História Filha dos Dragões - Capítulo 43


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Maior capítulo de todos rs

Capítulo 43 - Tomando Palestra


O pequeno tremor que havia acordado boa parte do acampamento já tinha passado, ninguém sentiu mais nada e as atividades voltaram ao normal. Quase ao normal, porque as dúvidas sobre o que tinha acontecido ainda eram expressadas por um ou outro.

Amanheceu claro, não havia sol e o clima úmido da chuva da noite anterior ainda era companhia. O acampamento já estava sendo desmontado, dando espaço para os rebeldes se posicionarem com mais facilidade na entrada da cidade. As únicas tendas que ficariam em pé seriam as de suporte e as de atendimento aos feridos.

Entrar pelos portões trancados de Palestra era certo. Acreditavam que muitos se renderiam perante os dragões de Silky e assim evitando muitas baixas até então desnecessárias.

Ainda era bem cedo quando Ariel foi até a tenda onde Silky dormia. Ele já tinha se limpado, cortado o cabelo e feito a barba. Trocou de roupa colocando uma de couro escuro com mangas longas. Luvas e botas altas que combinavam com a roupa. Ele sentou no banquinho improvisado ao lado de onde Silky estava deitada. Ele havia pedido mais tempo aos rebeldes para que aguardassem um pouco mais até ela ficar pronta, pois ela não tinha descansado ainda.

Ariel sabia que não poderiam esperar demais, faria algo que ele não queria de forma alguma. Acordar ela.

— Silky... Acorde. — Ariel falava com toques leves em seu braço para que ela acordasse.

Silky abriu os olhos devagar, parecia perdida de onde estava. Olhou assustada ao redor até encontrar Ariel sorrindo e olhando para ela todo bobo.

— Você fica tão linda dormindo. — Ariel comentou enquanto Silky se colocava sentada.

— Para... — Silky reclamou de Ariel, mas logo riu. Esfregou as mãos no rosto para despertar e fitou Ariel séria. — Por quanto tempo dormi?

— Bem pouco eu acho. Eu não queria te acordar, mas estão todos esperando.

Na mesma hora Silky lembrou que era bem cedo que todos partiriam para os portões da cidade, precisariam dela para começar, já que Noite faria a entrada de honra.

— Aiin... É mesmo. — Silky levantou apressada. Ainda estava toda amassada da noite de sono.

— Espera. — Ariel segurou seu braço antes que ela se dirigisse a saída da tenda.

— Lava o rosto, troca de roupa, coma alguma coisa. Não precisa pular essa parte. Todos irão te entender.

Silky olhou para um espelhinho sobre a mesinha, viu que precisava fazer o que Ariel falava. O cabelo estava bagunçado por causa da chuva e a posição de dormir. Sua roupa estava amassada, mas era só questão de uma ajeitada. Colocou a mão na barriga e riu ao perceber que estava com fome.

Silky olhou sem graça para Ariel, pois ele tinha razão.

— Me esperem... Por favor. — Ela pediu com carinho.

— Com certeza. — Ariel foi até ela e deu um beijo, não era um superbeijo, mas não era um selinho e logo se afastou. — Vou pedir para algumas moças te ajudarem.

Ariel saiu da tenda e Silky permaneceu lá aguardando as moças. Elas levaram comida a pedido de Ariel e roupas limpas, semelhantes a que ela usava. Com panos úmidos limpou o corpo e a recebeu ajuda para escovar os cabelos brancos deixando-os macios novamente.

Depois de vários minutos aguardando, a primeira moça saiu da tenda seguida de mais outras duas. Por último veio Silky, toda sorridente e alegre trajando suas roupas cinzas costuradas para serem idênticas as que ela pegou no vale. Botas e luvas altas, um robe que ia até os joelhos e um capuz com uma pequena capa. As roupas todas enfeitas com fios dourados, deixando ela linda.

Quando Silky saiu da tenda, todos a aguardam. Dia, Noite, Ariel, Kalel, Ylle, Saron, Mira ainda de castigo por Kalel, Ayú, Caleb entre outros pales. Dezenas de rebeldes fizeram um pequeno corredor para que ela passasse e fosse até Noite que esperava no final.

— Pronta, Silky? — Ariel perguntou se aproximando.

— Pronta!

— Vai dar tudo certo, Silky. — Disse Ylle se aproximando.

— Estaremos todos lá. — Completou Saron, agora vestindo outras roupas também de couro.

Silky olhou para cada um ali presente, alguns sérios e ansiosos e outros sorridentes e confiantes. Varreu ao seu redor e chegou até os pales, sua raça e principal motivo daquilo tudo. Seu sangue vibrou ao olhar para eles e pensar no que estava fazendo. Se virou para Ylle para tirar uma dúvida que a perturbava por um longo tempo.

— Tio... Por quê escolhi fazer isso? Sei que é estranho falar, mas já me perguntei várias vezes porque me arriscar tanto assim por eles — Silky olhou para os pales que a olhavam. — sendo que é uma coisa que eu nunca me imaginei fazendo? Por quê parece tão fácil decidir, mas não é tão fácil entender? Meus medos, meus receios simplesmente se vão?

A resposta de Ylle foi uma gargalhada gostosa de se ouvir. Doce e amigável, o que fez com que Silky, Ariel e Saron que estavam ouvindo o questionamento dela, ficassem confusos com a risada.

— Não percebeu ainda? — Ylle novamente riu. — Isso é algo comum em nós. O amor pelo semelhante ou por quem amamos. Nesse caso, os pales são o motivo disso tudo. Aposto que pensar neles em tudo que passaram te gera uma revolta tão grande que faria o que fosse possível para mudar.

Silky parecia compreender as palavras do tio, diferente de Ariel e Saron que ainda olhavam Ylle atentamente.

— Eu, e aposto como muitos deles já passamos por isso. — Ylle continuou. — Alguns humanos também sentem isso, mas em nós é mais forte. É um sentimento que move a gente, mas quando se é apenas um escravo você não pode fazer muita coisa, mas você sempre esteve livre e nunca conheceu limitação, por isso consegue decidir o que quer, mesmo que não seja algo que ache fácil.

— Entendi... — Silky respondeu com um sorriso agradecido, seguido de Saron e Ariel que também compreenderam.

— Por sorte tem bons amigos que te trouxeram até aqui.

Ariel riu ao ouvir o que Ylle tinha dito achando que se referia a ele, Kalel e alguns que ela havia conhecido, mas Ylle desviou o olhar olhando para o lado.

— Vocês também, Ariel. — Ylle disse sem olhar para ele, parecendo saber o que Ariel havia pensado. — Mas eu me referia a eles.

Ylle encarou Dia e Noite que estavam sentado um ao lado do outro. Dia sorridente e com um olhar alegre de amiga e cuidadora da sua menina Silky. Noite sério e com olhar intenso de protetor e guardião dela.

Os dragões de Silky e seu motivo de orgulho.

Com um grande sorriso Silky caminhou até Dia e ela se abaixou para que ela subisse.

Dia já com Silky sobre as costas se virou olhando para um grande número de rebeldes que a olhavam determinados. Tantas vidas ao seu lado lutando pelo mesmo ideal de trazer um novo governo aquelas terras praticamente abandonadas pelo rei Marcus.

Como se houvesse ensaiado, palavras surgiram na boca de Silky.

— Avante, Rebeldes! Hoje é um novo dia. Hoje é o dia que tomaremos Palestra e faremos um novo governo de igualdade e melhoria para todos. — Silky falava e olhava para os rebeldes com olhos atentos ao que ela falava. — Sem distinção de qualquer um que seja você ou sua raça. Somos humanos, somos pales, não somos inimigos. Ninguém merece ser inferiorizado por causa disso.

Um silêncio percorreu o local e Silky achou que teria falado alguma besteira. Estava prestes a lamentar as palavras quando ouviu uma voz prevalecer no meio dos rebeldes.

— Viva a princesa Silky! — Uma voz gritou entre os rebeldes.

— VIVA! — Ecoou um grito harmônio entre eles e ficou se repetindo por um bom tempo.

Rebeldes levantavam e abaixavam as armas para o alto e som do alvoroço parecia aumentar. Como se tentasse gritar mais alto que todos eles juntos, Silky pronunciou.

— Avante meu povo!

Dia começou a caminhar seguida de Noite, Ariel, Kalel e Saron. A medida que ela avançava o caminho se abria entre os rebeldes para ela poder passar e logo se fechava com a massa se fechando atrás dela.

Todos seguiram para o portão principal de Palestra o qual estava fechado.

Soldados em cima do muro destruído avistaram a multidão na entrada e logo sumiu. Ao notar aquilo, Ariel se prontificou.

— Silky, acho que estão nos esperando lá dentro. Dia ou Noite podem voar para ver como está lá dentro.

— Dia faz isso. Noite quebra o portão para todos entrarmos se for preciso. — Kalel sugeriu completando a ideia de Ariel.

Silky assentiu com um movimento de cabeça.

— Noite, se posicione na entrada. Eu e Dia vamos olhar lá do alto. — Silky deu a ordem a seus dragões.

Noite se adiantou se colocando olhando para o portão, com olhos nervosos e rugidos de ameaças constantes. Qualquer que fosse o que estivesse atrás do portão deveria ficar intimidado.

Dia e Silky voaram e lá do alto perceberam que o que Ariel falou era verdade. Centenas de soldados esperavam em formação na entrada do portão. Para sua surpresa e também lamento teria mais batalhas porque o rei Marcus era persistente. Entre os vários soldados, três deles se destacavam entre os demais pela sua altura e também o formato da armadura que era bem intimidadora.

— Grite ao Noite para quebrar. — Silky falou determinada.

Dia voou baixo passando perto de onde Noite estava e na linguagem dos dragões passou o recado.

— Pode quebrar o portão, Noite. — Dia falou.

— Pra agora. — Noite respondeu a ela em sua língua natural enquanto que todos simplesmente ouviram um rugido feroz.

Noite correu ferozmente para o portão batendo com a cabeça contra o mesmo. O portão era firme e grosso o suficiente para suportar o impacto somente tremendo.

Noite rugiu ferozmente, não havia desistido e pelo olhar de Dia sabia que ele estava poupando esforço. Novamente Noite correu contra o portão, dessa vez fazendo um barulho maior, a poeira do portão caia de todos os lados e lascas de madeira se quebraram pelo lado de dentro.

Lá do alto Silky percebeu que os três soldados diferenciados se colocaram na frente dos demais e um fio de preocupação veio até ela. Ela tinha que avisar que ali tinha soldados estranhos esperando por eles e com bravura.

Uma terceira vez Noite se jogou contra o portão, dessa vez lançando seu raio de calor contra o mesmo. Assim que o calor explodia em chamas, Noite acertava o portão fazendo com que ele se quebrasse de cima em baixo jogando madeira para todos os lados dentro da cidade. A poeira abaixava revelando as madeiras pegando fogo.

De um lado, um dragão negro enfurecido abria caminho para centenas de rebeldes e do outro três soldados confiantes esperavam a frente dos demais.

— Tem três soldados diferentes na frente de todos. — Silky falou depois de ter pousado e voltando para perto dos amigos.

— São campeões. — Respondeu Saron. — E você tem razão no que diz de diferente. Eles não são normais e o modo de lutar deles é desumano.

— Então tomem cuidado. — Silky pediu.

— Tomaremos. — Ariel respondeu retirando a espada da bainha.

Kalel fez o mesmo e logo dezenas de rebeldes ao redor também o fizeram.

— Atacar... — Kalel falou baixinho e rindo como se esperasse por aquilo.

Numa desenfreada correria, todos os rebeldes partiram correndo para dentro dos portões deixando Silky e seus amigos para trás. Noite a frente esperava por alguma ordem de Silky, não queria fazer nada por conta dele e logo ela se aproximou.

— Vamos Noite. — Tem uns soldados mais fortes ali. Quero que fique de olho neles.

Noite correu para dentro dos portões seguido de Silky, Dia, Ariel, Kalel e Saron. Ao entrar se depararam com brigas e mais brigas entre soldados e rebeldes. O tilintar de espadas se cortando e gritos de dor ou de homens berrando a cada golpe.

A poeira no ar aumentava pouco a pouco com a correria e os pés se arrastando de um lado para o outro de homens lutando. A presença de dois dragões ali não intimidou os soldados que continuavam lutando como se não houvesse amanhã.

— Ali! — Silky apontou para um local onde havia um soldado daqueles diferentes que ela havia falado.

Não precisou de esforço para que Noite descobrisse qual era. Ele era mais alto, sua armadura continha detalhes que as outras não tinham e ele lutava contra os rebeldes com facilidade. Noite partiu correndo para cima deles acompanhado de Ariel e Kalel.

Dia e Silky permaneceram onde estavam apenas auxiliando rebeldes. Derrubavam um soldado o outro que passava por elas. A cada vez que Dia ia para cima de um soldado o mesmo congelava de medo, abrindo olhos gigantes e assustados sem muito o que fazer apenas esperavam o golpe de Dia derrubá-los.

Kalel e Ariel chegaram até o campeão. De longe ele parecia alto, mas de perto ele era muito maior e Ariel passou a se sentir um menino perto dele.

Com muita facilidade ele aparava os golpes de espada de Ariel e Kalel que se esforçavam para combinar o ritmo dos golpes. Num deslize de Ariel, o soldado o golpeou com um soco e ele caiu no chão. Ao ver que Ariel tinha caído, no segundo de distração ao desviar o olhar do inimigo quase recebeu um golpe fatal de cima para baixo.

Kalel ergueu a espada para aparar o golpe que veio com tanta força que Kalel se viu obrigado a sair de lado deixando o corpo do homem cair e levar sua espada junto. Enquanto o campeão se recuperava, Kalel foi até Ariel auxiliando para que ele levantasse.

Rapidamente os dois estavam de pé e o campeão acertou um golpe com a espada no chão levantando uma pequena onda de poeira.

— Essa praga e forte demais. — Kalel reclamou.

— Põe forte nisso. — Ariel concordou enquanto rodava o braço para aliviar a dor do soco.

— Vou mostrar o que se faz com crianças. — O campeão disse e logo riu.

Quando o campeão correu para cima deles a única coisa que Kalel e Ariel viram foi uma sombra negra gigante passar arrastando o homem para longe. Ao seguirem a sombra viram um Noite segurando o homem pela boca e balançava o homem de um lado para o outro enquanto corria atropelando outros soldados.

— Menos um... — Ariel disse e logo pegou uma espada no chão.

— Faltam dois. — Kalel completou e se virou já acertando um soldado na jugular.

Em questão de segundos eles estavam batalhando novamente com vários soldados ali. Saron apareceu ao lado deles e os três se juntaram a mais outros dois rebeldes e de costas um para o outro, lutavam contra os soldados que os cercavam.

Noite largou o corpo do campeão e indo ferozmente para cima dos outros, mas nunca se distanciava de Silky e Dia que permaneciam derrubando um soldado ou outro.

A poeira tomava o lugar, fazendo com que dificultasse ainda mais encontrar alguém. Silky procurou Noite e não foi difícil encontrar uma sombra enorme correndo ferozmente entre os rebeldes derrubando vários soldados o que deixou ela aliviada.

Num momento de distração ela ouviu um grito de fúria e ao se virar para olhar viu um campeão saltando sobre a cauda de Dia e correndo até ela. Dia sentiu o movimento em suas costas e balançou a calda tentando se livrar do que é que fosse, mas era tarde, o campeão estava próximo de Silky.

Com um grito de medo e terror ao ver a morte iminente, Silky retirou a espada da bainha fazendo um arco no vento na direção do campeão. A espada já saiu da bainha da espada em chamas e aumentava conforme ela fazia o movimento. Quando ela fez o arco completo, uma enorme e descomunal lua de fogo rosado havia se formado indo em direção ao campeão passando por ele e explodindo no céu em milhões de pingos brilhantes que caiam e sumiam lentamente.

Ela o acertou em cheio e ele se desequilibrou parando bem próximo dela. Sua armadura estava vermelha, como se estivesse sendo forjada ali. Silky sabia o que ia acontecer e antes que a armadura explodisse na frente dela, empurrou o campeão de cima de Dia.

— Dia se afaste! — Silky ordenou e ao ver que armadura do homem estava vermelha, Dia se virou a tempo de sentir a armadura se partir em dezenas de pedaços entre carne e ferro queimando.

— Silky?!... — Dia se assustou voltando a realidade.

— Não foi nada... Eu acho. — Silky respondeu ainda meio assustada.

— Você está bem? — Ariel perguntou olhando para ela. — E o que foi aquilo?

— Eu estou bem, não se preocupe. E eu não sei o que foi aquilo...

— Sua espada... — Kalel chegou apontando para a espada de Silky.

Silky olhou a espada que estava vermelha de cima em baixo e as chamas nela pareciam mais vivas e intensas do que nunca. Observando a espada viu as chamas crescerem ficando cada vez mais altas. Todos ao redor a olhavam surpresos e até os soldados inimigos paravam para ver.

— Acho que gosto disso... — Silky falou e seus olhos brilhavam intensamente com ondas vermelhas pulsantes saindo dele.

Silky mexeu a espada de um lado para o outro ainda montada em Dia fazendo linhas rosadas por onde a espada dançava no ar.

— Vamos, Dia. Ainda falta mais um e está bem ali...

O coração de Silky quase saiu pela boca com o susto ao ver que o homem estava montado em Noite com a espada gigantesca cravada em suas costas. Como ele tinha conseguido ela não sabia, mas Noite tinha dificuldades para retirar o campeão de cima dele.

— Naquela direção Dia, rápido. — Silky apontou na direção onde eles estavam.

Ariel e Kalel a seguiram, estavam surpresos com aquela menina que parecia tão determinada quanto nunca. Desde que a batalha havia começado eles esqueceram qualquer diferença e até se ajudaram, mas naquela hora pareciam mais preocupados com ela que agiram como se nunca tivesse acontecido nada.

— Vamos atrás dela, Ariel. — Kalel sugeriu. — Ela pareceu muito preocupada.

— Sim. — Ariel respondeu já correndo. — Ylle disse que ela pode tomar decisões baseado em proteger quem ela ama. Ela ama a raça dela acima de tudo e por isso deve estar assim.

— Será que aconteceu algo a Noite?

— Talvez sim... — Ariel respondeu e aumentaram o pique da corrida.

Quando estavam bem próximos, Ariel viu Silky no chão e não montada em Dia. Noite estava ao lado de Dia com as costas ensanguentadas enquanto os soldados inimigos se afastavam deixando na visão de todos o único campeão vivo dos três.

— Eu não vou deixar ela enfrentar aquele ogro sozinha. — Ariel disse enquanto corria.

Chegaram tarde, porque quando os dois pararam ao lado de Dia, Silky já estava lutando contra o campeão de igual para igual. Kalel parecia não acreditar, assim como Ariel. Ariel olhou para Noite que a cada golpe do campeão ameaça se mexer e intervir, seus olhos emanavam tanto ódio que parecia ter dificuldades em se controlar parado ali.

— O que houve? — Kalel perguntou olhando para dia e quem respondeu foi Noite com um rugido longo e parecia ter dor na voz.

— Ele disse que o campeão veio do alto daquele prédio caindo com a espada em suas costas. Ele teve dificuldades para se livrar do sujeito e foi aí que nossa menina chegou derrubando ele. Ela pediu para que Noite não intervisse porque ele está muito machucado.

— Mas?... — Ariel já ia se perguntar.

— Acredite, ele está machucado, mas isso não é nada. Dói mais para ele ter que ficar parado vendo ela correr risco do que a dor da espada. — Dia disse rindo e Noite assentiu inquieto.

— Eu não sei o que ela fez, mas está dando dificuldades para aquele campeão... — Kalel comentou.

Silky brigava de igual para igual. Aparava os golpes com facilidade entre tilintar de espadas com pequenas explosões de chamas. Desviava dos golpes do campeão com facilidade, mas seus olhos não eram dela. Um olhar tão maligno que Ariel se lembrou do dia que viu Zara ser morta e Silky perder o controle.

Ariel ligou as coisas, Silky perdendo o controle, Noite sendo ferido, o que Ylle havia dito e como Silky estava agora empunhando uma espada incandescente. Ela estava se saindo bem e a cada golpe que ela aparava do campeão, Noite se contorcia querendo entrar, mas ela tinha ordenado que ele esperasse, como ela estava bem ele se controlava o máximo que conseguia, mas emitia sons de dor olhando para ela lutar.

Quando pensam que não Silky desfere um golpe no soldado com a espada em chamas, deixando toda a armadura do soldado de cima em baixo vermelhas como brasa. O olhar de dor do campeão desesperado pelo calor e antes que todos pudessem ficar felizes um novo tremor.

Um tremor tão forte como o primeiro e este fez Silky se desequilibrar, mas não cair, assim, todo seu momento de fúria se foi e seu olhar assustado voltou e ela se virou para Dia e Noite. Noite correu na direção dela o mais rápido que pôde e ao se aproximar o corpo do campeão explodiu fazendo uma enorme bola de fogo nas costas de Silky.

Enquanto uns se recuperavam do tremor, Ariel se preocupava com Silky e a explosão tão perto dela. A fumaça e a poeira ainda estava no ar e ele não sabia o que tinha acontecido. Temendo o pior ele apenas observava esperando a poeira abaixar.


Notas Finais


Reta final galera :D


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