História Fifty shades of liberty -ADAPTAÇÃO- - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Bdsm, Clexa
Exibições 126
Palavras 7.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Descobrimos mais sobre Lexa, Sra. Robinson faz uma aparição indesejada... E não podemos esquecer de Costia tbm. kkkkk
Cap movimentado!!!! Aproveitem...

Capítulo 28 - 26


Estamos fora, sobre o gramado. Pensei que estávamos indo a cobertura, mas lamentavelmente parece que nos dirigimos para a pista de dança onde a grande banda está se preparando. Há pelo menos uns vinte músicos e alguns convidados andando e furtivamente fumando, mas uma vez que a maioria das ações está atrás da marquise, não atraímos muita atenção.

Lexa me leva para a parte traseira da casa e abre uma janela francesa que conduz a uma sala de estar grande e confortável que eu não tinha visto antes. Ela caminha pelo corredor deserto em direção à escadaria, que possui um elegante corrimão de madeira polida. Pegando minha mão na curva do braço, ela me leva até o segundo andar onde há um outro lance de escadas para o terceiro. Abrindo uma porta branca, me faz passar para um dos quartos.

— Este era meu quarto. — ela diz calmamente, parando na porta e trancando-a.

É grande, simples e escassamente mobiliada. As paredes são brancas, assim como é o mobiliário, há uma espaçosa cama de casal, uma mesa e cadeira, prateleiras repletas de livros e painéis com vários troféus. Mas o que me chama a atenção é a placa branca com alfinetes sobre a mesa, repleta de uma infinidade de fotografias, bandeirinhas de Marinheiros e recados. É um pedaço da jovem Lexa. Meus olhos se voltam para a mulher magnífica, bonita agora em pé no centro da sala. Ela vem até a mim sombriamente, chocante e sexy.

— Eu nunca trouxe uma garota aqui. — ela murmura.

— Nunca? — Sussurro.

Ela balança a cabeça. Eu engulo seco, a ânsia que vem me incomodando no último par de horas está rugindo agora, crua e desejosa. Vendo-a ali no tapete azul royal naquela máscara. . . Está além do erótico. Eu a quero. Agora. De qualquer maneira que eu possa tê-la. Eu tenho que resistir em lançar-me para Lexa e rasgar suas roupas. Ela caminha para mim, como uma valsa, lentamente.

— Nós não temos muito tempo, Clarke, e do jeito que eu estou me sentindo neste exato momento, não precisaremos muito tempo. Vire-se. Deixa-me tirar esse teu vestido. Viro-me e encaro a porta, grata por estar trancada. Abaixando-se, ela sussurra baixinho no meu ouvido: — Mantenha a máscara.

Eu gemo enquanto meu corpo se aperta em resposta. Ainda nem mesmo me tocou.

Alcança a parte superior do meu vestido, seus dedos deslizando na minha pele, e o toque reverbera através de meu corpo. Em um movimento rápido, ela abre o zíper. Segurando meu vestido, ela me ajuda a sair dele, então se vira e o coloca cuidadosamente no encosto de uma cadeira. Removendo o paletó, Lexa coloca sobre o meu vestido. Faz uma pausa, e me olha por um momento, devorando-me. Eu estou só de calcinha e sutiã, e me deleito em seu olhar sensual.

— Você sabe, Clarke... — ela diz baixinho enquanto vem em minha direção, desfazendo a gravata para que fique de ambos os lados do pescoço, em seguida, desfez os três primeiros botões de sua camisa. — Eu estava tão irritada quando comprou o meu lote do leilão. Todos os tipos de ideias passaram pela minha cabeça. Tinha que me lembrar que a punição está fora do cardápio. Mas então você pediu voluntariamente. — Ela olha para mim através de sua máscara. — Por que você fez isso? — Ela sussurra.

— Ser voluntária? Eu não sei. Frustração. . . Muito álcool. . . Causa nobre, — eu modestamente murmuro, encolhendo os ombros. — Talvez para chamar sua atenção?

Eu precisava dela, então. Eu preciso dela ainda mais agora. A dor está pior, e eu sei que Lexa pode acalmar isso, acalmar esta besta estrondosa e salivante em mim com a besta que existe nela. Sua boca endurece numa linha, e ela lentamente lambe o lábio superior. Quero que essa língua em mim.

— Eu jurei a mim mesma que eu não iria bater em você de novo, mesmo que você me pedisse.

— Por favor. — eu imploro.

— Mas então eu percebi que você está provavelmente muito desconfortável no momento, e não é algo que você está acostumada. — Ela sorriu para mim conscientemente, bastarda arrogante, mas eu não me importo porque Lexa está absolutamente certa.

— Sim. — suspiro.

— Então, pode haver um certo. . . controle. Se eu fizer isso, você deve me prometer uma coisa.

— Qualquer coisa.

— Você vai usar a palavra de segurança se você precisar, e eu só vou fazer amor com você, ok?

— Sim. — respiro rapidamente. —Quero suas mãos em mim.

Ela engole, em seguida, pega a minha mão, e se move em direção à cama. Jogando o edredom de lado, Lexa se senta, pega um travesseiro, e coloca-o ao lado dela. Ela olha para mim de pé ao lado dela e de repente puxa forte em minha mão para que eu caia em suas pernas. Move-se um pouco para que meu corpo descanse na cama, meu peito sobre o travesseiro, o meu rosto para um lado. Debruçando-se sobre, Lexa tira o meu cabelo sobre meu ombro e passa os dedos através da pluma de penas na minha máscara.

— Ponha as mãos atrás das costas. — ela murmura.

Oh! Ela tira a gravata e a usa para rapidamente juntar os pulsos, de modo que minhas mãos estão atadas atrás de mim, descansando um pouco nas minhas costas.

— Você realmente quer isso, Clarke?

Eu fecho meus olhos. Esta é a primeira vez desde que eu a conheci que eu realmente quero isso. Eu preciso disso.

— Sim. — eu sussurro.

— Por quê? — Ela pergunta baixinho enquanto acaricia minhas costas com a palma da mão.

Eu gemo assim que sua mão faz contato com minha pele.

Eu não sei por quê. . . Você me disse para eu não pensar demais. Depois de um dia como hoje, discutindo sobre o dinheiro, Costia, Sra. Robinson, ela sobre mim, o mapa na sua pele, essa grande festa, as máscaras, o álcool, as bolas de prata, o leilão. . . Eu quero isso.

— Preciso de um motivo?

— Não, bebê, não precisa, — ela diz. — Eu só estou tentando entender você. — Sua mão esquerda curvou-se em volta da minha cintura, segurando-me no lugar enquanto a palma da mão saía do meu traseiro e cai forte, logo acima da junção das minhas coxas. A dor se conecta diretamente com a dor na minha barriga

Oh, Deus. . . Eu gemo alto. Lexa me bate de novo, exatamente no mesmo lugar. Eu gemo novamente.

— Dois. — ela murmura. — Faremos 12.

Oh, meu Deus! Isso parece diferente da última vez, tão carnal, tão. . . Necessário. Ela acaricia o meu traseiro com os dedos longos, e eu estou indefesa, amarrada e pressionada contra o colchão, à sua mercê, e por minha própria vontade. Ela me bate de novo, ligeiramente no lado e, novamente, no outro lado, em seguida, faz uma pausa enquanto lentamente despe minha calcinha e puxa-a. Lexa gentilmente passa a palma de sua mão em meu traseiro de novo antes de continuar me batendo, cada tapa pungente me empurrando até a borda da minha necessidade, ou alimentando-a. Eu não sei. Eu me rendo ao ritmo dos golpes, absorvendo cada um, saboreando cada um.

— Doze. — ela murmura em voz baixa e áspera.

Lexa acaricia o meu traseiro novamente e arrasta os dedos para baixo em direção ao meu sexo e afunda lentamente dois dedos dentro de mim, movendo-os em um círculo, voltas e voltas, me torturando. Eu gemo alto enquanto o meu corpo explode, e mais e mais, convulsionando em torno de seus dedos. É tão intenso, inesperado e rápido.

— Certo, amor. — ela murmura apreciativamente.  Ela desamarra meus pulsos, mantendo os dedos dentro de mim enquanto estou deitada ofegante em cima dela. — Eu ainda não terminei com você, Clarke. — Lexa diz e se move sem retirar os dedos.  Ela baixa meus joelhos no chão de modo que agora estou inclinada sobre a cama. Ela se ajoelha no chão atrás de mim e abaixa o zíper. Lexa desliza os dedos para fora de mim, e eu ouço o barulho familiar de um pacote de papel alumínio.  —Abra as pernas, — ela resmunga e eu obedeço. Acaricia meu traseiro e coloca com cuidado em mim. — Isso vai ser rápido, bebê.— ela murmura e agarrando meus quadris, se afasta um pouco e então desliza dentro de mim.

— Ah! — Eu grito, mas a plenitude é celestial.

Ela está levando minha dor na barriga para longe, mais e mais, erradicando isso com cada impulso intenso e doce. A sensação é alucinante, justamente o que eu preciso. Eu empurro de volta para encontrá-la, impulso por o impulso.

— Clarke, não. — ela resmunga, tentando me parar.  Mas eu a quero demais, e me movendo contra ela, correspondendo impulso por impulso. — Clarke, merda. — ela sibila enquanto goza, e o som torturante me faz alcançar o orgasmo novamente, em espiral, em um gozo cru que sobe e sobe, me consome e me deixa sem fôlego.

Lexa se curva e beija meu ombro, em seguida, sai de mim. Colocando os braços em volta de mim, ela descansa a cabeça no meio das minhas costas, e nós ficamos assim, as duas de joelhos à beira da cama, por quanto tempo? Segundos? Minutos, enquanto acalmamos a nossa respiração. Minha dor na barriga desapareceu, e tudo o que eu sinto é uma serena e calma satisfação. Lexa se move e beija minhas costas.

— Eu acredito que você me deve uma dança, Srta. Griffin — Lexa murmura.

— Hmm, — eu respondo, saboreando a ausência de dores e desfrutando o crepúsculo.

Ela se senta sobre os calcanhares e me puxa para fora da cama para o seu colo.

— Nós não temos muito tempo. Vamos. — Ela beija o meu cabelo e me obriga a ficar de pé.

Eu resmungo, mas sento na cama e recolho minha calcinha do chão e coloco-a. Preguiçosamente, eu ando para a cadeira para recuperar o meu vestido. Vejo com desapaixonado interesse que eu não tirei os sapatos durante o nosso encontro ilícito. Lexa está amarrando sua gravata, tendo terminado de se ajeitar e a cama.

Enquanto eu deslizo meu vestido novamente, eu confiro as fotos no quadro. Lexa como uma adolescente mal-humorada era linda, mesmo então: com Linconl e Anya nas pistas de esqui, sozinha em Paris, o Arco do Triunfo servindo como plano de fundo, em Londres, Nova York, o Grand Canyon; Sydney Opera House, até na Grande Muralha da China. A Srta. Woods viajou bastante quando jovem. Há canhotos de ingressos de vários concertos: U2, Metallica, The Verve, Sheryl Crow, a Filarmônica de New York desempenhando Romeu e Julieta de Prokofiev, nossa uma mistura bem eclética! E no canto, há uma fotografia dopassaporte de uma jovem mulher. É preta e branca. Ela parece familiar, mas eu não posso identificá-la. Não é Sra. Robinson, graças a Deus.

— Quem é? — Pergunto.

— Ninguém importante. — resmunga quando Lexa desliza sua jaqueta e endireita a gravata-borboleta. — Devo fechar o seu?

— Por favor. Então, por que ela está em sua placa?

— Um descuido da minha parte. Como está a minha gravata? — Ela levanta o queixo como um menino pequeno. Eu sorrio e endireito-a para ela.

— Agora está perfeita.

— Assim como você. — ela murmura e me agarra, me beijando apaixonadamente. — Sente-se melhor?

— Muito, muito obrigada, Srta. Woods.

— O prazer foi todo meu, Srta. Griffin.

Os convidados estão amontoados sobre a pista de dança. Lexa sorri para mim. Fizemos isto no tempo exato e ela me leva para o chão xadrez.

— E agora, senhoras e senhores, é hora da primeira dança. Sr. e Sra. Woods, estão prontos? — Gustus acena com a cabeça em concordância, com os braços em torno de Indra. — Senhoras e senhores da Primeira Dança do Leilão, vocês estão prontos? — Acenamos todos em acordo. Anya está com alguém que eu não reconheço. Eu me pergunto o que aconteceu com Raven? — Então vamos começar. Comece Sam!

Um jovem passeia sobre o palco em meio a aplausos calorosos, se volta para a banda por trás dele e estala os dedos. As notas familiares de —I Got You Under My Skin — encher o ar. Lexa sorri para mim, me pega em seus braços, e começa a se mover.

Oh, ela dança muito bem, tornando fácil segui-la. Sorrimos como idiotas enquanto ela gira-me em torno da pista de dança.

— Eu amo essa música, — Lexa murmura, olhando para mim. — Parece muito apropriada. — Ela não estava mais sorridente, mas séria.

— Você está sob minha pele também. — eu respondo. — Ou você estava em seu quarto.

Ela aperta os lábios, mas é incapaz de esconder seu divertimento.

— Srta. Griffin — ela adverte me provocando. — Eu não tinha ideia que você poderia ser tão grosseira.

— Srta. Woods, nem eu. Acho que são todas as minhas recentes experiências. Elas têm sido uma aula.

— Para ambas. — Lexa está séria, é como se fosse apenas nós duas e a banda.

Nós estamos em nossa própria bolha privada.

Quando a música termina, ambas aplaudimos. Sam, o cantor curva-se graciosamente e apresenta sua banda.

— Posso interromper?

Eu reconheço o homem que ofereceu os lances para mim no leilão. Lexa me deixa ir a contragosto, mas ela está sorrindo, também.

— À vontade. Clarke, este é John Flynn. John, Clarke.

Merda!

Lexa sorriu para mim e se afasta para um lado da pista de dança.

— Como vai você, Clarke? — Dr. Flynn diz suavemente, e eu percebo que ele é britânico.

— Olá.— Gaguejo.

A banda toca outra música, e Dr. Flynn atrai-me para seus braços. Ele é muito mais jovem do que eu imaginava, embora eu não possa ver seu rosto. Ele está usando uma máscara como todos. O que eu digo para ele? Por que Lexa é tão fodida? Por que ele deu lances para mim? É a única coisa que quero perguntar a ele, mas de alguma forma parece rude.

— Estou contente por finalmente conhecê-la, Clarke. Você está se divertindo? — ele pergunta.

— Eu estava. — Sussurro.

— Oh. Espero que eu não seja responsável por sua mudança.

Ele me dá um breve e caloroso sorriso que me deixa um pouco mais à vontade.

— Doutor Flynn, você é o psiquiatra. Você me diz.

Ele sorri.

— Esse é o problema, não é? A parte psiquiatra?

Eu sorrio.

— Estou preocupada com o que eu poderia revelar, por isso estou um pouco auto consciente e intimidada. E realmente eu só quero lhe perguntar sobre Lexa.

Ele sorri.

— Primeiro, isto é uma festa e eu não estou de plantão. — ele sussurra conspirando. — E segundo, eu realmente não posso falar com você sobre Lexa. Além disso, — ele brinca, — nós não temos até o Natal. — Eu suspiro em estado de choque. — Isso é piada de médico, Clarke.

Eu coro, envergonhada, e depois senti um pouco de ressentimento. Ele está fazendo uma piada à custa de Lexa .

— Você apenas confirmou o que eu venho dizendo a Lexa. . . Que você é um charlatão caro. — eu o adverti.

Dr. Flynn bufa com o riso.

— Você poderia estar no caminho certo.

— Você é inglês?

— Sim. Oriundo de Londres.

— Como veio parar aqui?

— Circunstâncias felizes.

— Você não fala muito, não é?

— Não há muito o que dizer. Eu sou realmente uma pessoa muito maçante.

— Isso é muito auto-depreciativo.

— É uma característica britânica. Parte do nosso caráter nacional.

— Ah.

— E eu poderia acusá-la do mesmo, Clarke.

— Que eu sou uma pessoa tediosa, também, Dr. Flynn?

Ele bufa.

— Não, Clarke, que você não fala muito.

— Não há muito o que dizer. — Eu sorrio.

— Eu sinceramente duvido. — Ele inesperadamente franze a testa.

Eu coro, mas a música acaba e Lexa mais uma vez está ao meu lado. Dr. Flynn me libera.

— Foi um prazer conhecê-la, Clarke. — Ele me dá seu sorriso caloroso de novo, e eu sinto que passei em algum tipo de teste oculto.

— John. — Lexa acena para ele.

— Lexa. — Dr. Flynn retorna seu aceno, começa a andar, e desaparece no meio da multidão.

Lexa atrai-me para seus braços para a próxima dança.

— Ele é muito mais jovem do que eu esperava. — sussurro para ela. — E muito indiscreto.

Lexa vira a cabeça para um lado.

— Indiscreto?

— Oh sim, ele me contou tudo. — eu a provoco.

Lexa fica tensa.

— Bem, nesse caso, eu vou pegar sua mala. Tenho certeza que você não quer nada mais comigo. — ela diz em voz baixa.

Eu paro.

— Ele não me disse nada! — Minha voz se enche de pânico.

Lexa pisca antes de o alívio inundar seu rosto. Ela atrai-me para seus braços novamente.

— Então vamos aproveitar essa dança. — Ela sorri radiante, me segura, então me gira.

Por que ela disse que eu iria querer ir embora? Não faz nenhum sentido. Nós dançamos mais duas músicas, e eu percebo que preciso ir ao banheiro.

— Eu não vou demorar muito.

Enquanto faço meu caminho para o banheiro, eu me lembro que eu deixei minha bolsa na mesa de jantar, então eu vou até a marquise. Quando eu entro, esta ainda está acesa, mas bastante deserta, exceto por um casal do outro lado, que realmente precisa de um quarto! Eu procuro a minha bolsa.

— Clarke?

A voz suave me assusta, e dirijo-me para ver uma mulher vestida em um longo e apertado vestido de veludo preto. Sua máscara é única. Cobre o seu rosto até o nariz, mas também cobre seus cabelos. Está impressionante, com o elaborado filigrana dourado.

— Estou tão feliz por você estar sozinha. — ela diz em voz baixa. — Eu estava querendo falar com você à noite toda.

— Desculpe-me, eu não sei quem você é.

Ela puxa a máscara de seu rosto e libera seu cabelo.

Merda! É a Sra. Robinson.

— Desculpe-me, se eu a assustei.

Eu fico boquiaberta. Caralho, que porra essa mulher quer comigo?

Eu não sei quais as convenções sociais para encontrar uma conhecida molestadora de crianças. Ela está sorrindo docemente e gesticulando para que eu sente na mesa. E por está tão atordoada, eu faço o que ela me pede por educação, fico grata de ainda estar usando minha máscara.

— Eu vou ser breve, Clarke. Eu sei o que você pensa de mim. . . Lexa me disse.

Eu olho para ela, impassível, nada revelando, mas eu estou contente que ela saiba. Isto me salva de lhe dizer, e ela está indo direto ao ponto. Parte de mim está muito de intrigada sobre o que ela teria a dizer. Ela faz uma pausa, olhando por cima do meu ombro.

— Taylor está nos observando.

Eu olho ao redor para vê-lo observando a porta. Sawyer está com ele. Eles estão olhando para qualquer lugar, exceto para nós.

— Olha, não temos muito tempo. — ela diz apressadamente. — Deve ser óbvio para você que Lexa está apaixonada por você. Eu  nunca a vi assim antes, nunca. — Ela enfatiza a última palavra.

O quê? Lexa me ama? Não. Por que ela está me dizendo? Para me tranquilizar? Não estou entendendo.

— Ela não irá lhe dizer por que provavelmente não percebe que  está amando, não obstante o que eu disse para ela, mas este é Lexa. Ela não é muito sintonizado com os sentimentos positivos e emoções que possa ter. Ela vive obcecada demais pela negatividade. Mas então você provavelmente já comprovou isso por si mesma. Lexa não acha que é digna de você.

Estou em choque. Lexa me ama? Ela não disse isso, e esta mulher esta me dizendo como ela se sente? Isso é tão bizarro.Centenas de imagens dançam na minha cabeça: o IPAD, o planador, voando para me ver, todas as suas ações, sua possessividade, cem mil dólares por uma dança. Isso é amor? E ouvir isto desta mulher, tendo-a confirmando isto para mim é, francamente, indesejável. Eu prefiro ouvir isso de Lexa.

Meu coração aperta. Ela se sente indigna? Por quê?

— Eu nunca a vi tão feliz, e é óbvio que você tem sentimentos por ela também. — Um breve sorriso nos lábios. — Isso é ótimo, e eu desejo a vocês o melhor de tudo. Mas o que eu queria dizer é que se você a machucar de novo, eu vou te achar, senhorita, e isto não será agradável quando eu a encontrar.

Ela olha para mim, seus gelados olhos azuis no meu rosto, tentando penetrar sob a minha máscara. Sua ameaça é tão surpreendente, tão fora do rumo que um riso involuntário me escapa. De todas as coisas que ela poderia me dizer, isso é o mínimo esperado.

— Você acha que isso é engraçado, Clarke? — Ela disse desanimada. —Você não a viu no último sábado.

Meu rosto cai e escurece. O pensamento de Lexa infeliz não é algo palatável, e no último sábado eu a deixei. Lexa deve ter ido até ela. A ideia me faz enjoar. Por que eu estou sentada aqui ouvindo esta merda dela, entre todas as pessoas? Eu me levanto lentamente, olhando-a atentamente.

— Eu estou rindo de sua audácia, Sra. Lincoln. Lexa e eu não temos nada a ver com você. E se eu abandoná-la e você vier me procurar, eu estarei esperando, não duvide. E talvez eu vá te dar uma amostra do seu próprio remédio em nome da menina de 15 anos de idade que você molestou e provavelmente a fodeu ainda mais do que ela já estava. — Sua boca se abriu. — Agora, se você me der licença, tenho coisas melhores a fazer do que perder meu tempo com você.

 Eu começo a andar com a adrenalina, e raiva percorrendo meu corpo, e na direção da entrada da tenda onde Taylor está de pé, justo quando Lexa chega, parecendo perturbada e preocupada.

— Aí está você. — ela resmunga, em seguida, franze a testa quando vê Elena.

Eu passo por Lexa, sem dizer nada, dando-lhe a oportunidade de escolher, ela ou eu. Lexa faz a escolha certa.

— Clarke. — ela me chama. Eu paro e a encaro quando ela me alcança. — O que há de errado? — Ela olha para mim, com preocupação em seu rosto.

— Por que você não perguntar a sua ex? — Eu replico acidamente.

Sua boca se aperta e seus olhos ficam gelados.

— Eu estou perguntando a você. — ela diz, sua voz suave, mas com um tom de algo muito mais ameaçador.

Ficamos encarando uma a outra.

Ok, eu posso ver como isso vai acabar em briga, se eu não contar a Lexa.

— Ela está ameaçando vir até a mim, se eu te machucar novamente, provavelmente com um chicote. — eu disparo contra Lexa. O alívio aparece em todo o seu rosto, a boca relaxa com humor. — — Certamente, a ironia não a abandona, não é? — diz, e posso dizer que ela está se esforçando para abafar seu riso. — Isso não é engraçado, Lexa!

— Não, você está certa. Eu vou falar com ela.

Lexa adota um rosto sério, porém ela ainda está suprimindo seu riso.

— Você não vai fazer tal coisa. — Cruzo os braços, minha raiva aparece novamente.

Ela pisca para mim, surpresa com a minha explosão.

— Olha, eu sei que você está amarrada a ela financeiramente, perdoe o trocadilho, mas....— eu paro. O que estou pedindo Lexa para fazer? Desistir dela? Parar de vê-la? Posso fazer isso? — Eu preciso ir ao banheiro. — Eu a encaro, minha boca em uma linha sombria.

Lexa suspira e vira sua cabeça para um lado. Ela parece estar mais quente que o normal. É a máscara ou apenas ela?

— Por favor, não fique brava. Eu não sabia que ela estava aqui. Ela disse que não viria. — Seu tom é apaziguador, como se estivesse falando com uma criança. Levantando a mão Lexa corre o polegar ao longo do meu lábio inferior, que esta fazendo beicinho. — Não deixe Elena estragar nossa noite, por favor, Clarke. Ela é realmente um caso antigo.

Caso antigo é a palavra, penso com crueldade, quando ela puxa meu queixo para cima e suavemente roça seus lábios contra os meus. Suspiro de acordo, piscando para ela. Lexa se ergue e pega o meu cotovelo.

— Eu vou acompanhá-la até o banheiro, assim você não será interrompida novamente. — Ela me leva por todo o gramado em direção aos luxuosos banheiros temporários. — Eu vou esperar aqui por você, bebê. — ela murmura.

Quando eu saio, meu humor está moderado. Eu decido não deixar que a Sra. Robinson estrague minha noite, porque isso é provavelmente o que ela quer. Lexa está no telefone a uma certa distância fora do alcance da voz das poucas pessoas rindo e conversando nas proximidades. Quando eu chego mais perto, eu posso ouvi-la. Ela está muito concisa.

— Por que você mudou de ideia? Pensei que tínhamos um acordo. Bem, deixe-a sozinha. . . Este é o primeiro relacionamento normal que eu tenho, e eu não quero que você o comprometa, por conta de uma preocupação sem cabimentopor mim. Deixe-a... Em... Paz. Estou falando sério, Elena. — Lexa faz uma pausa, escutando. — Não, não é claro. — Ela franze a testa profundamente quando diz isso. Levantando o olhar, ela me vê olhando-a. — Eu tenho que ir. Boa noite. — Ela aperta o botão para desligar.

Eu curvo minha cabeça para um lado e levanto uma sobrancelha para Lexa. Por que está telefonando para ela?

— Como estão os casos antigos?

— Irritada. — ela responde com sarcasmo. — Você quer dançar mais um pouco? Ou você gostaria de ir embora? — Ela olha para o relógio. — Os fogos de artifício começam em cinco minutos.

— Eu amo fogos de artifício.

— Nós vamos ficar para vê-los, então. — Lexa coloca os braços em volta de mim e me puxa para perto. — Não deixe que ela entre em nossa relação, por favor.

— Ela se preocupa com você. — eu murmuro.

— Sim, e eu com ela. . . Como uma amiga.

— Eu acho que é mais que uma amizade para ela.

Sua testa franze.

— Clarke, Elena e eu. . . É complicado. Temos compartilhado uma história. Mas é exatamente isso, uma história. Como eu já disse para você uma e outra vez, ela é uma boa amiga. Isto é tudo. Por favor, esqueça-a. — Lexa beija o meu cabelo, e no interesse de não estragar a nossa noite, eu deixo isto para lá.

Eu estou apenas tentando entender.

Nós passeamos de mãos dadas de volta para a pista de dança. A banda ainda está em pleno andamento.

— Clarke.

Viro-me para encontrar Gustus atrás de nós.

— Eu me pergunto se você me daria a honra da próxima dança. — Gustus oferece sua mão para mim.

Lexa dá de ombros e sorri, liberando minha mão, e eu me deixo levar por Gustus na pista de dança. Sam o líder da banda lança com Come Fly with Me,  e Carrick coloca o braço em volta da minha cintura e me gira suavemente para a multidão.

— Eu queria agradecer sua generosa contribuição para nossa caridade, Clarke.

Pelo seu tom, eu suspeito que esta é uma maneira indireta de perguntar se eu posso pagar.

— Sr. Woods.

— Chame-me de Gustus, por favor, Clarke.

— Estou muito feliz por poder contribuir. Eu inesperadamente consegui algum dinheiro. Eu não preciso disto. E é uma causa tão digna.

Ele sorri para mim, e eu aproveito a oportunidade para algumas perguntas inocentes. Carpe diem, meu subconsciente sibila por trás de sua mão.

— Lexa me contou um pouco sobre seu passado, então eu acho que é adequado apoiar o seu trabalho. — eu acrescento, na esperança de que isso possa incentivar Gustus me dar uma pequena visão sobre o mistério que é sua filha.

Gustus está surpreendido.

— Ela contou? Isso é incomum. Você certamente tem um efeito muito positivo sobre Lexa, Clarke. Eu não acho que eu já a vi assim, assim... leve. —Eu fico passada. — Desculpe, eu não queria envergonhá-la.

— Bem, na minha limitada experiência, ela é uma mulher muito incomum. — murmuro.

— Ela é.— Gustus concorda em silêncio.

— A infância de Lexa me pareceu terrivelmente traumática, pelo que ela me contou.

Gustus franze a testa, e eu me preocupo se eu ultrapassei os limites.

— Minha esposa era a médica do plantão quando a polícia a encontrou. Ela era pele e ossos, e estava severamente desidratada. Lexa nem falava. — Gustus fez uma careta novamente, perdido na terrível memória, apesar da música alta que nos rodeia. — Na verdade, ela não falou por quase dois anos. Era tocando piano o que eventualmente levava para fora de si mesma. Ah, e a chegada de Anya, é claro. — Ele sorri para mim com carinho.

— Lexa toca muito bem. E ela já fez tanto, você deve estar muito orgulhoso dela. — Eu soo distraída.

Puta merda. Não falou por dois anos.

— Imensamente. Ela é muito determinada, muito capaz, uma mulher bastante jovem e brilhante. Mas entre nós, Clarke, vê-la como ela está, esta noite, despreocupada, atuando com sua idade, essa é a verdadeira emoção para sua mãe e eu. Nós dois estávamos comentando sobre isso hoje. Creio que temos que lhe agradecer por isso.— Eu acho que eu coro até as raízes do cabelo. O que eu devo dizer a isto?— Ela sempre foi uma solitária. Nunca pensei que iria vê-la com alguém. Tudo o que você está fazendo, por favor, não pare. Nós gostaríamos de vê-la feliz. — Ele para de repente, como se ele tivesse ultrapassado os limites. — Eu sinto muito, eu não quero fazer você se sentir desconfortável.

Sacudo a cabeça.

— Eu gostaria de vê-la feliz, também. — eu murmuro, sem saber o que dizer.

— Bem, eu estou muito feliz porque você veio esta noite. Tem sido um verdadeiro prazer ver vocês duas juntas.

Como as notas finais de — Come Fly with Me — desaparecendo, Gustus me libera e arqueia, e eu o reverencio, espelhando-me em sua civilidade.

— Já basta de dançar com homens velhos. — Lexa está ao meu lado novamente.

Gustus ri.

— Menos 'velho', filha. Eu sou conhecido por ter os meus momentos. — Gustus pisca para mim de brincadeira e caminha no meio da multidão.

— Acho que meu pai gosta de você, — Lexa murmura enquanto ela vê seu pai se misturando com a multidão.

— O que há para não gostar? — Eu dou um olhar esperto para ela através de meus cílios.

— Bingo, Srta. Griffin. — Ela me puxa para um abraço quando a banda começa a tocar — It Had to Be You. — Dança comigo, — ela sussurra sedutoramente.

— Com prazer, Srta. Woods. — Eu sorrio, em resposta, e ela me arrasta por toda a pista de dança mais uma vez.

À meia-noite, nós passeamos em direção à costa entre a marquise e o ancoradouro onde os outros foliões se reuniram para assistir os fogos de artifício.

O MC, de volta no comando, permitiu a remoção das máscaras, para melhor ver o show. Lexa tem seu braço em volta de mim, mas estou ciente de que Taylor e Sawyer estão por perto, provavelmente porque estamos no meio da multidão agora. Eles estão olhando para todo lugar, exceto ao cais onde dois pirotécnicos vestidos de preto estão fazendo os preparativos finais. Ver Taylor me lembra Costia. Talvez ela esteja aqui. Merda. O pensamento me traz calafrios, e eu me aproximo ainda mais de Lexa. Ela olha para mim enquanto me puxa para mais perto.

— Você está bem, bebê? Frio?

— Eu estou bem. — Eu olho rapidamente para trás e vejo os outros dois caras da segurança, cujos nomes me esqueço, por perto.

Movendo-me na frente dela, Lexa coloca os dois braços em volta de mim sobre meus ombros.

De repente, uma agitada trilha sonora clássica estronda ao longo do cais e dois foguetes sobem no ar, explodindo com um estrondo ensurdecedor sobre a baía, iluminando tudo em um dossel deslumbrante de espuma laranja e branco, que se reflete em um banho de brilho sobre a água ainda calma da baía. Meu queixo cai quando vários foguetes disparam para o ar e explodem em um caleidoscópio de cores. Não me lembro de ter visto um show tão impressionante, exceto talvez na televisão, e nunca pareceu assim tão bom na TV. Eles estão todos no tempo para a música. Aclamação após aclamação, estrondo após estrondo, e luz após luz enquanto a multidão responde com suspiros e ooohs e ahhs. É fora deste mundo. No flutuador na baía, várias luzes são atiradas para cima, vinte pés no ar, mudando de cor através de azul, vermelho, laranja e de volta para prata e ainda mais foguetes explodiam quando a música atinge o seu auge. Meu rosto está começando a doer pelo sorriso ridículo de admiração estampado em todo ele. Olho para Cinquenta, e ela está igual, maravilhando-se como uma criança com o show sensacional. No final, uma saraivada de seis foguetes é atirada no escuro e explodem simultaneamente, banhando-nos em uma gloriosa luz dourada, enquanto a multidão irrompe em frenéticos e entusiasmados aplausos.

— Senhoras e senhores, — o MC chama quando os aplausos e assobios vão diminuindo. — Apenas uma nota para acrescentar ao final desta noite maravilhosa; suas generosidades levantaram um total de um milhão, oitocentos e cinquenta e três mil dólares!

Aplausos espontâneos irrompem de novo, e fora do flutuador, uma mensagem acende em riachos de prata de faíscas que formam as palavras Agradecemos Por Lutarmos Juntos, chispando e brilhando sobre a água.

— Oh, Lexa. . . É maravilhoso. — Eu sorrio para ela e ela se abaixa para me beijar.

— Hora de ir. — ela murmura, um largo sorriso em seu rosto bonito, e suas palavras prometem muito.

De repente, eu me sinto muito cansada. Ele olha de novo, e Taylor está próximo, a multidão se dispersa em torno de nós. Eles não falam, mas algo se passa entre eles.

— Fique comigo um momento. Taylor quer esperar enquanto a multidão se dispersa.

Oh.

— Eu acho que exibição de fogos de artifício provavelmente aumenta a idade dele em cem anos. — acrescenta.

— Ele não gosta de fogos de artifício?

Lexa olha para mim com carinho e balança a cabeça, mas não explica.

— Então, Aspen, — ela diz, e sei que está tentando me distrair de alguma coisa.

Isso funciona.

— Oh. . . Eu não paguei pelo meu lance. — arquejo.

— Você pode enviar um cheque. Eu tenho o endereço.

— Você realmente ficou furiosa.

— Sim, eu fiquei.

Eu sorrio.

— Eu culpo você e seus brinquedos.

— Você foi bastante convincente, Srta. Griffin. Um resultado mais satisfatório se bem me lembro. — Ela sorri provocante. — Aliás, onde estão elas?

— As bolas de prata? Na minha bolsa.

— Eu gostaria de tê-las de volta. — Ela sorriu para mim. — Elas são um dispositivo muito potente para ser deixado em suas mãos inocentes.

— Preocupada que eu as use-a novamente, talvez com outra pessoa?

Seus olhos brilham de forma perigosa.

— Espero que isso não aconteça, — ela diz, um tom gelado em sua voz. — Mas não, Clarke. Eu quero todo o seu prazer.

Uau.

— Você não confia em mim?

— Implicitamente. Agora, eu posso tê-las de volta?

— Eu vou pensar sobre isso.

Ela aperta os olhos para mim.

Há música, mais uma vez na pista de dança, mas é um DJ tocando uma batida, o baixo batendo com uma batida implacável.

— Você quer dançar?

— Estou muito cansada, Lexa. Eu gostaria de ir, se estiver tudo bem.

Lexa olha para Taylor, que acena com a cabeça, e partimos em direçãoa casa, após passar por uns pares convidados bêbados. Esto u grata por Lexa pegar na minha mão, meus pés estão doendo por conta da altura e do apertado confinamento dos meus sapatos.

Nos despedimos de Anya e ela pula fora na direção dos amigos esperando por ela, entre eles Lily, que parece ainda mais azeda com sua cara sem sua máscara.

— Vamos dizer boa noite aos meus pais antes de sair. Venha. — Lexa me leva através de um bando de convidados até Indra e Gustus, que nos dão despedidas afetuosas e quentes.

— Por favor, venha novamente, Clarke, foi maravilhoso ter você aqui. — Indra diz gentilmente.

Eu estou um pouco sobrecarregada pela reação dela e de Gustus. Felizmente, os pais de Indra se retiraram, então pelo menos eu estou poupando o seu entusiasmo.

Silenciosamente, Lexa e eu andamos de mãos dadas para frente da casa onde os incontáveis carros estão alinhados e esperando para recolher os hóspedes. Olho para cima, para a Cinquenta. Ela parece feliz e relaxada. É um prazer vê-la desta forma, embora eu suspeite que é incomum depois de um dia tão extraordinário..

— Gostei muito esta noite, Clarke. Obrigada.

— Eu também, algumas partes mais do que outras. — Eu sorrio.

Ela sorri e acena, então sua testa franze.

— Não morda seu lábio, — ela adverte de uma maneira que faz meu sangue esquentar.

— O que você quis dizer sobre um grande dia amanhã? — Pergunto para me distrair.

— Dra. Greene está vindo examiná-la. Além disso, eu tenho uma surpresa para você.

— Dra. Greene! — Eu paro.

— Sim.

— Por quê?

— Porque eu odeio camisinha. — ela diz calmamente.

Seus olhos brilham na luz suave das lanternas de papel, avaliando minha reação.

— É o meu corpo, — eu resmungo irritada por ela não ter me consultado.

— É meu também. — Lexa sussurra.

Eu olho para ela enquanto vários convidados passam, ignorando-nos. Lexa parece tão séria. Sim, meu corpo é dela. . . Ela sabe disso melhor do que eu.

Eu a alcanço, e ela recua ligeiramente, mas permanece ainda. Segurando o canto de sua gravata borboleta, eu puxo e ela se desenrola, revelando o primeiro botão da sua camisa. Gentilmente eu o desfaço.

— Você está sexy com isto. — Sussurro. Na verdade, ela parece sexy o tempo todo, mas realmente está muito sexy com isto.

Ela sorri para mim.

— Eu preciso te levar para casa. Venha.

No carro, Sawyer entrega um envelope para Lexa. Ela franze a testa para e olha para mim enquanto Taylor me conduz até o carro. Taylor parece aliviado por algum motivo. Lexa sobe e me entrega o envelope, fechado, enquanto Taylor e Sawyer tomam os seus lugares na frente.

— É dirigida a você. Um dos funcionários deu a Sawyer. Sem dúvida de alguém que teve o coração capturado. — A boca de Lexa se contrai.

É óbvio que este é um conceito desagradável para ela.

Eu fico olhando para a nota. De quem é isto? Rasgo-o abrindo, eu li rapidamente na luz fraca. Puta merda, é dela! Por que ela não vai me deixar em Paz?

 

Eu posso tê-la julgado mal. Mas você definitivamente tem me julgado mal.

Chame-me se você precisar preencher alguns espaços em branco.

Nós podemos almoçar.

Lexa não quer que eu fale com você. Mas eu ficaria bem mais feliz em ajudar.

Não estou enganando-a. Eu aprovo.

Acredite em mim Deus me ajude – se você magoá-la...ela já foi magoada o suficiente.

Telefone-me (206) 279-6261.

Sra. Robinson

 

Porra, ela assinou Sra. Robinson! Lexa disse para ela. A bastarda.

— Você disse a ela?

— Disse a quem, o quê?

— Que eu a chamo de Sra. Robinson, — eu atirei.

— É de Elena? — Lexa ficou chocada. — Isso é ridículo, — ela resmunga, correndo a mão pelos cabelos, e posso dizer que está irritada. — Eu vou falar com ela amanhã. Ou segunda-feira, — resmunga amargamente.

E embora eu tenha vergonha de admitir isso, uma parte muito pequena de mim está satisfeita. Meu subconsciente acena com a cabeça sabiamente. Elena a está irritando, e isso só pode ser algo bom, certamente. Decido não dizer nada por enquanto, mas escondo sua nota na minha bolsa, e num gesto garantido para aliviar seu estado de espírito, eu entrego de volta as bolas.

— Até a próxima vez. — murmuro.

Ela olha para mim, e é difícil ver seu rosto no escuro, mas eu acho que está sorrindo. Lexa pega a minha mão e aperta.

Eu olho para fora da janela para a escuridão, refletindo sobre esse longo dia. Eu aprendi muito sobre ela, recolhi tantos detalhes perdidos - os salões, as viagens, sua infância, mas ainda há muito mais para descobrir. E sobre a Sra. R? Eu não sei o que pensar. Toda esta informação está fazendo minha cabeça doer.

Lexa me acorda assim que paramos no Escala.

— Necessita que carregue você? — Ela pergunta gentilmente.

Sacudo a cabeça sonolenta. De jeito nenhum.

Quando estamos no elevador, eu inclino-me contra ela, colocando minha cabeça em seu ombro. Sawyer está na frente de nós, deslocando-se desconfortavelmente.

— Tem sido um longo dia, hein, Clarke?

Concordo com a cabeça.

— Cansada?

Concordo com a cabeça.

— Você não está muito faladora.

Concordo com a cabeça e ela sorri.

— Venha. Eu vou colocar você na cama. — Ela pega a minha mão quando saímos do elevador, mas paramos no hall de entrada, quando Sawyer levanta a mão.

Nessa fração de segundo, eu estou instantaneamente acordada. Sawyer fala em sua manga. Eu não tinha ideia de que ele estava usando um rádio.

— Vou fazer, T. — ele diz e se vira para nós. — Srta. Woods, os pneus do Audi da Srta. Griffin foram cortados e a pintura foi arranhada.

Puta merda. O meu carro! Quem faria isso? E eu sei a resposta, logo que a questão se materializa na minha mente. Costia. Olho para cima, para Lexa, e ela está palida.

— Taylor está preocupado que o criminoso possa ter entrado no apartamento e ainda pode estar lá. Ele quer ter certeza.

— Eu entendo. — Lexa sussurra. — Qual o plano de Taylor?

— Ele está no elevador de serviço com Ryan Reynolds. Eles vão fazer uma varredura em seguida, deixar tudo limpo. Vou aguardar com você, senhora.

— Obrigada, Sawyer. — Lexa aperta seu braço em volta de mim. — Este dia só fica melhor e melhor. — suspira amargamente, cheirando meu cabelo. — Ouça, eu não posso ficar aqui e esperar. Sawyer, cuide de Srta. Griffin. Não a deixe até que você tenha tudo limpo. Estou certo de que Taylor está exagerando. Ela não conseguiria entrar no apartamento.

O quê?

— Não, Lexa, você tem que ficar comigo. — eu imploro.

Lexa me libera.

— Faça o que disse, Clarke. Espere aqui.

Não!

— Sawyer? — Diz Lexa.

Sawyer abre a porta do vestíbulo para deixar Lexa entrar no apartamento, em seguida, fecha a porta atrás dela e está na frente da porta, olhando impassível para mim.

Puta merda. Lexa! Todos os tipos de resultados horríveis passam pela minha mente, mas tudo o que posso fazer é ficar e esperar.

Sawyer fala em sua manga novamente.

— Taylor, Srta. Woods entrou no apartamento. — Ele recua e pega o fone de ouvido, puxando-o para fora de sua orelha, provavelmente recebendo alguns insultos poderosos de Taylor.

Oh não, se Taylor está preocupado. . .

— Por favor, deixe-me entrar. — Eu imploro.

— Desculpe senhorita Griffin. Isto não vai demorar muito. — Sawyer tinha as duas mãos em um gesto defensivo. — Taylor e sua equipe estão entrando no apartamento agora.

Oh. Eu me sinto tão impotente. Parada e imóvel, eu espero avidamente pelo menor ruído, mas tudo o que ouço é minha respiração. É alta e rasa, sinto meu couro cabeludo se arrepiar, minha boca esta seca, e eu me sinto fraca. Por favor, Lexa esteja bem, eu oro em silêncio.

Eu não tenho ideia de quanto tempo passou, e ainda não ouvimos nada. Certamente, nenhum som é bom, pois não há tiros. Eu começo a andar ao redor da mesa na casa e examino as pinturas nas paredes para me distrair. Eu realmente nunca olhei para elas antes. Estas são tão diferentes. Elas não me distraem por muito tempo. - OndeEstá Lexa?

 Eu olho para Sawyer e ele me observa impassível.

— O que está acontecendo?

— Sem notícias, Srta. Griffin.

De repente, a maçaneta se moveu. Sawyer gira e pega uma arma do coldre em seu ombro.

Eu congelo. Lexa aparece na porta.

— Tudo certo. — Ela diz, franzindo a testa para Sawyer, que coloca a arma imediatamente e recua para trás para me deixar entrar. — Taylor está exagerando. — Lexa resmunga enquanto estende a mão para mim.

Eu fico a olhando boquiaberta, incapaz de me mover, devorando cada pequeno detalhe. Seu cabelo, seus olhos apertados, a mandíbula tensa, os dois primeiros botões de sua camisa desfeita. Acho que ela envelheceu dez anos. Lexa ficou carrancuda ante a minha preocupação, seus olhos escuros.

— Está tudo bem, amor. — Ela se move em minha direção, envolvendo-me em seus braços, e beijando meu cabelo. — Vamos lá, você está cansada. Cama.

— Eu estava tão preocupada. — Murmurei contente com seu abraço e inalando seu cheiro doce, com minha cabeça contra seu peito.

— Eu sei. Estamos todos nervosos.

Sawyer desapareceu, provavelmente foi para o interior do apartamento.

— Honestamente, suas ex-namoradas estão provando ser muito desafiadoras, Srta. Woods. — Eu murmuro ironicamente. Lexa relaxa.

— Sim. Elas estão.

Ela me libera e toma minha mão, me leva pelo corredor ao quarto grande.

— Taylor e sua equipe estão verificando todos os armários. Eu não acho que ela está aqui.

— Por que ela estaria aqui? — Não faz nenhum sentido.

— Exatamente.

— Ela poderia entrar?

— Eu não vejo como. Mas Taylor é cauteloso demais, às vezes.

— Você já procurou no seu quarto de brinquedos? — Eu sussurro.

Lexa olha rapidamente para mim com a testa enrugada.

— Sim, ele é bloqueado, mas Taylor e eu verificamos.

Eu respiro profundamente.

— Você quer uma bebida ou qualquer coisa? — Lexa pergunta.

— Não. — A fadiga percorre meu corpo, eu só quero ir para a cama.

— Venha. Deixe-me colocá-la na cama. Você parece exausta. — A expressão de Lexa abranda.

Eu franzo a testa. Ela não está vindo também? Será que quer dormir sozinha? Fico aliviada quando ela me leva para seu quarto. Eu coloco minha bolsa na cômoda e abro para esvaziar o conteúdo. Olho a nota da Sra. Robinson.

— Aqui. — Eu passo para Lexa. — Eu não sei se você quer ler isso. Eu quero ignorá-la.

Lexa verifica brevemente apertando sua mandíbula.

— Eu não tenho certeza de que ela possa preencher os espaços em branco. —Lexa diz com desdém. — Eu preciso falar com Taylor. — Ela olha para mim. — Deixe-me abrir seu vestido.

— Você vai chamar a polícia sobre o carro? — Eu pergunto enquanto me virava.

Ela coloca meu cabelo de lado, passa os dedos suavemente nas minhas costas nuas, e puxa o meu zíper para baixo.

— Não. Eu não quero os policiais envolvidos. Costia precisa de ajuda, não da intervenção da polícia, e eu não quero eles aqui. Nós apenas temos que redobrar os nossos esforços para encontrá-la. — Lexa se inclina e planta um beijo suave no meu ombro.

— Vá para a cama. — Ela ordena e se vai.

Eu fico olhando para o teto, esperando Lexa retornar. Tanta coisa aconteceu hoje, tanto para processar. Por onde começar?

Eu acordo assustada e desorientada. Eu dormi? Piscando para a luz fraca do corredor eu olho através da porta do quarto entreaberto, e noto que Lexa não esta comigo. Onde ela está? Olho para cima. No pé da cama vejo uma sombra.

Uma mulher, talvez? Vestida de preto? É difícil de dizer.

 


Notas Finais


Alguem esta realmente começando a apreciar algumas palmadas.... rs
Iiiiih.... Será que vem merda?
PS: Nova adaptação pra qm se interessar... rs https://spiritfanfics.com/historia/perfect-chemistry--adaptacao-7194857


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