História Fifty Shades of Green - Capítulo 11


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Categorias 50 Tons de Cinza, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camreng!p, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Normanigp, Shawn Mendes
Exibições 27
Palavras 2.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - That's weird.


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades of Green - Capítulo 11 - That's weird.

Lawrence abre a porta do carona do Audi SUV preto para mim. É um carro incrível. Ele não menciona o surto de paixão que explodiu no elevador. Será que eu deveria? Será que eu deveria mencionar isso ou fingir que nada aconteceu? Não parece real, meu primeiro beijo de verdade sem qualquer restrição. Com o passar do tempo, atribuo-lhe um

status mítico, de lenda arturiana e Cidade Perdida de Atlântida. Nunca aconteceu, nunca existiu. Talvez eu tenha imaginado tudo. Não. Toco meus lábios, inchados pelo beijo. Definitivamente aconteceu. Sou outra mulher. Quero desesperadamente este homem, e ele me quer.

Olho para ele. Lawrence é o mesmo de sempre, educado e ligeiramente distante.

Que confuso.

Ele liga o carro e sai de ré da vaga do estacionamento. Liga o som. Uma música mágica e doce, cantada por duas vozes femininas, toma conta do interior do carro. Minha nossa... meus sentidos estão todos bagunçados, por isso a música me afeta em dobro, provocando arrepios deliciosos que sobem pela minha espinha. Lawrence pega a Avenida Southest Park, e dirige sem pressa, com tranquilidade e segurança.

- O que estamos ouvindo?

- É o “Dueto das Flores”, de Delibes, da ópera Lakmé. Gosta?

- Lawrence, é maravilhoso.

- É mesmo, não é? - Ele sorri, olhando para mim.

E, por um instante fugaz, aparenta a idade que tem: jovem, descontraído e lindo de morrer. Será que a chave para desvendá-lo é essa? Música? Fico ouvindo as vozes angelicais me provocando e me seduzindo.

- Posso ouvir de novo?

- Claro. - Lawrence aperta um botão, e a música volta a me acariciar. É como um afago suave, lento, doce e seguro em meus ouvidos.

- Você gosta de música clássica? - pergunto, torcendo por um raro vislumbre de suas preferências pessoais.

- Sou eclético, Anastasia, gosto de tudo, de Thomas Tallis a Kings of Leon. Depende do meu estado de

espírito. E você?

- Eu também. Embora eu não saiba quem é Thomas Tallis.

Ele se vira e me olha rapidamente antes de se concentrar de novo na estrada.

- Vou pôr para você ouvir uma hora dessas. Tallis é um compositor inglês do século XVI. Música coral sacra da época Tudor. - Lawrence sorri para mim. - Parece muito pouco comum, eu sei, mas também é mágico.

Ele aperta um botão e começa a tocar Kings of Leon. Humm... isso eu conheço. “Sex on Fire”. Muito apropriado. A música é interrompida pelo toque de um celular se sobrepondo ao som dos alto-falantes. Lawrence aperta um botão no volante.

- Jauregui - diz secamente.

Ele é muito rude.

- Sr. Jauregui, aqui é Welch. Tenho a informação que o senhor solicitou. - Uma voz áspera, incorpórea, sai dos alto-falantes.

- Ótimo. Envie por e-mail. Alguma coisa a acrescentar?

- Não, senhor.

Ele aperta o botão, a ligação é cortada e a música volta. Nada de até logo nem de obrigado. Ainda bem que nunca cogitei seriamente trabalhar para ele. Estremeço só de pensar nisso. Ele é controlador e frio demais com os funcionários. A música é cortada de novo pelo som do telefone.

- Jauregui.

- O termo de confidencialidade já foi enviado por e-mail para o senhor, Sr. Jauregui - diz uma voz de mulher.

- Ótimo. É só isso, Andrea.

- Bom dia, senhor.

Lawrence desliga apertando um botão no volante. A música acabou de recomeçar quando o telefone volta a tocar. Que inferno, será que a vida dele é sempre assim? Um telefonema chato atrás do outro?

- Jauregui - ele atende seco.

- Oi, Lawrence, você transou?

- Oi, Norman, estou no viva voz, e não estou sozinho no carro. - Lawrence suspira.

- Quem está com você?

Lawrence revira os olhos.

- Camila Cabello.

- Oi, Mila!

Mila!

- Oi, Norman.

- Ouvi falar muito de você - murmura Norman, rouco.

Lawrence franze a testa.

- Não acredite em uma palavra do que Dinah diz.

Norman ri.

- Estou indo deixar Camila em casa agora. - Lawrence enfatiza meu nome inteiro. - Quer que eu pegue você?

- Claro.

- Vejo você daqui a pouco. - Lawrence desliga, e a música volta.

- Por que você insiste em me chamar de Camila?

- Por que é seu nome. - Prefiro Mila.

- Prefere agora?

Estamos quase diante do meu apartamento. Não demorou muito.

- Camila - ele murmura. Olho de cara feia para ele, mas ele nem liga. - O que aconteceu no elevador não vai voltar a acontecer. Bem, não a menos que seja premeditado.

Ele estaciona em frente ao meu apartamento. Só agora me dou conta de que não me perguntou onde eu moro, e, no entanto, ele sabe. Enviou os livros, então, é claro que sabe onde moro. Que espião competente, rastreador de telefone celular e proprietário de helicóptero não saberia?

Por que ele não quer me beijar de novo? Fico chateada diante da ideia. Não entendo. Sinceramente, o sobrenome dele deveria ser Enigmático, não Jauregui. Ele sai do carro, e, com aquelas pernas compridas que lhe conferem uma graça natural, dá a volta para abrir minha porta, sempre cavalheiro - salvo talvez em momentos raros e preciosos dentro de elevadores. Enrubesço ao me lembrar de sua boca colada na minha, e me ocorre que não consegui tocar nele. Eu queria correr os dedos pelo seu cabelo despenteado, mas não consegui mexer as mãos. Fico frustrada ao pensar nisso.

- Gostei do que aconteceu no elevador - murmuro ao sair do carro. Não tenho certeza se ouvi um suspiro, mas prefiro fingir que não e subo os degraus que levam à porta de entrada.

Dinah e Norman estão sentados à nossa mesa de jantar. Os livros de quatorze mil dólares sumiram. Graças a Deus, tenho planos para eles. Dinah está com um sorriso ridículo no rosto, e está despenteada de um jeito sensual. Lawrence entra na sala comigo e, apesar daquela cara de quem está se divertindo, Dinah olha desconfiada para ele.

- Oi, Mila.

Ela se levanta num salto para me dar um abraço, depois se afasta para poder me examinar. Franze a testa e se vira para Lawrence.

- Bom dia, Lawrence - diz, num tom um pouco hostil.

- Srta. Jane - diz ele daquele jeito frio e formal.

- Lawrence , o nome dela é Dinah - resmunga Norman.

- Dinah.

Lawrence a cumprimenta com a cabeça educadamente e olha furioso para Norman, que ri e se levanta para me abraçar também.

- Oi, Mila. - Ele sorri, os olhos castanhos brilhando, e gosto dele na mesma hora. Evidentemente, não tem nada a ver com Lawrence, mas os dois são irmãos adotivos.

- Oi, Norman. - Sorrio para ele, e percebo que estou mordendo o lábio.

- Norman, é melhor a gente ir - diz Lawrence com suavidade.

- Claro.

Ele toma Dinah nos braços e lhe dá um beijo demorado.

Nossa... vão para o quarto.

Encaro meus pés, sem jeito. Então, vejo que Lawrence está me olhando atentamente. Franzo os olhos para ele. Por que não pode me beijar assim? Norman continua beijando Dinah, abraçando-a e abaixando-a teatralmente até fazer seu cabelo encostar no chão, e então a beija ainda mais.

- Até mais, baby - diz ele, sorrindo.

Dinah simplesmente se derrete. Eu nunca a vi se derreter antes - as palavras “bela” e “submissa” me ocorrem. Dinah submissa. Nossa, Norman deve ser bom. Lawrence revira os olhos para mim, a expressão inescrutável, se bem que talvez esteja achando certa graça. Ele põe para trás da minha orelha uma mecha do meu cabelo que se soltou do rabo de cavalo. Perco o fôlego com o toque, e apoio a cabeça em seus dedos. Seu olhar fica mais doce, e ele passa o polegar no meu lábio inferior. Meu sangue ferve nas veias. E, num instante, não o sinto mais.

- Até mais, baby - murmura, e tenho que rir, porque isso não tem nada a ver com ele. Mas, embora eu saiba que ele está brincando, a palavra carinhosa mexe com alguma coisa lá dentro de mim.

- Pego você às oito.

Ele gira nos calcanhares, abre a porta e sai. Norman o acompanha até o carro, mas se volta e joga mais um beijo para Dinah, e sinto uma inoportuna pontada de inveja.

- E aí, você transou? - pergunta Dinah enquanto observamos os dois entrarem no carro e se afastarem, a curiosidade ardente

perceptível em sua voz.

- Não - retruco com irritação, torcendo para que isso interrompa as perguntas. Voltamos para o apartamento. - Você obviamente sim.

Não consigo conter a inveja. Dinah sempre consegue prender os homens. Ela é irresistível, linda, sexy, engraçada, extrovertida... tudo que eu não sou. Mas o sorriso com que ela responde é contagioso.

- E vou sair com ele de novo hoje à noite.

Ela bate palmas e pula como uma criança. Não consegue conter a empolgação e a felicidade, e não posso deixar de me sentir feliz por ela. Dinah feliz... isso vai ser muito interessante.

- Lawrence vai me levar a Seattle hoje à noite.

- Seattle?

- É.

- E aí talvez vocês transem?

- Ah, espero que sim.

- Então você gosta dele?

- Gosto.

- O bastante para...?

- Sim.

Ela ergue as sobrancelhas.

- Uau. Camila Cabello, finalmente apaixonada por um homem, e ele é Lawrence Jauregui: gostoso, sensual e bilionário.

- Ah, é só por causa do dinheiro. - Dou um sorrisinho, e ambas temos um acesso de riso.

- Essa blusa é nova? - quer saber Dinah , e então lhe conto todos os detalhes aflitivos da minha noite.

- Ele já beijou você? - pergunta ela ao fazer o café.

Fico vermelha.

- Uma vez.

- Uma vez! - caçoa ela.

Balanço a cabeça confirmando, bastante encabulada.

- Ele é muito reservado.

Ela franze a testa.

- Que estranho.

- Estranho é pouco.

- Precisamos garantir que você esteja simplesmente irresistível hoje à noite - diz ela com determinação.

Ah, não... parece que isso vai ser demorado, humilhante e doloroso.

- Tenho que estar na loja daqui a uma hora.

- Posso trabalhar nesse prazo. Vamos.

Dinah me pega pela mão e me leva para seu quarto.

O DIA SE arrasta na Mahone’s, apesar do movimento. Como estamos na temporada de verão, tenho que passar duas horas reabastecendo as prateleiras depois que a loja fecha. É um trabalho mecânico, e me dá tempo para pensar. Não tive realmente chance para isso o dia inteiro.

Sob as incansáveis e, francamente, intrusivas instruções de Dinah, minhas pernas e axilas estão impecavelmente raspadas, minhas sobrancelhas foram feitas, e eu passei por uma esfoliação completa. Foi uma experiência desagradabilíssima. Mas ela me garante que é isso que os homens esperam atualmente. O que mais ele espera? Preciso convencer Dinah de que é isso que quero fazer.

Por alguma razão estranha, ela não confia em Lawrence, talvez por ele ser tão rígido e formal. Ela diz não saber identificar o motivo, mas prometi lhe mandar uma mensagem pelo celular assim que chegar em Seattle. Não lhe contei do helicóptero. Ela ia ter um treco.

Há também o problema Shawn. Ele deixou três mensagens e há sete ligações perdidas no meu celular. Também ligou duas vezes lá para casa. Dinah foi muito vaga a respeito de onde estou. Ele vai saber que ela está me dando cobertura. Dinah nunca é vaga. Mas deixá-lo se remoendo. Ainda estou muito zangada com ele.

Lawrence mencionou uma papelada qualquer, e não sei se ele estava brincando ou se vou ter que assinar alguma coisa. É frustrante tentar adivinhar. E, além de toda a angústia, mal consigo conter a empolgação e o nervosismo. Essa noite é a noite! Depois de todo esse tempo, será que estou pronta para isso? Minha deusa interior me olha furiosa, batendo o pezinho com impaciência. Ela está pronta para isso há anos, e está pronta para qualquer coisa com Lawrence Jauregui, mas eu ainda não entendo o que ele vê em mim... a tímida Camila Cabello... não faz sentido.

Ele é pontual, claro, e está à minha espera quando saio da loja. Salta da parte traseira do Audi para abrir a porta e me lança um sorriso caloroso.

- Boa noite, Srta. Cabello — diz.

- Sr. Jauregui - cumprimento-o polidamente com um aceno de cabeça ao avançar para o banco de trás do carro. Taylor está na direção.

- Olá, Taylor.

- Boa noite, Srta. Cabello - ele fala com educação, num tom profissional. Lawrence entra pelo outro lado e segura minha mão, dando-lhe um apertãozinho que ecoa por todo o meu corpo.

- Como foi o trabalho? - pergunta.

- Muito demorado - respondo e minha voz é áspera, grave demais e carente.

- É, eu também tive um dia longo.

- O que você fez? - consigo perguntar.

- Fui dar uma caminhada com Norman.

Seu polegar roça os nós dos meus dedos para lá e para cá, meu coração salta e minha respiração se acelera. Como ele faz isso comigo? Só encostou numa pequena parte do meu corpo, e meus hormônios se descontrolam.

O percurso até o heliporto é curto e, quando vejo, já chegamos. Pergunto-me onde estaria o fabuloso helicóptero. Estamos numa área urbanizada da cidade, e até eu sei que um helicóptero precisa de espaço para decolar e pousar. Taylor estaciona, sai do carro e abre a porta para mim. Lawrence aparece do meu lado num instante e torna a pegar minha mão.

- Pronta? - pergunta.


Notas Finais


Bjss. Até domingo. :)


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