História Filha de Dois Mundos - Capítulo 39


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Categorias Star Trek
Personagens Dr. Leonard "Magro" McCoy, James T. Kirk, Personagens Originais, Spock
Exibições 31
Palavras 1.173
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem gente...é isto.
Agradeço a cada um(a) que dedicou algum tempo pra ler, pra comentar ou apenas acompanhar.

Capítulo 39 - O Começo


A menina ainda precisou ficar alguns dias a mais na enfermaria, pois T’mar nunca havia tido contado com crianças, ainda mais tão pequenas e, por mais boa vontade que tivesse, lhe faltava o instinto.

McCoy dizia que T’risa era seu pequeno presente e dedicava cada minuto livre a cuidar da menina. T’mar igualmente se mantinha cada dia mais empenhada em proporcionar bem estar á sua pequenina.

Ninguém poderia afirmar que a Enterprise era o lugar perfeito para se formar uma família, para se criar uma criança. T’mar havia crescido em um cargueiro e não via mal algum em ver sua filha dando os primeiros passos entre laboratórios e alojamentos.

Mas ela sabia que chegaria o momento que a Enterprise não seria mais  adequada. T’risa precisaria de mais. Melhor e mais efetiva educação.

A menina já se mostrava bastante eloqüente. Era esperta e tinha um dom de negociação que deixava até Jim Kirk constrangido.

Como o fato de não ceder ás ordens de sua mãe de que deveria cortar os cabelos, de que deveria ao menos deixá-los presos.

Mesmo com todos os excelentes mestres que ela poderia ter á bordo da nave, sua pequena família sabia que o dia que ela deveria partir chegaria logo.

Spock se fazia o presente na educação da menina tanto o quanto poderia, mas ainda assim não era suficiente. Ela precisava freqüentar uma escola, conviver com outras crianças, desenvolver adequadamente todos seus dons.

***

-Sr Spock, posso lhe falar?

A pequena se aproximava dele com semblante sério, quase pesaroso. No alto de seus 6 anos T’risa era a criança mais adulta que aquela tripulação já conheceu.  Tinha seus arroubos infantis e seus momentos de pura irritação.

Aparentemente apenas Spock conseguia fazê-la tranqüilizar-se, concentrar-se, controlar-se.

Ele parecia ocupado em decidir qual o próximo movimento no tabuleiro de xadrez.

-Estou ouvindo, Srta T’Risa.-falou sem desviar o olhar.

A menina deu um ruidoso suspiro , claramente demonstrando sua frustração.

-Veja o que posso fazer!-insistiu batendo o pé no chão.

No momento que Spock desviou seu olha para a menina, esta ergueu a sobrancelha direita tão alto quanto pôde, mantendo uma expressão estóica em seu rosto.

-Fascinante T’Risa. Vejo também que está desobedecendo sua mãe andando por aí com os cabelos soltos.

-Papai gosta deles assim.

Ela fez uma breve pausa adivinhando o aborrecimento se desenhando nas feições do vulcano.

Por vezes ela achava divertido ver a maneira acalorada como conversavam e como as expressões cheias de emoção de McCoy pareciam aborrecer Spock

-Sr Spock, minha mãe disse que vamos nos mudar para a Terra hoje... Ela sempre ouve o que você diz...diga para ela que não desejo partir.

-Eu posso te instruir nas lições da Filosofia de Surak e te ensinar métodos eficazes para o controle das emoções e meditação  T’Risa, mas não tenho autoridade pra ir contra as vontade de T’mar e McCoy...não tenho autoridade pra isto.

-Mas eu não desejo partir! –ela bateu o pé fechando as mãozinhas em punho- Não desejo! Não é justo! Tudo que eu conheço está aqui na Enterprise. Meus amigos, meu quarto...o Senhor...o que eu terei na Terra? –choramingou.

-Muitas outras coisas pi' t'sai(pequena dama). Vai aprender em uma escola com muitas crianças e excelentes professores.

A menina soluçou tentando não chorar.

-Nossos sentimentos e emoções são sempre muito intensas, T’Risa. Prometa-me que não descuide de sua rotina de meditação e continue as lições que vínhamos estudando. É importante.

- O Sr não poderá mesmo descer, Spock? Não ficará conosco? Ao menos alguns dias...-insistiu

-Não T’Risa.  Meu lugar é aqui na Enterprise.

***

 

-Capitão, estamos nos aproximando da Doca Espacial da Terra.

A voz da Oficial de Comunicações chamava pelo intercon da enfermaria.

-Quanto tempo, Uhura?

-Trinta minutos, senhor. A Base informa que os tripulantes transferidos já se encontram na Doca para ingressarem.

-Obrigado Tenente. Kirk desliga.

- É a hora de dizer adeus, Jim.

-Não parece certo que vai nos deixar, Magro.

-Também custei a acreditar que um dia isto aconteceria, Jim...mas cá estamos. Agora não sou somente um médico! Sou um pai de família.

O médico falava tentando aparentar bom humor com a decisão de deixar a Enterprise, afinal ele vivia reclamando de estar em espaço profundo, de ter que usar o teletransporte. Estar em terra firme, mais precisamente servindo no hospital da Frota Estelar na Terra parecia de fato uma boa opção. Mas no fundo ele estava pesaroso. A missão inicial de 5 anos já havia acabado, porém havia se instalado nele já um gosto pela exploração.

Ele terminou de recolher alguns itens pessoais que ainda estavam na enfermaria e retornou ao alojamento que agora dividia com “suas elfinhas” como ele gostava de as chamar.

“-McCoy, não somos serem da mitologia da Terra...”

T’mar protestava e ele se divertia. A pequenina achava graça e curiosa queria saber o que são “elfas”.

-Falta colocar mais algum item em sua bagagem, Leonard?

-Só falta minha pequena fadinha. Onde está a T’Risa?-perguntou pegando a ultima sacola que pretendia levar á sala de transporte.

-Veio me questionar sobre nossa partida, expressou toda sua frustração e saiu .

-Foi procurar por ele...-sentenciou o médico tristemente.

-Ela estará na sala de transporte no horário correto, Leonard... Vamos que nosso tempo aqui está acabando.

***

Após vários minutos de conversação intensa, T’Risa conseguira que Spock ao menos se comprometeria a visitá-la uma vez ao ano, no dia de seu aniversário, e reforçou dizendo.

-E senhor é um vulcano e não poderá voltar atrás com este compromisso, correto?

-Farei o possível. Preciso conduzi-la neste momento ao transporte, ou sua mãe virá até aqui.

-E ela estará muito zangada.  De acordo, vamos ao transporte

Spock e T’Risa andaram em silêncio até a sala onde todos a esperavam.

-Adeus Capitão Kirk –disse a pequena fazendo o símbolo do ta’al com a mão de dedinhos miúdos.

- Até logo T’risa. Nos veremos em breve... ou não quer mais ser ajudante o Capitão?

Os olhinhos da menina brilharam. Ela sentia um carinho muito grande por Kirk, ele era de fato muito inspirador. Fazia com que qualquer um quisesse entrar para a Frota Estelar. Ela procurou os olhos de Spock que a fitava com a mesma imparcialidade de sempre. Fechou o semblante e acenou afirmativamente com a cabeça.

Despediu-se de Scotty que vinha lhe mostrando cada vez mais detalhes sobre os motores de dobra da nave e se encantava com a facilidade que ela compreendia.

Deu adeus também a Sulu e Chekov através do sistema de comunicação da nave. Se despediu de Uhura com certo acanho, pois a tenente era a única que não lhe dirigia muita simpatia.

-Até breve Sr Spock!- falou com seriedade se dirigindo ao vulcano de pé á sua frente.

-Até breve pi' t'sai.-ele responde erguendo a mão e a saudando.

Andou sem muita convicção até o transporte e se junto á T’mar e McCoy.

Spock permaneceu com os olhos fixos na criança enquanto a imagem da família se esmaecia diante dos olhos de todos.

-Até logo...filha.

Spock murmurou quase inaudível. Ele sabia que não era um fim. Era o começo.


Notas Finais


Mais uma vez, agradeço muito a atenção.
Adianto que estou trabalhando em um conto novinho com a Agatha_Wright.
Vai ser uma continuação da Filha de Dois mundos e teremos elementos da fanfic (ótima por sinal, recomendo) Faces de Pedra, escrita pela Agatha_Wright.


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