade maior de exercícios do que os treinamentos meu e de Natan, mas aquilo não seria mais difícil para ele. O motivo de eu falar isso vocês saberão logo.

Até estreitava os olhos para enxergar mais detalhes, quando de um dos blocos saiu uma aglomeração de gente, que desta distância parecia um amontoado de pontinhos agitados. Eu, curioso, até que gostaria de entender o que estava acontecendo. Mas não tinha como enxergar o que se passava ali estando a algumas centenas de metros de altura.

Então dei de ombros e girei nos calcanhares.

...

Aproveitando que estou num lugar bem alto e que assim vejo boa parte da cidade, acho que falar um pouco de Alda vai ajudá-los a se situar:

Da união de seis feudos nasceu a cidade que desafiava o poder de Alexandra, a humana mais poderosa que já viveu. E não falo para me achar, mas um desses seis sempre foi comandado pela minha família, mesmo que das sombras no passado.

O que fez os feudos se unirem foi uma maldição lançado por essa mulher, que se tornou uma bruxa pouco antes de morrer. Sim, bruxa. A diferença entre alquimia e feitiçaria fica para outra hora, mas basta saber que todo alquimista pode, mas não deve fazer feitiçaria, uma vez que ela geralmente custa a vida do fidelis.

Enfim, uma bruxa chamada Alexandra amaldiçoou o ar, tornando-o venenoso para os humanos em todas as terras conhecidas, e já que nenhum alquimista conseguiu desfazer a maldição, feudos tiveram de se unir para criar cidades seguras. No caso de Alda, os anciãos levantaram uma barreira para manter o ar puro dentro de um espaço limitado, mas saibam que tal ritual custou as vidas duma centena de pessoas. História longa, outra coisa que fica para depois.

...

...Se você estivesse aqui, conseguiria ver a muralha de Alda ao longe, um risquinho marrom a Oeste. O muro na verdade é para manter os animais fora, mas a verdadeira barreira que afasta o veneno é invisível. Você deve estar confuso de eu falar que tem animais lá fora sendo que o ar é venenoso. Pois bem, desfazendo um mal entendido, saiba que fora da cidade há inclusive uma densa floresta de pinheiros. Alexandra fez a maldição especialmente para humanos, de forma que os outros seres vivos não fossem mortos.

Portanto, o que se via era um contraste:O verde  da floresta se perdendo no horizonte do lado externo, e do interno as construções da cidade disputando espaço. Alda era lotada, tanto que mesmo minha família ficou com apenas um centésimo das terras que tínhamos no passado. Na área urbana se destacavam os seis castelos dos nobres mais ricos, um deles o dos Tenebrae. Em volta desses, se distribuíam as mansões dos alquimistas da segunda classe, e por último, na periferia se exprimiam as casas dos mudos, todas pequenas, mas a maioria cuidada com esmero. Uma coisa interessante: boa parte das casinhas tinham jardins nos telhados para o cultivo de grãos ou frutos, formando assim um bonito mosaico.

Os mudos fazem isso para terem um alimento a mais, uma vez que o espaço seguro é muito limitado para todos terem fartura. Os únicos campos integralmente usados para a agricultura ficam no caminho para cá, e os grãos não são nada baratos.

... E já estou parecendo meu antigo tutor de cartografia.Chega.

...

Virei às costas para a cidade e voltei para a porta. Bati uma vez, bati duas. Ninguém atendeu, então girei a maçaneta e entrei.

O salão era maior do que parecia do lado de fora, todo sustentado por colunas de troncos. Bem ao fundo vi uma porta dupla, e parecia que ela era a única para qual dava aquele lugar. O porquê de terem feito um salão apenas para espalhar castiçais com velas crepitando? Não sei. O alto ensino parecia ter sido planejado por um nobre muito, mas muito excêntrico.

Caminhei até a porta e bati, e dessa vez me responderam. O "—Entre!" soou pela porta numa voz grossa e abafada.

Obedeci.

...

Era um escritório grande, mas não tanto quanto o salão inútil. Havia poucos móveis, que se resumiam a duas gigantescas estantes de pergaminhos, uma de cada lado, e uma escrivaninha com duas cadeiras, uma atrás ocupada por um homem e a outra a sua frente.

Ele levantou os olhos do papel em que rabiscava para me encarar. Estava a cinco metros de distância, mas os olhos azuis dele pareceram me congelar mesmo dali.

— Um Stiria... — Murmurei baixinho.

Stiria era uma das poucas famílias mais ricas que a minha, umas daquelas seis, donas dos castelos. E porque tão podres de ricos? Simples: eram os magnatas dos cristais, o que abrangia desde o gelo aos diamantes. 

O homem a minha frente tinha meia idade e era perturbadoramente elegante, vestindo das roupas mais caras que se tinha. Exibia uma barba bem cortada num desenho simples e rígido, enquanto que seu cabelo preto estava penteado para trás com tanto perfeccionismo que me daria um aneurisma. Sentava com uma postura arrogante, como se fosse dono do mundo... E pensando bem, talvez do mundo não fosse, mas de uma boa parte da cidade era sim!

...

— Sim, um Stiria... — repetiu ele. — Mas não me chame assim, Salazar. Pode me chamar de Latrisc.

— Sabe quem sou?

— Quem não sabe do sucessor dos Tenebrae? Eu tenho de fazer a lição de casa também... Determinar quais são os concorrentes fortes ao cargo de Guardião sempre foi importante, porém, é mais agora. Meu filho também concorrerá desta vez.

"Perfeito, só quero destruir o sonho dele de ver o filhão como o mandachuva. Ele deve gostar de mim", pensei. Depois de um segundo de silêncio constrangedor, ele pigarreou.

— Por favor, sente-se — ordenou ele, e eu caminhei até a cadeira vazia. Quando me sentei, Latrisc soltou um riso baixo. — Não faça essa cara... Não vou lutar as batalhas de meu filho. É ele o Stiria com quem você deve se preocupar — nem me deu tempo de eu soltar o ar em alívio, continuando: — Porém, como seu diretor, devo avisar que um atraso tão grande não será mais tolerado.

— Minha carruagem quebrou no caminho, senhor — menti descaradamente.

— Imagino... — murmurou ele. — Mas não se preocupe. Você ficará o tempo todo no Liceu durante este ano, então não teremos mais atrasos com carroças quebradas, dado que você não vai para lugar algum nelas.

Conhecendo ele há apenas dois minutos, já o odiava. Se eu quisesse descer a porcaria da montanha rolando eu desceria, e ninguém me impedia!

....

— Tempo integral, não é? — perguntei, engolindo a raiva.

— Exato — sorriu ele. Um sorriso falso que de tão treinado quase enganava. — Aqui está uma cartilha falando onde se faz cada coisa por aqui, bem como o horário de cada atividade — ele a pegou de sua mesa e estendeu para mim. — Aí estão também as regras. Lamento que tenha chegado tão tarde... Tivemos uma apresentação e depois um guia levou os grupos de iniciantes para os respectivos dormitórios.

— O meu é o 66-E. Se o senhor puder me falar para que lado devo ir, encontro sozinho.

Ele tamborilou os dedos na mesa, pensativo por um instante.

— Alícia — chamou como se tivesse outra pessoa ali conosco. — Leve o senhor Salazar até seu quarto e depois retorne.

— Sim, mestre — respondeu uma voz feminina.

Me virei na direção da voz e concluí que realmente não tinha mais uma pessoa naquela sala, mas sim duas. Os fidelis de Latrisc eram albinos e, vestidos de branco, se fundiram tanto aos tons creme da sala que nem os havia notado. O homem poderia ter convocado o sangue deles em qualquer momento e me atacado, e talvez morreria sem saber o que tinha acontecido. Aquele casal de mudos era o ideal do que seriam bons fidelis: silenciosos e extensões da vontade de seu senhor. 

Como eu sabia serem servos dele? Ambos tinham um St floreado tatuado na lateral do pescoço.

— Por favor, me acompanhe — pediu Alícia, me despertando do choque. Desconfiado e levemente receoso, me virei para encarar Latrisc, que assentiu me encorajando.

Limpei a garganta e com minha cartilha em mãos, segui a fidelis escritório afora. Primeiras impressões sobre meu diretor:

Sob sua máscara de riqueza e elegância, há algo nada, mas realmente nada bonito!

....

— Você e seu irmão são fidelis dele há muito tempo? — Perguntei a mulher que andava a minha frente. 

Sou curioso, já falei?

... E tanta curiosidade me leva à muitas situações desconfortáveis, como por exemplo, ser ignorado repetidas vezes pelos outros. 

— Ei, você fala, não? — Perguntei a ela, impaciente. Cruzávamos uma passarela que levaria a outro casarão.

— Sim — finalmente escutei sua voz. — Está me ordenando falar?

— Na verdade, não — respondi, surpreso com a conclusão a que ela havia chegado.

— Então se me permite, ficarei em silêncio.

Suspirei. Aquela mulher não havia perdido só sua liberdade, mas também sua mente e capacidade de agir sem que por ordens. Como já tinha visto outros fidelis naquele mesmo estado vegetativo, sabia que era inútil insistir. Então, fiquei em silêncio; uma parte de mim lamentando por Alícia, e a outa outra odiando seu mestre por saber que ele causara aquilo.

...

— É aqui, senhor — disse ela, parando a frente de uma porta.

— Muito obrigado.

Ela simplesmente assentiu, se virando e voltando pelo mesmo caminho.

Encarei o "66" na porta por segundos, e depois de dar duas batidas ocas na madeira, escutei o som de algo caindo no chão, para em seguida o trinco destravar e a porta se abrir.

— Olá, meu nome é... — arregalei os olhos. — Mas que droga...

— Bom dia, "Mas que Droga"! — o garoto de gelados olhos azuis riu debochado. — Prazer, Eliazar Stiria.

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