História Fifty Shades of Green - Capítulo 5


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Categorias 50 Tons de Cinza, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camreng!p, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Normanigp, Shawn Mendes
Exibições 83
Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas finais.

Capítulo 5 - Photoshoot


Dinah está em êxtase.

- Mas o que ele estava fazendo na Mahone’s? - Sua curiosidade escapa pelo telefone. Estou enfurnada no estoque, tentando manter minha voz num tom normal.

- Ele estava pela área.

- Isso é uma coincidência enorme, Mila. Você não acha que ele foi aí para ver você ?

Meu coração palpita com essa perspectiva, mas é uma alegria que dura pouco. A triste e decepcionante realidade é que ele estava aqui a trabalho.

- Ele estava visitando o departamento de agricultura da WSU. Está financiando uma pesquisa - murmuro.

- Ah, sim. Ele doou dois milhões e meio de dólares ao departamento.

Uau.

- Como você sabe disso?

- Mila, eu sou jornalista, e escrevi um perfil do cara. É meu trabalho saber disso.

- Tudo bem, senhora jornalista, não arranque os cabelos. Então, você quer as fotos?

- Claro que quero. A questão é quem vai fazê-las, e onde.

- Podíamos perguntar onde ele prefere. Disse que estará hospedado na região.

- Você pode entrar em contato com ele?

- Tenho o número do celular dele.

Dinah suprime um grito.

- O solteiro mais rico, mais esquivo, mais enigmático do estado de Washington simplesmente deu a você o número do celular dele?

- Hum... deu.

- Mila! Ele gosta de você. Não tenho a menor dúvida. - Seu tom é enfático.

- Dinah, ele só estava tentando ser simpático.

No momento em que faço a afirmação, porém, sei que ela não é verdadeira. Lawrence Jauregui não faz o tipo simpático. Educado, talvez. E uma vozinha murmura dentro de mim: Talvez Dinah tenha razão. Meu couro cabeludo se arrepia com a ideia de que, talvez, apenas talvez, quem sabe, ele goste de mim. Afinal, ele disse que tinha achado bom o fato de Dinah não ter feito a entrevista.

Abraço-me numa alegria silenciosa, balançando para um lado e para o outro, considerando a possibilidade de ele talvez gostar de mim. Dinah me traz de volta ao presente.

- Não sei quem vamos chamar para fazer as fotos. Levi, nosso fotógrafo de sempre, não pode. Está passando o fim de semana em Idaho Falls. E vai ficar furioso por ter perdido a oportunidade de fotografar um dos principais empresários dos Estados Unidos.

- Hum... Que tal Shawn ?

- Grande ideia! Peça a ele, ele faz qualquer coisa por você. Depois ligue para Jauregui e descubra onde ele prefere nos encontrar.

É irritante como Dinah faz pouco de Shawn.

- Acho que você devia ligar para ele.

- Para quem? Para Shawn ? — zomba Dinah.

- Não, para Jauregui.

- Mila, é você que tem relação com ele.

- Relação? - dou um chiado, subindo o tom de voz. — Eu mal conheço o cara.

- Pelo menos já esteve com ele - diz ela com amargura. - E parece que ele quer conhecê-la melhor. Ligue para ele, Mila - diz, decidida, e desliga.

Ela é muito autoritária às vezes. Olho de cara feia e mostro a língua para o celular.

Estou deixando um recado para Shawn quando Austin entra no estoque procurando por lixas.

- Estamos meio ocupados aqui, Mila - diz ele sem aspereza.

- Eu sei, desculpe - murmuro, dando meia volta para sair.

- Então, de onde você conhece Lawrence Jauregui ?

A voz despreocupada de Austin não convence.

- Tive que entrevistá-lo para o jornal da faculdade. Dinah não estava passando bem.

Dou de ombros, tentando soar descontraída, e acabo não me saindo melhor que ele.

- Laurence Jauregui na Mahone’s. Imagine só. - Austin bufa, achando graça. Balança a cabeça, como se quisesse clarear as ideias. - Enfim, quer sair para beber ou fazer alguma coisa hoje à noite?

Sempre que está por aqui, Austin me convida para sair, e eu sempre digo não. É um ritual. Nunca considerei uma boa ideia sair com o irmão do patrão e, além do mais, Austin é uma graça com seu jeito de garoto comum, mas não é nenhum príncipe encantado, por mais que a gente tente imaginar. Jauregui é? , pergunta o meu inconsciente, a sobrancelha metaforicamente arqueada. Faço-o calar a boca.

- Você não tem um jantar de família ou algo assim com seu irmão?

- É amanhã.

- Talvez outra hora, Austin. Preciso estudar hoje à noite. As provas finais são na semana que vem.

- Mila, um dia desses você vai aceitar. - Ele sorri enquanto corro para a loja.  

- MAS EU fotografo paisagens, Mila não pessoas - reclama Shawn.

- Shawn, por favor? - imploro.

Ando de um lado para o outro na sala do nosso apartamento, agarrada ao celular, observando pela janela a luz do dia que vai morrendo.

- Dá aqui esse telefone.

Dinah toma o aparelho de mim, jogando o sedoso cabelo louro por cima do ombro.

- Escute aqui, Shawn Mendes, se quiser que o nosso jornal faça a cobertura da inauguração da sua exposição, você vai ter que tirar essas fotos para a gente amanhã, capiche ?

- Dinah pode ser assombrosamente severa. - Ótimo. Mila vai ligar dizendo o local e a hora da sessão. Vemos você amanhã.

Ela desliga o meu celular.

- Pronto. Tudo que precisamos fazer agora é decidir o local e o horário. Ligue para ele. - Ela me estende o telefone. Meu estômago revira. - Ligue para Jauregui, agora!

Olho de cara feia para ela e pego o cartão dele no bolso. Respiro fundo, acalmando-me e, com dedos trêmulos, teclo o número.

Ele atende no segundo toque. Seu tom é seco, calmo e frio.

- Jauregui.

- Hum... Sr. Jauregui ? É Camila Cabello.

Não reconheço minha própria voz. Estou muito nervosa. Há uma breve pausa. Estou tremendo por dentro.

- Srta. Cabello. Que bom falar com você.

O tom de voz dele mudou. Está surpreso, eu acho, e parece muito... caloroso — sedutor até. Minha respiração fica entalada, e enrubesço. De repente, tomo consciência de que Dinah Jade está me olhando boquiaberta, e corro para a cozinha para evitar sua indesejada avaliação.

- Hum... nós gostaríamos de combinar a sessão de fotos para o artigo. - Respire, Camila, respire. Encho um pouco os pulmões, a respiração entrecortada. - Amanhã, se possível. Onde seria conveniente para o senhor?

Quase consigo ouvir seu sorriso enigmático pelo telefone.

- Estou no Heathman, em Portland. Pode ser amanhã às nove e meia da manhã?

- Tudo bem, nos vemos lá. — Meu tom é completamente efusivo e ofegante. Pareço uma criança, não uma mulher adulta que pode votar e beber legalmente no estado de Washington.

- Estou ansioso para isso, Srta. Cabello. Visualizo o brilho malicioso em seus olhos. Como ele pode fazer uma promessa tão tentadora com apenas seis palavrinhas? Desligo. Dinah está na cozinha e me encara com um olhar de total e absoluta consternação.

- Karla Camela Cabello Estrabao. Você gosta dele! Nunca vi nem ouvi você tão... tão encantada com alguém antes. Está até vermelha.

- Ah, Dinah, você sabe que eu vivo corando. É um risco ocupacional comigo. Não seja ridícula - digo secamente.

Ela pisca para mim, surpresa. É muito raro eu dar um chilique, e por um momento acabo cedendo.

- Só acho esse homem... intimidador, só isso.

- Heathman, é claro - murmura Dinah. - Vou ligar para o gerente e negociar um espaço para a sessão de fotos.

- Vou fazer o jantar. Depois, preciso estudar.

Não consigo disfarçar minha irritação quando abro um dos armários para preparar a refeição.

TENHO UMA NOITE agitada, revirando-me na cama, sonhando com olhos esverdeados, macacões, pernas compridas, dedos longos e lugares sinistros e inexplorados. Acordo duas vezes, o coração acelerado. Ah, vou estar com uma cara ótima amanhã se dormir tão pouco, repreendo a mim mesma. Soco o travesseiro e tento sossegar.

O HEATHMAN FICA na parte central de Portland. O impressionante prédio de pedra marrom foi concluído bem a tempo para da bolsa de valores no fim dos anos 1920. Shawn, Travis e eu vamos no meu Fusca, e Dinah está na Mercedes dela, já que não cabemos todos no meu carro. Travis é amigo de Shawn e também seu assistente, e veio para ajudar com a iluminação. Dinah conseguiu que o Heathman cedesse um quarto na parte da manhã em troca de mencionar o hotel nos créditos do artigo. Quando ela informa na recepção que estamos aqui para fotografar Lawrence Jauregui, CEO, imediatamente nos dão um upgrade para uma suíte melhor. Uma suíte padrão, no entanto, pois aparentemente o Sr. Jauregui já está ocupando a maior do prédio. Um executivo de marketing exageradamente solícito nos leva até o local - ele é incrivelmente jovem e, por alguma razão, está muito nervoso. Desconfio que a beleza e o jeito autoritário de Dinah o desarmem, porque ela faz o que quer com ele. Os quartos são elegantes, sóbrios e equipados com móveis de luxo.

São nove horas. Temos meia hora para nos preparar. Dinah está toda animada.

- Shawn, acho que vamos fotografar na frente daquela parede, concorda? - Ela não espera pela resposta. - Travis, tire as cadeiras. Mila, você poderia pedir à camareira para trazer uns refrigerantes? E avise a Jauregui onde estamos.

Sim, mestra. Ela é muito autoritária. Reviro os olhos, mas faço o que ela manda.

Meia hora depois, Lawrence Jauregui aparece na nossa suíte.

Cacete! Ele está usando uma camisa branca aberta no colarinho e calça de flanela cinza de cintura baixa. Seu cabelo bagunçado ainda está molhado do banho. Fico com a boca seca só de olhá-lo... ele é absurdamente gostoso . Jauregui entra na suíte acompanhado por um homem de uns trinta e poucos anos, com a cabeça raspada e a barba por fazer, de terno escuro e gravata, que fica quieto parado no canto. Seus olhos cor de avelã nos observam impecável.

- Srta. Cabello, tornamos a nos encontrar.

Jauregui estende a mão, e eu a aperto, piscando sem parar. Nossa... ele é realmente... Quando encosto na mão dele, tomo consciência daquela corrente deliciosa percorrendo meu corpo, arrebatando-me, fazendo-me corar, e estou certa de que minha respiração irregular deve estar audível.

- Sr. Jauregui, essa é Dinah Jane - murmuro, fazendo um gesto com a mão na direção de Dinah, que se adianta, olhando bem nos olhos dele.

- A tenaz Srta. Jane. Como vai? - Ele abre um sorrisinho, parecendo genuinamente divertido. - Creio que deve estar se sentindo melhor. Anastasia disse que esteve indisposta na semana passada.

- Estou bem, obrigada, Sr. Jauregui.

Dinah aperta a mão dele firmemente sem pestanejar. Lembro-me de que ela estudou nas melhores escolas particulares de Washington. Sua família tem dinheiro, e ela cresceu confiante e segura do seu lugar no mundo. Não aceita desaforo. Sempre fico impressionada.

- Obrigada por arranjar tempo para fazer estás fotos.

Ela lhe dá um sorriso educado e profissional.

- É um prazer - responde ele, voltando o olhar para mim, e eu torno a corar. Droga.

- Este é Shawn Mendes, nosso fotógrafo - digo, forçando um sorriso para Shawn, que retribui afetuosamente. Seus olhos esfriam quando ele olha de mim para Jauregui.

- Sr. Jauregui - diz, acenando com a cabeça.

- Sr. Mendes. A expressão de Jauregui também muda ao avaliar Shawn.

- Onde o senhor quer que eu fique ? - pergunta Jauregui.

Seu tom é vagamente ameaçador, mas Jane não vai deixar Shawn comandar o show.

- Sr. Jauregui, se puder se sentar aqui, por favor. Cuidado com os cabos de iluminação. E depois faremos algumas fotos em pé, também. - Ela o guia para a cadeira encostada na parede.

Travis acende as luzes, cegando Jauregui momentaneamente, e murmura um pedido de desculpas. Travis e eu recuamos e observamos Shawn iniciar os cliques. Ele faz várias fotos com a câmera na mão, pedindo a Jauregui para virar para um lado, depois para o outro, para mexer o braço, depois tornar a abaixá-lo. Depois, com o tripé, José faz ainda mais fotos, e Jauregui posa sentado, com paciência e naturalidade, por uns vinte minutos. Meu desejo se realizou: posso ficar parada admirando Jauregui de perto. Por duas vezes, nossos olhos se encontram, e tenho que me desgrudar de seu olhar esverdeado.

- Chega de posar sentado. - Dinah se intromete de novo.

- Pode se levantar, Sr. Jauregui ? - ela pede. Ele se levanta e Travis corre para retirar a cadeira. A Nikon de Shawn recomeça clicar.

- Acho que já temos o suficiente - anuncia Shawn cinco minutos depois.

- Ótimo - diz Dinah. — Obrigada mais uma vez, Sr. Jauregui. - Ela aperta a mão dele, e Shawn faz o mesmo.

- Estou ansioso para ler o artigo, Srta. Jane - murmura Jauregui, e se vira para mim, que estou parada à porta. - Você me acompanha, Srta. Cabello ? - pergunta.

- Claro - digo, completamente desconcertada.

Olho aflita para Dinah, que encolhe os ombros. Vejo Shawn franzindo a testa atrás dela.

- Um bom dia para vocês - diz Jauregui ao abrir a porta, chegando para o lado para me deixar passar primeiro.

Que inferno... o que é isso? O que ele quer? Paro no corredor do hotel, inquieta e nervosa enquanto Jauregui sai da suíte acompanhado pelo Sr. Cabeça Raspada naquele terno elegante.

- Ligo para você, Taylor - murmura ele para o Cabeça Raspada. Taylor segue pelo corredor, e Jauregui volta seu ardente olhar esverdeado para mim. Droga... Será que fiz alguma coisa errada?

- Estava me perguntando se você tomaria um café comigo agora de manhã.


Notas Finais


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