História Fifty Shades of Green - Capítulo 10


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Categorias 50 Tons de Cinza, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camreng!p, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Normanigp, Shawn Mendes
Exibições 43
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Paperwork Fuck!


- Sabe, você realmente devia aprender a receber elogios. - O tom dele é de repreensão.

- Eu devia lhe pagar por essas roupas.

Ele me fuzila com os olhos, como se eu o tivesse ofendido de algum jeito. Prossigo depressa.

- Você já me deu os livros, os quais, claro, não posso aceitar. Mas essas roupas... por favor, deixe–me pagar por elas.

Sorrio timidamente para ele.

- Camila, acredite, eu posso arcar com essa despesa.

- A questão não é essa. Por que você deveria comprar roupas para mim?

- Porque eu posso.

Os olhos dele têm um brilho malicioso.

- Só porque pode não significa que deva - respondo baixinho e ele ergue uma sobrancelha para mim, os olhos piscando, e de repente sinto que estamos falando de outra coisa, mas não sei o que é. O que me lembra...

- Por que me mandou aqueles livros, Lawrence?

Minha voz é suave. Ele pousa os talheres e me olha atentamente, uma emoção insondável no olhar ardente. Merda. Minha boca fica seca.

- Bem, quando quase foi atropelada pelo ciclista, enquanto eu a segurava e você ficava me olhando, toda “beije-me, beije-me, Lawrence” - ele faz uma pausa e dá de ombros -, achei que eu lhe devia um pedido de desculpas e um aviso. - Ele passa a mão pelo cabelo. - Camila, eu não sou o tipo de homem sentimental... Não curto romance. Meus gostos são muito singulares. Você devia ficar longe de mim. - Ele fecha os olhos parecendo derrotado. - No entanto, por algum motivo, não consigo ficar longe de você. Mas acho que você já notou isso.

Meu apetite some. Ele não consegue ficar longe de mim!

- Então não fique - murmuro.

Ele engasga, os olhos arregalados.

- Você não sabe o que está dizendo.

- Dê-me uma luz, então.

Ficamos sentados nos olhando, ambos sem tocar na comida.

- Você não é celibatário, certo? - suspiro.

Seus olhos se iluminam, achando graça.

- Não, Camila, não sou celibatário.

Ele faz uma pausa para deixar a informação assentar, e fico vermelha.

O filtro da boca para o cérebro parou de funcionar. Não posso acreditar que acabei de dizer isso em voz alta.

- Quais são seus planos para os próximos dias? - pergunta ele, a voz grave.

- Hoje eu trabalho a partir do meio-dia. Que horas são? - de repente me apavoro.

- São dez e pouco. Você tem muito tempo. E amanhã?

Ele está com os cotovelos na mesa, e o queixo apoiado nos dedos esguios.

- Dinah e eu vamos começar a empacotar as coisas. Vamos nos mudar para Seattle no próximo fim de semana, e trabalho na Mahone’s a semana toda.

- Você já tem onde morar em Seattle?

- Já.

- Onde?

- Não me lembro do endereço. É no Pike Market District.

- Não é longe da minha casa. - Ele sorri. - Então, com o que você vai trabalhar em Seattle?

Aonde ele quer chegar com todas essas perguntas? A Inquisição de Lawrence Jauregui é quase tão irritante quanto a Inquisição de Dinah Jane.

- Já me candidatei para alguns estágios. Estou aguardando o resultado.

- Você se candidatou para minha empresa, como sugeri?

Enrubesço... Claro que não.

- Hã... não.

- E o que há de errado com minha companhia?

- Sua companhia, ou sua companhia? - dou um sorrisinho.

- Você está sendo insolente comigo, Srta. Cabello?

Ele inclina a cabeça, e acho que parece estar se divertindo, mas é difícil dizer. Enrubesço e olho para minha refeição inacabada. Não consigo olhar nos seus olhos quando ele usa esse tom de voz.

- Eu gostaria de morder esse lábio - murmura ele num tom sinistro.

Engasgo, totalmente sem perceber que estou mordendo o lábio inferior, e fico boquiaberta. Essa deve ser a coisa mais sensual que alguém já me disse. Minha pulsação se acelera, e acho que estou arfando. Minha nossa, me transformei em uma massa confusa e trêmula, e ele ainda nem tocou em mim. Contorço-me na cadeira e encaro seu olhar sinistro.

- Por que não morde? - desafio baixinho.

- Porque não vou tocar em você, Camila. Não até ter seu consentimento por escrito para fazer isso.

Seus lábios sugerem um sorriso.

O quê?

- O que quer dizer com isso?

- Exatamente o que estou dizendo. - Ele suspira e balança a cabeça negativamente para mim, divertido mas exasperado, também. - Preciso lhe mostrar algo, Camila. A que horas você sai do trabalho hoje?

- Lá pelas oito.

- Bem, podíamos ir a Seattle hoje à noite ou sábado que vem para jantar na minha casa, e eu apresento você aos fatos, então. A decisão é sua.

- Por que não me mostra agora?

- Porque estou usufruindo do meu café e da sua companhia. Quando entender do que se trata, talvez não queira tornar a me ver.

O que isso quer dizer? Será que ele escraviza criancinhas em alguma parte desolada do planeta? Será que pertence a alguma organização criminosa? Isso explicaria por que é tão rico. Será que ele é extremamente religioso? Impotente? Certamente não - ele poderia me provar isso agora mesmo. Enrubesço pensando nas possibilidades. Isso não está me levando a lugar algum. Eu gostaria de resolver o enigma que é Lawrence Jauregui o mais cedo possível. Se isso significar que o segredo dele, seja lá qual for, é tão imoral a ponto de eu não querer saber mais dele, então, sinceramente, será um alívio. Não minta para si mesma, grita meu inconsciente, vai ter que ser muito ruim para fazer você correr da raia.

- Hoje à noite.

Ele ergue uma sobrancelha. - Como Eva, você não quer perder tempo para comer o fruto da árvore do conhecimento.

- Está me tratando com insolência, Sr. Jauregui? - pergunto docemente. Pretensioso.

Ele estreita os olhos para mim e pega o BlackBerry. Pressiona um número.

- Taylor. Vou precisar do Charlie Tango.

Charlie Tango! Quem é?

- De Portland, mais ou menos às oito e meia da noite... Não, aguardando no Escala... A noite toda.

A noite toda!

- Sim. De plantão amanhã de manhã. Vou pilotar de Portland para Seattle.

Pilotar?

- Piloto substituto a partir das dez e meia da noite.

Ele desliga o telefone. Nada de por favor nem obrigado.

- As pessoas sempre fazem o que você manda?

- Normalmente, se quiserem manter o emprego - diz ele impassível.

- E se elas não trabalham para você?

- Ah, eu sei ser muito persuasivo, Camila. Devia terminar seu café da manhã. Depois deixo você em casa. Passo na Mahone’s às oito da noite. Vamos voar para Seattle.

Pisco depressa para ele.

- Voar?

- É, eu tenho um helicóptero.

Olho boquiaberta para ele. Estou no meu segundo encontro com Lawrence Muito Misterioso Jauregui. De um café a um voo de helicóptero. Uau.

- Vamos de helicóptero para Seattle?

- Sim.

- Por quê?

Ele sorri com malícia.

- Porque eu posso. Termine seu café da manhã.

Como continuar comendo agora?

Vou para Seattle de helicóptero com Lawrence Jauregui. E ele quer morder meu lábio... Contorço-me só de pensar nisso.

- Coma - diz ele, mais ríspido. - Camila, tenho problemas com desperdício de comida... coma.

- Não consigo comer tudo isso.

Olho boquiaberta para o que ainda há na mesa.

- Coma o que está no seu prato. Se tivesse comido direito ontem, hoje não estaria aqui, e eu não estaria abrindo o jogo tão cedo.

Seus lábios formam uma linha severa. Ele parece zangado.

Franzo a testa e volto para minha comida agora fria. Estou elétrica demais para comer, Lawrence. Você não entende? , explica meu

inconsciente. Mas sou muito covarde para verbalizar esses pensamentos em voz alta, especialmente quando ele parece tão emburrado. Hum , parece um garotinho. Acho a ideia engraçada.

- Qual é a graça? - pergunta ele.

Balanço a cabeça, sem me atrever a responder, e fico olhando para a comida. Engolindo o último pedaço de panqueca, ergo os olhos para ele. Está me observando com curiosidade.

- Boa garota - diz. - Levo você para casa depois que secar o cabelo. Não quero que fique doente.

Há uma espécie de promessa silenciosa em suas palavras. O que ele quer dizer? Deixo a mesa, me perguntando por um momento se eu deveria pedir licença, mas descarto a ideia. Parece um precedente perigoso para se abrir. Volto para o quarto dele. Uma ideia me detém.

- Onde você dormiu ontem à noite?

Viro-me para olhar para ele ainda sentado na cadeira da sala de jantar. Não vejo mantas nem lençóis por aqui - talvez ele tenha mandado guardá-los.

- Na minha cama - diz ele simplesmente, o olhar impassível de novo.

- Ah.

- Sim, foi uma grande novidade para mim também. - Ele sorri.

- Não fazer... sexo. - Pronto, eu disse a palavra. Enrubesço, é claro.

- Não. - Ele balança a cabeça e franze a testa como se estivesse se recordando de algo incômodo. - Dormir com alguém.

Ele pega o jornal e continua a ler.

Pelo amor de Deus, o que isso quer dizer? Ele nunca dormiu com ninguém? É virgem? Por algum motivo, duvido que seja. Fico olhando para ele, incrédula. É a pessoa mais desconcertante que já conheci. Quando me dou conta de que dormi com Lawrence Jauregui quero arrancar os cabelos - o que eu daria para estar consciente e poder observá-lo dormindo? Vê-lo vulnerável. De alguma maneira, acho isso difícil de imaginar. Bem, supostamente, tudo será revelado hoje à noite.

No quarto, procuro em uma cômoda e encontro o secador. Usando os dedos, seco o cabelo da melhor maneira possível. Quando termino, entro no banheiro. Quero escovar os dentes. Olho a escova de Lawrence. Seria como tê-lo em minha boca. Hum... Olhando por cima do ombro para a porta com um sentimento de culpa, sinto as cerdas da escova de dentes. Estão molhadas. Ele já deve ter usado a escova. Pego-a depressa, espremo a pasta nas cerdas e escovo os dentes rapidinho. Sinto-me muito travessa. É muita emoção.

Pego a camiseta, o sutiã e a calcinha usados e coloco tudo na sacola de compras que Taylor trouxe. Volto para a sala de estar à procura da minha bolsa e da jaqueta. Que felicidade! Tenho um prendedor de cabelo na bolsa. Com uma expressão inescrutável, Lawrence me observa fazer um rabo de cavalo. Sinto seus olhos me seguirem quando me sento para esperá-lo terminar. Ele está no BlackBerry falando com alguém.

- Eles querem dois?... Quanto vai custar isso?... Tudo bem, e que medidas de segurança temos finalizadas?... E eles vão via Suez? Até que ponto Ben Sudan é seguro? E quando chegam em Darfur? Tudo bem, vamos fazer. Mantenha-me a par da evolução.

Ele desliga.

- Pronta para partir?

Balanço a cabeça assentindo. Pergunto-me sobre o que era essa conversa. Ele veste um paletó azul-marinho de risca de giz, pega as chaves do carro e se encaminha para a porta.

- Pode passar, Srta. Cabello -murmura ele, abrindo a porta para mim.

Sua elegância é descontraída.

Demoro-me um pouco mais do que deveria, absorvendo sua imagem. E pensar que dormi com ele a noite passada e, depois de toda aquela tequila e de todo aquele vômito, ele continua aqui. E ainda por cima quer me levar para Seattle. Por que eu? Não entendo. Passo pela porta relembrando as palavras dele - Por algum motivo não consigo ficar longe de você - bem, o sentimento é absolutamente recíproco, Sr. Jauregui, e meu objetivo é descobrir o seu segredo.

Caminhamos em silêncio em direção ao elevador. Enquanto esperamos, olho discretamente para ele, e ele me olha de rabo de olho. Sorrio, e os lábios dele se contraem.

O elevador chega. Estamos a sós. De repente, por alguma razão inexplicável, possivelmente a proximidade num espaço tão apertado, o clima fica elétrico, carregado de expectativa e excitação. Minha respiração se altera conforme meu coração dispara. Ele vira a cabeça para mim ligeiramente, os olhos escuros cor de ardósia. Mordo o lábio.

- Ah, foda-se a papelada - resmunga ele.

Ele se atira em cima de mim, empurrando-me contra a parede do elevador. Quando me dou conta, uma das mãos dele já está apertando com força minhas mãos acima da minha cabeça. Puta merda. Sua outra mão agarra meu cabelo e o puxa para baixo, deixando-me com o rosto virado para cima, e seus lábios colam nos meus. Não é exatamente doloroso. Solto um gemido em sua boca, proporcionando uma abertura para sua língua. Ele aproveita inteiramente o espaço, a língua explorando habilmente minha boca. Nunca fui beijada assim. Minha língua afaga timidamente a dele e as duas se unem numa dança lenta e erótica se encostando e se sentindo. Ele levanta a mão para segurar meu queixo e me mantém no lugar. Estou indefesa, as mãos presas, a cabeça imobilizada, e os quadris dele me comprimindo. Sua ereção pressiona minha barriga. Minha nos sa... Ele me quer. Lawrence Jauregui, deus grego, me quer, e eu o quero, aqui, agora, dentro do elevador.

- Você. É. Muito. Gostosa - murmura ele, cada palavra um staccato .

O elevador para, a porta se abre, e ele se afasta de mim num piscar de olhos, deixando-me em suspenso. Três executivos de terno nos olham e dão um sorrisinho ao entrar. Minha pulsação está nas alturas, e sinto como se tivesse apostado uma corrida ladeira acima. Quero me encolher e segurar os joelhos... mas isso é simplesmente óbvio demais.

Olho para ele. Parece muito calmo e tranquilo, como se estivesse fazendo as palavras cruzadas do Seattle Times. Que injustiça. Será que minha presença não o afeta em nada? Ele me olha de rabo de olho, e delicadamente dá um suspiro profundo. Ah, afeta sim - e minha pequenina deusa interior se agita num delicado samba vitorioso. Os executivos descem no segundo andar. Para nós ainda falta mais um.

- Você escovou os dentes - diz ele, me olhando.

- Usei sua escova.

Seus lábios se contraem num sorrisinho.

- Ah, Camila Cabello, o que eu vou fazer com você?

A porta abre no primeiro andar, ele pega minha mão e me puxa para fora.

- O que será que os elevadores têm? - murmura, mais para si mesmo do que para mim, ao atravessar o saguão. Esforço-me para acompanhar seu passo, porque meu juízo ficou total e completamente espalhado pelo chão e pelas paredes do elevador três do Hotel Heathman.



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