História Filha do Demônio - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios, Drama, Originais, Romance
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Palavras 1.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, oi gente, capitulo sem imagem? Sim, pq eu estou usando o spirit através do computador e aqui eu não tenho nenhuma imagem :-:

Capítulo 21 - Adormecida


Meus cabelos bagunçavam de acordo com o vento que vinha contra a minha face como uma lâmina, estava fraca... Sempre me diziam que quando perto da morte, nossa vida passa pela nossa cabeça como um flashback. Por que será que isso não aconteceu comigo? Minha morte era eminente, tão clara quanto água, pelo menos é o que eu penso. Quanto tempo ainda falta para sentir minha pele sendo rasgada e queimada pelo fogo? Faltaria muito?

- Lucy!! - Ouvi alguém gritar, mas não me dei ao esforço de olhar, o fogo se aproximava mais, já poderia sentir seu calor sufocante. - Lucy!!! - Gritou novamente, quem era? Não fazia ideia.

Senti meu corpo ser envolto pelo fogo escarlate, urrei de dor e minha pele começou a rasgar, a dor era tamanha, pensei que poderia ao menos ter uma morte tranquila e rápida, mas vejo que meu pedido não foi atendido. Meu corpo colidiu com algo, não era o chão, era macio e em vez de continuar a cair, eu subi, alguém conseguiu me apanhar, mas mesmo assim era tarde demais, o fogo já havia me marcado. Era difícil manter os olhos abertos, mas me esforcei ao máximo, estava voando, olhei pra baixo e vi todos os capangas da Hillary mortos, mas não havia nem sinal dela. Escapara antes.

- Ei Lucy, não se preocupe, Vai ficar tudo bem agora, você está segura, lembra de mim? Sou o Tenente John, filho do Billy, fomos ao seu castelo uma vez para lhe falar das coisas do outro lado do muro.

- John... - Pronunciei com a voz rouca, bastou aquilo e não tive forças para me manter consciente. 

                                            * * *

- Quando ela vai melhorar? Já fazem dias que ela está dormindo. - A voz masculina parecia muito preocupado, comigo? Por que? Pelo que eu me lembre, era insignificante na vida de todos, não havia razão para a minha existência fútil.

- Ela não tem culpa... Se não fosse pela maldita succubus, nada disto teria acontecido, a Rainha Edlyn nunca irá me perdoar pelo o que eu deixei acontecer.

- Laura, pare de se culpar. Hillary enganou a todos nós, estamos todos nos recuperando, mas se Lucy não acordar logo, não sei quanto tempo de paz poderemos ter.

- Você fala isso como se pudesse ver o que vai acontecer Thales.

Por que falam como se eu estivesse morta? Eu estou aqui, posso não ter força para absolutamente nada mas meu coração ainda bate e ainda tem sangue percorrendo as minhas veias. Estou viva, por quê ninguém percebe isso?

- As cicatrizes não poderão ser curadas? - Perguntou Thales com receio e senti algo quente segurando a minha mão.

- Você sabe tão bem quanto eu, que se fosse fogo normal poderíamos curar sem dificuldades, mas não é este o caso. Podemos curar os ossos quebrados, luxações e fraturas, mas ela chegou muito perto do fogo infernal, não podemos cura-la mais que isso. - A voz estava carregada de tristeza, Laura soluçava provavelmente de tanto chorar. - Não podemos fazer mais nada?

- Já fizemos o bastante, vamos Laura, acho melhor voltarmos para a cozinha. Podemos visita-la amanhã,

E de pouco em pouco, as vozes se afastaram e levaram consigo a dor de me ter assim. Estava dormindo, mas ainda assim conseguia ouvi-los, queria poder acordar e abraca-los, dizer que posso ter falhado como Rainha, mas prometo que isso não irá mais acontecer, nunca mais permitirei machucarem quem eu amo.

                                     * * *

Mais passos, mais vozes e mais lágrimas. Todas vindas de pessoas que eu amava, mas nunca da que eu realmente queria que estivesse do meu lado neste momento. 

- Lucy, eu trouxe flores pra você. Rosas brancas, consegue imaginar? - A voz terna e gentil de Laura me acalmava, ela vinha me visitar quase todos os dias, contava-me historias e algumas fofocas de como estavam as coisas na cidade, sem ela, acho que não iria aguentar, minha mente iria me torturar. - Vou deixa-las no criado ao seu lado, assim poderá sentir o belo cheiro que elas emitem. Ah, na verdade eu escolhi branco porquê, claro além de ser uma cor leve, ela é a junção de todas as cores e é exatamente o que eu acho que você é, a junção de todas as coisas boas. Espero que acorde logo minha Rainha. O povo senti sua falta.

Esta fora a sua visita do dia, era sempre assim. Quando poderei sair dessa cama? Quando terei força suficiente para poder abrir os olhos? Quantas mãos eu terei que sentir até chegar a dele?

- Pensei que ela nunca iria sair, olá Lucy. - A voz familiar ecoou pelo quarto, ouvi algo ser arrastado, deveria ser uma cadeira, de repente soluços foram ouvidos. - Desculpa não ter vindo te visitar antes Lucy, não sei se aguentaria lhe ver assim.

Não tem problema Ben, só de ouvir  a sua voz já posso me sentir mais calma.

- Lucy não consegui achar a Hillary, estamos procurando mas nem sinal dela. Por favor me perdoe, nunca pensei que - Mais um soluço. - Nunca pensei que iria lhe ver neste estado, não sei se sou capaz de continuar assim.

Ben, por favor não me deixe, não desista de mim, eu estou aqui, estou me esforçando o máximo que consigo.

- Por favor me dê um sinal Lucy. - O silêncio se tornou algo costumeiro ao longo de vários minutos que se passaram. - Acho que estou pedindo demais...

Queria poder falar, não precisava ser algo grande, talvez apenas uma palavra, não importa o que seja, algo que o convença a não ir embora. Senti o calor da mão dele na minha e foi como se algo despertasse em mim, algo que eu não sabia que eu tinha. Força. Não o suficiente, mas o que eu necessitava para conseguir fechar minha mão em volta da dele, queria poder ver a reação dele, forcei as minhas pálpebras á se abrirem e com muito esforça vi o primeiro traço de luz, minha visão logo se acostumou e pude ver o contorno dele, minha visão estava embaçada, mas mesmo assim, continuei com meus olhos semi cerrados, para ao menos poder vê-lo.

- Lucy! Ai meu deus, en-enfermeira! Alguém chame um médico por favor! - Gritou indo até a porta.

Rapidamente alguém entrou e se assustou, provavelmente porquê eu estava acordada, quando era pra ser claramente o contrário. Estava... viva novamente.  



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