História Fifty Shades of Grey(50 tons de cinza) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Flavia Pavanelli, Magcon, Sam "Wilk" Wilkinson
Personagens Flavia Pavanelli, Sammy Wilkinson
Tags 50 Tons De Cinza, Flavia Pavanelli, Sammy Wilk
Exibições 271
Palavras 4.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Começo de tudo


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades of Grey(50 tons de cinza) - Capítulo 1 - Começo de tudo


 Eu olho com frustração para mim mesma no espelho. Maldito cabelo,
ele simplesmente não se comporta, e maldita Katherine Kavanagh por estar
doente e me sujeitar a esta provação. Eu devia estar estudando para meus
exames finais, que será na semana que vem, mas estou aqui tentando
escovar meus cabelos até que eles se submetam. Eu não devo dormir com
ele molhado. Eu não devo dormir com ele molhado. Recitando esta ladainha
várias vezes, eu tento, mais uma vez, deixa-los sob controle com a escova.
Eu reviro meus olhos em exasperação e olho para a pálida menina de
cabelos castanhos com olhos azuis muito grandes para seu rosto, olhando
fixamente de volta para mim, e desisto. Minha única opção é conter meu
cabelo rebelde em um rabo-de-cavalo e esperar que eu pareça meio
apresentável.
Kate é minha companheira de quarto, e ela escolheu justamente
hoje para sucumbir à gripe.
Então, ela não podia comparecer a entrevista que ela agendou,
com algum magnata mega industrial que eu nunca ouvi falar, para o jornal
estudantil. Então eu tive que me voluntariar. Eu tenho exames finais para
estudar, uma redação para terminar, e eu devia estar trabalhando esta
tarde, mas não, hoje eu tenho que dirigir duzentos e sessenta e cinco
quilômetros para o centro de Seattle a fim de encontrar o enigmático CEO1
da Wilk Enterprises Holdings Inc. Como um empresário excepcional e
benfeitor importante de nossa Universidade, seu tempo é
extraordinariamente precioso, muito mais precioso que o meu, mas, ele
concedeu a Kate uma entrevista. Um verdadeiro golpe de sorte, ela me disse.
Maldita atividades extracurriculares dela.
Kate está encolhida no sofá na sala de estar.
— Fla, eu sinto muito. Demorei nove meses para conseguir esta
entrevista. Levará outros seis para reagendar, e nós duas vamos estar
formadas até lá. Como editora, eu não posso estragar isto. Por favor, — Kate
me implora em sua voz rouca, de garganta inflamada. Como ela faz isto?
Mesmo doente ela parecia atrevida e magnífica, com cabelos ruivos dourados
e olhos verdes brilhantes, embora agora avermelhados e com coriza nasal.
Eu ignoro minha pontada de simpatia indesejada.
— Claro que eu vou Kate. Você deve voltar para a cama. Você gostaria
de um pouco de Nyquil ou Tylenol? 2
— Nyquil, por favor. Aqui estão às perguntas e meu mini-gravador.
Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.
— Eu não sei nada sobre ele, — eu murmuro, tentando e falhando
em suprimir meu pânico crescente.
— As perguntas virão ao seu encontro. Vá. É uma longa viagem. Eu
não quero que você se atrase.
— Ok, eu estou indo. Volte para a cama. Eu fiz uma sopa para você
aquecer mais tarde. — Eu olho para ela ternamente. Só por você, Kate, eu
farei isto.
— Eu sei. Boa sorte. E obrigado Fla, como sempre, você é minha
salvadora.
Juntando minha mochila, eu sorrio ironicamente para ela, então me
dirijo porta afora para o carro. Eu não posso acreditar que eu deixei Kate me
convencer disto. Entretanto, Kate pode convencer qualquer um de qualquer
coisa.
Ela vai ser uma jornalista excepcional. Ela é articulada, forte,
persuasiva, argumentativa, bonita e ela é minha mais querida, querida
amiga.
As estradas estão limpas quando eu parto de Vancouver, com acesso
a Washington em direção a Portland e a I-5. É cedo, e eu não tenho que
estar em Seattle até às duas da tarde. Felizmente, Kate me emprestou seu
desportivo Mercedes CLK. Eu não tenho certeza se Wanda, meu velho
besouro VW, faria a jornada a tempo. Oh, o Merc. é uma diversão de dirigir,
e as milhas escapam quando eu piso no pedal até o fundo.
Meu destino é a sede global da empresa do Sr. Wilk. É um edifício
comercial enorme de vinte andares, todo em vidro curvo e aço, uma
estrutura arquitetônica fantástica, com Wilk House3 escrito discretamente
em aço acima das portas de vidro dianteiras. É uma e quarenta e cinco
quando eu chego, estou tão aliviada de não estar atrasada quando eu entro
na enorme, e francamente intimidante portaria de vidro e aço, em arenito
branco.
Atrás do balcão de arenito sólido, uma muito atraente, adestrada,
jovem loira sorri agradavelmente para mim. Ela está vestindo um terninho
carvão e camisa branca, mais elegante que eu já vi. Ela parece imaculada.
— Eu estou aqui para ver o Sr. Wilk. Flavia Pavanelli por Katherine
Kavanagh.
— Com licença um momento, Senhorita Pavanelli. — Ela arqueia sua
sobrancelha ligeiramente quando eu permaneço conscientemente diante
dela. Eu começo a desejar que eu ter pegado emprestado um dos blazers
formais de Kate em lugar de vestir minha jaqueta azul marinho. Eu fiz um
esforço e vesti minha única saia, minhas comportadas botas marrons até os
joelhos e um suéter azul. Para mim, isto é inteligente. Eu enfio um dos
fugitivos tentáculos de meus cabelos para trás de minha orelha enquanto eu
finjo que ela não me intimida.
— Senhorita Kavanagh é esperada. Por favor, registre-se aqui,
Senhorita Pavanelli. Você irá até o último elevador à direita, pressione para o
vigésimo andar. — Ela sorri amavelmente para mim, divertida, sem dúvida,
quando eu me registro.
Ela me dá um crachá de segurança que tem VISITANTE muito
firmemente estampado na frente. Eu não posso evitar meu sorriso.
Certamente é óbvio que eu estou só de visita. Eu não encaixo aqui mesmo.
Nada muda, eu interiormente suspiro. Agradecendo a ela, eu
caminho para o banco de elevadores passando os dois homens da segurança
que estão muito mais bem vestidos do que eu estou, em seus ternos pretos
bem cortados.
O elevador me leva rapidamente com máxima velocidade para o
vigésimo andar. As portas deslizam abrindo, e eu estou em outra grande
entrada, mais uma vez toda em vidro, aço e arenito branco. Eu sou
confrontada por outra mesa de arenito e outra jovem loira vestida
impecavelmente em preto e branco, que levanta para me saudar.
— Senhorita Pavanelli, você poderia esperar aqui, por favor? — Ela
aponta para uma área acomodada por cadeiras de couro branco.
Atrás das cadeiras de couro está uma espaçosa sala de reunião
envidraçada, cercada por uma mesa de madeira escura, igualmente
espaçosa e pelo menos vinte cadeiras harmonizadas ao redor dela. Além
disto, tinha uma janela do chão ao teto com uma visão do horizonte de
Seattle, que mostrava a cidade em direção ao Sound.
 É uma vista
deslumbrante, e eu fico momentaneamente paralisada pela visão. Uau.
Eu me sento, pesco as perguntas de minha mochila, e dou uma
repassada nelas, amaldiçoando interiormente Kate por não me fornecer uma
breve biografia. Eu não conheço nada sobre este homem que estou para
entrevistar. Ele pode ter noventa anos ou pode ter trinta. A incerteza está me
irritando, e meus nervos ressurgem, fazendo com que eu fique incomodada.
Eu nunca fico confortável com uma entrevista em pessoa, preferindo o
anonimato de uma discussão de grupo onde eu posso me sentar
imperceptivelmente na parte de trás da sala. Para ser honesta, eu prefiro
minha própria companhia, lendo um romance clássico britânico, enrolada
em uma cadeira na biblioteca do campus. Não sentada se contorcendo
nervosamente em um colossal edifício de vidro e pedra.
Eu reviro meus olhos para mim mesma. Mantenha o controle, Pavanelli.
A julgar pelo edifício, que é muito clínico e moderno, eu imagino que Wilk
está em seus quarenta: em forma, bronzeado, e de cabelos loiros para
combinar com o resto do pessoal.
Outra elegante, impecavelmente vestida loira sai de uma grande porta
à direita. O que é isso tudo com as loiras imaculadas? É como Stepford5
aqui. Respirando fundo, eu me levanto. — Senhorita Pavanelli? — A mais
recente loira pergunta.
— Sim, — eu coaxo, e clareio minha garganta. — Sim. — Agora, isto
soou mais confiante.
— O Sr. Wilk irá recebê-la em um momento. Eu posso pegar seu
casaco?
— Oh, por favor. — Eu luto para tirar a jaqueta.
— Já foi oferecido a você alguma bebida?
— Hum, não. — Oh Deus, a Loira Número Um está em problemas?
A Loira Número Dois franziu o cenho e olhou a jovem na
escrivaninha.
— Você gostaria de um chá, café, água? — Ela pergunta, voltando
sua atenção para mim.
— Um copo de água. Obrigada, — eu murmuro.
— Olivia, por favor, vá buscar para Senhorita Pavanelli um copo de
água. — A voz dela é grave. Olivia foge imediatamente e se apressa para uma
porta no outro lado do saguão.
— Minhas desculpas, Senhorita Pavanelli, Olivia é nossa nova estagiária.
Por favor, sente-se. O Sr. Wilk levará mais cinco minutos.
Olivia retorna com um copo de água gelada.
— Aqui está, Senhorita Pavanelli.
— Obrigada.
A Loira Número Dois marcha para a grande escrivaninha, seus saltos
clicando e ecoando no chão de arenito. Ela se senta, e ambas continuam seu
trabalho.
Talvez o Sr. Wilk insista que todos os seus empregados sejam loiros.
Eu me pergunto ociosamente se isto é legal, quando a porta do escritório
abre e um alto, elegantemente vestido, atraente homem Afro-Americano com
curtos dreads sai. Eu definitivamente vesti as roupas erradas.
Ele se vira e diz pela porta. — Golfe, esta semana, Wilk.
Eu não ouço a resposta. Ele vira-se, me vê, e sorri, seus olhos
escuros enrugando nos cantos. Olivia salta e chama o elevador. Ela parece
se destacar em pular de sua cadeira. Ela está mais nervosa que eu!
— Boa tarde, senhoras, — ele diz enquanto parte pela porta
deslizante.
— O Sr. Wilk verá você agora, Senhorita Pavanelli. Siga-me, — A Loira
Numero Dois diz.
Eu estou bastante tremula tentando suprimir meus nervos. Juntando
minha mochila, eu abandono meu copo de água e faço meu caminho para a
porta parcialmente aberta.
— Você não precisa bater, apenas entre. — Ela amavelmente sorri.
Eu empurro a porta aberta e cambaleio, tropeçando em meus
próprios pés, e caio de cabeça dentro do escritório.
Merda dupla: eu e meus dois pés esquerdos! Eu estou em minhas
mãos e de joelhos na porta de entrada do escritório do Sr. Wilk, e mãos
gentis estão ao meu redor me ajudando a levantar. Eu estou tão
envergonhada, maldita falta de jeito. Eu tenho que lançar meu olhar para
cima. Puta que pariu, ele é tão jovem.
— Senhorita Kavanagh. — Ele estende uma mão com longos dedos
para mim, uma vez que eu fico de pé. — Eu sou Sammy Wilk. Você está
bem? Você gostaria de se sentar?
Tão jovem, e atraente, muito atraente. Ele é alto, vestido em um fino
terno cinza, camisa branca e gravata preta, com incontroláveis cabelos cor
de cobre e intensos, luminosos olhos cinza claro que me observam
astutamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.
 — Hum hum. Perfeitamente — eu murmuro. Se este cara está
acima dos trinta então eu sou o tio Macaco.6 Em uma confusão, eu coloco
minha mão na dele e nós levamos um choque. Quando nossos dedos se
tocam, eu sinto um estimulante e estranho calafrio, correndo através de
mim. Eu retiro minha mão apressadamente, envergonhada. Deve ser
estática. Eu pisco rapidamente, minhas pálpebras harmonizando minha
frequência cardíaca.
— A Senhorita Kavanagh está indisposta, então ela me enviou. Eu
espero que você não se importe, Sr. Wilk.
— E você é? — Sua voz é morna, possivelmente divertida, mas é
difícil dizer por sua expressão impassível. Ele parece ligeiramente
interessado, mas acima de tudo, educado.
— Flavia Pavanelli. Eu estudo Literatura inglesa com Kate, hum…
Katherine… hum… Senhorita Kavanagh do Estado de Washington.

Expressão idiomática que se refere a uma expressão de um filme americano, quando você fica muito
surpreso
— Entendo, — ele simplesmente diz. Eu penso ver um fantasma de
um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certa. — Você gostaria de se
sentar? — Ele acena em direção a um sofá de couro branco em forma de L.
Seu escritório é muito grande para um homem só. Na frente das
janelas que vão do chão ao teto, há uma enorme escrivaninha moderna de
madeira escura, que seis pessoas poderiam comer confortavelmente ao
redor. Combinando a mesa de café com o sofá. Todo o resto é branco, teto,
pisos e paredes, exceto, a parede perto da porta, onde estava um mosaico
pendurado de pequenas pinturas, trinta e seis delas dispostas em um
quadrado. Elas são primorosas, uma série de objetos mundanos esquecidos,
pintados com tal detalhe preciso que eles parecem com fotografias. Exibidos
juntos, eles são de tirar o fôlego.
— Um artista local. Trouton, — Wilk diz quando ele pega meu olhar.
— Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o extraordinário, —
eu murmuro distraída, tanto por ele como pelas pinturas. Ele vira sua
cabeça para um lado e me fixa atentamente.
— Eu concordo plenamente, Senhorita Pavanelli, — ele responde, sua
voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.
Além das pinturas, o resto do escritório era frio, limpo e clínico. Eu
me pergunto se isto reflete a personalidade do Adônis, que afunda
graciosamente em uma das cadeiras de couro branco á minha frente. Eu
agito minha cabeça, transtornada com a direção de meus pensamentos, e
recupero as perguntas de Kate da minha mochila. Em seguida, eu instalo o
mini gravador e sou toda dedos e polegares, o deixando cair uma segunda
vez na mesa de café à minha frente. O Sr. Wilk não diz nada, esperando
pacientemente “eu espero” enquanto eu me torno cada vez mais
envergonhada e frustrada. Quando eu tomo coragem para olhá-lo, ele está
me observando, uma mão relaxada em seu colo e a outra embaixo de seu
queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de seus lábios. Eu
acho que ele está tentando conter um sorriso.
— Desculpe-me, — eu gaguejo. — Eu não estou acostumada a isto.
— Leve o tempo que você precisar, Senhorita Pavanelli, — ele diz.
— Você se importa se eu gravar suas respostas?
— Depois que você teve tantas dificuldades para instalar o gravador,
agora que você me pergunta?
Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu pisco para ele,
sem saber o que dizer, e acho que ele fica com pena de mim porque ele cede.
— Não, eu não me importo.
— Será que Kate, eu quero dizer, a Senhorita Kavanagh, explicou
para o que é a entrevista?
— Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal estudantil
quando eu outorgar o diploma na cerimônia de graduação deste ano. 
Oh! Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente
preocupada pelo pensamento de que alguém não muito mais velho do que
eu, Ok, talvez uns seis anos mais ou menos, e ok, mega- bem sucedido, mas,
ainda assim, vai me apresentar em minha licenciatura. Eu franzo a testa,
arrastando minha teimosa atenção de volta à tarefa à mão.
— Bem, — eu engulo nervosamente. — Eu tenho algumas perguntas,
Sr. Wilk. — Eu aliso um cacho perdido de cabelo atrás de minha orelha.
— Eu achei que você teria, — ele diz, impassível. Ele está rindo de
mim. Minhas bochechas esquentam com a percepção, e eu me sento reta e
enquadro meus ombros em uma tentativa de parecer mais alta e mais
intimidante. Apertando o botão iniciar do gravador, eu tento parecer
profissional.
— Você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você
deve seu sucesso? — Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele
parece vagamente desapontado.
— Negócios é tudo sobre pessoas, Senhorita Pavanelli e eu sou muito
bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as faz florescer,
o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time
excepcional, e eu os recompenso bem. — Ele pausa e me fixa com seu olhar
cinza. — Minha convicção é de alcançar o sucesso em qualquer esquema,
alguém tem que se fazer mestre deste esquema, conhecê-lo de dentro para
fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto.
Eu tomo decisões baseadas em lógica e fatos. Eu tenho um instinto natural
que pode localizar e nutrir uma boa ideia sólida e boas pessoas. O resultado
final é sempre estabelecido para as boas pessoas.
— Talvez você seja apenas sortudo. — Isto não está na lista de Kate,
mas ele é tão arrogante. Seus olhos chamejam momentaneamente em
surpresa.
— Eu não acredito em sorte ou azar, Senhorita Pavanelli. Quanto mais
duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as
pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias neste sentido. Eu acho
que foi Harvey Firestone quem disse “o crescimento e desenvolvimento das
pessoas é a maior vocação de liderança.
— Você soa como um maníaco por controle. — As palavras saíram de
minha boca antes que eu possa detê-las.
— Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Senhorita Pavanelli, — ele
diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o
meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e
meu rosto fica corado novamente.
Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza opressiva
talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele
acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse
de fazer isto. 
— Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus
devaneios secretos, que você nasceu para controlar as coisas, — ele
continua, sua voz suave.
— Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por controle.
— Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Senhorita Pavanelli. Isso
me dá certo sentido de responsabilidade.... poder, se assim prefere. Se
decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e
vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades em pagar suas
hipotecas no final do mês então.
Minha boca abriu. Eu estou espantada pela sua falta de humildade.
— Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu pergunto,
repugnada.
— Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder para
um conselho. — Ele levanta uma sobrancelha para mim.
Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito alguma
pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.
— E você tem algum interesse fora de seu trabalho?
— Eu tenho interesses variados, Senhorita Pavanelli. — A sombra de um
sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão, eu estou
confusa e inflamada por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados com
algum pensamento mau.
— Mas se você trabalha tão duro, o que você faz para relaxar?
— Relaxar? — Ele sorri, revelando dentes brancos perfeitos.
Eu paro de respirar. Ele realmente é lindo. Ninguém devia ser tão
bonito.
— Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo, eu desfruto
de várias atividades físicas.
Ele desloca-se em sua cadeira. — Eu sou um homem muito rico,
Senhorita Pavanelli e tenho passatempos caros e absorventes.
Eu olho depressa as perguntas de Kate, querendo sair deste assunto.
— Você investe em fabricação. Por que, especificamente? — Eu
pergunto. Por que ele me faz tão desconfortável?
— Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como as coisas
funcionam: o que torna as coisas marcantes, como construir e destruir. E eu
tenho um amor por navios. O que eu posso dizer?
— Isso soa como seu coração falando, em lugar da lógica e fatos.
Ele faz trejeitos com a boca, e olha de forma avaliadora para mim.
— Possivelmente. Embora existem pessoas que diriam que eu não
tenho coração.
— Por que eles diriam isto?
— Porque eles me conhecem bem. — Seu lábio enrola em um sorriso
irônico. 
— Seus amigos dizem que você é fácil de conhecer? — E eu lamento a
pergunta assim que eu falo. Não está na lista de Kate.
— Eu sou uma pessoa muito privada, Senhorita Pavanelli. Eu percorro
um caminho longo para proteger minha privacidade. Eu não costumo dar
entrevistas, — ele vagueia.
— Por que você concordou em fazer esta aqui?
— Porque eu sou um benfeitor da Universidade, e para todos os
efeitos, eu não consegui tirar a Senhorita Kavanagh de minhas costas. Ela
insistiu e insistiu com meu pessoal de Relações Públicas, e eu admiro esse
tipo de tenacidade.
Eu sei o quanto Kate pode ser tenaz. É por isso que eu estou sentada
aqui me contorcendo desconfortavelmente, sob o seu olhar penetrante,
quando eu tinha que estar estudando para meus exames.
— Você também investe em tecnologias agrícolas. Por que você está
interessado nesta área?
— Nós não podemos comer dinheiro, Senhorita Pavanelli, e existem
muitas pessoas neste planeta que não tem o suficiente para comer.
— Isso soa muito filantrópico. É algo que você sente
apaixonadamente? Alimentar os pobres do mundo?
Ele encolhe os ombros, muito reservado.
— É um negócios astuto, — ele murmura, entretanto eu penso que ele
não está sendo sincero. Isso não faz sentido, alimentar os pobres do mundo?
Eu não posso ver os benefícios financeiros disto, só a virtude do ideal. Eu
olho para a próxima pergunta, confusa por sua atitude.
— Você tem uma filosofia? Nesse caso, qual é?
— Eu não tenho uma filosofia como essa. Talvez um princípio do
orientador Carnegie: “Um homem que adquire a habilidade de tomar posse
completa de sua própria mente, pode tomar posse de qualquer outra coisa a
que ele por justiça tem direito”. Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto
de controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.
— Então você quer possuir coisas? — Você é um maníaco por controle.
— Eu quero merecer possuí-las, mas sim, no resultado final, eu quero.
— Você soa como o consumidor irrevogável.
— Eu sou. — Ele sorri, mas o sorriso não toca seus olhos. Novamente
isto está em conflito com alguém que quer alimentar o mundo, então eu não
posso evitar pensar que nós estamos conversando sobre outra coisa, mas eu
estou absolutamente confusa sobre o que é isto. Eu engulo em seco. A
temperatura na sala está subindo ou talvez seja apenas eu. Eu só quero que
esta entrevista termine. Seguramente Kate tem material suficiente agora? Eu
olho para a próxima pergunta.
— Você foi adotado. Até que ponto você acha que isto formou o que
você é? — Oh, isto é pessoal. Eu fico olhando para ele, esperando que ele
não se ofenda. Sua testa enruga. 
— Eu não tenho como saber.
Meu interesse é despertado.
— Que idade você tinha quando você foi adotado?
— Esta é uma questão de registro público, Senhorita Pavanelli. — Seu
tom é duro. Eu ruborizo, novamente. Merda.
Sim claro que, se eu soubesse que eu faria esta entrevista, eu teria
feito algumas pesquisas.
Eu continuo depressa.
— Você teve que sacrificar uma vida familiar por seu trabalho.
— Isto não é uma pergunta. — Ele é conciso.
— Desculpe. — Eu me contorço, e ele me faz sentir como uma criança
errante. Eu tento novamente. — Você teve que sacrificar uma vida em família
por seu trabalho?
— Eu tenho uma família. Eu tenho um irmão e uma irmã e pais
amorosos. Eu não estou interessado em estender minha família além disto.
— Você é gay, Sr. Wilk?
Ele inala bruscamente, e eu me encolho, mortificada. Merda. Por que
eu não empreguei algum tipo de filtro antes de eu ler em voz alta a
pergunta? Como eu posso dizer a ele que eu estou só lendo as perguntas?
Maldita Kate e sua curiosidade!
— Não Flavia, eu não sou. — Ele levanta suas sobrancelhas, um
brilho frio em seus olhos. Ele não parece contente.
— Eu peço desculpas. Isto está hum… escrito aqui. — É a primeira vez
que ele disse meu nome. Meu batimento cardíaco acelera, e minhas
bochechas estão aquecendo novamente. Nervosamente, eu coloco meu
cabelo solto atrás da minha orelha.
Ele dobra sua cabeça para um lado.
— Estas não suas próprias perguntas?
O sangue drena de minha cabeça. Oh não.
— Éee… não. Kate, a Srta. Kavanagh, ela compilou as perguntas.
— Vocês são colegas no jornal estudantil? — Oh Merda. Eu não tenho
nada a ver com o jornal estudantil. É a atividade extracurricular dela, não
minha. Meu rosto está em chamas.
— Não. Ela é minha companheira de quarto.
Ele esfrega seu queixo em deliberação calma, seus olhos cinza me
avaliando.
— Você se voluntariou para fazer esta entrevista? — Ele pergunta, sua
voz mortalmente calma.
Espere, quem deveria estar entrevistando quem? Seus olhos queimam
em cima de mim, e eu sou obrigada a responder com a verdade.
— Eu fui sorteada. Ela não está bem. — Minha voz é fraca e
apologética.
— Isso explica muita coisa.
Há uma batida na porta, e a loira Numero Dois entra.
— Sr. Wilk, perdoe-me por interromper, mas sua próxima reunião será
em dois minutos.
— Nós não terminamos aqui, Andrea. Por favor, cancele minha
próxima reunião.
Andrea fica boquiaberta, sem saber o que falar. Ela parece perdida.
Ele vira a cabeça lentamente para encará-la e levanta sua sobrancelha. Ela
ruboriza escarlate. Oh bem. Ainda bem que eu não sou a única.
— Muito bem, Sr. Wilk, — ela murmura, depois saí. Ele franze a testa,
e volta sua atenção para mim.
— Onde nós estávamos, Senhorita Pavanelli?
Oh, nós voltamos a “Srta. Pavanelli” agora.
— Por favor, não gostaria de atrapalhar suas obrigações.
— Eu quero saber sobre você. Eu acho que isto é justo. — Seus olhos
cinza estão acesos de curiosidade. Duas vezes merda. Onde ele está indo
com isto? Ele coloca seus cotovelos nos braços da cadeira e coloca seus
dedos na frente de sua boca. Sua boca tão… dispersiva. Eu engulo seco.
— Não existe muito para saber, — eu digo, ruborizando novamente.
— Quais são seus planos depois que você se formar?
Eu encolho os ombros, seu interesse me desconcerta. Ir para Seattle
com Kate, achar um lugar, achar um emprego. Eu realmente não pensei além
do meus exames finais.
— Eu não fiz quaisquer planos, Sr. Wilk. Eu só preciso passar nos
meus exames finais.
Para o qual eu devia estar estudando no momento, em lugar de me
sentar em seu palaciano ostentoso, seu escritório estéril, sentindo-me
desconfortável sob seu penetrante olhar.
— Nós temos um excelente programa de estágio aqui, — ele diz
calmamente. Eu levanto minhas sobrancelhas em surpresa. Ele está me
oferecendo um emprego?
— Oh. Eu vou pensar nisto, — eu murmuro, completamente confusa.
— Ainda que eu não tenha certeza se me encaixaria aqui. — Oh não. Eu
estou refletindo em voz alta novamente.
— Por que você diz isto? — Ele dobra sua cabeça para um lado,
intrigado, uma sugestão de um sorriso toca seus lábios.
— É óbvio, não é? — Eu não tenho coordenação, sou desleixada e não
sou loira.
— Não para mim, — ele murmura. Seu olhar é intenso, todo o humor
tinha desaparecido, e estranhos músculos profundos em minha barriga
apertam de repente. Eu desvio meus olhos do seu olhar minucioso e olho
cegamente para baixo em meus dedos atados. O que está acontecendo? Eu
tenho que sair, agora. Eu me inclino para frente para recuperar o gravador.
— Você gostaria que eu mostrasse ao redor? — Ele pergunta. 
— Eu estou certa que você está extremamente ocupado, Sr. Wilk, e eu
tenho uma longa viagem.
— Você vai dirigindo de volta para a WSU7 em Vancouver? — Ele soa
surpreso, ansioso até. Ele olha para fora da janela. Está começado a chover.
— Bem, é melhor você dirigir com cuidado. — Seu tom é severo, autoritário.
Por que ele deveria se importar? — Você conseguiu tudo o que precisa? —
Ele adiciona.
— Sim senhor, — eu respondo, embalando o gravador em minha
mochila. Seus olhos se estreitam, como estivesse pensando.
— Obrigada pela entrevista, Sr. Wilk.
— O prazer foi todo meu, — ele diz, cortês como sempre.
Quando eu me ergo, ele se levanta e estende sua mão.
— Até a próxima, Senhorita Pavanelli. — E isso soa como um desafio, ou
uma ameaça, eu não estou certa de qual. Eu franzo a testa. Quando será
que nós vamos encontrarmos novamente? Eu aperto sua mão mais uma vez,
surpresa que esta estranha corrente entre nós ainda está lá. Deve ser meus
nervos.
— Sr. Wilk. — Despeço-me dele com um movimento de cabeça.
Ele se dirige a porta com graça e agilidade. E abre a porta totalmente.
— Só assegurando que você passe pela porta, Senhorita Pavanelli. — Ele
me dá um pequeno sorriso.
Obviamente, ele está referindo-se a minha entrada nada elegante, mais
cedo em seu escritório. Eu coro.
— Muito amável de sua parte, Sr. Wilk, — lhe digo bruscamente.
Seu sorriso se alarga. Eu estou contente que você me ache divertida, eu penso
furiosa interiormente, caminhando para o hall de entrada. Eu fico surpresa
quando ele me segue. Tanto Andrea, quanto Olivia me olham, igualmente
surpresas.
— Você tem um casaco? — Wilk pergunta.
— Sim. — Olivia salta e recupera minha jaqueta, que Wilk tira dela
antes que ela possa dar para mim. Ele a segura e me sentindo ridiculamente
tímida, eu coloco os ombros nela.
Wilk coloca suas mãos por um momento em meus ombros. Eu ofego
com o contato. Se ele nota minha reação, ele não dá pistas. Seu longo dedo
indicador pressiona o botão chamando o elevador, e nós permanecemos
esperando, eu sem jeito, e ele sereno e frio.
As portas se abrem, e eu me apresso desesperada para escapar. Eu
realmente preciso sair daqui. Quando eu viro para olhá-lo, ele está
debruçando contra a entrada ao lado do elevador com uma mão na parede.
Ele é realmente muito, muito bonito. Seus flamejantes olhos cinza olhando
para mim. Desconcerta-me.
— Flavia, — ele diz como uma despedida.
— Sammy, — eu respondo. E misericordiosamente, as portas
fecham. 
 



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