História Filha do Arcanjo - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Gigi Hadid, Justin Bieber
Personagens Gigi Hadid, Justin Bieber
Tags Amor, Anjos, Demonios, Drama, Fantasia, Romance, Violencia
Visualizações 85
Palavras 2.028
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 11


JUSTIN

Acordei em um sobressalto, meus pensamentos se auto redirecionando para os acontecimentos de ontem. Se é que foram acontecimentos, tudo isso pode simplesmente não​ passar de um sonho, um sonho muito louco com pessoas que eu nunca vi na vida, tirando a Julie... Eu acho que estou pirando, vou jogar água fria na cara e ver se resolve.

Já de frente a pia, olhei para meu reflexo no espelho. Tudo o que vivi no sonho foi passando no espelho como um filme em 3D, tão vivido quanto. A lembrança da luz saindo da minha pele cada vez que um novo corte era feito me faz olhar automaticamente para meu braço esquerdo, dobrei um pouco a manga da camiseta e me deparei com um símbolo : ౫.

Que coisa é essa...?

Meu telefone toca. Atendo sem ver quem é.

- Olá irmãozinho.

A voz debochada de meu irmão ecoou em meu tímpano.

- Daryl. O que você quer?

- Um favor, como antigamente.

- Como antigamente? Do que está falando?

- Me encontre na West End Avenue às sete, saia do trabalho e vá direto, e eu te farei lembrar.

E sem dizer mais nada, Daryl desligou.

Maravilha. Agora tenho que ir encontrar meu irmãozinho querido.

Escovo os dentes, faço tudo o que tenho que fazer e visto minha jaqueta de couro. Pego as chaves da moto, ponho o capacete, dou partida e saio a caminho do trabalho.

Poucos minutos depois deixo a minha moto estacionada na vaga de sempre do térreo. Acelero um pouco os passos e logo me encontro sentado em minha mesa, Julie já está lá.

- Atrasado.- Ela me dirige um sorriso lindo.

- Um pouco, talvez.- Sorrio de volta.

- Senhorita Julie, me acompanhe por favor.- Gabriel a chamou em sua mesa.

- Claro.- Ela fez um aceno positivo com a cabeça e se levantou, seguindo nosso gerente.

Aproveitei a deixa e fui tomar um café.

- E aí cara.- Colin veio me comprimentar.

- E aí cara.

- Faz tempo que não vejo você Justin.

- Eu ando... Ocupado, e minha vida tá virando de pernas pro ar desde que a Julie chegou.

- Eu não tive a oportunidade de conversar com ela, só a vi algumas vezes, mas ela é um mulherão. Eu não a deixaria escapar.

Dei uma risadinha.

- Não fica bom dois funcionários se envolverem, mas quem disse que estou deixando ela escapar?

- Isso aí! Esse é o Justin que eu conheço! Não deixa nenhuma gata escapar.

- Não fale assim Colin, ela não é qualquer uma. Eu jamais faria com ela o que fiz com outras...

- Tá apaixonado brother?

- Apaixonado? Mais que isso. Eu devo é estar enfeitiçado.

- Ih... Você tá ferrado cara. Eu tenho que ir, a gente se vê.

- Beleza.

Acabei de tomar minha xícara de café e vou caminhando de volta para a minha mesa.

- Justin!

Essa voz. A voz mais irritante do setor.

- Cassidy.

- Tem companhia para a hora do Almoço?

- Na verdade eu te...

- Ótimo! Nos vemos na hora do almoço.- Disse ela saindo com toda aquela elegância forçada e rebolando exageradamente o quadril.

- Não, Cassidy. Eu já tenho compromisso.

Sua postura ficou rígida e ela se virou para mim, com um sorriso sem graça no rosto, e posso jurar que vi seu olho ficar totalmente negro por um breve instante.

- Posso...- ela pigarreou.- saber que compromisso seria esse?

- Claro, se você fosse alguma coisa para mim, o que você não é. Então qual compromisso eu tenho, não é de seu interesse.

Seu queixo caiu e ela se virou, e saiu bufando.

Ufa! Me livrei.

Me sentei novamente em minha mesa e a Julie ainda não tinha voltado.

Estranho...

...

Dez minutos depois, Julie se sentou em sua mesa, e suspirou pesadamente.

- Está tudo bem?- Me inclinei para o seu lado.

- Está sim, é só mais um projeto enorme e desgastante que o nosso querido Sr. Simons nos passou.

- Só mais um...- Sorri e menei a cabeça para o lado.- mais um de vários outros projetos gigantes e enormes que virão.

Ela riu baixinho, pondo a mão na boca para abafar o som. Um som que eu não queria que fosse abafado​, sua risada é linda!

- Vamos trabalhar.- Ela disse sem tirar o sorriso do rosto.

As horas passaram rápido, não tivemos tempo de conversar mais, apenas ficamos focados no trabalho, trabalhando como loucos para adiantar o novo projeto.

- Justin... Eu ... An, queria falar com você mais tarde, será que pode ir lá em casa a noite?

- Claro, posso sim princesa. Nos vemos a noite então?

Ela sorri e assente, se vira, e segue seu rumo.

Pego meu celular e vejo uma mensagem do Daryl.

" Já estou aqui, não demore."

Suspiro e subo na moto dando partida.

Alguns minutos depois, paro no local combinado.

Meu irmão está encostado em uma parede de uma rua deserta e sem saída. Tantos lugares reservados pra conversar e ele prefere uma rua sem saída.

- O que você quer Daryl?- Paro de frente a ele.

- Lembrar a você quem você é.

- Como assim?

Ele levantou a manga de sua blusa e a mesma marca que eu tinha, ele também tinha. Aquele mesmo desenho estranho. Sem nenhum defeito. Extremamente igual.

Sem falar nada, Daryl pegou meu braço que contém a marca e o colocou junto ao seu, marca em cima de marca. Não tive tempo de puxar meu braço. Uma luz meio azulada - porém mais puxada para o branco - explodiu ao nosso redor, e minha cabeça virou uma perfeita bagunça. Imagens iam e surgiam como vento, flashs de mim e do meu irmão matando e torturando pessoas se passavam como um filme, então, as imagens começaram a passar lentamente.

" - Aí, Justin! O que você acha que temos que fazer com ele?

Os olhos do Daryl estavam vermelhos, a pupila um pouco dilatada. O vermelho de seus olhos era escuro, tais como o sangue.

- Vamos passar os fatos. Roubo, estupro, assédio sexual a adolescentes e crianças... Tudo isso muito mal feito. Você não jurou sua lealdade a nós, para fazer o que mandamos mal feito. Você não soube fazer o que lhe ordenamos.- Minha voz esbanjava deboche, mas no fundo, me doía dizer aquilo.- e a polícia te pegou. Conosco, só ficam aqueles que sabem fazer o que lhes é mandado corretamente.

Olhei para meu irmão, com um sorriso no rosto.

- Mate.- disse e dei as costas com um aperto no coração.

O sorriso de Daryl se alargou, ele abriu suas asas quebradas, e agora quase sem penas, e começou a retalhar e torturar o cara enquanto o mesmo implorava por sua vida."

Busquei ar. Tudo que eu via a minha frente era uma extensão branca. Outra imagem.

" - Pai? O que faz aqui?

Lúcifer encarou Daryl, com aqueles olhos de um vermelho vivo, e brilhantes como uma pedra de Rubi. E depois, eles voltaram para o azul céu.

- Vocês estão fazendo um belo trabalho, meus filhos.

- Só estamos cumprindo suas ordens meu pai.- Eu disse, com a voz suave.

- E estão cumprindo muito bem. Eu deveria dizer que estou orgulhoso de vocês. Mas não estou. Vocês ainda tem muito a fazer.

- Sim senhor.- Daryl e eu dissemos em uníssono.

De repente, um vento frio invadiu o quarto. E o que eu e meu irmão mais temiamos se encontrava agora bem diante de nossos olhos. Os três maiores Arcanjos. Miguel, Gabriel e Rafael.

- Ora, ora, a quanto tempo maninhos.- Meu pai sorriu, mas eu sabia que por trás daquele sorriso de deboche ele estava tentando esconder seu medo. Porém, sua sede de vingança fala mais alto.

Meu pai é um bom estrategista, ele não fará nada agora.

- Não viemos ver você, Lúcifer. Viemos trocar umas palavrinhas com seus dois filhos.- Miguel disse, e me dirigiu um sorrisinho de lado, de compaixão. O que eu achei estranho e fitei o chão.

- Vocês não tem nada para falar com eles.- disse meu pai, e então, seus olhos ficaram ainda mais vivos, o vermelho em seus olhos chegava a ser ameaçador.

O Arcanjo Gabriel desembainhou sua espada e assim que deu um passo, meu pai pôs a mão no meu ombro e no do Daryl, e sumiu. Ele e meu irmão. Eu fiquei para trás, de alguma forma. O que meu pai fez deveria ter me levado junto.

Agora estou eu, um mero Querubim nas mãos dos maiores guerreiros de Deus.

- Eu sei o que quer perguntar meu caro. Eu te segurei aqui.-Disse Miguel.

- O- o que querem comigo?

- Não vamos lhe fazer mal, Justin. Diferente do seu irmão, você ainda tem bondade em si, como sua mãe.- Rafael disse se sentando em uma cadeira próxima a ele.

- Minha mãe?

- Sim, não se lembra dela? Anjos tem a memória perfeita.-Gabriel franziu a testa.

- Hã... Não, não me lembro dela.

- Sua mãe era uma Ishin. Lúcifer se apaixonou por ela quando ela veio a terra para cumprir a missão de marcar os escolhidos. Mas ela também não resistiu a Lúcifer e se apaixonou. Ao se relacionar com o Diabo, ela perdeu as asas e falhou em sua missão. Ela gerou você e seu irmão. Vocês dois nasceram como Querubins, mas Daryl herdou a maldade do pai, e agora está perdendo a parte angelical que herdou da mãe, sendo assim, as asas dele estão quebradas, e em alguns dias, ele se tornará um demônio.- Miguel explicou, com uma calma que eu nunca havia visto.

- Quer dizer que... Que eu sou... Bom?

- Sim, você puxou a sua mãe. Só não tem os dons dela. Porém, como Querubim, você é um anjo guerreiro, seus dons são baseados em força, rapidez, furtividade e percepção. Mas a sua bondade, veio da sua mãe.-Rafael disse e se levantou da cadeira.

- Mas... e quanto as coisas que eu fiz?

- Isso será apagado de sua memória, mas você não se lembrará que é um anjo, e como não vai se lembrar, não irá usar seus poderes.

- Vou ficar assim pra sempre? Quer dizer, vou ver todos morrerem e envelhecer, mas eu ainda vou estar jovem e saudável...

- Você não ficará assim por mais de dois anos. Seu destino já foi traçado.

Eles não me deram tempo de falar mais uma palavra sequer, estenderam suas mãos sobre mim e uma luz branca das mesmas me cegando por um breve instante. Então, tudo ficou escuro."

Cambaleei para trás. Me lembrando de tudo que passei desde que nasci.

- Você... Você quer que eu volte a fazer aquelas barbaridades?

- Quero que volte para o ofício que nosso pai designou para nós.

- Avise a Lúcifer que eu não recebo mais ordens dele.

Totalmente ciente do que sou agora, abro as minhas asas e me sinto leve, me sinto eu mesmo pela primeira vez em dois anos.

Segui direto para a casa da Julie e entrei pela janela. Instantâneamente ela se virou para mim e provavelmente esqueceu o queixo no carpete.

- Você... VOCÊ TEM ASAS!

- É, eu tenho. Descobri isso hoje.- Sorri e guardei minhas asas, caminhei até ela.

- M-mas, como? Se você fosse um anjo eu saberia!

- Nem eu sabia, você não poderia perceber princesa.

- Aí meu Deus! Isso é incrível!- ela começou a olhar para mim, me avaliando de cima a baixo e então seu olhar se fixou no meu braço.

- Essa marca... Eu conheço essa marca.

Olhei para ela, em silêncio.

- Você é filho de Lúcifer! Ai meu Pai! Como você não é do mal?

- Agradeça aos Arcanjos.- Sorri.

Ela balançou a cabeça sorrindo e me beijou, me beijou com um desejo novo, algo forte, e profundo, é mais do que apenas desejo ou atração é como se nossas vidas estivessem interligadas, é como se cada músculo do meu corpo precisasse dela. Não é desejo ou atração que está em jogo aqui. Ainda não sei bem o que é. Mas vou descobrir.



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