História Filha do Demônio - Capítulo 29


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios, Drama, Originais, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oiiiii gente, quanto não é mesmo?
Desculpa demorar tanto assim pra postar, estava sem muitas ideias :p

Enfim... espero que gostem S2

Capítulo 29 - Viva Por Mim


Ainda tentava processar tudo o que havia ocorrido, tinha matado Ben... não, não fui eu. Foi esse poder doentio. A culpa não é minha, eu não queria isso. 

- Ben... - Olhando para seu corpo caído a minha frente, ele ainda não havia morrido, em vez disso, parecia agonizar de dor, olhei a Hillary que estava rindo da cena ainda na grama se contorcendo. - A culpa é sua!

- Não... - Tentou dizer em meio a agonia que deixava transparecer. - Você o matou, não jogue sua culpa em mim. Você também é um monstro Lucy, eu sempre soube, só que agora, eu estou mostrando isso pra você também. Até você mesmo enxerga o quanto é - Parou de falar assim  que sentiu uma forte pressão sobre seu pescoço. Como se alguém lhe tivesse enforcando, esta "alguém" era o que meu poder acreditava que eu queria fazer. A ergui e vi como desesperava ao perceber que não iria solta-la desta vez.

- Acabou... seus jogos sádicos acabaram Hillary, você nunca mais vai fazer mal a ninguém. - Liberei ainda mais meu poder a fazendo ficar ainda mais asfixiada. - "Última palavras?" - Falei repetindo as mesmas palavras que ela havia dito a mim quando quase me matou, jogando-me no fogo infernal. Ela ainda parecia arranhar ou tentar se livrar daquela espécime de mão invisível, mas assim que ouviu aquilo foi como se tivesse entrado na cabeça que iria morrer, parada ela sorriu com amargura e olhou pra mim dizendo;

- Vá se ferrar Lucy. - Falou com uma voz um tanto forçada e estridente, estava fechando os olhos, mas mesmo assim ainda sorria, deixando bem claro o quanto não se sentia arrependida do que havia feito.

- Sinto muito, seu tempo acabou. - A cabeça dela tombou para o lado, seus braços caíram ao lado de seu corpo que ainda flutuava e seus pés pararam de balançar, deixe-a cair no chão e voltei a minha concentração ao Ben que respirava com muita dificuldade e suava frio. - Por favor não vá Ben. - Me sentei ao seu lado o olhando pensando no que poderia fazer para ajuda-lo.

A culpa é sua! Você é um monstro! Você é pior que a Hillary.

Vamos salva-lo! Não se preocupe! As coisas sempre ficam bem no final.

Desesperada coloquei minhas mãos na cabeça querendo silenciar aquelas malditas vozes, teria de viver com elas para sempre? Chorava descontrolavelmente, com o brilho nos olhos quase a ir embora Ben olhou pra mim e sorriu.

- Lucy, está... tudo bem... - Falou com muita dificuldade.

- Não não Ben, fique, eu vou buscar ajuda! Por favor não me abandone, eu não vou conseguir sem você. - Disse agarrando uma de suas mão preparando-me para levantar-me e buscar por ajuda, mas ele me puxou e negou com a cabeça, queria que eu ficasse com ele em seus últimos momentos... não, eu não quero isso.

- Eu sempre pensei que - Fez uma expressão de dor e continuou a falar; - sempre pensei que gostava mais do Damen. - Falou com um sorriso triste e colocou a mão no meu rosto limpando uma das minhas lágrimas.

- Você é e sempre será meu porto seguro, você me acalma Ben. Só consigo me sentir verdadeira com você. Por favor não me deixe sozinha. Prometa que vai ficar vivo, comigo... - Ele sorriu e... seu rosto ficou um tanto pálido, seus lábios já roxo, sua mão estava... fria. Eu que tantas vezes havia falado o quanto ela era fria, ou quente, aquela temperatura que agora eu segurava e que encostava no meu rosto, seria sempre a que eu mais detestaria. - Ben... - Chamei. - Não por favor.

Você tem que viver. Você merece mais a vida do que eu, viva no meu lugar, viva por mim.

- É isso que quer? - Era novamente aquela voz que estava a me torturar psicologicamente.

Quero que ele viva.

Levantei-me embriagada de... algo que eu nunca havia sentido antes, uma tristeza, uma solidão, um vazio enorme que parecia consumir-me por dentro, metade de mim estaria morrendo também, corri até a porta que dava a entrada para o corredor que tanto conhecia, não tinha tempo para ir em busca de alguém em específico, então simplesmente gritei por ajuda. Gritei desesperadamente, tirei todo o ar dos meus pulmões praticamente berrando por alguém, qualquer um que pudesse ajuda-lo, tardou, mas Yekun, Gadreel e Kesabel apareceram e me deixei cair nos braços de Kesabel que me segurou e colocou sua mão em minha testa para depois gritar que estava muito quente. Havia usado demasiada magia, apontei para o jardim e vi quando acharam Ben e Hillary, ainda sem forças observava a distância os acontecimentos e ficaram espantados quando conferiram a pulsação dela e perceberam que não havia batimento cardíaco.

- Ben... - Aclarei a garganta tentando falar, estava difícil ela parecia ter se fechado e ficado um tanto pesada no meu corpo. - Como Ben está? - Perguntei olhando para Yekun que agora, conferia sua pulsação também.

- A pulsação dele está muito fraca. - Alertou. - Gadreel me ajude a leva-lo para a enfermaria rápido!

Mas... ele ainda está vivo... que bom...

Sorri e apaguei ouvindo murmúrios á distância. 

                             * * * 

O corpo de Hillary foi jogado no fogo infernal, para que mesmo a sua alma nunca descanse em paz. Pensar que ele estaria melhor novamente foi uma coisa tão inocente, estava a ser muito otimista, Ben não abria os olhos a duas semana, suava frio e arfava tando sempre uma respiração ofegante e irregular. Olhar para ele assim e saber que fui eu que o deixei acamado, me torturava. Só depois de dois meses, entre vinda e idas de conscientes e várias massagens cardíacas e lágrimas ao vento, ele acordou, dizendo que eu o havia salvado. O que era uma completa mentira, eu o tinha destruído. Sabia disso, mas não conseguia contraria-lo. No momento andar não parecia ser uma opção, sendo que metade do dia ficava com Kasyade e Yekun em algum canto da enfermaria e me mandava fazer outra coisa que não iria demorar a sair dali, todas as vezes sorrindo.

- Não queres ir passear pela cidade desta vez? - Perguntei a ele empurrando sua cadeira de rodas pelo corredor.

- Não, adoraria passar o dia contigo. - Tossiu um pouco e fiquei novamente preocupada, parando de andar fui para sua frente ficando em sua frente. - Você está bem?

- Estou... - O fitei procurando algum traço de mentira em seu rosto. - Só um pouco cansado. - Falou por fim e suspirei voltando para a enfermaria.

- Então é melhor voltarmos e não arriscar. - Sorri tristemente empurrando a cadeira de volta.

- Como é bom lhe ver Alteza! Você também Ben. - Disse Kesabel alegremente em nossa direção, desta vez como mulher. O Guerreiros de Lúcifer acabaram por ficar sempre por perto, para assim garantir a segurança não só minha, mas dá cidade. 

- Também é bom lhe ver Kesabel. - Falamos em uníssono e rimos logo depois.

- Vocês sabem onde Yekun poderia estar? Passei pela biblioteca mas não o vi em lugar nenhum. 

- Talvez esteja na enfermaria a ler um livro. - Afirmei um pouco risonha. 

- Okay, então vou indo. Ben poderias me acompanhar? Yekun disse-me hoje cedo que queria lhe ver. - Ben acenou com a cabeça confirmando que iria com ela. Acabei por ficar sozinha por algum tempo no corredor pensando em absolutamente nada e tudo ao mesmo tempo. Suspirei e caminhei até chegar em meu escritório onde encontrei Damen girando em minha cadeira como criança e Laura sentada em seu colo rindo, pelo alguém estava feliz.

- Majestade, como vai? Pareces um tanto abatida. - Falou Laura parando a cadeira e se levantando para apenas cambalear um pouco e Damen a ajuda-la a não cair. - Aconteceu algo ao Ben? - Perguntou e mordi meu lábios agarrando meu próprio braço contra mim, sorri e levantei levemente meu rosto.

- Não, não aconteceu nada. - Me forcei a criar uma expressão divertida e os vi aliviados. - O que estavam a fazer? Descobriu que ainda tem a capacidade mental de uma criança de seis anos Damen? - Ironizei. Uma conversa divertida se estendeu entre nós três durante algumas horas, em que eu consegui esboçar ao menos um sorriso verdadeiro, estava de noite quando sai do escritório e fui para o meu quarto, parada em frente a porta senti que faltava algo. - Ah, esqueci de dizer boa noite ao Ben. - Pensei alto.

Estranhamente fui para a enfermeira tentando distrair minha mente com joguinhos infantis, como não pisar na parte que estivesse em branco/preto, ou até mesmo saltitando, estava um tanto confiante que Ben iria melhorar logo, tinha certeza disso, pois a cada dia tossia menos e parecia menos pálido, sendo que agora não precisava ficar horas a tentar curar algo que eu mesma fiz. Avistei a porta aberta e que a luz ainda estava ligada... ele ainda estava acordado, me esgueirei até chegar a porta, iria entrar de surpresa quando ouvi mais uma voz, era a de Yekun, estavam a falar de algo mas peguei somente a metade.

- ... tempo? - Perguntou Ben parecendo estar preocupado.

- Não sei falar definitivamente, talvez seis meses, ou um ano, essa coisa que está dentro de você parece um vírus, mas eu nunca o tinha visto antes em qualquer livro que tenha lido, ele reage de acordo com outra coisa, por exemplo, as vezes fica maior e se espalha mais rápido ou diminui e demora horas para contaminar outra parte do seu corpo. - Respondeu Yekun.

- Onde está neste momento?

- Já contaminou totalmente suas pernas, infelizmente você não conseguirá andar novamente, depois disso os seus braços, pulmões e por fim coração, não consegui desenvolver uma cura ainda, preciso de mais tempo do que seis meses, é muito pouco, não irei conseguir e temo que você possa... morrer... - Neste momento coloquei minha mão na boca tentando conter o grito que queria sair da minha garganta a qualquer custo, lágrimas já brotavam dos meus olhos e rolavam pelo meu rosto incessantemente.

- Por favor, não conte á Lucy sobre isso. Tudo deverá ser mantido em sigilo, ela vai se culpar eternamente se souber que - Não queria ouvir o resto daquela frase, não queria ver o que estava acontecendo.

Corri sem jeito até o jardim no qual não me importei em me jogar contra a grama e chorar. Iria perder a única pessoa na qual eu ainda acreditava, a única que eu amava e... a culpa era somente minha, por favor me perdoe Ben, nunca quis fazer mal pra você.


Notas Finais


Ficaram chocados? *-*

Kissus de morango, bye bye


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