História Figuras de Linguagem - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Kaisoo
Exibições 32
Palavras 1.532
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoaaaal! <3
Encontrei esse meu pequeno projetinho de 2014 (exatamente 14 anos ahsuhsuah) enquanto eu apagava algumas pastas no meu computador, e me deu vontade de compartilhar aqui com vocês! Sempre escrevi fanfics, mas nunca conseguia postar por pura e simples vergonha. Mas agora não preciso ter vergonha, né? ; ;
Aqui marca como capítulo único, mas esse seria o primeiro capítulo da fic chamado "Paradoxo". Não sei porque não continuei com ela :( então só tenho esse capítulo aqui. Os capítulos iam ser desenvolvidos cada um sob uma figura de linguagem. ENFIM!!!! Eu nem sei mexer aqui, então se encontrarem algum erro, me avisem. ): E perdoem pela capa, é bem simples porque só quero mostrar uma partezinha das minhas ideias!
Boa leitura, amorzinhos. <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Kyungsoo já estava farto de seu trabalho como jornalista. Todavia, como era a única coisa que lhe sustentava, teria que passar a vida daquela maneira.

Não se arrependia de ter escolhido tal assunto para cursar uma faculdade, mas sim o trabalho. Era cansativo ter de ficar atrás de uma mesa o dia todo escrevendo artigos para serem publicados em uma folha cinza que, na maioria das vezes, ia para o lixo. Que tipo de pessoa lê jornal quando se tem um simples aparelho eletrônico que lhe deixa ligado em todos os assuntos?

Isto era o que mais deixava Kyungsoo indignado; como as pessoas não liam? Esses estúpidos preferiam ser abduzidos pela tecnologia, se esquecendo dos chumaços de folhas.

O pequeno de 36 anos era desse jeito. Amava ler e escrever desde criança, e nunca deixou de fazer tais coisas.

Seus pais, já falecidos, lhe ensinaram que uma pessoa com conteúdo é sempre a mais atraente - mesmo não sendo tão interessante por fora -  no meio da multidão.

Desde então, Kyungsoo começou a se relacionar com o mundo da literatura, da musica e da filosofia, sempre buscando conhecimentos e opiniões diferentes. Isso o fez crescer e se tornar um grande homem por dentro, se questionando às vezes se aquele trabalho o merecia.

Trabalhar como um jornalista ultimamente anda muito fácil, basta a pessoa criticar algo de forma rude e sem opinião alguma que já é contratada para escrever numa coluna.

Esta ultima situação incomodava Kyungsoo enquanto voltava para casa depois de um longo dia digitando suas matérias. O pequeno não acreditava no fato de ter um novo “jornalista” na empresa que se encachava perfeitamente naquele tipo de pessoa sem conteúdo.

Seu nome era Kim Jongin, mas por capricho escrevia com o pseudônimo de “Kai”.

Por esse motivo – que na verdade não sabia se era certo – Kyungsoo já tinha desinteresse pelo novo publicador. Desinteresse que aumentou ainda mais quando, antes de sair do escritório, encontrou o mais novo no elevador. - Tens 35 anos já, certo? – Interrogou Kyungsoo, que se encontrava encostado no canto do elevador apenas observando o mais novo.

- “Tens”? Que tipo de pessoa fala assim nos dias de hoje? – O moreno respondeu do outro canto do elevador, mas sem desviar os olhos daquele eletrônico em sua mão.

Essa cena perturbava a mente de Kyungsoo repetidas vezes.

“Como alguém pode ficar olhando para aquele aparelho até na hora de conversar?”

 “Além do mais, ele não deve ter aprendido gramática etc, e mesmo assim foi contratado?”

 Novos questionamentos para o jornalista tirar suas próprias conclusões: qual o impacto que a tecnologia causava na sociedade; como aquele que tinha pouco conhecimento conseguia ser contratado para um trabalho importante; o que a mídia queria para tratar os assuntos.

- Finalmente em casa. – Pronunciou Kyungsoo assim que entrou em seu cubículo silencioso. Morava sozinho em um apartamento pequeno, mas aconchegante, desde que tinha perdido seus pais. Encontrou este em um folheto que anunciava imóveis antigos na “promoção”. Por sorte, era perto da empresa.

Logo depois de entrar, já estava em seu banheiro se preparando para tomar aquele banho quente que tanto ansiou o dia todo. E lá estava, relaxado na banheira com um livro de um poeta qualquer em mãos. Isso em sua opinião era viver com qualidade e felicidade, sem preocupações. Mas sem que seu telefone tocasse.

O único telefone que possuía – o fixo de casa – estava tocando freneticamente, despertando-o de suas reflexões poéticas. Levantou-se em um pulo desesperado e tentando entender o que acontecia enquanto enrolava uma toalha em sua cintura.

Chegou na sala reclamando daquela desgraça tecnológica que emitia o som mais irritante do mundo, e da pessoa que fazia a ligação.

Era seu chefe.

- Alô? – Disse irritado e com um tom melancólico.

Do Kyungsoo? Olá, sou eu, Myunki. Como tá?” Da outra linha, um homem com certeza mais velho que o pequeno, dizia animadamente tais coisas como se não tivesse sido atendido daquele modo.

- Olá chefe, boa noite. Estou com o espírito agradável, e o senhor? – Mudara seu tom de voz ao perceber quem era do outro lado, afinal, não resultaria algo agradável ser tão ríspido com seu superior.

Vou bem. Vim lhe pedir algo. Pode ir para o escritório amanhã? O novo jornalista, Kai, precisa de algumas dicas com o trabalho, e já que você é muito bom nisso...” O tom de voz do chefe era de medo, um falso medo com um tom de "pidão" para que seu funcionário aceitasse o pedido.

Kyungsoo imaginou como seria duro lidar com aquele tipo de pessoa, mas dependendo de como fosse, seu chefe até poderia lhe dar um aumento pela ajuda. Então respirou fundo e voltou a linha. - Tudo bem, amanhã de manhã estou no escritório então.

Ótimo! Ah, e tenho que te pedir outra coisa também. Não fale com Kai desse jeito tão... Formal, ele não é assim. Boa noite!

Antes que pudesse responder, a ligação fora encerrada.

Voltou para seu “mundo” na banheira pensando em como iria lidar com aquele tipo de pessoa vazia. Não fazia a mínima ideia de como se comunicar informalmente, e também não conseguia cogitar o fato de que ajudaria Kai. Jongin.

Foi para a cama pensando naquilo ainda, mas logo caiu em seu abismo escuro, adormecendo.

 

O sol apareceu iluminando aquele céu que estava escuro e sombrio, e os pássaros começaram a cantar, avisando que o dia havia começado.

Amanheceu e o despertador de Kyungsoo começou a soar um som muito fino e irritante, podendo ser classificado com uma das coisas mais irritantes. Mas logo o barulho cessou com um soco que o mais novo tinha dado no aparelho.

- Droga de despertador. Droga de trabalho. Droga de Jongin. Droga. – Levantou-se da cama preguiçosamente, como se ela estivesse puxando-o para o sono novamente.

Foi para o banheiro fazer sua higiene matinal reclamando de tudo, como sempre, e no meio de suas reclamações, o nome de Kai aparecera. Este ultimo já atormentava Kyungsoo mesmo nunca tendo trocado 5 falas, apenas pelo simples fato de ser vazio.

Bom, o pequeno não sabia se ele era realmente vazio. E então está aí um defeito do jornalista: julgar o livro pela capa. Uma mania que sempre teve depois de ter começado a se envolver com literatura e filosofia.

Kyung se fechou muito para o mundo ao começar a ler e formar suas opiniões, se afastando de todos, já que não o aguentavam mais com todo esse seu jeito culto. Então não tinha amigos, dizia que não precisava de ninguém a seu lado, e que todos eram estúpidos.

Teve uma época que ficara louco com a solidão, e um psiquiatra foi recomendado pelo seu chefe. Melhorou muito com suas consultas semanais, aprendendo a lidar com aquele sentimento que só trazia mal, e que depois de um tempo, pareceu trazer o bem.

Já tinha tomado seu café da manhã e vestido sua roupa. Estava pronto para ir “trabalhar” em pleno sábado.

Andava calmamente pela rua, aproveitado olhar as coisas em sua volta e fazer a coisa que mais gostava: julgá-las. Seu caminho para o trabalho era sempre desse jeito, sempre julgando as coisas como pareciam ser.

Chegou na empresa e a primeira coisa que viu foi seu chefe e Kai conversando sobre algo na recepção. Andou ate estes para cumprimenta-los.

- Bom dia. Passaram a noite devidamente bem? – Kyungsoo fez a pergunta para os dois, que olharam o menor com uma expressão de duvida.

- Se você ‘tá perguntando se eu dormi bem, dormi sim. E você? – Kai desfez a expressão anterior, e depois de um tempo respondeu com um sorriso no rosto.

O jornalista apenas o fitou surpreso por conseguir entender o que tinha dito, mesmo sendo algo tão simples. Mas logo aquela surpresa desapareceu em seu rosto ao ver o sorriso alheio sendo direcionado para si.

“Que tipo de pessoa você é?”

- Dormi bem também. Agradeço pela preocupação. – Respondeu simplista, e tentou sorrir, algo que não funcionou já que não estava acostumado com aquilo.

O silêncio predominou a recepção, e só podia ser escutado o som do teclado que a mulher atrás do balcão usava.

Kyungsoo começou a observar, para logo julgar. O mais velho à sua frente possuía um tom de pele bem mais escuro que seu, e uma diferença de altura bem notável. As orbes eram escuras assim como sua pele, e o sorriso branco causava um contraste enorme com essas características.

Era diferente de Kyungsoo, que possuía uma expressão infantil e uma pele pálida.

Seu chefe pigarreou, interrompendo-o mais uma uma vez e acabando com o silêncio.

- Então meus jovens, vamos começar o “tour” pela empresa? – Myunki disse parecendo animado pelo que viria em frente, queria ver seus funcionários interagindo e fazendo um bom trabalho em sua empresa.

Com um sorriso de canto a canto no rosto, Kai olhou para o menor ao seu lado, talvez até mais animado que seu chefe. - Opa, bora lá. Vamo? – E então o moreno chamou aquele que parecia bem distante dali, despertando-o de seus devaneios.

Então finalmente foram apresentar o lugar onde Jongin passaria um bom tempo, e com a presença de Kyungsoo.

O vazio se encontrava com o culto.

Um perfeito paradoxo. 


Notas Finais


Obrigada por terem lido, significa muito pra mim! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...