História Fifty Shades of Green - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camreng!p, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Normanigp, Shawn Mendes
Visualizações 172
Palavras 2.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - I am not the man for you.


Beije-me, droga!, imploro a ele, mas não consigo me mexer. Estou paralisada, com uma necessidade estranha e desconhecida, totalmente encantada por ele. Fito a boca de Lawrence Jauregui, extasiada, e ele está olhando para mim, as pálpebras caídas, os olhos ficando sombrios. Ele respira com mais força que o normal, enquanto eu paro de respirar completamente. Estou em seus braços. Beije-me, por favor. Ele fecha os olhos, respira fundo e balança de leve a cabeça, como se respondesse minha pergunta silenciosa. Quando torna a abrir os olhos, é com uma determinação, um firme propósito.

- Camila, você deve ficar longe de mim. Eu não sou homem para você - murmura.

O quê? Por que ele diz isso? Com certeza quem deve decidir sou eu. Franzo a testa, atordoada com a rejeição.

- Respire, Camila, respire. Vou levantá-la e soltá-la - diz ele com calma, e delicadamente me afasta.

A adrenalina percorre meu corpo, seja por ter escapado por um triz do ciclista, seja por estar tão próxima de Lawrence, e fico agitada e fraca. NÃO!, grita o meu inconsciente enquanto Jauregui se afasta, deixando-me desconsolada. Ele mantém as mãos em meus ombros, mas está distante, observando minhas reações com cuidado. E só consigo pensar que queria ser beijada, deixei isso bastante óbvio, e ele não me beijou. Ele não me quer . Ele realmente não me quer. Estraguei nosso encontro de modo magnífico.

- Entendi - respiro, conseguindo falar. - Obrigada - murmuro, coberta de humilhação. Como eu pude interpretar tão mal a situação entre nós? Preciso me afastar dele.

- Pelo quê?

Ele franze a testa. Não tirou as mãos de mim.

- Por me salvar - digo em voz baixa.

- Aquele idiota estava na contramão. Ainda bem que eu estava aqui. Nem quero pensar no que poderia ter acontecido com você. Quer ir ao hotel e se sentar um pouco?

Ele me solta, deixando as mãos caírem ao lado do corpo, e fico parada na sua frente me sentindo uma idiota.

Balançando a cabeça, clareio as ideias. Só quero ir embora. Todas as minhas esperanças vagas e desarticuladas foram destruídas. Ele não me quer. No que eu estava pensando? , eu me repreendo. O que Lawrence Jauregui ia querer com você? , meu inconsciente zomba de mim. Envolvo-me com os braços e, ao me virar para a rua, vejo com alívio que o homenzinho verde está aceso. Atravesso depressa, consciente de que Jauregui está atrás de mim. Do lado de fora do hotel, viro-me rapidamente para encará-lo, mas não consigo olhar em seus olhos.

- Obrigada pelo chá e por posar para as fotos - murmuro.

- Camila... eu...

Ele para, e, como a angústia em sua voz exige a minha atenção, olho de má vontade para ele. Seus olhos esverdeados estão tristes quando ele passa a mão pelo cabelo. Ele parece dividido, frustrado, a expressão fria, sem todo aquele cuidadoso controle.

- O quê, Lawrence? - digo com irritação depois que ele não diz... nada.

Só quero ir embora. Preciso levar dali o meu frágil orgulho ferido e cuidar para que ele se recupere.

- Boa sorte nas provas - murmura ele.

Hã? É por isso que ele parece tão desolado? Esta é a grande despedida? Só me desejar sorte nas provas? - Obrigada. - Não consigo disfarçar o sarcasmo na voz. - Até logo, Sr. Jauregui.

Dou meia-volta, vagamente espantada por não tropeçar, e, sem olhar de novo para ele, sumo na calçada em direção à garagem subterrânea.

Uma vez sob o concreto escuro e frio da garagem com sua triste luz fluorescente, encosto na parede e ponho as mãos na cabeça. No que eu estava pensando? Lágrimas espontâneas e inoportunas se acumulam em meus olhos. Por que estou chorando? Vou afundando no chão, irritada comigo mesma por essa reação insensata. Levantando os joelhos, encolho-me toda. Quero me tornar o menor possível. Talvez a dor absurda fique menor se eu diminuir. Encostando a cabeça nos joelhos, deixo as lágrimas caírem à vontade. Estou chorando pela perda de algo que nunca tive. Que ridículo. Chorar por algo que nunca existiu - minhas esperanças perdidas, meus sonhos perdidos e minhas expectativas destruídas.

Nunca fui rejeitada. Tudo bem... sempre fui uma das últimas a serem escolhidas para o basquete ou o vôlei, mas eu entendia isso - correr fazendo outra coisa ao mesmo tempo, como pular ou jogar uma bola, não é a minha praia. Sou um sério estorvo em qualquer campo esportivo.

Romanticamente, porém, eu jamais me expus. Uma vida de insegurança - sou muito pálida, muito magra, muito desleixada, descoordenada, minha lista de defeitos é longa. Sempre fui eu a repelir quaisquer possíveis admiradores. Houve aquele cara na aula de química que gostava de mim, mas ninguém jamais despertou meu interesse - ninguém exceto o filho da mãe do Lawrence Jauregui. Talvez eu devesse ser mais simpática com os homens, como Austin Mahone e Shawn Mendes, embora tenha certeza de que nenhum deles foi encontrado soluçando sozinho em um lugar escuro. Talvez eu só precise de uma boa choradeira.

Pare! Pare agora! , meu inconsciente parece gritar para mim de braços cruzados e batendo o pé de frustração. Entre no carro, vá para casa, estude. Esqueça-o... Agora! E chega dessa porcaria de autopiedade lamuriosa.

Respiro fundo para me acalmar e me levanto. Controle-se, Cabello. Encaminho-me para o carro de Dinah, enxugando as lágrimas . Não vou pensar nele de novo. Posso simplesmente assumir este incidente como uma experiência positiva e me concentrar nas provas.

DINAH ESTÁ SENTADA à mesa de jantar diante do seu laptop quando chego. Seu sorriso acolhedor murcha Ah, não... sem a Inquisição de Dinah Jane. Balanço a cabeça à maneira Dinah de pedir para ser deixada em paz. Mas é como se eu estivesse lidando com uma cega, surda e muda.

- Você andou chorando. - Ela tem um talento excepcional para afirmar o óbvio, às vezes. - O que aquele filho da mãe fez com você? - resmunga ela, com uma cara que, nossa, assusta.

- Nada, Dinah.

Na verdade, o problema é esse. A ideia me faz dar um sorriso irônico.

- Então por que andou chorando? Você nunca chora - diz ela, num tom mais suave.

Ela se levanta, os olhos castanhos cheios de preocupação, e me dá um abraço. Preciso dizer alguma coisa só para que ela me deixe em paz.

- Quase fui atropelada por um ciclista.

É o melhor que consigo dizer, mas isso a distrai momentaneamente... dele.

- Nossa, Mila. Você está bem? Ficou machucada? - Ela faz um rápido exame visual em mim.

- Não. Lawrence me salvou - murmuro. - Mas fiquei muito abalada.

- Imagino. Como foi o encontro? Sei que você odeia café.

- Tomei chá. Foi ótimo, nada para contar, de fato. Não sei por que ele me convidou.

- Ele gosta de você, Mila.

Ela me larga.

- Não gosta mais. Não vou encontrá-lo de novo.

Sim, consigo falar num tom neutro.

- Como assim?

Droga. Ela está intrigada. Vou para a cozinha para ela não poder ver o meu rosto.

- Pois é... ele é muita areia para o meu caminhãozinho, Dinah - digo, no tom mais que consigo.

- Como assim?

- Ah, Dinah, isso é evidente.

Viro-me e a encaro ali parada na entrada da cozinha.

- Não concordo - diz ela. - Tudo bem, ele tem mais dinheiro que você, mas ele tem mais dinheiro que a maioria das pessoas!

- Dinah, ele é... - dou de ombros.

- Mila! Pelo amor de Deus. Quantas vezes preciso repetir? Você é muito inocente - interrompe ela.

Ah, não. Lá vem ela de novo com essa história.

- Dinah, por favor. Preciso estudar - digo, cortando a conversa.

Ela franze a testa.

- Quer ver o artigo? Está pronto. Shawn fez fotos ótimas.

Será que preciso de um lembrete visual do lindo Lawrence Não Te Quero Jauregui?

- Claro.

Consigo a mágica de estampar um sorriso no rosto e vou até o laptop. E lá está ele, me olhando em preto e branco, encarando a mim e a meus defeitos.

Finjo ler o artigo, o tempo todo examinando aquele firme olhar Esverdeados, tentando encontrar na foto alguma pista que indique por que ele não é homem para mim - suas próprias palavras. E de repente está na cara. Ele é bonito demais. Somos diametralmente opostos e de dois mundos muito diferentes. Eu me imagino como Ícaro se aproximando demais do Sol e caindo na Terra todo queimado em consequência disso. As palavras dele fazem sentido. Ele não é homem para mim. Foi o que ele quis dizer, e isso torna sua rejeição mais fácil de aceitar... um pouco. Não vou morrer por causa disso. Entendo.

- Muito bom, Dinah - consigo dizer. - Vou estudar.

Prometo a mim mesma que não vou pensar nele por ora e, abrindo minhas anotações de aula, começo a ler.

SÓ QUANDO ESTOU na cama, tentando dormir, que deixo meus pensamentos irem à deriva por aquela manhã estranha. Fico me lembrando da frase não quero saber de namorada , e fico com raiva de já não ter pescado essa informação antes de estar nos braços dele implorando mentalmente com todas as fibras do meu ser para que ele me beijasse. Ele disse isso com todas as letras. Não me quer como namorada. Viro-me de lado. Quase dormindo me pergunto se ele é celibatário. Fecho os olhos e começo a adormecer. Talvez ele esteja se guardando. Bem, não para você. Meu inconsciente sonolento tenta me dar um golpe final antes de se soltar nos meus sonhos.

Nessa noite, sonho com olhos esverdeados e folhas desenhadas no leite, e que estou correndo por lugares escuros com uma iluminação assustadora, não sei se estou indo a algum lugar ou fugindo de alguma coisa... não está claro.

z Largo a caneta. Terminei. Minha prova final acabou. Um sorriso do gato de Alice se abre no meu rosto. Deve ser o primeiro sorriso que dou a semana toda. É sexta-feira e hoje à noite vai ter uma comemoração de verdade. Talvez eu até tome um porre! Nunca tomei um porre na vida. Olho para Dinah do outro lado da sala, e ela ainda está escrevendo furiosamente, faltando cinco minutos para o tempo acabar. Acabou, encerrei minha carreira acadêmica. Nunca mais vou me sentar de novo em fileiras de alunos aflitos. Dentro de mim, estou dando cambalhotas, sabendo muito bem que é só na minha cabeça que consigo da cambalhotas graciosas. Dinah para de escrever e larga a caneta. Olha para mim, e vejo também nela o sorriso do gato de Alice.

Voltamos para casa na Mercedes, recusando-nos a discutir nossa prova final. Dinah está mais preocupada com a roupa que vai vestir para ir ao bar hoje à noite. E eu procuro as chaves na bolsa.

- Mila, tem um embrulho para você aqui.

Parada na escada que dá acesso à porta de entrada, Dinah segura um pacote embrulhado em papel pardo. Estranho . Não encomendei nada na Amazon nos últimos dias. Dinah me dá o embrulho e pega as minhas chaves para abrir a porta. O pacote está endereçado à Srta. Camila Cabello. Não tem endereço nem nome do remetente. Talvez seja da minha mãe ou do Alejandro.

- Deve ser dos meus pais.

- Abra!

Dinah entra na cozinha empolgada para comemorarmos com champanhe o fim das provas.

Abro o embrulho e encontro uma caixa de couro contendo três livros antigos aparentemente idênticos, encadernados com tecido e em perfeito estado, e um cartão branco simples. De um dos lados, em tinta preta numa bela letra cursiva, está escrito:

Por que não me disse que havia perigo? Por que não me avisou? As senhoras sabem do que se proteger, porque leem romances que lhes ensinam sobre esses truques...

Reconheço a citação de Tess . Estou estarrecida com a coincidência, já que acabei de passar três horas escrevendo sobre os romances de Thomas Hardy na minha prova final. Talvez não seja coincidência... talvez seja intencional. Examino os livros com atenção, três volumes de Tess of the d’Urbervilles. Abro um dos livros. Na folha de rosto, em tipologia antiga, está escrito:

Londres: Jack R. Olgood, McIlvaine and Co., 1891

Puta merda - são as primeiras edições. Devem valer uma fortuna, e imediatamente sei quem as enviou. Dinah está ao meu lado olhando os livros. Pega o cartão.

- Primeiras edições - murmuro.

- Não! - Dinah arregala os olhos, incrédula. - Jauregui?

Concordo com a cabeça.

- Não consigo pensar em mais ninguém.

- O que esse cartão significa?

- Não tenho ideia. Acho que é um aviso. Francamente, ele continua me advertindo para ficar longe dele. Não sei por quê. Não é como se eu estivesse arrombando a porta dele. - Franzo a testa.

- Sei que você não quer falar dele, Mila, mas ele está muito a fim de você. Com ou sem advertências.

Não me permiti pensar em Lawrence Jauregui nessa última semana. Tudo bem... seus olhos esverdeados continuam me perseguindo em meus.

sonhos, e sei que vou levar uma eternidade para expurgar do meu cérebro a sensação dos seus braços me envolvendo e do seu perfume maravilhoso. Por que ele me mandou esses livros? Ele me disse que eu não era para ele.

- Encontrei uma primeira edição de Tess à venda em Nova York por quatorze mil dólares. Mas a sua está muito mais conservada. Deve ter custado bem mais.

Dinah está consultando seu grande amigo Google.

- Essa citação, Tess diz essas palavras para sua mãe depois que Alec d’Urberville tira a virgindade dela.

- Eu sei - reflete Dinah. - O que ele está tentando dizer?

- Não sei e nem quero saber. Não posso aceitar esses livros. Vou devolver com outra citação desconcertante de alguma outra parte obscura do livro.

- O trecho em que Angel Clare diz: vá para a puta que pariu? — pergunta Dinah com uma expressão totalmente impassível.

- É, esse trecho.

Dou uma risada. Adoro Dinah. Ela é fiel e sempre me apoia. Torno a embalar os livros e os deixo sobre a mesa de jantar. Dinah me entrega uma taça de champanhe.

- Ao fim das nossas provas e à vida nova em Seattle - ela brinda.

- Ao fim das nossas provas, à vida nova em Seattle e a excelentes resultados. - Brindamos com nossas taças e bebemos.



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