História Fifty shades of liberty -ADAPTAÇÃO- - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Bdsm, Clexa
Exibições 163
Palavras 7.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segundo cap de hj e a promessa fica cumprida! rs

Capítulo 25 - 23


A única coisa boa de estar sem carro, é que no ônibus, no caminho para o trabalho, eu posso ligar meus fones de ouvido no meu iPad, enquanto ele está seguro na minha bolsa e ouvir todas as músicas maravilhosas que Lexa me deu.

Quando eu chego no escritório, tenho o sorriso mais ridículo no meu rosto Eu ligo o computador para começar a trabalhar, termino o meu café com leite e como uma banana. Há um e-mail de Lexa.

 

Xxxxxxxxxx


 

De: Lexa Woods

Assunto: Então me ajude...

Data: 10 junho de 2016 08:05

Para: Clarke Griffin

Eu espero que você tenha tomado o café da manhã.

Eu senti saudades de você na noite passada.

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc.

 

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De: Clarke Griffin

Assunto: Livros antigos...

Data: 10 junho de 2016 08:33

Para: Lexa Woods

Eu estou comendo uma banana enquanto escrevo. Eu não tomei café da

manhã por vários dias, por isso, é um passo em frente.

Eu amei a Biblioteca Britânica App. Eu comecei a reler Robinson Crusoe... e, claro, eu adoro você.

Agora me deixar sozinha, eu estou tentando trabalhar.

Clarke Griffin

Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

 

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De: Lexa Woods

Assunto: É tudo que você já comeu?

Data: 10 junho de 2016 08:36

Para: Clarke Griffin

Você pode fazer melhor que isso.

Você vai precisar de sua energia para implorar.

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc.

 

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De: Clarke Griffin

Assunto: Praga

Data: 10 junho de 2016 08:39

Para: Lexa Woods

Srta. Woods, eu estou tentando trabalhar para viver, e é você que vai estar implorando.

Clarke Griffin

Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

 

Xxxxxxxxxx


 

De: Lexa Woods

Assunto: Trazer sobre!

Data: 10 junho de 2016 08:36

Para: Clarke Griffin

Senhorita Griffin, eu adoro um desafio...

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc.

 

Xxxxxxxxxx

 

Eu sento sorrindo para a tela como uma idiota. Mas eu preciso ler esses capítulos para Jack e escrever relatórios sobre todos eles. Colocando os manuscritos na minha mesa, eu começo.

Na hora do almoço eu vou para a lanchonete, para comer um sanduíche de pastrami e ouvir a lista de musicas do meu iPad.

A tarde se arrasta. Eu decido, em um momento de descuido, enviar um email para Lexa.

 

Xxxxxxxxxx


 

De: Clarke Griffin

Assunto: Entediada...

Data: 10 junho de 2016 16:05

Para: Lexa Woods

Estou girando meus polegares.

Como está você? O que você está fazendo?

Clarke Griffin

Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

 

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De: Lexa Woods

Assunto: Seus polegares

Data: 10 junho de 2016 16:15

Para: Clarke Griffin

Você deveria ter vindo trabalhar para mim. Você não estaria girando seus polegares. Eu tenho certeza que eu poderia colocá-la em uma função melhor. De fato, eu posso pensar em uma série de opções...

Eu estou fazendo as habituais e corriqueiras fusões e aquisições. Isso é tudo muito seco.

Seus e-mails em SIP são monitorados.

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc.

 

Xxxxxxxxxx

 

Oh merda! Eu não tinha ideia. Como diabos ela sabe? Eu franzo o cenho para a tela e verifico rapidamente os e-mails que temos enviado, excluindo-os.

Pontualmente às cinco e meia, Jack está em minha mesa. Está vestido para sexta-feira, com jeans e uma camisa preta. Ele parece muito casual.

—Bebidas, Clarke? Nós, normalmente, gostamos de ir para um bar no outro lado da rua.

—Nós? — Pergunto, esperançosa.

—Sim, a maioria de nós vai... Você vem?

Por alguma razão desconhecida, que eu não quero examinar muito de perto, o alívio flui através de mim.

—Eu adoraria. Como o bar é chamado?

—50s.

—Você está brincando.

Ele olha para mim de forma estranha.

—Não. Algum significado para você?

—Não, desculpe. Eu vou acompanhá-lo até lá.

—O que você gostaria de beber?

—Uma cerveja, por favor.

Eu faço meu caminho para o banheiro e passo um e-mail para Lexa pelo iphone.


 

Xxxxxxxxxx

 

De: Clarke Griffin

Assunto: Você vai se encaixar bem

Data: 10 junho de 2016 17:36

Para: Lexa Woods

Estamos indo para um bar chamado Cinquenta. O rico filão de humor que eu poderia extrair de tudo isto é interminável.

Eu estou ansiosa para vê-la.

C x

 

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De: Lexa Woods

Assunto: Perigos

Data: 10 junho de 2016 17:38

Para: Clarke Griffin

A mineração é uma profissão muito, muito perigosa.

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc

 

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De: Clarke Griffin

Assunto: Riscos?

Data: 10 junho de 2016 17:40

Para: Lexa Woods

E o seu ponto é?

 

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De: Lexa Woods

Assunto: Apenas...

Data: 10 junho de 2016 17:42

Para: Clarke Griffin

Fazendo uma observação, Srta. Griffin.

Eu vou te ver em breve. Mais cedo do que pensa, querida.

Lexa Woods

CEO, Woods Participações e Empreendimentos Inc

 

Xxxxxxxxxx

 

Quando eu ponho a cabeça para fora do prédio, ouço o meu nome ser chamado.

— Srta. Griffin?

Viro-me com expectativa, e uma mulher jovem e pálida se aproxima de mim com cautela. Ela parece um fantasma, tão pálida e estranhamente vazia.

— Senhorita Clarke Griffin? — Ela repete, e suas características ficam estáticas, mesmo quando ela está falando.

— Sim?

Ela para, olhando para mim de cerca de três metros de distância, na calçada, e eu olho para trás, imobilizada. Quem é ela? O que ela quer?

— Posso ajudar? — Eu pergunto.

Como ela sabe meu nome?

— Não... Eu só queria olhar para você. — Sua voz é estranhamente macia.

Ela tem o cabelo escuro, que contrasta fortemente com sua pele clara. Seus olhos são castanhos, como bourbon, mas vazios. Não há vida neles. Seu belo rosto está pálido, e marcado pela tristeza.

— Desculpe, você me tem em desvantagem. — eu digo educadamente, tentando ignorar o aviso  formigando pela minha espinha.

Em uma inspeção mais próxima, ela parece estranha, desalinhada e descuidada. Suas roupas são dois tamanhos maiores, incluindo o seu casaco de designer.

Ela ri, um som estranho e discordante que só alimenta a minha ansiedade.

— O que você tem que eu não tenho? — Ela pergunta, com tristeza.

Minha ansiedade se transforma em medo.

—Sinto muito, quem é você?

— Eu? Eu não sou ninguém. — Ela levanta o braço a arrastar a mão pelos cabelos, na altura dos ombros, e como ela faz, a manga de seu casaco levanta,revelando uma bandagem suja em volta do pulso.

 Puta merda.

— Bom dia, Srta. Griffin. — Virando-se, ela caminha até a rua enquanto eu estou enraizada no local.

Eu vejo como seu corpo leve desaparece de vista, perdido entre os trabalhadores sendo despejados de seus vários escritórios. O que foi aquilo? Confusa, eu atravesso a rua para o bar, tentando assimilar o que aconteceu, enquanto o meu subconsciente eleva sua cabeça feia e assobia para mim, ela tem algo a ver com Lexa.

Cinquenta é um bar, cavernoso, impessoal, com bandeirolas e cartazes de beisebol pendurados na parede. Jack está no bar com Elizabeth, Courtney e outro Coordenador Editorial, dois caras das finanças, e Claire da recepção.

— Oi, Clarke! — Jack me dá uma garrafa de Bud.

— Saúde... obrigada, — eu murmuro, ainda abalada pelo meu encontro com a Garota Fantasma.

— Saúde. — Nós batemos as garrafas, e ele continua sua conversa com Elizabeth.

Claire sorri docemente para mim.

— Então, como tem sido sua primeira semana? — Ela pergunta.

— Boa, obrigada. Todo mundo parece muito amigável.

— Você parece muito mais feliz hoje.

Eu ruborizo.

—É sexta-feira, — Eu murmurar rapidamente. —Então, você tem algum plano para este fim de semana?

Minha técnica de distração patenteada funciona e eu estou salva. Claire, uma de sete filhos, está indo para uma grande reunião de família em Tacoma. Ela está bastante animada, e eu percebo que não tenho falado com todas as mulheres da minha idade desde que Octavia foi para Barbados. Distraidamente eu me pergunto como está Octavia... e Linconl. Devo lembrar de perguntar a Lexa se ela ouviu falar deles. Ah, e seu irmão Bellamy estará de volta na próxima terça, ele vai ficar no nosso apartamento até encontrar um para ele. Eu não posso imaginar Lexa ficando feliz com isso. Meu encontro mais cedo com a estranha Garota Fantasma desliza mais da minha mente.

Durante minha conversa com Claire, Elizabeth me dá outra cerveja.

— Obrigada, — eu sorri para ela.

Claire é muito fácil de se conversar, ela gosta de falar e antes que eu perceba, estou na minha terceira cerveja de cortesia, de um dos caras das finanças.

Quando Elizabeth e Courtney saem, Jack se junta a Claire e eu. Onde esta Lexa? Um dos caras das finanças envolve Claire em uma conversa.

— Clarke, acha que você tomou a decisão certa em vir aqui? — A voz de Jack é macia, e ele está de pé um pouco perto demais. Mas eu notei que ele tem uma tendência a fazer isso com todos, até mesmo no escritório.

Meu subconsciente estreita os olhos. Você está vendo demais, ela me aconselha.

— Eu me diverti muito esta semana, graças a você, Jack. Sim, acho que tomei a decisão certa.

— Você é uma menina muito inteligente, Clarke. Você vai longe.

Eu coro.

— Obrigada, — eu murmuro, porque eu não sei mais o que dizer.

— Você mora longe?

— Na Pike Market.

— Não muito longe de mim. — Sorrindo, ele se move e se inclina ainda mais contra o bar, efetivamente prendendo-me. —Você tem planos neste fim de semana?

— Bem... um...

Eu a senti antes mesmo de vê-la. É como se meu corpo todo estivesse altamente sintonizado com a sua presença. Ele relaxa e inflama ao mesmo tempo, é uma sensação estranha e eu sinto uma eletricidade pulsante me percorrer. Como uma cortina o braço de Lexa está em volta do meu ombro em uma exibição aparentemente casual de afeto, mas eu a conheço de forma diferente. Ela está me reivindicando, e nesta ocasião, é muito bem-vinda. Suavemente beija meu cabelo.

— Olá, amor. — ela murmura.

Eu não posso ajudar, mas me sinto aliviada, segura e animada com o seu braço em volta de mim. Lexa atrai-me para seu lado, e eu olho para ela enquanto ela olha para Jack, sua expressão é impassível. Voltando sua atenção para mim, Lexa me dá um breve sorriso torto seguido por um beijo rápido. Ela está vestindo seu casaco listrado marinho, sobre jeans justos e uma camisa branca. Ela parece comestível. Jack se mexe no assento, desconfortável.

— Jack, esta é Lexa.  — eu murmuro desculpando-me. Por que eu estou pedindo desculpas? — Lexa, Jack.

— Eu sou a namorada. — Lexa diz com um sorriso pequeno e frio, que não atinge os olhos, enquanto ela aperta a mão de Jack.

Olho para Jack, que está mentalmente avaliando o belo exemplar de feminilidade na frente dele.

—Eu sou o chefe, — Jack responde com arrogância.

Oh, merda. Você não quer jogar este jogo com Cinquenta.

Lexa ignora o que Jack disse e sorri aquele sorriso como se soubesse um segredo.

— Vamos lá, querida, temos que ir.

— Por favor, fique e se junte a nós para uma bebida, — diz Jack suavemente.

Eu não acho que isso é uma boa ideia. Por isso é tão desconfortável? Olho para Claire, que está, obviamente, olhando de boca aberta e francamente com apreciação carnal para Lexa. Quando eu vou parar de me preocupar com o efeito que ela tem sobre as outras mulheres e homens?

— Nós temos planos. — Lexa responde com seu sorriso enigmático.

Nós temos? E um frisson de antecipação percorre meu corpo.

— Outra vez, talvez, — ela acrescenta. — Venha. — ela diz para mim, enquanto pega a minha mão.

— Vejo vocês segunda-feira.

Eu sorrio para Jack, Claire, e os caras das Finanças que também estão olhando para Lexa descaradamente, tentando ignorar a expressão de Jack, menos do que satisfeito, e sigo Lexa  para a porta.

Taylor está ao volante do Audi, esperando na calçada.

— Por que estou com essa sensação de um concurso de mijadas? — Pergunto a Lexa quando ela abre a porta do carro para mim.

— Porque era. — Lexa  murmura e me dá um sorriso enigmático, em seguida, fecha minha porta.

— Olá, Taylor, — eu digo e nossos olhos se encontram no espelho retrovisor.

— Senhorita Griffin. — Taylor me recompensa com um sorriso genial.

Lexa desliza ao meu lado, aperta minha mão, e gentilmente beija meus dedos.

— Oi, — ela diz baixinho.

Minhas bochechas ficam rosa, sabendo que Taylor pode nos ouvir, estou grata que ele não pode ver o escaldante olhar de molhar calcinha que Lexa está me dando. Uso todo o meu auto-controle para não saltar sobre ela aqui mesmo, no banco de trás do carro. Oh, o banco de trás do carro. . . hmm. Minha deusa interior afaga o queixo delicadamente em contemplação silenciosa.

— Oi, — eu respiro, minha boca esta seca.

— O que você gostaria de fazer esta noite?

— Eu pensei ter ouvido que você dizer que nós tínhamos planos.

— Oh, eu sei o que eu gostaria de fazer, Clarke. Estou perguntando o que você quer fazer.

Eu olho para ela.

— Eu vejo, — diz ela com um sorriso perversamente obsceno. —Então... você está implorando. Você quer implorar na minha casa ou na sua? — Ela inclina a cabeça para um lado e sorri, seu sorriso é tão sexy para mim.

—Eu acho que você está sendo muito presunçosa, Srta. Woods. Mas para uma mudança, nós poderíamos ir ao meu apartamento. —Eu mordo meu lábio deliberadamente, e ela escurece sua expressão.

—Taylor, casa da Srta. Griffin, por favor.

— Senhora — Taylor reconhece e ele dirige-se para o tráfego.

— Então, como foi o seu dia? — Lexa pergunta.

— Ótimo. E o seu?

— Bom, muito obrigada.

Seu sorriso ridiculamente amplo reflete o meu, e ela beija minha mão de novo.

— Você está linda, — diz ela.

— Como você.

— O seu chefe, Jack Hyde, ele é bom em seu trabalho?

Uau! Isso é uma mudança brusca de assunto? Eu franzo a testa.

— Por quê? Isto não é sobre o seu concurso de mijada? — Lexa sorri.

— Esse homem quer a sua calcinha, Clarke. — diz ela secamente.

Eu fico carmesim, enquanto a minha boca cai, e eu olho nervosamente para Taylor. Meu subconsciente inala rapidamente, chocado.

— Bem, ele pode querer tudo o que ele quiser... por que estamos tendo essa conversa? Você sabe que eu não tenho interesse nele. Ele é só meu chefe.

— Esse é o ponto. Ele quer o que é meu. Eu preciso saber se ele é bom em seu trabalho.

Eu dou de ombros.

— Eu acho que sim. — Onde ela está querendo ir com isso?

— Bem, é melhor ele te deixar em paz, ou ele vai se encontrar com a sua bunda na calçada.

— Oh, Lexa, do que você está falando? Ele não fez nada de errado. — ...ainda.

Ele só fica perto demais.

— Se ele fizer um movimento, você me diz. Isso é chamado de assédio sexual ou torpeza moral.

— Foi apenas uma bebida depois do trabalho.

— Eu quero dizer isso. Um movimento e ele estará fora.

— Você não tem esse tipo de poder. — Honestamente! E antes de eu virar meus olhos para ela, a realização atinge-me com a força de um caminhão de carga em alta velocidade. —Certo, Lexa?

Lexa dá-me o seu sorriso enigmático.

— Você está comprando a empresa, — eu sussurro horrorizada.

Seu sorriso desliza em resposta ao pânico na minha voz.

— Não exatamente, — diz ela.

— Você já comprou. SIP.

Ela pisca para mim, cautelosamente.

— Possivelmente.

— Você comprou ou você não comprou?

— Comprei.

Que diabos?

— Por quê? — Eu suspiro, chocada.

Oh, isso é demais.

— Porque eu posso, Clarke. Eu preciso que esteja segura.

— Mas você disse que não iria interferir na minha carreira!

— E eu não vou.

Eu arrebato a minha mão da dela.

— Lexa... — Faltam-me palavras.

— Você está brava comigo?

— Sim. Claro que estou brava com você. —Eu estou fervendo. — Quero dizer, que tipo de executiva de negócios responsável, toma decisões com base com quem ela está fodendo? — Eu empalideço e olho nervosamente mais uma vez para Taylor que está nos ignorando estoicamente.

Merda. Que hora para eu falar sem pensar. Clarke! Meu subconsciente olha pra mim.

Lexa abre a boca e em seguida a fecha novamente e faz uma carranca para mim. Eu a encaro. A atmosfera no carro mergulha de quente com o reencontro doce, para gelado com palavras não ditas e potenciais recriminações, enquanto nós damos olhares ameaçadores uma para a outra.

Felizmente, a nossa viagem de carro desconfortável não dura muito tempo, e Taylor estaciona na frente do meu apartamento. Eu trato de sair do carro rapidamente, não fico esperando que alguém abra a porta.

Eu ouço Lexa murmurar para Taylor.

— Eu acho que é melhor você esperar aqui.

Eu a sinto de pé atrás de mim, enquanto eu me esforço para encontrar as chaves da porta da frente na minha bolsa.

— Clarke. — Ela diz calmamente como se eu fosse um animal selvagem encurralado.

Eu suspiro e volto-me para enfrentá-la. Eu estou tão brava com ela, minha raiva é palpável, que estou quase sufocando.

— Primeiro, eu não fodi você por um tempo, pelo que me parece foi por um longo tempo, e segundo, eu queria entrar no ramo de publicações. Das quatro empresas em Seattle, a SIP é a mais rentável, mas está no limite e isso vai estagnar, precisa diversificar.

Olho para ela friamente. Seus olhos são tão intensos, mesmo ameaçadores, mas são sexy como o inferno. Eu poderia me perder em suas profundezas verdes.

— Então você é minha chefe agora. — eu disparo.

— Tecnicamente, eu sou a chefe do chefe de seu chefe.

— E, tecnicamente, é assedio sexual o fato de que estou fodendo a chefe do chefe do meu chefe.

— No momento, você está discutindo com ela. — Lexa faz uma carranca.

— Isso é porque ela é um asno. — Eu assobio.

Lexa recua, atordoada com a surpresa. Oh merda. Será que fui longe demais?

— Um asno? — Ela murmura, sua expressão muda para divertida.

Porra! Eu estou zangada com você, não me faça rir!

— Sim — Eu luto para manter meu olhar de indignação moral.

— Um asno? — Lexa diz novamente.

Desta vez, seus lábios se contorcem com um sorriso reprimido.

— Não me faça rir quando estou com raiva de você! — Eu grito.

E ela sorri, um sorriso deslumbrante, cheio de dentes, sorriso de toda garota americana, e eu não posso ajudá-la. Eu estou sorrindo e rindo, também. Como eu poderia não ser afetada pela alegria que eu vejo em seu sorriso?

— Só porque eu tenho um maldito sorriso estúpido no meu rosto, não significa que eu não esteja louca como o inferno com você. — eu murmuro ofegante, tentando reprimir o meu riso de líder de torcida da escola.

Embora eu nunca tenha sido uma líder de torcida, o pensamento amargo atravessa minha mente.

Ela se inclina, e eu acho que vai me beijar, mas ela não faz. Lexa fuça meu cabelo e inala profundamente.

— Como sempre, Srta. Griffin, você é inesperada. — Ela se inclina para trás e olha para mim, seus olhos dançando com humor. — Então você vai me convidar para entrar, ou eu vou ter que arrumar um jeito de exercer o meu direito democrático como uma cidadã americana, empresária e consumidora, e comprar tudo o que eu bem entender?

— Você falou com o Dr. Flynn sobre isso?

Ela ri.

— Você vai me deixar entrar ou não, Clarke?

Eu tento dar um olhar relutante, mordendo meu lábio, mas estou sorrindo quando abro a porta. Lexa se volta e as acena para Taylor, e o Audi se afasta.

É estranho ter Lexa Woods no apartamento. O lugar parece pequeno demais para ela. Eu ainda estou brava, sua perseguição não conhece limites, e compreendi que foi assim que ela soube sobre os e-mails serem monitorados na SIP. Lexa  provavelmente sabe mais sobre a SIP do que eu. O pensamento é desagradável. O que posso fazer? Por que ela tem essa necessidade de me manter segura? Eu sou uma garota crescida, pelo amor de Deus. O que posso fazer para tranquilizá-la? Eu olho para seu rosto bonito enquanto ela passeia pela sala como uma predadora enjaulada e aumenta a minha raiva. Vendo-a aqui no meu espaço, quando pensava que tivéssemos acabadas, é comovente. Mais do que comovente, eu a amo, e meu coração incha com uma euforia nervosa e inebriante. Lexa olha ao redor, avaliando seu entorno.

— Lugar legal. — diz ela.

— Os pais de Octavia compraram para ela.

Lexa acena com a cabeça distraidamente, e seus olhos verdes ousados se voltam para mim.

— Er... gostaria de uma bebida? — Eu murmuro, corando de nervosa.

— Não, obrigado, Clarke. — Seus olhos escurecem.

Oh droga. Por que estou tão nervosa?

— O que você gostaria de fazer, Clarke? — Ela pergunta baixinho, enquanto caminha na minha direção, toda selvagem e quente. —Eu sei o que eu quero fazer, — acrescenta ela em voz baixa.

Eu retrocedo até bater contra a ilha concreta da cozinha.

— Eu ainda estou brava com você.

— Eu sei. — Ela sorri, um sorriso torto, apologético e eu derreto... Bem, talvez não tão brava.

— Gostaria de algo para comer? — Eu pergunto.

Ela balança a cabeça lentamente.

— Sim. Você. — ela murmura.

Tudo se aperta ao sul da minha cintura. Sou seduzida apenas pela sua voz, oh meu Deus. Ela está em pé na minha frente, sem me tocar, olhando nos meus olhos e me banhando no calor que está irradiando de seu corpo. Estou bastante quente, agitada e minhas pernas são como geleia, enquanto um desejo escuro me atravessa. Eu a quero.

— Você já comeu hoje? — Lexa murmura.

— Eu comi um sanduíche no almoço, — eu sussurro.

Eu não quero falar de alimentos.

Ela aperta os olhos.

— Você precisa comer.

— Eu realmente não estou com fome agora... de comida.

— Do que você está com fome, Srta. Griffin?

— Acho que você sabe, Srta. Woods.

Ela se inclina, e de novo, eu acho que ela vai me beijar, mas não faz.

— Você quer que eu a beije, Clarke? — Ela sussurra baixinho, no meu ouvido.

— Sim, — eu respiro.

— Onde?

— Em todos os lugares.

— Você vai ter que ser um pouco mais específica do que isso. Eu disse que não vou tocar em você até você implorar para mim e me dizer o que fazer.

Minha deusa interior está se contorcendo em sua espreguiçadeira. Estou perdida, ela não está jogando limpo.

— Por favor, — eu sussurro.

— Por favor o quê?

— Toque-me.

— Onde, amor?

Ela está tão tentadoramente perto, o seu perfume é inebriante. Eu me aproximo e ela recua.

— Não, não, — Lexa repreende, com os olhos, de repente, arregalados e alarmados.

— O quê?

 Não... não se afaste.

— Não. — Ela balança a cabeça.

— Nem um pouco? — Eu não posso disfarçar a tristeza em minha voz.

Ela olha para mim, hesitante, e sou encorajada pela sua hesitação. Eu dou um passo na direção, e ela recua, erguendo as mãos em defesa, mas sorrindo.

— Olha, Clarke. — É um aviso, e ela passa a mão pelos cabelos, exasperada.

— Às vezes você não se importa, — observo melancolicamente. —Talvez eu devesse encontrar um marcador, e poderíamos mapear as áreas não tocáveis.

Lexa levanta uma sobrancelha.

— Isso não é uma má ideia. Onde é o seu quarto?

Aponto com a cabeça. Será que ela deliberadamente está mudando de assunto?

— Você está tomando a pílula?

Oh merda. Minha pílula.

Seu rosto me observa com atenção.

— Não, — eu chio.

— Eu vejo,— ela diz, e seus lábios apertam em uma linha fina. —Venha, vamos ver algo para comer.

Oh não!

— Eu pensei que nós estávamos indo para a cama! Eu quero ir para a cama com você.

— Eu sei, amor.

 Ela sorri e de repente anda em minha direção, Lexa agarra meus pulsos e me puxa para seus braços, para que seu corpo fosse pressionado contra o meu.

— Você precisa comer e eu também, — ela murmura, com ardor em seus olhos, fixos em mim. — Além do que... a antecipação é a chave da sedução, e agora, eu realmente vou retardar essa satisfação.

Huh, desde quando?

— Eu estou seduzida e quero que a minha satisfação agora. Vou pedir, por favor. — Minha voz soa chorosa.

Minha deusa interior está fora de si.

Ela sorri para mim com ternura.

— Coma. Você está muito magra. — Ela beija minha testa e me libera.

Isto é um jogo, parte de algum plano maligno. Eu faço uma carranca para Lexa.

— Eu ainda estou zangada com você por ter comprado a SIP, e agora estou com raiva de você porque você está me fazendo esperar. — Eu amuo.

— A madame está zangadinha, não é? Você vai se sentir melhor após uma boa refeição.

— Eu sei o que me faria sentir melhor.

— Clarke Griffin, eu estou chocada. — Seu tom é suavemente divertido.

— Pare de me provocar. Você não joga limpo.

Ela sufoca o seu sorriso, mordendo o lábio inferior. Lexa parece simplesmente adorável... Ela está brincalhona e brincando com a minha libido. Se apenas as minhas habilidades de sedução fossem melhores, eu sei o que fazer, mas não sou capaz de tocá-la sem me prejudicar. Minha deusa interior estreita os olhos e olha pensativa. Precisamos trabalhar sobre isso. Lexa e eu olhamos uma para a outra com olhar aquecido, eu incomodada e ansiosa, ela, descontraída e divertida, à minha custa, então, eu percebo que não têm comida no apartamento.

— Eu poderia cozinhar algo, exceto que teremos que ir às compras.

— Às compras?

— Para comprar mantimentos.

— Você não tem comida aqui? — Sua expressão endurece. Sacudo a cabeça. Merda, ela parece muito irritada. — Vamos às compras, então, — Lexa diz com firmeza quando vira as costas e vai para a porta, abrindo-a para mim.

 

— Quando foi a última vez que esteve em um supermercado?

Lexa parece fora do lugar, mas ela me segue obedientemente, segurando uma cesta de compras.

— Eu não me lembro.

— Será que a Sra. Jones faz todas as compras?

— Eu acho que Taylor a ajuda. Eu não tenho certeza.

— Você gosta de batata frita? É rápido.

— Fritas, isso soa bem. — Sorri Lexa, sem dúvida, descobriu meu motivo oculto para uma refeição rápida.

— Eles têm trabalhado para você por muito tempo?

— Taylor, quatro anos, eu acho. A Sra. Jones, talvez o mesmo. Por que você não tem comida no apartamento?

— Você sabe por que. — murmuro, ruborizada.

— Foi você quem me deixou, — ela resmunga desaprovadora.

— Eu sei, — respondo em voz baixa, não querendo lembrar.

Nós fomos para o caixa e silenciosamente ficamos na fila.

Se eu não a tivesse deixado, Lexa teria me oferecido a alternativa de baunilha? Pergunto-me à toa.

— Você tem alguma coisa para beber? — Ela me puxa de volta para o presente.

— Cerveja... Eu acho.

— Vou pegar um vinho.

Oh querida. Eu não tenho certeza que tipo de vinho está disponível no Ernie’s Supermercado. Lexa voltou de mãos vazias, fazendo uma careta e com um olhar de desgosto.

— Há uma boa loja de bebidas na porta ao lado. — eu digo rapidamente.

— Vou ver o que eles têm.

Talvez devêssemos ter ido para sua casa, então não teríamos todos esses problemas.  Eu vejo como ela sai determinada, com seu jeito elegante, para fora da porta. Dois homens que estavam entrando, a olharam fixamente. Eu quero a memória dela na minha cama, mas Lexa está jogando duro comigo. Talvez eu devesse fazer o mesmo. Minha deusa interior acena freneticamente em acordo. E como eu estou na fila, deparamo-nos com um plano. Hmm...

 

Lexa carrega as sacolas de compras para o apartamento. Ela levou-as desde que saímos da loja, retornando para o apartamento. Ela parece estranha. Não é o seu comportamento habitual de CEO.

— Você parece muito doméstica.

— Ninguém nunca me acusou disso antes, — Lexa diz secamente.

Ela coloca as sacolas na ilha da cozinha. Enquanto eu começo a descarregá-las, ela pega uma garrafa de vinho branco e procura por um saca-rolhas. Isso parece tão... normal. Duas pessoas, conhecendo uma a outra, fazendo uma refeição. No entanto, é tão estranho. O medo que eu sempre senti em sua presença passou. Nós já fizemos tanta coisa juntas, eu coro só de pensar nisso, e ainda assim eu mal a conheço.

— O que você está pensando? — Lexa interrompe meu devaneio,

enquanto ela encolhe os ombros para fora do paletó de risca de giz e coloca-o no sofá.

— Quão pouco eu sei que você, realmente.

Ela olha para mim e seus olhos amolecendo.

—Você me conhece melhor que ninguém.

— Eu não acho que isso seja verdade. — A Sra. Robinson vem sem ser chamada a minha mente, o que é muito indesejável.

— Eu sou uma pessoa muito, muito particular.

Ela me dá um copo de vinho branco.

— Saúde, — ela diz.

— Saúde. — eu respondo, tomando um gole, enquanto Lexa coloca a garrafa na geladeira.

— Posso te ajudar com isso? — Ela Pergunta.

— Não, está tudo bem... sente-se.

— Eu gostaria de ajudar. — Sua expressão é sincera.

— Você pode cortar os legumes.

— Eu não cozinho, — ela diz, olhando com desconfiança para a faca que estou lhe entregando.

— Eu imagino que você não precisa. — Eu coloco uma tábua de cortar e alguns pimentões vermelhos na frente dela.

Lexa fica sentada, olhando confusa.

— Você nunca cortou um vegetal?

— Não.

Eu sorrio para ela.

— Você está rindo de mim?

— Parece que isto é algo que eu posso fazer e você não pode. Vamos enfrentá-lo, Lexa, acho que esta é a sua primeira vez. Aqui, eu vou lhe mostrar.

Eu roço-me contra ela e ela recua. Minha deusa interior senta-se e toma conhecimento.

— Assim. — Eu corto um pimentão vermelho, com o cuidado de remover as sementes.

— Parece bastante simples.

— Você não deve ter qualquer problema com isso, — eu murmuro ironicamente.

Lexa olha para mim impassível por um momento e depois se põe a cumprir a sua tarefa, enquanto eu continuo a preparar o frango cortado em cubos. Ela começa a cortar, cuidadosamente, lentamente. Oh meu Deus, nós vamos estar aqui até amanhã. Eu lavo minhas mãos e caço uma frigideira chinesa, o óleo, e os outros ingredientes que eu preciso, repetidamente, roçando-lhe o meu quadril, meu braço, minhas costas, minhas mãos. Pequenos toques, aparentemente inocentes. Ela fica quieta a cada vez que eu a toco.

— Eu sei o que você está fazendo, Clarke — ela murmura sombriamente, ainda cortando o primeiro pimentão.

— Eu acho que é chamado de cozinhar, — eu digo, vibrando meus cílios.

Agarrando outra faca, eu o acompanho na tábua de cortar, descascando e cortando alho, cebolas, continuamente colidindo contra ela.

— Você é muito boa nisso. — Lexa resmunga, enquanto começa o seu segundo pimentão vermelho.

— Cortar? — Eu pisco meus cílios para ela. — Anos de prática. — Eu esbarro contra ela novamente, desta vez com o meu traseiro.

Lexa fica quieta, mais uma vez.

— Se fizer isso mais uma vez, Clarke, eu vou ter você no chão da cozinha.

Oh, uau. Isto está funcionando.

— Você vai ter que implorar-me em primeiro lugar.

— É um desafio?

— Talvez.

Ela põe a faca de lado e anda lentamente para mim, com os olhos ardendo. Inclinando-se passa por mim, desliga o gás. O óleo na frigideira chinesa se aquieta quase imediatamente.

—Eu acho que nós vamos comer mais tarde, — ela diz. —Coloque o frango na geladeira.

Esta não é uma sentença que eu já tinha esperado ouvir de Lexa Woods, e só ela pode fazê-lo soar quente, muito quente. Eu pego a tigela de frango em cubos, e trêmula coloco um prato em cima, e coloco na geladeira.

— Então você vai pedir? — Eu sussurro bravamente, olhando em seus olhos.

— Não, Clarke. — Ela balança a cabeça. — Sem implorar. — Sua voz é suave e sedutora.

Estamos nos encarado, degustando uma a outra, em uma atmosfera de eletricidade entre nós, quase queimando, sem dizer nada, apenas olhando. Eu mordo meu lábio, enquanto o desejo por este bela mulher se apodera sobre mim com uma vingança, inflamando o meu sangue, acelerando minha respiração, alagando abaixo da minha cintura. Eu vejo as minhas reações refletidas na sua postura, em seus olhos. Em um piscar de olhos, Lexa me agarra pelos meus quadris e me puxa para ela, enquanto as minhas mãos alcançam o seu cabelo e sua boca me reivindica. Ela me empurra contra a geladeira, ouço vagamente o barulho de garrafas e frascos protestando, e sua língua encontra a minha. Eu lamento em sua boca, e uma de suas mãos se move em meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, nós nos beijamos, selvagemente.

— O que você quer, Clarke? — Ela respira.

— Você. — Me engasgo.

— Onde?

— Na cama.

Ela se liberta, recolhe-me em seus braços, e leva-me rápida e aparentemente sem nenhum esforço para o meu quarto. Deixa-me em pé ao lado de minha cama, Lexa se inclina e liga lâmpada de cabeceira. Ela olha rapidamente em volta da sala e rapidamente fecha as cortinas de cor creme clara.

— E agora? — ela diz em voz baixa.

— Faça amor comigo.

— Como?

Caramba.

— Você tem que me dizer, querida.

Puta merda.

— Dispa-me. — Já estou ofegante.

Ela sorri e engancha o dedo indicador no decote da minha camisa, me puxando em direção dela.

— Boa menina. — Lexa murmura, e sem tirar os olhos ardentes dos meus, lentamente começa a desabotoar a minha camisa.

Timidamente coloco minhas mãos em seus braços para me equilibrar. Ela não se queixa. Seus braços são uma área segura. Quando Lexa termina com os botões, ela puxa minha camisa sobre meus ombros, e a deixa cair no chão. Ela chega até o cós do meu jeans, abre o botão e puxa para baixo o zíper.

— Diga-me o que você quer, Clarke. — Seus olhos ardem e seus lábios apertam, enquanto ela respira ofegante.

— Beije-me daqui até aqui, — eu sussurro arrastando o dedo da base da minha orelha até a minha garganta.

Ela alisa os cabelos para fora da linha de fogo e se curva, deixando doces beijos suaves ao longo do caminho que meu dedo riscou e depois volta novamente.

—Minha calça jeans e calcinh. — murmuro, e Lexa sorri contra a minha garganta antes de cair de joelhos na minha frente.

Oh, eu me sinto tão poderosa. Conectando os polegares no meu jeans, ela gentilmente o puxa junto com minha calcinha pelas minhas pernas. Eu saio de minhas roupas, agora eu estou vestindo apenas o sutiã. Ela para e olha para mim com expectativa, mas não se levanta.

— E agora, Clarke?

— Beije-me, — eu sussurro.

— Onde?

— Você sabe onde.

— Onde?

Oh, ela não está facilitando as coisas. Envergonhada eu rapidamente apontar para o ápice das minhas coxas, e Lexa sorri maliciosamente. Eu fecho meus olhos, mortificada, mas ao mesmo tempo excitada.

— Oh, com prazer, — ela ri.

Lexa me beija e liberta a sua língua, sua língua perita, que é uma alegria inspiradora. Eu gemo e agarro firmimente seu cabelo. Ela não pára, a língua dela circula o meu clitóris, me deixando louca, mais e mais, voltas e voltas. Ahhh... só se passaram... quanto tempo... ? Oh...

— Lexa, por favor, — eu imploro.

Eu não quero gozar em pé. Eu não tenho forças.

— Por favor, o que, Clarke?

— Faça amor comigo.

— Eu estou... — ela murmura, soprando suavemente contra mim.

— Não. Eu quero você dentro de mim.

— Você tem certeza?

— Por favor.

Lexa não para sua tortura doce e requintada. Eu gemo alto.

— Lexa... por favor.

Ela se levanta e olha para mim, e seus lábios brilham com a evidência da minha excitação. Oh merda...

— Bem? — Ela pergunta.

— Bem, o que? — arfando, eu olho para ela com franca necessidade.

— Eu ainda estou vestida.

Eu olho para ela, confusa.

Despi-la? Sim, eu posso fazer isso. Eu procuro sua camisa e ela recua.

— Ah não... — Lexa adverte.

Merda, isso significa seu jeans. Oh, e isso me dá uma ideia. Minha deusa interior aplaude em voz alta, e eu caio de joelhos na frente dela. Bastante desajeitada e com dedos trêmulos, eu desfaço a cintura e então puxo para baixo o seu jeans e boxer, e sua excitação salta livre. Uau. Eu olho para Lexa através dos meus cílios, e ela está olhando para mim com... o quê? Trepidação? Admiração? Surpresa? Ela sai da calça e tira suas meias, eu a seguro na mão e aperto com força, empurrando minha mão para trás como ela me ensinou antes. Lexa geme e fica tensa, e sua respiração sibila por entre os dentes cerrados. Muito timidamente, eu a coloco na minha boca e chupo forte. Mmm, ela tem um gosto bom.

— Ahh. Clarke... hey, suave.

Ela agarra a minha cabeça com ternura e eu a empurro mais profundo em minha boca, pressionando meus lábios tão firmemente como posso, protegendo-o de meus dentes e chupo firme.

— Foda, — Lexa sibila.

Oh, como é bom esse som sexy e inspirador, então eu faço isso de novo, puxando seu comprimento mais profundo, girando minha língua em torno da ponta. Hmm... Eu me sinto como Afrodite.

— Clarke, já é suficiente.

Eu faço isso de novo, implore, Woods, implore, de novo.

— Clarke, você fez o seu ponto, — ela resmunga entre dentes. — Eu não quero gozar em sua boca.

Eu faço isso mais uma vez, e ela se abaixa, agarra-me pelos meus ombros, levanta-me e me joga na cama. Arrastando sua camisa sobre a cabeça, então ela vai até seu jeans descartado, e como uma boa escoteira, pega um envelope de preservativo. Lexa está ofegante, como eu.

— Tire o seu sutiã, — ela ordena.

Sento-me e faço o que ela está dizendo.

— Deite-se. Eu quero olhar para você.

Deito-me, olhando para ela, enquanto Lexa lentamente coloca o preservativo. Eu a quero tanto. Ela olha para mim e lambe os lábios.

— Está é uma bela vista, Clarke Griffin. — Ela se inclina sobre a cama e lentamente se arrasta para cima e sobre mim, me beijando pelo caminho.

Ela beija cada um dos meus seios e provoca meus mamilos, um por vez, enquanto eu gemo e me contorço embaixo dela, Lexa não para. Não... Pare. Eu quero você.

— Lexa, por favor.

— Por favor o quê? — Ela murmura entre os meus seios.

— Eu quero você dentro de mim.

— Você quer agora?

— Por favor.

Olhando para mim, ela empurra minhas pernas com seus movimentos e paira acima de mim. Sem tirar os olhos dos meus, ela se afunda em mim num ritmo deliciosamente lento. Eu fecho meus olhos, saboreando a plenitude, a sensação extraordinária de sua posse, instintivamente minha pélvis inclina-se para encontrá-la, para se juntar a ela, e eu gemo alto. Lexa puxa de volta e muito lentamente, enche-me de novo. Meus dedos encontram o caminho para seu cabelo sedoso, e ela, Oh... tão lentamente se move dentro e fora de mim.

— Mais rápido, Lexa, mais rápido... por favor.

Ela olha para mim em triunfo e beija-me duramente, então realmente começa a se mover, puta merda, é uma punição, implacável... oh foda, e eu sei que não vai demorar. Ela define um ritmo acelerado. Eu começo a acelerar, minhas pernas enrijecem embaixo dela.

— Goze, bebê, — ela suspira. — Dê para mim.

Suas palavras são a minha perdição, e eu explodo magnificamente, com a mente entorpecida, em um milhão de pedaços ao redor dela, e Lexa segue chamando meu nome.

— Clarke! Oh foda, Clarke! — Ela cai em cima de mim, com a cabeça enterrada no meu pescoço.

Quando a sanidade retorna, eu abro os olhos e olho para o rosto da mulher que eu amo. A expressão de Lexa é macia, suave. Ela acaricia o nariz contra o meu, levando o seu peso nos cotovelos, com as mãos segurando os lados da minha cabeça. Infelizmente, suspeito, que assim eu não possa tocá-la. Ela planta um beijo suave nos meus lábios, enquanto se retira de mim.

— Eu senti falta disso.— ela respira.

— Eu também. — eu sussurro.

Lexa pega o meu queixo e me beija forte. Um beijo apaixonado, suplicante, pedindo o que? Eu não sei. Isso me deixa sem fôlego.

— Não me deixe de novo. — ela implora, olhando no fundo dos meus olhos, com o rosto sério.

— Tudo bem, — eu sussurro e sorrio para ela. Seu sorriso de resposta é deslumbrante; euforia, alívio e alegria juvenil combinados em um olhar encantador que iria derreter o mais frio dos corações. — Obrigada pelo iPad.

— De nada, Clarke.

— Qual é a sua canção favorita, de lá?

— Agora isso seria revelador. — Ela sorri. — Vamos, cozinhe alguma comida para mim, mulher. Eu estou morrendo de fome, — Lexa acrescenta, sentando-se de repente e me arrastando com ela.

— Mulher? — Eu dou uma risadinha.

— Mulher. Comida, agora, por favor.

— Uma vez que você pediu tão bem, senhora, eu vou fazer logo.

Quando eu me esforço para fora da cama, eu desalojo o meu travesseiro, revelando o balão vazio de helicóptero debaixo dele. Lexa o pega e olha para mim, perplexa.

— Esse é o meu balão. — eu digo, sentindo-me proprietária, enquanto eu visto o meu roupão e enrolo-o em volta de mim mesma.

Oh caramba... por que Lexa tinha que encontrar isso?

— Em sua cama? — Ela murmura.

— Sim, — eu coro. — Ele me tem feito companhia.

— Charlie Tango sortudo. — ela diz, com surpresa.

Sim, eu sou sentimental, Woods, porque eu te amo.

— É o meu balão. — eu digo novamente e giro nos calcanhares e vou para a cozinha, deixando-lhe com um sorriso de orelha a orelha.

Lexa e eu nos sentamos no tapete, comemos frango assado e macarrão, em tigelas de porcelana branca, com pauzinhos e bebendo Pinot Grigio branco gelado. Lexa se inclina contra o sofá, as longas pernas esticadas para frente. Ela está vestindo calça jeans e sua camisa com seu cabelo pós-foda, e isso é tudo. O Buena Vista Social Club, canta suavemente ao fundo, no iPod de Lexa.

— Quero cuidar de você. — Seus olhos brilham, iluminados com alguma emoção sem nome.

Meu coração dispara.

— Eu percebi, — eu sussurro. — Só que você faz isso de uma forma estranha.

Sua testa enruga.

— É a única maneira que eu sei, — ela diz calmamente.

— Eu ainda estou brava com você pela compra da SIP.

Ela sorri.

— Eu sei, mas mesmo você ficando brava, querida, isso não iria me impedir.

— O que eu vou dizer para meus colegas de trabalho, e para Jack?

Lexa aperta os olhos.

— Esse fodido pode cuidar bem de si mesmo.

— Lexa — eu aconselho. — Ele é meu chefe.

Lexa aperta a boca em uma linha dura. Ela parece uma menina rebelde de escola.

— Não diga a eles. — ela diz.

— Não lhes dizer o quê?

— Que eu comprei a empresa. Os chefes concordaram e assinaram ontem. A notícia será embargada em quatro semanas, enquanto a administração da SIP faz algumas alterações.

— Oh... eu vou perder meu emprego? — Pergunto, alarmada.

— Eu sinceramente duvido, — Lexa diz ironicamente, tentando sufocar o seu sorriso.

Eu faço uma carranca.

— E se eu sair e encontrar outro emprego, você vai comprar essa companhia, também?

— Você não está pensando em sair, não é? — Ela altera a sua expressão, cautelosa, mais uma vez.

— Possivelmente. Não acredito que você me dará muitas opções.

— Sim, eu vou comprar essa companhia, também. — Ela é inflexível.

Eu faço uma carranca para Lexa novamente. Fui derrotada.

— Você não acha que está sendo um pouco super protetora?

— Sim. Tenho plena consciência de como isso parece.

— Chame o Dr. Flynn, — eu murmuro.

Ela coloca o seu prato vazio de lado e olha para mim, impassível. Eu suspiro. Eu não quero brigar. Levantando-me, eu alcanço sua tigela.

— Gostaria de sobremesa?

— Agora que você está falando! — Ela diz, dando-me um sorriso lascivo.

— Não eu. — Por que não eu? Minha deusa interior desperta de seu cochilo e senta-se ereta, toda ouvido. — Temos sorvete. Baunilha. — Eu rio em silencio.

— Sério? — O sorriso de Lexa se torna maior. — Eu acho que nós poderíamos fazer alguma coisa com isso.

O quê? Eu fico olhando para ela surpresa, enquanto ela levanta graciosamente.

— Posso ficar? — Lexa pergunta.

— O que você quer dizer?

— Para dormir.

— Eu supus que você fosse ficar. — Eu ruborizo.

— Ótimo. Onde está o sorvete?

— No forno. — Eu sorrio docemente para ela.

Ela derruba sua cabeça para um lado, suspira, e balança a cabeça para Mim.

— O sarcasmo é a forma mais baixa de humor, Srta.Griffin. — Seus olhos brilham. Oh merda. O que ela está planejando? — Eu ainda poderia colocá-la nos meus joelhos.

Eu coloco as tigelas na pia.

— Você está com as bolas de prata?

Ela bate as mãos no peito, na barriga e os bolsos da calça jeans.

— Curiosamente, eu não tenho um par comigo. Não é comum usa-las em meu escritório.

— Estou muito feliz em ouvir isso, Srta. Woods, e eu pensei que você tivesse dito que o sarcasmo é a mais baixa forma de humor.

— Bem, Clarke, meu novo lema é, se você não pode vencê-los, junte-se a eles.

Eu rio para ela, eu não posso acreditar que  disse isso, ela parece doentiamente satisfeita consigo mesma, enquanto sorri para mim. Virando-se, ela abre o freezer e tira a embalagem do melhor sorvete de baunilha da Ben & Jerry.

—Isso vai ser ótimo. — Ela olha para mim, com olhos escuros. — Ben & Jerry & Clarke. — Lexa diz cada palavra lentamente, pronunciando cada sílaba com clareza.

Caralho. Acho que o meu maxilar inferior caiu ao chão. Ela abre a gaveta de talheres e pega uma colher. Quando olha para cima, seus olhos estão semicerrados, e a sua língua desliza sobre os dentes superiores. Ah, essa língua. Sinto-me sem fôlego. Um desejo escuro, pronto e gratuito corre quente em minhas veias. Nós estamos indo nos divertir, com os alimentos.

— Eu espero que você esteja quente, — ela sussurra. — Eu vou refrescar você com isso. Venha. — Ela estende a mão, e eu coloco a minha na sua.

No meu quarto, Lexa coloca o sorvete em minha mesa de cabeceira, puxa o edredom da cama, e remove ambos os travesseiros, colocando-os todos em uma pilha no chão.

— Você tem lençóis para trocar, não é?

Concordo com a cabeça, olhando para ela, fascinada. Ela levanta o Charlie Tango.

— Não mexa com meu balão. — eu advirto.

Seus lábios sobem em um meio sorriso.

— Eu nem sonharia com isso, bebê, mas eu vou fazer sujeira em você e nas fronhas.

Meu corpo praticamente convulsiona.

 


Notas Finais


Eu AMO Lexa ciumenta. kkkkkkkkkk
Ai ai.... Qm será a mulher misteriosa????
Me contem suas opiniões nos comentarios. rs
E eu ia ficar tão feliz se chegassemos aos 200 comentarios... só uma dica. rs


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