História Filha dos Dragões - Capítulo 38


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Pesadelo Real


KALEL lutava contra vários soldados e os pingos da chuva começavam a cair. Olhou para trás e viu Dia ao lado de Silky se saindo superbem. Ele estava orgulhoso daquela mulher tão simples fazer aquilo por decisão própria.

Por mais que gostasse dela, sabia que o coração dela pertencia a outro e teria que lidar com isso. Toda a raiva que sentia de Ariel era desforrada nos seus inimigos ali e agora.

Tinha pensado muito sobre isso, mas não poderia forçar ninguém a nada. Ele havia prometido ficar ao lado dela e assim faria, aprenderia a lidar com ela só ver ele como um amigo, mas ainda sentia ódio por Ariel. Não era só ódio por ele do que ele tinha feito, ele tinha ganhado o coração dela e não ele.

Deixou os pensamentos de lado e focou no que estava fazendo. Derrubava soldados assustados com a presença de Dia e Noite com facilidade. Kalel viu um grupo correr matar alguns rebeldes e correr em fuga por uma trilha na floresta. Foi atrás deles e pegou-os um por um.

Para sua surpresa, quando estava voltando para o campo onde ocorria a batalha presenciou Ariel cair em sua frente. O cara que ele odiava estava diante dele, fechou o rosto fitou Ariel pensando no que faria com ele.

Kalel correu na direção de Ariel e cortou o vento. A espada de Kalel passou rápido, não havia nada que Ariel pudesse fazer além de fechar os olhos e esperar. Ele aguardou a dor de ser atravessado, mas nunca o sentiu.

Ariel abriu os olhos, diante dele estava Kalel parado olhando para ele sério e ainda segurando sua espada que passava por cima de seu ombro, ao lado de seu rosto. Ariel viu o sangue escorrer pela lâmina da espada e logo em seguida sentiu o peso nas costas de algo cair sobre ele sem vida. Era o soldado que ainda estava o perseguindo.

Ariel engoliu seco, Kalel tinha acabado de salvar ele de ser atacado pelas costas ou até morto pelo soldado que ele tinha se esquecido quando se assustou ao ver Kalel esperando por ele.

— Levanta e vamos dar o fora daqui. — Kalel disse. — Você não me parece nada bem.

Ariel ainda um pouco desacreditado da atitude de Kalel o olhava confuso e permaneceu de joelhos enquanto arfava de cansaço sendo lavado pela chuva que crescia lentamente.

— Não está entendendo porquê te ajudei não é? — Kalel perguntou ao notar que Ariel parecia não confiar nele.

— Você.... Você nunca foi com minha cara. — Ariel falou não convencido daquela bondade. — Tinha ciúmes de mim e de Silky e ainda contou para ela das coisas que eu fiz só para ela me odiar.

— Então é isso? — Kalel perguntou e sorriu. — Isso é verdade. Eu tenho meus motivos para não gostar de você e realmente eu contei tudo a Silky sobre você que nos caçou. — Ariel mudou a expressão para ódio e antes que pudesse falar algo Kalel continuou. — Não precisa me explicar nada, isso é passado. O que eu fiz foi para proteger ela, exatamente porque eu gosto dela e tinha medo de você fazer algo com uma mulher tão encantadora como ela.

Kalel se abaixou e ficou frente a frente com Ariel e continuou enquanto Ariel o olhava sério com olhos estreitos.

— Na tentativa de proteger ela, eu fiz uma burrada grande e a vi sofrer por dias porque ela tinha expulso você da vida dela. Por mais doloroso que seja falar a verdade com você agora, ela te ama e se preocupa com você mais do que você pensa.

— Silky.... — Ariel sussurrou surpreso ao ouvir tal coisa de Kalel. Seu ódio por ele esvaiu e seu pensamento passou para Silky que ele tanto queria ver. Ele sabia que ela também estava pensando nele.

— Pelo seu olhar, posso ver que não imaginava isso. — Kalel encostou a mão no chão e olhou para baixo, sem encarar os olhos de Ariel. — Eu tirei um dia inteiro para pensar em como reagiria quando te visse de novo, o que eu faria com você se te encontrasse. Queria acabar com você pelo que fez a gente...

— Saiba que então estávamos pensando a mesma coisa. — Ariel disse não querendo se passar por fraco diante do cara que ele tanto odiava, e ironicamente ainda o tinha ajudado.

Kalel ficou de pé novamente e fitou Ariel.

— Cheguei a conclusão de que não tinha tantos motivos para você fazer algum mal a ela. Se fosse isso, já teria feito. Quantas vezes não ficaram sozinhos? Você não é muito diferente de mim, vi que o jeito que você a olhava era o mesmo que eu passei a olhar ela. Você gosta dela, então prova para mim que ela deve confiar em você e que eu não fiz mais uma burrada deixando você sair vivo agora.

— Porque está me ajudando se ama ela?

— Porque amo ela a ponto de vê-la feliz. Se somente você ir embora eu já me senti mal vendo ela chorar e ficar acabada por dias. O que aconteceria a ela se você morresse?

A pergunta de Kalel foi como um soco em Ariel. Ao mesmo tempo que sentiu felicidade percorrer seu corpo ouvindo aquilo, sentiu mal porque era Kalel. Por mais que não gostasse dele ou sua inimizade fosse grande, teria que aceitar sua ajuda.

— Obrigado, Kalel! — Ariel estendeu o braço para cumprimentar Kalel e também receber ajuda para levantar.

— De nada. Agora vamos sair daqui e caçar ajuda. — Kalel sorriu e estendeu a mão para Ariel que sorriu de volta.

Quando Kalel ia puxar Ariel para se levantar, os dois ouviram um grito abafado pela chuva, mas a voz era conhecida e ao olharem na direção que veio o grito presenciaram Silky correndo desesperada na direção deles.

Atrás dela, uma sombra grande com dois pontos brilhantes em vermelho corria furiosamente na direção deles. Ariel sabia que era Noite e aqueles olhos vermelhos não era amigáveis e se tudo que Kalel disse for verdade, que Silky estava preocupada com ele, aquela fúria de Noite só significava que Kalel parecia uma ameaça e não ajuda.

Estava na hora de retribuir o favor, porque Ariel tinha certeza que se Noite pegasse Kalel agora não ia poder fazer nada depois. Ariel usou toda força restante que tinha para se levantar sem a ajuda de Kalel, se virou na direção de Noite e se colocando na frente de Kalel abriu os braços!

— Eu estou bem, Noite! Paaaara! — Ariel gritou.

Se iria dar certo ou não ele não podia ter certeza. Quem fosse que Noite olhasse como inimigo ele não poderia atacar, os dois morreriam. Ambos agora eram aliados, mas Noite ainda via um deles como um inimigo.

Ambos fecharam os olhos e esperaram, mas o que ouviram foi um Noite deslizando na lama e parando ao lado deles sem encostar. Noite não teve escolhas se não esperar até que Silky chegasse. Tanto Ariel e Kalel abriram os olhos e toparam com um Noite extremamente furioso, marcado ainda por sangue de soldados que ele enfrentou minutos antes, mas que agora eram lavados pela chuva.

Não demorou e Silky chegou próximo dos dois e se calou ao ver Ariel de pé na frente de Kalel. Kalel deu um sorriso para ela, aquele mesmo sorriso bonito que ela já conhecia, mas dessa vez parecia dizer algo confortável a ela.

Ariel se virou para ela, estava assustado, parecia mal e cansado, mas feliz ao revê-la. Silky que antes chorava com medo do que estava para acontecer agora parecia aliviada e feliz, mas chorava de emoção ao rever Ariel depois de tanto tempo. Queria dizer muitas coisas, mas queria poder olhar para ela ainda mais.

Todos parados sob a chuva, o que para Silky antes parecia um pesadelo agora era um sonho se tornando realidade ao ver Ariel novamente. Ele sorriu para ela, simpático, uma resposta para dizer que estava tudo bem e que mandava embora toda aquela tensão desde a última vez que se viram.

Silky não disse nada, emocionada se jogou contra Ariel e o abraçou. Rodeou as mãos pelas suas costas e encostou a cabeça em seu peito. Ali era seguro, ali ela encontrou o conforto que tinha perdido quando se precipitou e não quis ouvi-lo da primeira vez.

Ele a abraçou de volta, queria tanto aquilo quanto ela. Um abraço e carinho recíproco, sentindo o prazer de expulsar a saudade que o atormentava desde aquele dia. Queria ganhar seu coração, queria ter ela para ele e ali estava ela em seus braços. A felicidade era viva e presente.

Silky soluçava com o choro silencioso de alegria ao saber que o medo de perder ele tinha ido embora. A sensação de vazio que tomou conta dela ao ouvir de Noite que ele estava ferido sumiu, por mais que Ariel não estivesse bem, ele estava diante dela e naquele momento só aquilo bastaria.



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