História Fifty shades of liberty -ADAPTAÇÃO- - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Bdsm, Clexa
Exibições 140
Palavras 7.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gostaria de agradecer aos mais de 200 comentarios, mais de 4000 exibições, todos os favoritos e os fastasminhas camaradas que leem a historia... Muito obrigada por tudo, fico muito feliz que vcs estejam gostando.
Ontem a noite eu terminei de planejar esta historia... Acredito que temos mais uns 15, no máximo 20, capitulos pela frente, 2 ou 3 partes de epílogo e mais um bonus. Perece bom?
O capitulo de hj é bem paz e amor antes das coisas começarem a acontecer, aproveitem!!! rs

Capítulo 27 - 25


Que maneira deliciosa de passar uma tarde de sábado.

Eu estou debaixo do chuveiro, lavando-me distraída, com cuidado para não molhar o cabelo amarrado para trás, contemplando o último par de horas. Lexa e baunilha, eles parecem estar indo bem. Ela revelou muito hoje. É incrível, eu tento assimilar todas as informações e refletir sobre o que aprendi: o detalhe de seu salário, Uau, ela é podre de rica, e para alguém tão jovem, é simplesmente surpreendente, e o dossiê que ela tem sobre mim e sobre todas as suas submissas morenas. Eu me pergunto se eles estão todos em um arquivo seguro? Meu subconsciente aperta os lábios para mim e balança a cabeça, não vá por ai. Eu franzo a testa. Apenas uma rápida olhada? E Costia, com uma arma, possivelmente, esta em algum lugar, e seu gosto ruim para música ainda em seu iPod. Mas pior ainda, a Sra. Pedófila Robinson, eu não devo gastar meus neurônios com ela, e eu não quero. Eu não quero que ela seja um espectro de cabelos brilhantes em nosso relacionamento. Lexa está certa, eu fico cega de raiva quando penso nela, por isso talvez seja melhor não pensar.

Eu saio do chuveiro e me enxugo, e eu estou de repente, tomada por raiva inesperada. Mas quem não fica com raiva? Que pessoa normal e sã faria isso com uma garota de quinze anos de idade? Quanto ela contribuiu para a sua situação tão fodida? Eu não a entendo. E pior ainda, Lexa diz que ela o ajudou. Como? Eu acho que de suas cicatrizes, a personificação física e gritante de uma infância terrível e a lembrança revoltante das cicatrizes mentais que Lexa deve suportar. Minha doce e triste Cinquenta Tons. Ela disse coisas de amor hoje. Ela é louca por mim. Talvez possamos fazer isto funcionar. Mas por quanto tempo ela vai querer fazer isso, sem querer bater em retirada só porque eu atravessei alguma linha arbitrária? Meu sorriso se dissolve. Isto é o que eu não sei. Esta é a sombra que paira sobre nós. Foda depravada, sim, eu posso fazer isso, mas e mais? Meu subconsciente olha para mim fixamente, sem oferecer palavras de sabedoria.

Eu volto para o meu quarto para me vestir. Lexa está em baixo se preparando, fazendo suas coisas, então eu tenho o quarto só para mim. Assim como todos os vestidos no armário, eu tenho gavetas cheias de roupa de baixo nova. Eu seleciono uma criação de bustiê com espartilho preto, com um preço de quinhentos e quarenta dólares. Tem um acabamento com filigrana de prata e em breve usarei uma calcinha que combine com o vestido. Meias 7/8 da mais fina seda, também, em uma cor natural. Uau, elas parecem... pele... e do tipo quente... sim. Estou procurando o vestido quando Lexa entra sem avisar. Uau, você poderia bater! Ela fica imobilizada, olhando para mim, com os olhos verdes brilhando de fome. Eu coro, até ficar vermelha por toda parte, ela sente isso. Lexa está vestindo uma camisa branca e a calça do terno preto, a gola de sua camisa está aberta. Eu posso ver a linha de batom ainda no lugar, e ela ainda está olhando.

— Posso ajudá-la, Srta. Woods? Suponho que há um propósito para sua visita, além de ficar de boca aberta e olhar estupidamente para mim.

— Estou desfrutando de olhá-la abobalhada, obrigada, Srta. Griffin, — ela murmura sombriamente, entrando mais no quarto me devorando com os olhos. — Lembre-me de enviar uma nota de agradecimento a Caroline Acton.

Eu franzo a testa. Quem diabos é ela?

— A compradora pessoal na Neiman, — ela diz, assombrosamente respondendo a minha pergunta silenciosa.

— Oh.

— Eu estou muito distraída.

— Eu posso ver isso. O que você quer, Lexa? — Dou-lhe o meu olhar ‘sem brincadeiras’.

Ela responde com seu sorriso cheio de segundas intenções e tira do bolso bolinhas de prata, redonda como ovos, me parando no caminho. Puta merda! Ela quer bater em mim? Agora? Por quê?

— Não é o que você pensa. — ela diz rapidamente.

— Ilumine-me... — eu sussurro.

— Eu pensei que você poderia usar estes esta noite.

E a implicação dessa frase fica pendurada entre nós, até que a ideia afunda em mim.

— Para este evento? — Eu estou chocada.

Lexa balança a cabeça lentamente, com seus olhos escurecendo. Oh meu Deus.

— Você vai me espancar mais tarde?

— Não.

Por um momento, eu sinto uma pequena decepção.

Ela ri.

— Você quer que eu faça? — Eu engulo. Simplesmente não sei. — Bem, com certeza eu não vou te tocar assim, só se você me pedir. — Oh! Esta é nova. — Você quer jogar este jogo? — Ela continua, segurando as bolas. — Você sempre pode tirá-las se for demais.

Eu olho para ela. Lexa parece tão perversamente tentadora, com o cabelo recentemente lavado, seus olhos escuros dançam com pensamentos eróticos, a linda boca esculpida, seus lábios levantados em um sorriso sexy e divertido.

— Está bem, — eu concordo suavemente.

Inferno, sim! Minha deusa interior encontrou a sua voz e está gritando aos quatro ventos.

— Boa menina, — Lexa sorri. — Venha aqui, e eu vou colocá-las em você, depois de colocar os seus sapatos.

Meus sapatos? Viro-me e olho para os sapatos de salto alto de camurça cinza que combinam com o vestido que eu escolhi para vestir. Agrade-a! Minha deusa interior grita para mim. Ela estende a mão para me apoiar, enquanto eu ando com os sapatos Christian Louboutin, um roubo de três mil duzentos e noventa e cinco dólares. Eu devo estar, pelo menos, cinco centímetros mais alta agora.

Lexa me leva a beira da cama e não se senta, caminha para a única cadeira no quarto. Ela a pega, carrega e coloca-a na minha frente.

— Quando eu aceno com a cabeça, você se abaixa e segura a cadeira. Entendeu? — Sua voz está rouca.

— Sim.

— Ótimo. Agora abra a boc., — ela ordena, sua voz ainda baixa.

Eu faço como ela disse, pensando que  vai colocar as bolas na minha boca para lubrificá-las. Não, ela desliza o dedo indicador dentro... Oh...

— Chupe. — ela diz.

Eu aperto a sua mão, segurando-a firme, e eu faço como mandou, vê, eu posso ser obediente, quando eu quero. Lexa tem gosto de sabonete... hmm. Eu chupo duro, e eu sou recompensada, quando seus olhos se arregalam e seus lábios se separam enquanto inala. Eu não vou precisar de qualquer lubrificante, a este ritmo. Lexa coloca as bolas em sua boca enquanto eu faço sexo oral com o seu dedo, girando a minha língua em volta dele. Quando ela tenta retirá-lo, eu aperto os dentes. Lexa sorri, então balança a cabeça advertindo-me, então a deixo ir. Ela balança a cabeça, e eu abaixo e seguro os lados da cadeira. Lexa remove minha calcinha para um lado e muito lentamente desliza o dedo em mim, fazendo círculos, eu a sinto em todos os lados. Eu não posso me conter e um gemido escapa de meus lábios. Ela retira o dedo rapidamente e com muito cuidado, insere as bolas uma de cada vez, empurrando-as dentro de mim. Uma vez que estão em posição, Lexa recoloca a minha calcinha de volta no lugar e beija minha bunda. Correndo as mãos para cima de cada uma das minhas pernas do tornozelo à coxa, ela gentilmente beija a parte superior de cada coxa, onde minhas meias acabam.

— Você tem belas  pernas, Srta. Griffin. — ela murmura.

De pé, Lexa agarra meus quadris e puxa meu traseiro contra ela, então, eu sinto sua ereção.

— Talvez eu a tenha desta forma quando chegarmos em casa, Clarke. Você pode levantar agora.

Sinto-me tonta, além de excitada, conforme os pesos das bolas empurram e puxam dentro de mim. Inclinando-se atrás de mim, Lexa beija o meu ombro.

— Comprei isto para você usar durante o baile gala de sábado. — Ela coloca o braço em volta de mim e estende a mão. Na palma da mão repousa uma pequena caixa vermelha com Cartier inscrito na tampa. — Mas você me deixou, então eu nunca tive a oportunidade de dar a você.

Oh!

— Esta é minha segunda chance, — ela murmura, com sua voz forte e alguma emoção sem nome.

Lexa está nervosa.

Timidamente, eu alcanço a caixa e abro. Dentro brilha um par de brincos. Cada um tem quatro diamantes, um na base, depois uma lacuna, e depois três diamantes perfeitamente espaçados, pendurados um após o outro. Eles são lindos, simples e clássicos. O que eu iria escolher para mim, se alguma vez me fosse dada a oportunidade de fazer compras na Cartier.

— Eles são adoráveis, — eu sussurro, e porque eles são brincos de segunda chance, eu amei. — Obrigada.

Lexa relaxa contra mim conforme a tensão sai de seu corpo, e beija meu ombro novamente.

— Você está usando o vestido de cetim prata? — Ela pergunta.

— Sim? Tudo bem?

— Claro. Eu vou deixar você se aprontar. — Ela sai pela porta sem olhar para trás.

Eu entrei num universo alternativo. A jovem olhando para mim parece digna de um tapete vermelho. Seu vestido longo e sem alças de cetim prata é simplesmente deslumbrante. Talvez eu escreva um agradecimento para Caroline Acton. É ajustado e realça as curvas que tenho. Meu cabelo cai em ondas suaves ao redor do meu rosto, escorregando sobre os meus ombros, para os meus seios. Eu boto um lado atrás da minha orelha, revelando os meus brincos de segunda chance. Eu mantive a minha maquiagem no mínimo, para ter um olhar natural. Delineador, rímel, um pouco de blush rosa e batom rosa pálido. Eu realmente não preciso do blush. Estou um pouco ruborizada pelo constante movimento das bolas de prata. Sim, elas vão garantir que tenha um pouco de cor no meu rosto esta noite. Balançando a cabeça para a ousadia de ideias eróticas de Lexa, eu me inclino para recolher a minha bolsa de cetim prata e vou em busca da minha Cinquenta Tons.

Ela está conversando com Taylor e outros três homens no corredor, de costas para mim. Suas expressões de surpresa e apreço alertam Lexa da minha presença. Ela se vira, enquanto eu fico em pé e espero sem jeito. Caramba! Minha boca seca. Ela parece impressionante... Smoking preto, gravata borboleta preta, e sua expressão quando olha para mim é de espanto. Ela vem para mim e beija o meu cabelo.

— Clarke. Você está de tirar o fôlego.

Eu coro com este elogio na frente de Taylor e dos outros homens.

— Como você está se sentindo? — Ela pergunta, com os olhos aquecidos.

— Muito bem, obrigada. — Eu sorrio docemente, não transparecendo nada, sabendo muito bem que ela está se referindo às bolas de prata. Lexa sorri para mim.

— Aqui, você vai precisar disso. — Ela me entrega uma bolsa de veludo grande que estava descansando na ilha da cozinha. — Abra, — ela diz, entre goles de champanhe.

Intrigada, eu alcanço dentro do saco e retiro uma intrincada máscara prateada, com uma pluma azul cobalto coroando o topo.

— É um baile de máscaras, — ela afirma com naturalidade.

— Eu vejo. — A máscara é bonita.

Uma fita de prata é enfiada em torno das bordas prateadas e um requintado filigrana é gravado ao redor dos olhos.

— Isso vai mostrar seus belos olhos, Clarke.

Sorrio para ela, timidamente.

— Você vai usar uma?

— Claro. Elas são muito libertadoras, de uma forma. — ela acrescenta, levantando uma sobrancelha, e sorri. Oh. Isso vai ser divertido. — Venha. Eu quero lhe mostrar uma coisa. — Segurando sua mão, Lexa me leva para o corredor e uma porta ao lado das escadas.

Ela abre, revelando uma grande sala de aproximadamente o mesmo tamanho que a sua sala de jogos, que deve estar diretamente acima de nós. Esta é preenchida com livros. Uau, uma biblioteca, cada parede repleta do chão ao teto. No centro, está uma grande mesa de bilhar, iluminada por uma luminária longa da Tiffany, em forma de prisma.

— Você tem uma biblioteca — Eu chio com reverência, sobrecarregada com emoção.

— Sim, a sala de bolas como Linconl chama. O apartamento é bem espaçoso. Eu percebi hoje, quando você mencionou explorá-lo, que eu nunca te levei para um passeio. Nós não temos tempo agora, mas eu queria mostrar-lhe esta sala, e talvez desafiá-la para uma partida de bilhar em um futuro não muito distante.

Sorrio para Lexa.

— Mão a obra. — Em segredo, me abraço cheia de alegria.

Octavia e eu fizemos muito isso. Nós jogamos nos últimos três anos. Eu sou craque com um taco.

— O quê? — Lexa pergunta, divertida.

Oh! Eu realmente devo parar de expressar todas as emoções no instante em que eu sinto, eu me repreendo.

— Nada. — eu digo rapidamente.

Lexa aperta os olhos.

— Bem, talvez o Doutor Flynn possa descobrir os seus segredos. Você vai encontrá-lo esta noite.

— O charlatão caro? — Puta merda.

— O mesmo. Ele está morrendo de vontade de conhecê-la.

Lexa pega a minha mão e suavemente desliza o dedo em meus dedos, quando nos sentamos na parte de trás do Audi, em direção ao norte. Eu me contorço, sentindo aquela sensação na minha virilha. Eu resisto à vontade de gemer, enquanto Taylor está na frente, não usando o seu iPod, junto com um dos homens da segurança, cujo nome eu acho que é Sawyer. Estou começando a sentir uma dor maçante e agradável no fundo da minha barriga, causada pelas bolas. Cruzo os braços e me pergunto, quanto tempo vou ser capaz de gerir isso sem algum, um... alívio? Cruzo as pernas. Enquanto faço isso, algo que vem me incomodando no fundo da minha mente, sobe à superfície.

— Onde você conseguiu o batom? — Pergunto a Lexa suavemente.

Ela sorri para mim e aponta para frente.

— Taylor. — ela murmura.

Eu começo a rir.

— Oh. — E paro rapidamente, as bolas.

Eu mordo meu lábio. Lexa sorri para mim, os olhos brilhando maliciosamente. Ela sabe exatamente o que está fazendo, a besta sexy que ela é.

— Relaxe, — ela respira. — Se for demais... — Sua voz some, e Lexa gentilmente beija cada dedo da minha mão, uma de cada vez, em seguida, delicadamente suga a ponta do meu dedo mindinho.

Agora eu sei que ela está fazendo isso de propósito. Eu fecho meus olhos, enquanto um desejo fatal atravessa todo o meu corpo. Eu me rendo brevemente a sensação, meus músculos apertam dentro de mim. Oh meu Deus. Quando abro meus olhos novamente, Lexa está bem perto de mim. Ela simplesmente tira o meu fôlego. Eu estou no seu encalço sexual, e se eu posso acreditar nela, Lexa está no meu. O pensamento traz um sorriso ao meu rosto e seu sorriso de resposta está me cegando.

— Então o que podemos esperar neste evento?

— Oh, as coisas de sempr., — Lexa diz despreocupadamente.

— O que não é habitual para mim. — eu a lembro.

Lexa sorri e beija com carinho a minha mão de novo.

— Muitas pessoas que esbanjam dinheiro. Leilão, rifa, jantar, dança, minha mãe sabe como dar uma festa. — Ela sorri e pela primeira vez durante todo o dia, eu me permito sentir um pouco animada com a festa.

Há uma fila de carros de luxo estacionados até a garagem da mansão Woods. Longas lanternas de papeis cor de rosa, estão penduradas em todo o caminho, enquanto nós chegamos mais perto com o Audi, posso ver que elas estão por toda parte. No claro início da noite, elas parecem mágicas, como se estivéssemos entrando num reino encantado.

—Ponha a máscara. — Lexa sorri, e quando ela veste sua simples máscara preta, minha cinquenta tons  torna-se mais sombria, mais sensual.

Tudo o que posso ver do seu rosto é a boca bonita, esculpida e a mandíbula forte. Puta merda... Meu batimento cardíaco dispara com a visão dela. Eu aperto a minha máscara e sorrio para ela, ignorando a fome no fundo do meu corpo.

Taylor puxa para a entrada de automóveis, e um manobrista abre a porta para Lexa. Sawyer pula para abrir a minha.

— Pronta? — Lexa  pergunta.

— Como eu sempre estive.

— Você está linda, Clarke. — Ela beija a minha mão e sai do carro.

Um tapete verde escuro corre ao longo da grama num lado da casa, conduzindo-nos ao impressionante terreno da parte traseira. Lexa tem um braço protetor em torno de mim, descansando a mão na minha cintura, enquanto seguimos o tapete verde, um fluxo constante da elite de Seattle, vestidos com suas melhores roupas e usando todos os tipos de máscaras, e lanternas que iluminam o caminho.

Dois fotógrafos guiam os convidados para posar para fotos, contra o pano de fundo de um caramanchão de hera.

— Srta. Woods! — Um dos fotógrafos chama.

Lexa acena com a cabeça em reconhecimento e me puxa para perto e nos posicionamos rapidamente para uma foto. Como eles sabem quem é ela? Sua marca registrada, o rebelde cabelo encaracolado, sem dúvida.

— Dois fotógrafos? — Pergunto a Lexa.

— Um é do Seattle Times, o outro é para uma lembrança. Nós poderemos comprar uma cópia mais tarde.

Oh, minha foto na imprensa novamente. Costia entra brevemente em minha mente. Foi assim que ela me encontrou, posando com Lexa. O pensamento é inquietante, embora reconfortante, pois estou irreconhecível atrás da minha máscara.

Pegando minha mão, Lexa me leva entre cisnes na pista de dança, onde os outros convidados estão reunindo, conversando com suas taças de champanhe. Em direção ao litoral, encontra-se uma enorme tenda, aberta no lado mais próximo a nós, onde eu posso vislumbrar as mesas formalmente organizadas e as cadeiras. Há tantas!

— Lexa!

Uma jovem aparece fora da multidão e joga os braços em volta de seu pescoço, e imediatamente eu sei que é Anya. Ela está vestida com um elegante, vestido longo de chiffon rosa pálido, com uma deslumbrante máscara veneziana, delicadamente detalhada para combinar. Ela parece incrível. E por um momento, me sinto gratíssima pelo vestido que Lexa me deu.

— Clarke! Querida, você está linda! — Ela me dá um abraço rápido. — Você precisa vir e encontrar minhas amigas. Nenhuma delas pode acreditar que Lexa finalmente tem uma namorada.

Eu dou uma rápida olhada, em pânico, para Lexa, que encolhe os ombros de modo resignado, ‘eu sei que ela é impossível e eu tive que viver por anos com o seu jeito’, e ela deixa Anya me levar para um grupo de quatro mulheres jovens, todas vestidas com roupas caras e impecáveis. Anya faz as devidas apresentações de forma apressada. Três delas são doces e gentis, mas Lily, eu acho que é o seu nome, me olha amargamente por debaixo de sua máscara vermelha.

— Lily, comporte-se.— Anya resmunga quando percebe sua cara.

Lily cora ao mesmo tom de sua máscara, assim como eu. Poderia ser mais desconfortável?

— Senhoras, eu poderia reclamar a minha acompanhante de volta, por favor? — Lexa serpenteia o braço em volta da minha cintura, me puxa para o seu lado.

Todas as quatro mulheres sorriem, nivelando as suas inquietações, seu sorriso deslumbrante faz o que sempre faz. Anya olha para mim e desvia o olhar, e eu tenho que rir.

— Foi adorável conhecê-las. — eu digo, enquanto Lexa me arrasta para longe.

— Obrigada, — eu murmuro para Lexa quando estamos a alguma distância.

— Eu vi que Lily estava com Anya. Ela é um pedaço desagradável de pessoa.

— Ela gosta de você. — eu murmuro secamente.

Ela estremece.

— Bem, o sentimento não é mútuo. Venha, deixe-me apresentá-la para algumas pessoas.

Passei a meia hora seguinte em um turbilhão de apresentações. Eu conheci dois atores de Hollywood, mais dois CEOs, e vários médicos eminentes. Puta merda... de forma alguma vou lembrar o nome de todos.Lexa me mantém perto, ao seu lado, e eu lhe sou grata. Francamente, a riqueza, o glamour e o próprio evento luxuoso me intimida. Eu nunca fui a qualquer coisa deste tipo em minha vida.

Eu não devo beber demais, repito para mim mesma, mas eu estou começando a me sentir tonta, e eu não sei se é o champanhe, a atmosfera carregada de mistério e emoção criada pelas máscaras, ou as bolas de prata secretas. A dor surda abaixo da minha cintura está se tornando impossível de ignorar.

— Então você trabalha na SIP? — Pergunta um senhor careca, com uma meia máscara de urso ou será um cão? — Ouvi rumores de uma aquisição hostil.

Eu coro. Existe uma aquisição hostil de uma mulher que tem mais dinheiro que eu possa imaginar e é uma caçadora por excelência.

— Eu sou apenas uma humilde assistente, Sr. Eccles. Eu não sei nada sobre essas coisas.

Lexa não diz nada e sorri suavemente para Eccles.

— Senhoras e senhores! — O mestre de cerimônias, vestindo uma máscara impressionante de arlequim em preto e branco, interrompe-nos. — Por favor, tomem seus lugares. O jantar será servido.

Lexa pega a minha mão, e nós seguimos a multidão vibrante para uma grande tenda.

O interior é deslumbrante. Três enormes, lustres jogam brilhos de arco-íris sobre o forro de seda marfim do teto e paredes. Deve haver, pelo menos, trinta mesas, e elas me lembram a sala de jantar privada do Heathman, com copos de cristal, linho branco cobrindo as mesas e cadeiras, e no centro, uma exposição primorosa de peônias rosa pálido, reunidas em torno de um candelabro de prata. Envolta em gaze de seda ao lado é uma cesta de guloseimas.

Lexa consulta o plano de lugares e leva-me a uma mesa no centro. Anyae Indra já estão sentadas, em profunda conversa com uma mulher que eu não conheço. Indra está usando um vestido verde hortelã brilhante, com uma máscara veneziana para combinar. Ela parece radiante, sem sinal de estresse, e ela me cumprimenta cordialmente.

— Clarke, que delícia ver você de novo! E, está tão bonita, também.

— Mãe. — Lexa cumprimenta-a com firmeza e a beija em ambas as faces.

— Oh, Lexa, que formalidade! — Ela o repreende provocadoramente.

Os pais de Indra, Sr. e Sra. Trevelyan, se juntam a nós, em nossa mesa. Eles parecem exuberantes e jovens, mas é difícil dizer sob suas máscaras de bronze. Eles estão muito satisfeitos por ver Lexa.

— Vovó, Vovô, eu apresento-lhes Clarke Griffin.

A Sra. Trevelyan avança sobre mim como uma erupção cutânea.

— Oh, Lexa finalmente encontrou alguém, que maravilhoso, e ela é tãobonita! Bem, eu espero que você faça de minha neta uma mulher  honesta. — ela diz, apertando minha mão.

Caralho. Agradeço aos céus por minha máscara.

— Mãe, não embarace a Clarke. — Indra vem em meu socorro.

— Ignorem esta velha tola, meus queridos. — Sr. Trevelyan aperta minha mão. — Ela acha que porque é tão velha, tem o direito dado por Deus de dizer qualquer absurdo que apareça em sua cabeça oca.

— Clarke, este é minha acompanhante, Raven . — Anya apresenta a jovem mulher.

Ela me dá um sorriso perverso, e seus olhos castanhos dançam com diversão, enquanto nós apertamos as mãos.

— Prazer em conhecê-la, Raven.

Lexa aperta a mão de Raven, enquanto a considera com astúcia. Não me diga que a pobre Anya sofre com sua irmã arrogante também. Eu sorrio para Anya com simpatia.

Lance e Janine, amigos de Indra, são o último par na nossa mesa, mas não há ainda nenhum sinal do Sr. Woods.

De repente, há o silvo do microfone, e a voz do Sr. Woods retumbou sobre osistema de PA, fazendo com que o murmúrio de vozes a morresse.

 — Bem vindos, senhoras e senhores, ao nosso baile anual de caridade. Espero que vocês aproveitem o que temos preparado para vocês nesta noite e que vocês abram bastante os bolsos, para apoiar o trabalho fantástico que a nossa equipe faz com a Coping Together. Como vocês sabem, é uma causa que é muito próxima ao coração da minha esposa e do meu.

Eu olhei nervosamente para Lexa, que está olhando impassível, eu acho que, para o palco. Ela olha para mim e sorri.

— Vou deixá-los agora com o nosso mestre de cerimônias. Por favor, sentem e desfrutem, — Gustus termina.

Aplausos educados o seguem, então o murmúrio na tenda começa novamente. Estou sentada entre Lexa e seu avô. Eu admiro o cartão pequeno, branco com fina caligrafia prata, que leva o meu nome, enquanto um garçom acende o candelabro com uma vela longa. Gustus se une a nós, beijando-me em ambas as faces, surpreendendo-me.

— Bom ver você de novo, Clarke. — ele murmura.

Ele realmente parece muito marcante com sua extraordinária máscara dourada.

— Senhoras e senhores, por favor, devem nomear um chefe de mesa, — o MC fala.

— Ooo, eu, eu! — Anya diz imediatamente, saltando com entusiasmo, em seu assento.

— No centro da mesa você encontrará um envelope, — o MC continua. — Será que todos encontraram, implore, peça emprestado ou roube um valor com a maior denominação que você possa gerenciar, escreva o seu nome, e coloque-o dentro do envelope. Chefes das mesas, por favor, guardem esses envelopes com cuidado. Nós vamos precisar deles mais tarde.

Caramba. Eu não trouxe nenhum dinheiro comigo. Que estupidez, é um evento de caridade! Lexa pega a carteira, pega duas notas de cem dólares.

— Aqui. — ela diz.

O quê?

— Eu te pago de volta. — eu sussurro.

Sua boca torce um pouco, e eu sei que ela não está feliz, mas não comenta.  Eu assino o meu nome usando sua caneta-tinteiro, que é preta com uma flor branca na tampa, e Anya passa o envelope ao redor.

Na minha frente eu encontro um outro cartão inscrito com caligrafia prata, nosso menu.

Nosso garçom está de volta, oferecendo vinho e água. Atrás de mim, os lados da tenda através da qual entramos, estão sendo fechadas, enquanto na frente, dois servidores puxam para trás uma tela, revelando o por do sol sobre Seattle e Bay Meydenbauer. É uma visão absolutamente de tirar o fôlego.

Dez servidores, cada um segurando um prato, vem para ficar entre nós. Com um sinal silencioso, servem as nossas entradas na sincronização completa, em seguida, desaparecer novamente. O salmão parece delicioso, e eu percebo que estou morrendo de fome.

— Com fome? — Lexa murmura tão baixo, que só eu posso ouvir.

Eu sei que ela não está se referindo ao alimento, e os músculos profundos na minha barriga respondem.

— Muita. — eu sussurro, ousadamente reunindo o meu com o seu olhar,Lexa separa os lábios enquanto inala.

Ha! Veja... duas podem jogar este jogo.

O avô de Lexa envolve-me em uma conversa imediatamente. Ele é um homem maravilhoso, tão orgulhoso de sua filha e de seus três netos. É tão estranho pensar em Lexa como uma criança. A memória de suas cicatrizes de queimaduras vem espontaneamente à mente, mas rapidamente descarto-a. Eu não quero pensar nisso agora, embora, ironicamente, é a razão por trás desta festa.

A conversa na mesa tem fluxos e refluxos. É difícil acompanhar.

Durante o jantar, um fluxo constante de homens em smokings, habilmente confeccionados e máscaras escuras, param na nossa mesa, interessados em conhecer Lexa, apertar sua mão e trocar gentilezas. Ela me apresenta para alguns, mas para outros não. Estou intrigada para saber como e por que ela faz a distinção.

Durante uma conversa, Anya se inclina e sorri.

— Clarke, você vai ajudar no leilão?

— Claro. — eu respondo muito disposta.

Quando a sobremesa é servida, a noite já caiu, e eu estou realmente desconfortável. Eu preciso me livrar das bolas. Antes que eu possa me desculpar, o mestre de cerimônias aparece na nossa mesa. O MC pede o nosso envelope e com um floreio muito praticado e eloquente, pede para Indra tirar a proposta vencedora. É de Raven, e a cesta embrulhada em papel de seda é atribuída a ela. Aplaudo educadamente, mas eu estou achando impossível me concentrar em mais nada do que acontece.

— Se você me dá licença. — murmuro para Lexa.

Ela olha para mim atentamente.

— Você precisa retocar a maquilagem?

Concordo com a cabeça.

— Eu vou lhe mostrar. — ela diz sombriamente.

Quando eu levanto, todos os outros homens ao redor, levantam da mesa comigo. Oh, tais maneiras.

— Não, Lexa! Você não vai levar a Clarke, eu vou.

Anya está em pé antes mesmo que Lexa possa protestar. Sua mandíbula aperta, eu sei que ela não está satisfeita. Francamente, não é só eu que tenho... necessidades. Eu dou de ombros como desculpa para ela, e ela se senta rapidamente, resignada.

Em nosso retorno, eu me sinto um pouco melhor, embora o alívio de remover as bolas não foi tão instantâneo quanto eu esperava. Elas agora estão escondidas, em segurança, na minha bolsa. Como eu pensei que poderia durar a noite inteira? Eu ainda estou ansiosa, talvez eu possa convencer Lexa a me levar para a casa de barcos mais tarde. Eu coro com o pensamento e olho para ela, enquanto me sento. Ela olha para mim, o fantasma de um sorriso cruza os seus lábios. Ufa... ela não está mais com raiva de uma oportunidade perdida, embora talvez eu esteja. Eu me sinto frustrada, irritada mesmo. Lexa aperta a minha mão, e nós dois ouvimos Gustus com atenção, ele está de volta ao palco, falando sobre a Coping Together. Lexa passa-me outro cartão com uma lista dos prêmios e leilões. Eu leio rapidamente.

 

PRESENTES DE LEILÕES E DOADORES GRACIOSOS

BASTÃO DE BEISEBOL ASSINADO DOS NAVEGANTES - DRA. EMILY MAINWARINC

BOLSA, CARTEIRA & CHAVEIRO GUCCI - ANDREA WASHINGTON

UM PASSAPORTE PARA DUAS PESSOAS PARA UM DIA NO ESCLAVA, BRAEBURN CENTER - ELENA LINCOLN

DESENHO DE PAISAGEM E JARDIM - GIA MATTEO

COCO DE MER COFFRET & PERFUME BEAUTY SELECTION - ELIZABETH AUSTIN

ESPELHO VENEZIANO - SR. E SRA. J. BAILEY

DUAS BOLSAS DE VINHO DE SUA ESCOLHA DE ALBAN ESTATES – ALBAN ESTATES

DOIS BILHETES VIPS PARA O XTY IN CONCERT – SRA. L. YEYOV

UM DIA DE CORRIDAS EM DAYTONA - EMC BRITT INC.

ORGULHO & PRECONCEITO, DE JANE AUSTEN, PRIMEIRA EDIÇÃO - DR. A. F. M. LACE-FIELD

DIRIGIR UM ASTON MARTIM D87 POR UM DIA - MR. & SRA. L. W. NORA

PINTURA EM ÓLEO ‘INTO THE BLUE’ DE J. TROUTON - KELLY TROUTON

LIÇÃO DE VÕO - SEATTLE SSOARERS CLUB

FIM DE SEMANA PARA DOIS NO THE HEATHMAN, PORTLAND – THE HEATHMAN

ESTADIA DE UM FIM DE SEMANA EM ASPEN (6 LEITOS) - SRTA. L. WOODS

ESTADIA DE UMA SEMANA A BORDO DO IATE THE SUSIECUE (6 LEITOS) ATRACADO EM ST. LUCIA - DR. & SRA. LARIN

UMA SEMANA NO LAGO ADRIANA, MONTANA (8 LEITOS) - SR. & DRA. WOODS

 

Puta merda. Eu pisquei para Lexa.

— Você possui uma propriedade em Aspen? — Eu assobio.

O leilão está em curso, e eu tenho que baixar a minha voz. Ela balança a cabeça, surpresa com a minha explosão e irritada, eu acho. Ela põe o dedo nos lábios para me silenciar.

— Você tem algum imóvel em outro lugar? — Eu sussurro.

Ela acena com a cabeça novamente e inclina a cabeça para um lado em uma advertência.

A sala inteira entra em erupção com aclamações e aplausos, um dos prêmios foi para doze mil dólares.

— Eu vou te dizer mais tarde, — Lexa diz em voz baixa. — Eu queria ir com você. — ela acrescenta um pouco de mau humor.

Bem, você não fez. Eu amuo e percebo que ainda estou queixosa e, sem dúvida, é o efeito frustrante das bolas. Meu humor escurece depois de ver a Sra. Robinson na lista dos doadores generosos. Olho em volta da delimitação, para ver se posso encontrá-la, mas eu não posso ver seu cabelo revelador. Certamente Lexa teria me avisado se ela fosse convidada para esta noite. Eu sento e zangada, aplaudindo quando necessário, à medida que cada lote é vendido por quantidades impressionantes de dinheiro.

O leilão se move para a propriedade de Lexa em Aspen e chega a vinte mil dólares.

— Dou-lhe uma, dou-lhe duas... — o MC chama.

E eu não sei o que me possui, mas de repente, eu ouvi minha própria voz soando claramente sobre a multidão.

— Vinte e quatro mil dólares!

Cada máscara na mesa vira para mim, com espanto chocado, a maior reação de todos vem do meu lado. Eu ouço sua ingestão aguda de respiração e sinto a sua ira lavar-me como uma onda.

— Vinte e quatro mil dólares, para a senhora bonita, de vestido prata, dou-lhe uma, dou-lhe duas... Vendido!

Puta merda, eu fiz isso? Deve ser o álcool. Bebi champanhe, além de mais quatro copos de vinhos.  Levanto o olhar para Lexa, que está ocupada aplaudindo. Merda, ela deve estar com muita raiva, e estávamos tão bem. Meu subconsciente decidiu finalmente fazer uma aparição, seu rosto está igual ao O grito de Edvard Munch.

Lexa se inclina para mim, um grande sorriso falso estampado em seu rosto. Ela beija minha bochecha e, em seguida, aproxima-se e sussurra no meu ouvido de uma forma muito fria, com sua voz controlada.

— Eu não sei se me rendo aos seus pés ou te bato até a merda sair de você.

Oh... Sei o que quero agora. Eu olho para ela, piscando através da minha máscara. Eu só desejaria poder ler o que está em seus olhos.

— Eu aceitarei a segunda opção, por favor.— eu sussurro freneticamente enquanto os aplausos morrem.

Seus lábios se apertam enquanto ela respira fortemente. Oh, essa boca cinzelada, eu a quero em mim, agora. Sofro por ela. Lexa me dá um sorriso radiante e sincero que me deixa sem fôlego.

— Sofrendo? Vamos ver o que podemos fazer sobre isso. — ela murmura enquanto corre os dedos ao longo do meu queixo.

Seu toque ecoa profundamente em mim, onde essa dor é gerada e cresce. Eu quero saltar em cima dela, aqui e agora, mas nos sentamos para assistir ao leilão do seguinte lote.

Eu mal consigo ficar quieta. Lexa joga um braço ao redor dos meus ombros, seu polegar ritmicamente acariciando minhas costas, enviando arrepios deliciosos na minha espinha. Sua mão livre agarra minhas mãos, levando-a aos seus lábios, em seguida, deixando-a descansar em seu colo. Lenta e secretamente, por isso eu não percebo o seu jogo até que seja tarde demais, ela desliza a minha mão até sua perna e contra sua ereção. Eu suspiro, e meus olhos se giram em pânico ao redor da mesa, mas todos os olhos estão fixos no palco. Graças a Deus pela minha máscara. Aproveitando o máximo, eu lentamente acaricio-a, deixando meus dedos explorar. Lexa mantém sua mão sobre a minha, escondendo meus dedos safados, enquanto passa o polegar suavemente sobre a minha nuca. Sua boca se abre enquanto ela respira suavemente, e é a única reação que eu posso ver por meu toque inexperiente. Mas isso significa muito. Ela me deseja. Tudo a abaixo do meu umbigo se contrai. Isso está se tornando insuportável. Uma semana no Lago Adriana em Montana é o lote final do leilão. Claro queo Senhor e a Dra. Woods tem uma casa em Montana, e a licitação aumenta rapidamente, mas eu mal estou ciente disso. Eu a sinto crescer sob os meus dedos, e isso me faz sentir tão poderosa.

— Vendido, por cento e dez mil dólares!— O MC declara vitorioso.

 O salão inteiro explode em aplausos, e relutantemente, eu aplaudo juntamente com Lexa, arruinando a nossa diversão. Ela se vira para mim e contrai os lábios.

— Pronta?— ela gesticulou com a boca sobre o arrebatador aplauso.

— Si., — eu gesticulo de volta.

—Clarke! — Anya chama. — Está na hora!

O quê? Não. De novo não!

— Hora para quê?

— O Leilão da Primeira Dança. Vamos lá! — Ela se levanta e estende a mão.

Eu olho para Lexa que está, penso eu, franzindo o cenho para Anya, e eu não sei se devo rir ou chorar, mas é o riso que ganha. Eu sucumbo a uma enorme risada, enquanto somos frustradas mais uma vez pela super poderosa Anya Woods. Lexa olha para mim, e depois de um segundo, há um aparecimento de um sorriso nos lábios.

— A primeira dança será comigo, ok? E não vai ser na pista de dança, — ela murmura lascivamente no meu ouvido.

Minha risada diminui enquanto a antecipação lança chamas sobre minha necessidade. Oh, sim! Minha deusa interior realiza um perfeito Salchow triplo em seus patins de gelo.

— Estou ansiosa por isso. — Eu me inclino e dou-lhe um beijo suave, casto em sua boca.

Olhando em volta, percebo que os convidados na mesa estão surpresos. Claro, eles nunca viram Lexa com namorada antes. Ela sorri para mim. E ela parece. . . Feliz. Uau.

— Vamos lá, Clarke. — Anya resmunga.

Tomando sua mão estendida, eu a sigo para o palco onde dez mulheres jovens se reúnem, e constato com uma vaga inquietação que Lily é uma delas.

— Senhores, o ponto culminante da noite! — O MC ressoa acima do murmúrio de vozes. — O momento em que todos nós esperamos! Estas doze senhoritas encantadoras concordaram em leiloar sua primeira dança para o maior lance!

Ah, não. Ruborizo-me da cabeça aos pés. Eu não tinha percebido o que isso significava. Que humilhante!

— É por uma boa causa. — Anya sussurra para mim, sentindo o meu desconforto. — Além disso, Lexa vai ganhar. — Ela gira os olhos. — Eu não posso imaginar que ela deixe alguém ganhar dela. Lexa não tirou os olhos de você a noite toda.

Sim, focar na boa causa, e Lexa é obrigada a ganhar. Sejamos realistas, não é um centavo ou dois. Mas isso significa gastar mais dinheiro contigo! Meu subconsciente resmunga para mim. Mas eu não quero dançar com ninguém, eu não posso dançar com mais ninguém... e não estará gastando dinheiro comigo, estará doando para a caridade. Como os vinte e quatro mil dólares que ela já gastou? Meu subconsciente entrecerra os olhos. Merda. Parece que fui muito longe com meu lance impulsivo. Por que eu estou discutindo comigo mesma?

— Agora, senhores, se reúnam em volta, e deem uma boa olhada no que poderia ser seu para uma primeira dança. Doze garotas formosas e dóceis.

Nossa! Eu sinto que estou em um mercado de carne. Vejo, horrorizada, enquanto pelo menos vinte homens e algumas poucas mulheres fazem seu caminho para a área do palco, Incluindo Lexa, movendo-se fácil e com graça entre as mesas e fazendo uma pausa para dizer uns poucos “olá” no caminho. Uma vez que os ofertantes estão reunidos, o MC começa.

— Senhoras e Senhores, pela tradição das máscaras, vamos manter o mistério por trás das máscaras e manter apenas o nome de batismo. Primeiro temos a adorável Jada.

Jada está rindo como uma colegial, também. Talvez eu não seja a única deslocada. Ela está vestida dos pés à cabeça com um tafetá azul marinho e uma máscara correspondente. Dois jovens dão um passo adiante e param. Sortuda Jada.

— Jada fala japonês fluentemente, é uma piloto de caça qualificada, e uma ginasta olímpica. . . humm. — O MC pisca. — Cavalheiros, qual o lance?

Jada fica boquiaberta, e olha atônica para o MC, obviamente, ele está falando puro lixo. Ela sorri timidamente de volta para os dois concorrentes.

— Mil dólares!— Uma fala.

Muito rapidamente a oferta sobe para cinco mil dólares.

— Dou-lhe uma. . . dou-lhe duas. . . vendido! — o MC declara em voz alta, — ao senhor de máscara! —E, claro, todos os homens estão usando máscaras por isso há buzinas de aplausos e risos. Jada sorri para seu comprador e sai rapidamente do palco.

— Vê? Isso é divertido! — Anya sussurra. — Espero que Lexa ganhe você, no entanto. . . Não queremos ver uma briga, — acrescenta.

— Briga? — Eu respondo horrorizada.

— Oh sim. Ela era muito cabeça-quente quando era jovem. —Anya estremece.

Lexa  brigando? Refinada, sofisticada, igual-a-música-de-coral-Tudor Lexa ? Eu não posso imaginar. O MC me distrai com a sua próxima apresentação, uma jovem em vermelho, com longo cabelo cor de azeviche.

— Senhores, gostaria de apresentar a maravilhosa Mariah. O que vamos fazer em relação a Mariah? Ela é uma toureira experiente, toca violoncelo em concerto, e ela é uma campeã de saltos... Que tal isso, senhores? Qual é o lance, por uma dança com a deliciosa Mariah?

Mariah olha para o MC e alguém grita, bem alto.

— Três mil dólares!— É um homem mascarado, com cabelos loiros e barba.

Há uma contra oferta, e Mariah foi vendida por quatro mil dólares.

Lexa está me olhando como um falcão.

— Faz quanto tempo? — eu pergunto a Anya. Ela olha para mim, perplexa.— Faz quanto tempo que Lexa brigou?

— No início da adolescência. Ela deixava nossos pais loucos, voltando para casa com os lábios cortados e os olhos escuros. Ela foi expulsa de duas escolas. Ela infligiu alguns danos sérios em seus adversários. — Olhei-a boquiaberta. — Não te disse? — Ela suspira. — Ela ficou com a reputação bastante ruim entre os meus amigos. Foi realmente uma persona non grata por uns poucos anos. Mas ela parou quando tinha cerca de quinze ou dezesseis anos. — Anya encolheu os ombros.

Puta merda. Outra peça do quebra-cabeça se encaixa.

— Então, qual o lance para a linda Jill?

— Quatro mil dólares, — chama uma voz profunda do lado esquerdo.

Jill grita de alegria.

Eu parei de prestar atenção no leilão. Então, Lexa tinha esse tipo de problemas na escola, brigando. Eu me pergunto por quê. Eu fico olhando fixamente para ela. Lily está nos observando.

— E agora, permitam-me apresentar a bonita Clarke.

Oh merda, sou eu. Olho nervosamente para Anya e ela me faz sinais para o centro do palco. Felizmente, eu não caio, mas fico totalmente envergonhada ao ser o centro da atenção de todos. Quando eu olho para Lexa, ela está sorrindo para mim. Bastarda.

— A maravilhosa Clarke toca seis instrumentos musicais, fluente em mandarim, e está interessada em yoga. . . bem, meus senhores — Antes que ele possa até mesmo terminar a sua sentença, Lexa o interrompe, olhando para o MC através de sua máscara.

— Dez mil dólares. — Ouço Lily suspirar totalmente incrédula.

Oh Porra.

— Quinze.

O quê? Nós todos nos viramos para um homem alto, impecavelmente vestido, parado à esquerda do palco. Eu pisco para Cinquenta. Merda, o que Lexa fará sobre isso? Mas ela está coçando o queixo e dando um estranho sorriso irônico. É óbvio que Lexa o conhece. O estranho acena educadamente a Lexa.

— Bem, senhores! Temos grandes jogadores na casa esta noite. — A excitação do MC emana através de sua máscara de arlequim enquanto ele se vira para Lexa.

Este é um grande show, mas é às minhas custas. Eu quero protestar.

— Vinte — replica Lexa tranquilamente.

O murmúrio da multidão morreu. Todo mundo está olhando para mim, Lexa, e o Senhor Misterioso.

— Vinte e cinc., — o estranho diz.

Poderia isto ser mais embaraçoso?

Lexa olha para ele impassível, mas ela está se divertindo. Todos os olhos estão em Lexa. O que vai fazer? Meu coração está na minha boca. Sintome mal.

— Cem mil dólares, — ela diz, sua voz soando alta e clara através da marquise.

— Mas que porra? — Lily sibila audivelmente atrás de mim, e um suspiro geral de consternação e diversão ondulam através da multidão.

O estranho levanta suas mãos em derrota, rindo, e Lexa sorri para ele com soberbia. Pelo canto do meu olho, eu posso ver Anya saltando, subindo e descendo com alegria. Meu subconsciente está olhando para Lexa, completamente desalentada.

— Cem mil dólares para a linda Clarke! Dou-lhe uma. . . Dou-lhe duas... — O MC olha para o estranho que balança a cabeça com simulado pesar e acena cavalheiresco. — Vendido! — O MC grita triunfante.

Em uma rodada ensurdecedora de aplausos e aclamações, Lexa se adianta para tomar minha mão e me ajudar a sair do palco. Ela olha para mim com um sorriso divertido enquanto eu faço o meu caminho para baixo, beija as costas da minha mão, então a coloca na curva de seu braço e me leva em direção a saída da marquise.

— Quem era? — Eu pergunto.

Ela olha para mim.

— Alguém que você pode encontrar mais tarde. Agora, eu quero lhe mostrar uma coisa. Temos cerca de 30 minutos até a conclusão do leilão da Primeira Dança. Então nós temos que estar de volta na pista de dança para que eu possa desfrutar da dança pela qual paguei.

— Uma dança muito cara. — eu resmungo em desaprovação.

— Eu tenho certeza que vai valer a pena cada centavo. — Lexa sorri para mim maliciosamente.

Ah, ela tem um sorriso glorioso, e a excitação está de volta, desabrochando no meu corpo.

 


Notas Finais


Paz e amor como eu disse... proximo cap por outro lado... rs
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