História Filha dos Dragões - Capítulo 37


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 37 - Encontro Inesperado


DE UM LADO Silky e seus amigos lutavam contra os soldados do reino, não muito longe dali e praticamente do outro lado do campo de batalha Ylle e Saron haviam deixado Ariel para trás, pois o mesmo estava muito cansado e fraco devido ao ferimento e também a febre para andar para algum lugar que ele nem sabia onde daria. Ele havia entrado entre algumas árvores a procura de alguma erva que pudesse ajudar em sua febre e rapidamente encontrou uma que ele tinha certeza que baixaria sua febre assim como diminuiria a dor no ferimento.

O tempo nublado que antes ameaça chuva agora a trouxe de uma vez, aproveitando da chuva, Ariel arrancou as ervas que encontrou, as amassou com um pouco de água que conseguiu juntar e engoliu ali mesmo.

Com o tempo começando a escurecer, Ariel seguiu na mesma direção que Ylle e Saron assim que sentiu uma melhora.

Enquanto passava por entre as árvores deu de cara com alguns soldados do reino. Ele não tinha certeza se estavam atrás dele ou não, mas se virou e saiu correndo em outra oposta aos soldados que logo começaram a correr atrás dele.

Ariel estava ofegante, no seu limite sentindo o cansaço e a respiração acelerada. Olhou para trás para descobrir quantos estavam o seguindo e contou três deles. Ele tinha que fazer algo, somente correr não adiantaria em nada.

Ariel com uma certa dificuldade correu e se escondeu atrás de uma árvore assim que passou por entre galhos e plantas altas. Assim que ouviu o soldado correndo esperou até que pudesse acetar um golpe surpresa em sua cabeça jogando-o para trás. Tirou a espada do soldado que caiu e o atravessou ali mesmo.

A adrenalina subia em seu corpo, fazendo com que a dor ficasse esquecida por um momento e logo o outro soldado apareceu atacando-o com golpes laterais que Ariel desviou com dificuldades enquanto o soldado deixava galhos e mais galhos de árvores no chão.

Ariel aproveitou quando o soldado acertou o galho de uma árvore mais grossa e sua espada ficou levemente presa. Atacou o soldado com um golpe, mas que parou na armadura do soldado que riu com o fracasso de Ariel. Vendo que a espada não ajudaria, deu uma pancada com o cabo da espada no rosto do soldado que logo levou as mão no rosto agora ensanguentado.

Outro soldado veio correndo na direção de Ariel que imediatamente desferiu um golpe com a ponta da espada na jugular do soldado em sua frente que ainda tentava amenizar a dor do golpe no nariz. Antes que o corpo do soldado caísse, Ariel jogou ele contra o outro soldado que caiu desequilibrado com o corpo do companheiro já desfalecido.

Ariel continuou correndo, arfando com o cansaço do esforço que tinha acabado de fazer e se viu com mais dificuldades já que os galhos e o mato parecia maior a cada pedaço de caminho que ele trilhava juntamente da chuva que agora caia com mais intensidade. Em meio ao seu desespero saiu em uma área aberta onde perdeu o equilíbrio caindo de peito no chão enlameado. Gemeu de dor com o impacto e não querendo ser alvejado pelas costas se levantou o mais rápido que pôde.

Ao olhar para frente seu coração pareceu parar de bater por um instante e logo voltou a bater rápido. Ele riu para ele mesmo pensando ter chegado tão longe e agora seria morto por quem ele tinha certeza que o odiava. Ariel de joelhos no chão descrente da vida fitava Kalel parado diante que não expressa mais que um olhar vazio e um rosto sério segurando a espada que brilhava com os relâmpagos da pequena tempestade.

A voz de Ariel não parecia querer sair, estava cansado demais até para tentar argumentar alguma coisa. Mesmo se tentasse, seria tarde demais porque Kalel deu passos na direção dele já com a espada empunhada pronto para golpeá-lo.

♘ ♕ ♞

— Vai atrás dele, Silky! — Dia sugeriu enquanto acertava um soldado ou outro que tentava se aproximar.

— Ariel.... — Silky dizia quase em transe. — Ele está ferido e a culpa é minha. A culpa é minha.

Silky disse e se jogou em Dia tentando achar um conforto com a culpa que crescia dentro dela imaginando Ariel em condições graves tão perto dela ali.

— Esquece isso, menina! Não é sua culpa! — Dia falou um pouco mais alto e Silky arregalou os olhos surpresa. Olhos marejados com o brilho das lágrimas que começavam a se formar. — Vai até ele. Eu fico aqui para ajudar os rebeldes.

— Dia.... Desculpe. — Silky respondeu limpando as lágrimas com as costas das mãos.

— Desculpe gritar com você. — Dia disse sorrindo alegre. — Vai com Noite até ele. Ficarei aqui para ajudar os rebeldes e logo estarei lá.

— Tudo bem! — Silky assentiu com um sorriso confiante que escondia a preocupação com Ariel. — Vamos Noite!

Silky abraçou Dia e se virou para Noite que pulava de um lado para o outro do campo acertando soldados que pareciam se multiplicar. Silky subiu em Noite que saiu correndo no campo atropelando os soldados pelo caminho em direção a floresta de onde ele tinha sentido o cheio de Ariel.

Dia ficou no campo ajudando os rebeldes e depois de um tempo parecia mais confortável acertando os soldados já que para ela eles pareciam apenas brinquedos. Noite corria em zigue-zague desviando dos rebeldes e acertando os soldados pelo caminho, mas antes de sair do campo de batalha parou ao ver que Mira, Ayú e Caleb estavam cercados.

— Ajuda eles, Noite! — Silky ordenou e pulou de cima de Noite correndo em direção a floresta.

Enquanto Noite correu na direção de Mira para ajudar eles com os vários soldados que os cercavam, Silky continuou correndo pela floresta enfrentando a chuva no rosto.

Corria sem olhar para trás ou para os lados, mas quando o fez se assustou ao assimilar o pesadelo de dias atrás. Ela estava vivendo o pesadelo que não conseguiu entender antes, mas agora fazia sentido. A sombra que ela visualizou e não reconheceu era Ariel.

Ao seu lado esquerdo e direito a floresta parecia não acabar enquanto corria por uma estradinha que antes empoeirada agora estava repleta de lama. A chuva parecia ficar mais forte assim como a similaridade da situação com o pesadelo em questão.

— Ariel.... — Silky dizia para ela mesmo aumentando o pique da corrida e logo se viu saindo em uma área aberta, exatamente como no pesadelo.

Silky olhou para frente e a chuva forte dificultava sua visão, mas ao se aproximar viu que se tratava de alguém abaixado e outra pessoa em pé em sua frente. Seu coração bateu mais rápido ao ver que Ariel estava ajoelhado diante de Kalel.

Era exatamente como no pesadelo. Era um aviso do que estava para acontecer. Ariel estava ferido, Kalel seria o culpado daquilo? Silky não tinha uma visão perfeita, mas tinha que fazer algo.

— Kalel! Por favor nããããããão! — Ela gritou.

Ao mesmo tempo que Silky gritou desesperada com medo do quer que fosse Kalel pretendia fazer, Noite passou por ela rapidamente e estava com um olhar sombrio de vermelho intenso. Silky se assustou com a velocidade com que Noite se dirigiu na direção dos dois. Ele parecia temer tanto quanto ela qualquer coisa ali. Por um instante tudo pareceu perder o som, e um silêncio perturbador que parecia infinito prevalecia para ela.



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