História Fifty Shades of Green - Capítulo 9


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Categorias 50 Tons de Cinza, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camreng!p, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Normanigp, Shawn Mendes
Exibições 63
Palavras 2.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Necrophilia is not my thing.


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades of Green - Capítulo 9 - Necrophilia is not my thing.

Está muito silencioso. A luz está apagada. Sinto-me confortável e quentinha nesta cama. Hum... Abro os olhos, e, por um momento, curto o ambiente estranho e desconhecido, tranquila e serena. Não tenho ideia de onde estou. A cabeceira atrás de mim tem a forma de um sol imenso. É estranhamente familiar. O quarto é amplo e arejado, mobiliado luxuosamente em tons de marrom, dourado e bege. Já o vi antes. Onde? Meu cérebro atordoado se esforça para examinar a memória visual recente. Puta merda. Estou no Hotel Heathman... em uma suíte. Já estive com Dinah em um quarto semelhante. Este parece maior. Ai, merda, é a suíte de Lawrence Jauregui. Como vim parar aqui?

Lembranças fragmentadas da noite de ontem voltam lentamente para me assombrar. A bebedeira - ah não, a bebedeira - o telefonema - ah não, o telefonema - o vômito - ah não, o vômito. Shawn e Lawrence. Ah, não. Contraio-me por dentro.

Não me lembro de vir para cá. Estou de camiseta, sutiã e calcinha. Sem meias. Sem calça jeans. Puta merda.

Olho para a mesa de cabeceira. Nela, há um copo de suco de laranja e dois comprimidos. Advil. Maníaco por controle do jeito que é, ele pensa em tudo. Sento-me na cama e tomo os comprimidos. Na verdade, não me sinto tão mal assim. Provavelmente, estou muito melhor do que mereço. O suco de laranja está divino. Mata a sede e refresca.

Ouço uma batida na porta. Meu coração sobe até a boca e fico sem voz. Ele abre a porta assim mesmo e entra.

Que inferno, ele estava malhando. Está com uma calça de moletom cinza caída daquele jeito nos quadris, e uma camiseta cinza sem manga, escura de suor, assim como seu cabelo. Suor de Lawrence Jauregui. Só a ideia já faz com que eu me sinta esquisita. Respiro fundo e fecho os olhos. Pareço uma garotinha de dois anos. Se eu fechar os olhos, não estarei realmente aqui.

- Bom dia, Camila. Como está se sentindo?

- Melhor do que mereço - resmungo.

Olho para ele. Ele deixa uma grande sacola de compras em uma cadeira e segura as duas pontas da toalha que está em volta do seu pescoço. Está me encarando, os olhos esverdeados sombrios, e, como sempre, não tenho ideia do que está pensando. Ele esconde os pensamentos e os sentimentos muito bem.

- Como vim parar aqui? - Minha voz é baixa, cheia de arrependimento.

Ele se senta na beira da cama. Está perto o suficiente para que eu o toque, para que eu o cheire. Ai, meu Deus... suor, sabonete e Lawrence. É um coquetel embriagador. Muito melhor que uma margarita, e agora falo por experiência própria.

- Depois que você desmaiou, eu não quis arriscar o estofamento de couro do meu carro levando-a até sua casa. Então a trouxe para cá - diz ele com frieza.

- Você me colocou na cama?

- Sim. - A expressão de seu rosto é imperturbável.

- Eu vomitei de novo? - Minha voz diminui ainda mais.

- Não.

- Você me despiu? - murmuro.

- Sim. - Ele ergue uma sobrancelha para mim enquanto eu enrubeço intensamente.

- A gente não...? - sussurro, a boca seca de aflição ao não conseguir completar a pergunta. Olho para minhas mãos.

- Camila, você estava num estado comatoso. Necrofilia não é minha praia. Gosto de mulheres conscientes e receptivas - diz ele secamente.

- Sinto muito.

Seus lábios se repuxam ligeiramente num sorriso irônico.

- Foi uma noite muito divertida. Não vou esquecê-la tão cedo. Nem eu. Ah, ele está rindo de mim, o filho da mãe. Eu não pedi para ele me buscar. De alguma maneira, é como se eu fosse a vilã da história.

- Você não tinha que rastrear meu paradeiro com seja lá qual for a engenhoca à la James Bond que esteja desenvolvendo para quem pagar mais - digo tudo isso de uma vez só. Ele continua me olhando, surpreso e, se eu não estiver enganada, meio ofendido.

- Em primeiro lugar, a tecnologia para rastrear telefones celulares está disponível na internet. Em segundo, minha empresa não investe nem fabrica qualquer tipo de aparelho de vigilância. E, em terceiro, se eu não tivesse ido buscá-la, você provavelmente agora estaria acordando na cama do fotógrafo, e, pelo que me lembro, não estava muito entusiasmada em vê-lo lhe fazer a corte — ele rebate com azedume.

Fazer a corte! Olho para Lawrence. Ele está me fuzilando com o olhar, ofendido. Tento morder o lábio, mas não consigo conter o riso.

- De que crônica medieval você escapou? Parece um cavaleiro cortês.

Seu estado de espírito muda visivelmente. Ele fica com um olhar bem mais suave, uma expressão mais calorosa e um vestígio de sorriso aparece em seus lábios.

- Acho que não, Camila. Cavaleiro das trevas, talvez. - Seu sorriso é sarcástico, e ele balança a cabeça. - Você comeu ontem à noite?

O tom é acusador. Faço que não com a cabeça. Que enorme transgressão cometi agora? Ele cerra a mandíbula, mas continua com o rosto impassível.

- Você precisa comer. Foi por isso que passou tão mal. Francamente, é a regra número um antes de beber.

Ele passa a mão no cabelo, e sei que é porque está irritado.

- Vai continuar me repreendendo?

- É isso que estou fazendo?

- Acho que sim.

- Você tem sorte por eu só estar repreendendo você.

- Como assim?

- Bem, se fosse minha, você ficaria uma semana sem conseguir sentar depois do que aprontou ontem. Você não comeu, tomou um porre, se arriscou. - Ele fecha os olhos, uma expressão de pavor estampada por um instante em seu rosto, e estremece. Quando abre os olhos, me encara com raiva. - Odeio pensar no que poderia ter acontecido com você.

Olho de cara feia para ele. Qual é o problema desse cara? O que ele tem com isso? Se eu fosse dele... Bem, eu não sou. Se bem que talvez uma parte minha gostaria de ser. A ideia atravessa a irritação que sinto com suas palavras autoritárias. Enrubesço diante da imprevisibilidade do meu inconsciente, que está saltitando todo feliz diante da ideia de pertencer a Jauregui.

- Eu ficaria bem. Estava com Dinah.

- E o fotógrafo? - ele me interrompe.

Hum... o jovem Shawn. Vou precisar enfrentá-lo em algum momento.

- Shawn só passou dos limites. - Dou de ombros.

- Bem, da próxima vez que ele passar dos limites, talvez alguém deva ensiná-lo a ter bons modos.

- Você gosta mesmo de disciplina - sibilo.

- Ah, Camila, você não tem ideia.

Ele aperta os olhos, e então abre um sorriso malicioso. Isso me desarma. Em um momento, estou confusa e irritada, logo em seguida, derreto-me com seu sorriso deslumbrante. Uau ... É fascinante, porque o sorriso dele é muito raro. Esqueço completamente o que ele está falando.

- Vou tomar uma chuveirada. A menos que você queira ir primeiro.

Ele inclina a cabeça para o lado, ainda sorrindo. Minha pulsação se acelera, e meu cérebro se esqueceu de ativar quaisquer sinapses para me fazer respirar. O sorriso dele aumenta, e ele estica o braço e passa o polegar pelo meu rosto e pelo meu lábio inferior.

- Respire, Camila - murmura, e torna a se levantar. - O café da manhã chegará em quinze minutos. Você deve estar faminta.

Ele entra no banheiro e fecha a porta.

Solto o ar que estava segurando. Por que ele é tão atraente? Agora quero entrar naquele chuveiro com ele. Nunca me senti desse jeito em relação a ninguém. Meus hormônios estão enlouquecidos. A pele do meu rosto e do meu lábio inferior formiga onde ele passou o dedo. Estou me contorcendo com um desconforto, uma carência dolorosa. Não entendo essa reação. Hum... Desejo. Isso é desejo. A sensação é essa.

Deito-me nos macios travesseiros de plumas. Se você fosse minha. Ai, meu Deus, o que eu faria para ser dele? Ele é o único homem que já fez o sangue disparar nas minhas veias. Mas também é muito antipático. Difícil, complicado e confuso. Uma hora me rejeita, em seguida me manda livros de quatorze mil dólares, depois me segue como um espião. E, apesar de tudo, passei a noite em sua suíte de hotel, e sinto-me em segurança. Protegida. Ele se importa o suficiente para me resgatar de um perigo evidente. Não é um cavaleiro das trevas coisa nenhuma, e sim um cavaleiro romântico numa deslumbrante armadura reluzente, um herói clássico. Sir Gawain ou Sir Lancelot.

Levanto-me da cama, procurando freneticamente minha calça jeans.

Ele sai do banheiro com o corpo molhado e brilhando da chuveirada, ainda por se barbear, só com uma toalha na cintura, e lá estou eu: pernas de fora, boquiaberta e toda sem graça. Ele fica surpreso por me ver fora da cama.

- Se estiver procurando sua calça, mandei lavar. - Seu olhar é sombrio. - Estava toda suja de vômito.

- Ah.

Fico rubra. Por que ele sempre me pega desprevenida?

- Mandei Taylor comprar outra calça e um par de sapatos. Estão na sacola em cima da cadeira.

Roupas limpas. Um bônus inesperado.

- Hã... Vou tomar um banho - murmuro. - Obrigada.

O que mais posso dizer? Pego a sacola e sigo veloz para o banheiro, afastando-me da enervante proximidade de Lawrence nu. O Davi de Michelangelo não tem nada para cobri-lo.

O banheiro está quente e cheio de vapor. Tiro a roupa rapidamente e entro no chuveiro, ansiosa para entrar no jorro purificante da água. A pressão da água é forte sobre mim, e viro meu rosto para a torrente acolhedora. Eu quero Lawrence Jauregui. Eu o quero desesperadamente. É fato. Pela primeira vez na vida, quero ir para a cama com um homem. Quero sentir suas mãos e sua boca em meu corpo.

Ele disse que gosta de mulheres conscientes. Então, não é celibatário. Mas não deu em cima de mim, diferentemente de Austin e Shawn. Não entendo. Ele me quer? Ele não quis me beijar na semana passada. Será que eu causo repulsa nele? E no entanto estou aqui, ele me trouxe para cá. Simplesmente não sei qual é seu jogo. No que ele está pensando? Você dormiu a noite inteira na cama dele, e ele não tocou em você, Camila. Pense um pouco. O fantasma do meu inconsciente volta a se manifestar. Ignoro-o.

A água está quente e relaxante. Hum... Eu poderia ficar debaixo desse chuveiro, no banheiro dele, para sempre. Pego o gel de banho, e tem o cheiro dele. É um cheiro delicioso. Esfrego o produto em mim, fantasiando que é ele — ele esfregando seu sabonete divinamente perfumado em meu corpo, meus seios, minha barriga, entre minhas pernas com aquelas mãos de dedos esguios. Minha nossa. Minha pulsação se acelera de novo. Isso esta tão... gostoso.

— O café da manhã chegou. — Ele bate na porta, e eu me sobressalto. — T-tudo bem — gaguejo ao ser cruelmente arrancada do meu devaneio erótico. Saio do chuveiro e pego duas toalhas. Ponho uma na cabeça, fazendo com ela um turbante no estilo Carmem Miranda. Seco-me às pressas, ignorando a prazerosa sensação da toalha esfregando minha pele supersensibilizada. Inspeciono a sacola. Taylor comprou não apenas uma calça jeans e um novo par de All Stars, mas também uma camisa azul-clara, meias e lingerie. Ai, meu Deus. Sutiã e calcinha novos. Na verdade, descrevê-los dessa forma prosaica e utilitária não lhes faz jus. São peças sofisticadas de uma grife europeia. Chiques, de renda azul-clara. Uau. Estou assombrada e ligeiramente intimidada com esse conjunto de lingerie. E além do mais, cabe em mim direitinho. É claro que cabe. Enrubesço pensando no Cabelo Raspado comprando isso para mim. Pergunto-me que outros tipos de serviço ele presta.

Visto-me depressa. As roupas me servem com perfeição. Seco bruscamente o cabelo na toalha e tento controlá-lo com desespero.

Mas, como sempre, ele se recusa a cooperar, e minha única opção é prendê-lo com uma presilha que não tenho. Devo ter uma na bolsa, onde quer que ela esteja. Respiro fundo. É hora de encarar o Sr. Confuso.

Fico aliviada ao encontrar o quarto vazio. Procuro depressa pela minha bolsa - mas ela não está ali. Respirando fundo de novo, entro na sala de estar da suíte. É enorme. Há uma área elegante, com sofás luxuosos e almofadas macias, uma mesa de apoio rebuscada com uma pilha de livros grandes e vistosos, uma área de escritório com um iMac de última geração, e uma enorme

tevê de tela plana na parede. Lawrence está sentado à mesa de jantar do outro lado da sala lendo um jornal. A sala é mais ou menos do tamanho de uma quadra de tênis. Não que eu jogue tênis, mas já observei Dinah algumas vezes. Dinah!

- Merda, Dinah - resmungo. Lawrence me olha.

- Ela sabe que você está aqui e ainda viva. Mandei uma mensagem de texto para o Norman - diz ele com um leve vestígio de humor.

Ah, não. Lembro-me da dança ardente dela ontem à noite. Todos os seus passos patenteados visando o máximo de efeito para seduzir o irmão de Lawrence, nada menos! O que ela vai pensar de mim aqui? Nunca dormi fora de casa. Ela ainda está com Norman. Ela só fez isso duas vezes antes, e, nas duas, eu tive que aguentar o medonho pijama cor-de-rosa por uma semana por causa das consequências. Dinah vai achar que eu também transei.

Lawrence me olha de modo arrogante. Está com uma camisa de linho branco, com o colarinho e os punhos desabotoados.

- Sente-se - ordena, apontando para um lugar à mesa. Atravesso a sala e me sento em frente a ele conforme suas instruções.

A mesa está repleta de comida.

- Eu não sabia do que você gostava, então pedi uma seleção do cardápio de café da manhã.

Ele abre um sorriso torto de desculpas.

- É muita generosidade sua - murmuro, sem saber o que escolher, embora esteja com fome.

- É, sim - ele concorda, parecendo sentir-se culpado.

Opto por panquecas, mel, ovos mexidos e bacon. Lawrence tenta disfarçar um sorriso ao voltar para seu omelete de claras. A comida é deliciosa.

- Chá? - pergunta ele.

- Sim, por favor.

Ele me passa um pequeno bule de água quente e, no pires, há um saquinho de chá Twinings English Breakfast. Nossa, ele se lembra de como eu gosto do meu chá.

- Seu cabelo está muito molhado - censura ele.

- Não encontrei o secador - murmuro, encabulada.

Não que eu tenha procurado. A boca de Lawrence se contrai, mas ele não diz nada.

- Obrigada pelas roupas.

- Foi um prazer, Camila. Essa cor fica bem em você.

Enrubesço e baixo os olhos.



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