História Fiery - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Vmin
Exibições 26
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


To aqui depois de quase um ano, nem eu lembrava dessa historia, imagina vocês, mas ta aqui, e por sorte so tem dois capitulos, então da pra ler. Reescrevi o capitulo, mas acho que ninguém lembra mesmo mesmo. Espero que gostem, deixem os comentários <3.

Capítulo 2 - Motivos desconhecidos


Alguma coisa me puxava para fora da água, me puxava para a vida, para o mundo. Mas eu não queria ser puxado.

   Saí da banheira e me olhei no espelho acima da pia. Estava mais palido que o normal, as olheiras deixavam meus olhos ainda mais vermelhos, minhas mãos envelhecidas por conta do frio não sentiam meus toques. Meu corpo era magro, me sentia fraco, minhas bochechas fundas, já estava quase sem vida.

   Olhei para o alto e respirei fundo.

   – Me salve! - falei, quase como um sussurro, na esperança de que alguém lá em cima pudesse me ouvir.

   Enrolei uma toalha na cintura e saí do banheiro. Parker estava sentada no meio do corredor, parecia estar me esperando para mais uma vez jogar sua palavras em cima de mim; para cuspir suas palavras em cima de mim.

   Fui na direção do meu quarto tentando ignorar a sua existência, mas ela nunca seria capaz de ignorar a minha.

   – Não foi dessa vez? – perguntou.

   Ela sabia das minha tentativas de suicídio, mais do que isso, ela era a maior incentivadora das minhas tentativas. Não era como uma mãe, era mais como uma inimiga, ou nem uma inimiga poderia ser tão ruim quanto ela era.

   Cheguei na porta do meu quarto e girei a maçaneta antes que ela pudesse continuar.

   – Jimin, eu posso te ajudar – tirou um pequeno pacote de seu bolso e levantou na minha direção – você só tem que misturar na comida, se é que você ainda sabe o que é isso – riu debochado.

   Aquilo era tentador, mas tinha aquela pergunta que ficava em minha mente.

   – o que você ganha com isso?

   – não fale como se fosse eu que estivesse te matando – jogou o pequeno pacote com uma substância vermelha na minha direção, fazendo-o cair sob meus pés – você que vai fazer, e o que eu ganho? Ganho tudo! Eu não aguento mais conviver com essa sombra negra que ronda você, sem falar que você não é nada pra mim, me nego a dizer que sou sua mãe!

   Levantou-se, indo na direção de seu quarto.

   – Eu e você sabemos o quanto sua existência é desnecessária – disse antes de bater a porta atrás de si.

   Me agachei, pegando o pequeno pacote em minhas mãos. Eram pequenos grãos vermelhos, como venenos de rato, só que com grãos menores, idênticos ao de açúcar. Aquilo com toda certeza não era algo saudável, o que alcançava minhas expectativas.

   Tinha que sair para comprar algo para comer, não precisava checar a cozinha para saber que não tinha nada. Minha mãe nunca comprava comida, e eu nunca fazia questão de me alimentar.

   Me arrumei rapidamente, coloquei o pequeno pacote no bolso e sai de casa a procura do supermercado mais proximo.

   Já que quase nunca saía, não conhecia bem o bairro, mas não precisei andar muito para descobrir que existia uma loja de conveniência a duas quadras de casa.

   Estava nervoso só de pensar nos olhares que iria ter que aguentar assim que entrasse ali. As pessoas sempre olham para minha aparência, que é uma das piores possíveis, sem falar do quanto aqueles cochichos baixos me afetam. Eu nunca olho para os lados. Eu sei que alguém vai estar me olhando e me desaprovado, e eu vou desejar não ter estado ali, vou ter vontade de chorar, e só Deus sabe como as pessoas na maioria das vezes não são compreensíveis com a dor dos outros.

   – Pensa que é a ultima vez que você vai ter que aguentar isso, Jimin – falei para mim mesmo – a ultima vez – repeti.

   Respirei fundo e atravessei a rua.

   Na porta de vidro existia uma placa escrito "empurre", fiz o que mandava a placa.

   A loja estava cheia. Já podia sentir o olhar das pessoas em cima de mim, era como se vários elefantes subissem nas minhas costas e pulassem todos juntos ao mesmo tempo.

   Os cochichos começavam assim que eu entrava nos corredores. Ouvi alguém dizer que eu parencia ter alguma doença mental.

   Fechei meus olhos com força para impedir as lágrimas de derramarem. Acelerei meus passos sem ver para onde estava indo. Eu só queria sair daquela aglomeração de pessoas.

   Senti bater em algo e logo depois alguém gritar em advertência.

  Recuei e então finalmente abri os olhos, com dificuldades para enxergar por conta da quantidade de lagrimas que tinham se acumulado.
   – Ei, você não olha por onde an... – sua voz doce, melodica e estranhamente familiar fora drasticamente interrompida por seu espanto ao olhar para mim – você está chorando.

   Abaixei a cabeça tentando enxugar toda as lagrimas que ainda teimavam em encharcar meus olhos.

   – E o que você tem a ver com isso?! – tentei ser o mais grosso possivel para que ele não zombasse das minhas inconvenientes lágrimas.

   Pensei que ele iria me mandar ir a merda e ir embora, mas ao invés disso tocou a ponta do meu queixo levantando minha cabeça até que estivesse com seus olhos em cima dos meus.

   Com meus olhos já livres de todas aquelas lágrimas conseguia finalmente ver o dono daquela voz. Era o garoto que acompanhava Seokjin mais cedo na escola.

   Ele não me parecia tão atraente naquele momento quanto parecia agora, na verdade não o tinha olhado tão bem.

   Seus cabelos loiros se espalhavam em sua cabeça deixando alguns muitos fios em sua testa. A boca com um tom rosa, quase avermelhado, parecia ter recebido uma pequena porcentagem de gloss labial, mas, não, aqueles eram mesmo seus lábios, ele era mesmo real, mas era como um anjo.

   – Por que você está chorando? – largou meu queixo, parando sua mão em minha bochecha – Não chore, isso me parte o coração.

   Ele era tão doce e tão ingênuo.

   – Mas você nem me conhece.

   – Eu conheço sim – sorriu leve – sai todos os dias antes do ultimo sinal como se tivesse assuntos de vida ou morte, não fala com ninguém.

   – Isso não é o suficiente para você se preocupar comigo.

   – Você é um ser humano! Isso já é o suficiente!

   Ele era mesmo um anjo. Sua bondade estava além do que as pessoas eram, estava além de um lixo de pessoa como eu.

   Me afastei de seu toque, me afastei dele e segui meu caminho depressa além do corredor de mantimentos.

   – Jimin! – parei no mesmo instante quando o ouvi me chamar.

   Ele sabia meu nome? Como ele sabia meu nome? E como era o nome dele? Tinha me esquecido de seu nome, como eu era idiota!

   Senti minha mão fria ser tocada por suas mãos quentes. Era confortável somente o fato de estar perto dele, era como um cobertor fofo que as mães colocavam nos filhos para eles dormirem, as mães que eu via nos filmes, e eu nunca saberia se poderia aquilo ser real.

   – Eu posso ficar com você? – Perguntou ele – quero dizer, enquanto você faz suas compras.

   Ele queria ficar comigo, me acompanhar. Ele estava com pena de mim, e isso era a ultima coisa que eu queria que alguém sentisse por mim, ainda mais alguém como aquele garoto.

   Não.

   – Só preciso de ovos. E não preciso da pena de ninguém.

   Tirei minha mão das suas com delicadeza. Apesar de estar sendo grosso, ainda não queria que aquele contato tão simples acabasse, mas tinha que acabar, eu tinha que acabar com tudo o quanto antes, eu precisava chegar em casa.

   Ouvi seus sapatos se moverem com rapidez atrás de mim. Ele correu até que estivesse parado outra vez em minha frente, impedindo minha passagem.

   – Eu não estou sentindo pena de você! - ele falava alto, quase gritava, pelo canto dos olhos eu podia ver as pessoas começando a dar atenção a nossa conversa – me deixe comprar ovos com você, eu quero fazer compras com você!

   Ele parecia furioso, gritava como uma criança mimada, mas não era isso que eu via nele, ele não era nada mimado, ele não tinha nada de ruim.

   – Por que você esta falando tão alto? – eu estava fugindo do meu objetivo, eu estava desviando meu foco, aquilo estava errado – deixa pra lá, eu vou pra casa.

   Dei meia volta e fui na direção da saída da loja, não ligava mais para as pessoas que estavam ao meu redor, eu só queria ir embora, encontraria alguma coisa pelos armarios de casa ou apenas engoliria aquilo puro.

   Eu estava mais ansioso do que quando entrei, mais do que nesta manhã, mais nervoso do que já estive em toda minha vida.
   Pela primeira vez eu tinha tido contato humano desde que minha avó morrera, eu nem me lembrava mais como era aquela sensação, mas aquele garoto tinha me dado de volta, mais do que isso posso dizer.
   Assim que saí da loja de conveniência, tomei todo o ar que podia daquela noite fria de Seul. As lagrimas já tinham secado em meu rosto, não queria olhar para trás. Coloquei as mãos no bolso e sai a caminho de casa.

   Ouvi risadas assim que cheguei em frente a minha casa. Ela estava fazendo mais uma de suas reuniões com seus amigos viciados, aqueles que a ajudavam a rir e debochar de mim.

   Fui até a porta dos fundos e entrei por ela. Caminhei ate a escada com cuidado para não fazer barulho. Olhei na direção da sala de estar e, lá estava ela, um cigarro entre os dedos de uma mão e a outra mão nos fios de cabelo do cara que ela estava beijando desesperadamente.

   Eles estavam prestes a fazer sexo, e eu estava prestes a vomitar ali mesmo. 

   Subi os degraus da escada até chegar ao andar de cima para poder finalmente me trancar em meu quarto. Sentei na cama e tirei o pequeno pacote do bolso.

   O fitei por alguns instantes. 

   Por algum motivo eu não achava mais motivos para o fim.



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