História Filha dos Dragões - Capítulo 42


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 42 - Calmaria


ASSIM que Noite pousou, Dia já estava esperando com aquele olhar de ansiedade transformado em alegria. Estavam todos ali com ele e finalmente todos juntos novamente.

Noite abaixou e Silky desceu e logo auxiliou Ariel que tinha os movimentos reduzidos devido ao machucado nas costas. Saron e Ylle pularam e rapidamente os quatro estavam reunidos na frente de Noite, de frente com Dia e dezenas de curiosos.

— Que bom que voltaram! — Dia disse com enorme felicidade e logo desviou a atenção para Ariel, que apesar de estar com eles, estava acabado. — Que bom ver você de novo, Ariel.

— Que bom ver você de novo, Dia. — Ariel disse e sorriu.

— Dia... Quero que conheça Ylle. — Silky foi até ele e o grudou pelo braço. — Meu tio.

Impressionado com mais um dragão amigo de Silky, Ylle ficou surpreso. Não porque ela falava, ele conheceu Teberon, mas por ela ter duas amizades bem diferentes. Encantando com a beleza de Dia, agradeceu ela.

— Prazer, Dia. Aproveitar e agradecer a você e ao Noite. — Ylle fez um gesto apontando para Noite. — por terem cuidado dessa menina a vida toda. Não sabem como estou feliz de estar com ela depois de tanto tempo.

— Ylle? Nossa... Ela estava louca para ter ver e posso ver pela expressão dessa menina que ela está muito feliz.

— Nem imagina o quanto, Dia. — Silky disse sorrindo e apertou o abraço em Ylle.

— E você quem é, rapaz? — Dia perguntou a Saron, que ainda vestia a armadura dos soldados de Marcus.

— Eu sou Saron. Amigo de Ylle. — Saron respondeu meio assustado com um dragão interrogando ele. — Muito prazer.

Ariel olhou em volta e viu alguns rostos conhecidos. Rostos que o respeitavam desde quando ele fazia coisas que ele não gostava, de quando vivia uma farsa. Mas dessa vez era diferente, os olhos ali eram acompanhados de sorrisos e pequenos gestos de saudação. Ele estava sendo bem recebido e agora sim se orgulhava do respeito que estavam dando a ele.

Silky pegou na mão de Ariel e na de Ylle, seguidos por Saron e avançaram para perto de Dia.

— Cadê, Kamire? Ariel está ferido, precisa de cuidados.

— Venham comigo. — Dia chamou. — Devem estar com fome também.

— Ah com certeza. Não sei eles, mas eu estou. — Saron falou e todos começaram a rir.

Dia acompanhou Ariel e Silky que caminharam de mãos dadas até a tenda de Kamire para cuidar de Ariel. Saron e Ylle foram comer alguma coisa e se juntariam a ela novamente mais tarde.

Dia e Noite aguardaram do lado de fora da tenda, onde Silky aguardava sentada olhando para Ariel que estava deitado de bruços olhando para ela com um olhar cansado.

— Isso aqui está horrível. — Kamire relatou ao limpar a ferida. — Está infeccionado. Me admira não estar com febre.

— Eu usei algumas ervas mais cedo. — Ariel disse para Kamire sorrindo, mas não desgrudava os olhos de Silky e logo estendeu a mão para ela segurar.

— Sério? Que bom. Vou fazer passar uma pomada e fazer um curativo. Pela manhã deverá estar melhor. Também quero que tome esse remédio aqui. — Kamire pegou um frasquinho e entregou para Silky. — Ele vai evitar que a febre volte.

— Tudo? — Silky perguntou olhando para o pequeno frasco em sua mão.

— Não. — Kamire riu. — Algumas gotas são suficiente.

Assim que terminou o serviço, Kamire saiu da tenda deixando os dois sozinhos. Kamire tinha ido até a outra tenda verificar os demais feridos.

— Eu vou pegar algo para você comer, tudo bem? — Silky disse baixinho e se levantou.

Silky voltou com alguns pedaços de verdura cozida, Dia não deixou ela pegar nada pesado como carne para Ariel comer. Sem entender bem a lógica daquilo ela só acatou com um sorriso e logo voltou a tenda.

A noite ia passando, ela sabia que assim que o sol raiasse entrariam na cidade. Aquele momento de calmaria passaria e logo um dia cheio iria começar. Ariel sentado sobre a maca improvisada, comia as verduras e Silky ao seu lado parecia preocupada com algo.

— Está assim porque vai entrar na cidade amanhã? — Ariel perguntou.

— Não consigo esconder preocupação, não é?

— Não mesmo. — Ariel riu. — Não se preocupe com isso.

— É fácil falar.

— Isso é verdade, mas, a cidade uma hora dessas deve estar quase vazia. Já era vazia antes, agora sob ameaça de ataque então...

— Verdade. Alguns rebeldes relataram muitas pessoas fugindo pelo outro lado da cidade.

— O rei está doente. Não sabe o que faz, isso ai vai ser fácil. Já perdeu tantos homens aqui que duvido que ele insista em lutar amanhã. — Ariel se referia as conversas que tinha ouvido sobre a batalha ali onde estavam que tinha ocorrido mais cedo.

— Espero que sim. Quero que tudo isso acabe logo.

— Vai acabar. Confia em mim. — Ariel disse e encostou a testa contra a de Silky.

— Eu confio. — Silky respondeu, deu um selinho em Ariel. — Agora vai deitar que você está ficando com febre de novo.

— Mas...

— Sem mas... — Silky começou a rir e se levantou ficando de frente para Ariel. — Você precisa descansar, então dorme.

Silky novamente deu um selinho em Ariel. Tão simples, mas com um significado grande para ele. Estavam juntos e ninguém separaria agora.

Ariel deitou e Silky ficou ao seu lado, segurando sua mão. Com pequenos gestos de carinho ela passava a mão pelo rosto dele enquanto ele lentamente deixava o sono tomar conta.

♘ ♕ ♞

Mais tarde naquela mesma noite, Silky deixou Ariel na tenda indo procurar Kalel. Ela não tinha visto ele ainda desde que tinha chegado, era como se ele estivesse a evitando. Talvez estivesse, ela pensava, mas nada contra ele fazer isso. Era uma decisão dele.

Ela passou por algumas tendas, indo para o lugar onde Kalel estava segundo informaram ela mais cedo. Estavam certo, Kalel estava mais retirado do acampamento e não dormira. Ou era seu turno, ou ele não conseguia dormir, tanto que Silky usou isso para iniciar a conversa.

— É seu turno ou não consegue dormir?

— Os dois na verdade. — Kalel se virou e sorriu. — Boa noite, princesa.

— Que bom, porque precisava falar com você. — Silky disse e se aproximou parando ao lado dele.

— Vai chamar minha atenção? — Kalel brincou.

— Por você não me receber? Claro... — Silky riu. — ... que não.

Kalel olhou para ela que parecia mais feliz do que nunca. Já havia algum tempo que ele não a via daquela forma. Por mais que ajudar Ariel não fosse algo que ele gostaria de ter feito, naquele momento soube que tinha valido a pena. Se o motivo daquela felicidade toda era isso, ele tinha feito seu papel de lealdade a ela.

— Soube que encontrou seu tio. Fico feliz por você.

— Sim. Acho que agora poderemos viver normalmente de novo. Sabe? Recuperar o tempo perdido.

— Tomara que sim.

— Queria agradecer também... — Kalel a olhou surpreso. — Por salvar Ariel. Eu não tive tempo de agradecer. Fiquei tão assustado e depois emocionada que esqueci totalmente de você. Desculpe não agradecer antes.

— Tudo bem. — Kalel estendeu a mão segurando o ombro de Silky. — Eu te compreendo, mas não a culpo. Jurei que estaria ao seu lado e estou fazendo isso.

Kalel sorriu e deixou o braço cair voltando a ficar em posição de vigília.

— Obrigada, Kalel. — Silky abraçou Kalel enquanto sorria. Surpreso ele a olhou naquela situação e se sentiu envergonhado e ela logo o soltou. Ambos se olharam e sorriram. Como Silky esperava, Kalel reconheceu que era só um abraço amigável.

— Agora descansa, amanhã tem mais para fazermos.

Silky deixou Kalel e caminhou de volta para a tenda onde estava Ariel. No caminho, viu que Noite estava olhando para ela o tempo todo, da mesma forma como havia feito a vida toda. Ela não se sentia vigiada com aquilo, se sentia protegida. Olhando para Noite deu um sorriso e apontou para tenda onde estava Ariel.

Noite se deitou ao lado de Dia que dormia na entrada da tenda. Lá dentro Silky sentou ao lado de Ariel, que estava com leves pingos de suor pelo rosto. Com um pano úmido ela limpou e passou bem devagar sobre sua testa, sem acordar ele que dormia tranquilamente.

Assim a noite toda.

O despertar do acampamento foi um tremor de terra que fez com que os rebeldes acordassem assustados. Todos se entreolharam tentando entender o que tinha acontecido, mas ninguém tinha nenhuma explicação plausível.

Na tenda, Ariel abriu os olhos, também acordado pelo tremor que parou rapidamente. A primeira cena que viu foi Silky encostada em sua maca e dormindo. Em suas mãos o pano que ela usava para colocar sobre a cabeça dele.

Imediatamente ele viu que ela tinha perdido a noite de sono por causa dele. Com gestos leves e comportados ele se levantou, pegou Silky no colo e colocou ela deitada onde ele estava. Tudo com muito cuidado para não acordar ela.

Ariel estava muito melhor. Mexeu o corpo devagar de um lado para o outro tentando sentir a dor no ferimento, mas era uma dor leve e suportável. Saiu da tenda e encontrou pessoas assustadas e confusas como ele.

— O que aconteceu?

— Não sabemos. — Dia respondeu e Noite assentiu.



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