História Filha dos Dragões - Capítulo 44


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Palavras 1.953
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ultimo por hoje :D

Capítulo 44 - Cethyrael


UMA NUVEM de fumaça misturada com poeira cobria Noite e deixava Ariel aflito temendo que algo tivesse acontecido a Silky. Ela estava em um estado de frenesi e lutado de igual para igual com um campeão de Marcus para proteger e até vingar seu amigo Noite.

Ela saltou de cima de Dia acertando o campeão e o jogando longe, havia pedido a Noite que descansasse o ferimento da ponta da espada nas costas que ela daria um jeito. Por mais que Noite fosse contra, era um pedido dela e ele viu que ela não estava normal, mas, mesmo assim, seu instinto protetor falava mais alto e acada choque das espadas Noite se contorcia para entrar e intervir em sua luta.

Quando Silky finalmente derrotou o campeão e logo em seguida um tremor a desequilibrou retirando-a de seu estado de frenesi, ela se esqueceu que suas chamas explodem após um tempo. O corpo do campeão ardia de cima em baixo e ele explodiria afetando também ela, foi nessa hora que Noite não se aguentou e entrou para defendê-la.

Foi tão rápido que ninguém soube o que realmente aconteceu e enquanto a poeira abaixava não tinha como ter certeza, o que deixava Ariel aflito.

— Siiiillkyyy! — Ariel gritava por ela.

O corpo de Noite foi se revelando entre a fumaça e Ariel caminhou lentamente na direção dele. Todos ao redor estavam parados olhando e confusos com tudo, desde a explosão em chamas do campeão ao tremor ainda sem explicação.

Noite estava abaixado, suas asas jogadas para frente de forma que teria ficado entre Silky e o campeão. Lentamente Noite abriu as asas e Ariel pôde enxergar as queimaduras da explosão nela. Foi tão perto que feriu bastante Noite, mas ele não parecia se preocupar, a atenção dele estava voltado para outro lugar.

Abaixada em sua frente e com olhos assustados estava Silky. Parecia confusa e com dificuldades de assimilar o que tinha acontecido. Ela se apoiava em Noite e ele estava alegre por tê-la tão perto. Esquecendo completamente tudo ao redor, Ariel correu até Silky e se abraçaram.

— Você está bem? — Ariel perguntou olhando ela de cima em baixo procurando algo diferente nela.

Silky não respondeu, apenas o olhava confusa.

— Você foi ótima. — Ariel comentou sorrindo vendo que estava tudo bem. — Derrotou um campeão de igual para igual.

— Sim... — Silky com um grande sorriso no rosto respondeu. — Lembrei agora... Noite?! — Ela chamou.

Ela foi para o lado e olhou nas costas dele, onde tinha visto o campeão sobre suas costas. Viu o local de onde o sangue escorria e tocando o local viu que não tinha mais ferida e sim uma camada revestindo o corte. Era o primeiro indício da cicatrização rápida dele.

— Eu fiquei preocupada com você.... Mas você está bem. Me esqueço que pode se curar rápido.

Noite resmungou algo e ela não entendeu, para entender olhou para Dia que começou a sorrir.

— Ele queria te defender, mas você não deixou. Doeu mais nele ficar olhando você lutar contra aquele sujeito do que a ferida que o campeão fez nele. — Noite assentiu e encostou o rosto em Silky carinhosamente fazendo ela rir.

— Eu estou bem amigo. — Silky se abaixou abraçando Noite. — Eu estou bem...

— Não queria atrapalhar... — Kalel apareceu. — Mas ainda não acabou por aqui.

A atenção se voltou para Kalel e rapidamente se voltou ao redor onde rebeldes e soldados do reino se encaravam, mas não brigavam. O tremor havia feito que todos se esquecessem da luta por um momento dando tempo deles se analisarem e também analisarem a situação.

Noite se levantou e ficou em pé. Com um olhar perverso varreu todo o ambiente encarando um a um os soldados do reino na esperança que se rendessem.

Apesar da presença intimidadora de um dragão contra eles, não houve rendição e pouco a pouco os soldados voltaram a atacar os rebeldes e a luta ao redor deles se reacendeu.

Silky não queria daquela forma, mas eles estavam dificultando e teria que deixar seus dragões agirem com mais vontade, especialmente Noite.

— Vamos direto até o rei. Se pararmos ele, acabamos com tudo. — Ariel sugeriu.

— Sabe como chegar lá? — Ariel sorriu com a pergunta de Silky.

— Preferia não saber. — Ele respondeu sorrindo.

— Tudo bem. Suba. Dia, leve Kalel com você. — Silky disse olhando para ele. — Vamos direto até esse reizinho.

— Vamos. — Ariel respondeu e com a ajuda de Silky subiu nas costas de Noite seguido por ela.

Kalel montou Dia e a mesma olhou para Silky esperando para ver o que fariam. Ariel sentou a frente e Silky sentada atrás de Ariel segurou em sua cintura.

— Mostra para o Noite onde é. — Silky pediu.

— Naquela direção, Noite. — Ariel apontou uma torre ao longe entre vários outros prédios. — Naquela torre.

Noite correu seguido de Dia e lançaram voo por cima dos pequenos edifícios da cidade observando tudo lá de cima. Do alto podiam ver a batalha que acontecia pelas ruas perto da entrada da cidade, dezenas de homens se enfrentando e corpos caídos ao chão.

Os rebeldes estavam em clara vantagem e, com certeza, derrotariam os soldados em breve, desde que não aparecesse nenhum campeão para reforçar os soldados de Marcus.

Uma nova olhada entre as ruas que passavam debaixo de Dia e Noite e viram soldados montados a cavalo indo em direção a batalha. Soldados montados a cavalo e eram muitos deles, o que poderia ter um peso grande na batalha contra os rebeldes.

— Ali embaixo, Noite! — Silky ordenou ao amigo. — Não deixe que cheguem a entrada.

Não precisou mais do que poucas palavras e noite deu um voo rasante sobre a rua e um único ataque feroz ele lançou seu raio de calor por onde voava. O raio era mais forte que todos o que ele já havia feito, colocou tanto empenho que o raio acertava desde o chão as paredes ao lado da rua um pouco estreita.

Noite ainda chegava perto de passar com o raio pelos soldados quando o local do primeiro toque do raio começou a explodir em chamas indo em direção aos soldados. O raio passou por eles deixando desde os soldados e suas armaduras até os cavalos ardendo em chamas rosadas que logo se incendiaram e se transformaram em pequenas explosões que varreu a rua.

— Isso! — Silky comemorou!

— Agora eles não tem reforço. — Ariel comentou. — Boa, garotão! — Ariel deu tapinhas sobre as costas de Noite e ele rugiu em resposta.

Não demorou e chegaram ao local onde estava o castelo de Palestra. Olhá-lo do alto mostrava sua real imensidão comparada aos outros prédios daquela cidade. Se para Ariel que passou por baixo pôde ver a diferença do cuidado do castelo em comparação aos demais lugares, do alto ficava evidente o contraste.

— Repara como o reino é esquecido por esse rei... A diferença do castelo que é onde ele vive com as outras áreas da cidade. Abandonadas. — Ariel comentou mostrou a Silky.

— Imagine outros lugares. — Silky comentou, mas logo suas lembranças voltaram a Jurth. — Realmente ele é péssimo nisso.

— Está doente. Como um cão acoado que não larga o osso.

— Por onde entraremos? — Kalel gritou ao lado deles.

— Por cima. — Ariel riu. — Aquela torre ali, Noite. Abaixo onde tem aquelas janelas coloridas. Faça uma entrada. — Ariel pediu e Noite acelerou o voo.

Com um voo rápido e lançando um raio de calor na direção das paredes. Aguardou até que as paredes ficassem frágeis e adentrou ao castelo seguido de Dia e Kalel.

Pousaram no salão do trono e assim que Silky desceu ficou maravilhada com a beleza do lugar. Até agora não tinha visto nada parecido e sua concentração foi tomada por todo o ambiente. Seus devaneios foram interrompidos com a voz de Ariel.

— Silky. — Ariel chamou.

Quando ela olhou para frente viu um sujeito de aparência velha e acabada sobre o trono. Um olhar frio e vestia as roupas brancas do rei. Sua posição demonstrava seu cansaço e mostrava que Ariel estava certo quando dizia que ele estava doente.

Ao lado dele haviam 2 campeões como os que eles tinham enfrentado na entrada da cidade. Ambos permaneciam em posição de guarda, sem mostrar qualquer tipo de interesse em brigar.

— Então você voltou Ariel. — Marcus disse com a voz pigarrenta. — Subestimei você. Deveria ter mandado matar você ainda em minha frente e não confiado naquele velho mentiroso.

— Eu que subestimei você seu desgraçado. Não deveria ter acredito em uma cobra como você. — Ariel rebateu.

Marcus soltou uma gargalhada alta mesmo com toda sua dificuldade.

— E essa aí é a tal filha dos dragões? — Marcus peguntou com voz de deboche.

— Meu nome é Silky. E vim pegar de volta o que é meu, que você tirou de meus pais a muito tempo atrás...

— Insignificante! — Marcus a interrompeu o que fez ela estreitar os olhos e morder os lábios de raiva.

— Insignificante é esse seu reinado egoísta. Só pensa em você e deixa todas as outras pessoas com dificuldades.

— Seu eu soubesse... — Marcus tossiu. — Se eu soubesse que sua raça imunda me daria tanta dor de cabeça hoje eu tinha limpado meu reino de vocês já.

— Calado! — Silky ordenou. — Engula suas palavras velho nojento. Não fale assim da minha raça porque você não é nenhum ser superior digno dessa divindade toda que pensa que tem. Mesmo se tivesse matado todos eles eu estaria viva — Marcus arregalou os olhos com a fúria na voz de Silky, era como se tivesse despertado algo realmente que o amedrontasse. — e com certeza eu ia vir atrás de você e chegaria aqui hoje de um jeito ou de outro.

Kalel que estava calado riu da reação assustada de Marcus. Ariel olhou para ela sorrindo de orgulho. Silky caminhou na direção de Marcus e os campeões se colocaram em posição de ataque. Imediatamente Noite foi para o lado de Silky com um rugido feroz e Dia fez o mesmo escondendo toda sua doçura.

Silky caminhou em direção a ele lentamente, ao seu lado, seus dragões que se mostravam tão furiosos quanto ela. Os campeões que defendiam Marcus deram um passo para trás e Marcus viu que tinha ficado sozinho.

Quando estava bem perto um novo tremor sacudiu o castelo e dessa vez com muito mais intensidade do que o anterior. Silky caiu desequilibrada enquanto Ariel com dificuldades correu até ela.

Marcus sentado no trono começou a rir desesperadamente como se a melhor coisa do mundo tivesse acontecido para ele.

— Quer o seu reino menina? — Marcus perguntava e ria.

Um raio de preocupação passou por Silky que o olhava confusa assim como Ariel e Kalel. Noite permanecia encarando os campeões que olhavam o teto com medo que ele cedesse.

— Acho que ele sabe o porque desses tremores. — Dia comentou. — Mas o que será?

— Um dragão que fala? — Marcus riu novamente com gosto. — Seria tudo mais fácil assim.

Novamente o tremor veio, abalando com intensidade a estrutura do castelo. Com uma certa dificuldade Marcus levantou do trono deixando Noite sobreaviso que rugia intimidadoramente para ele, mas foi ignorado. Marcus caminhou até a entrada improvisada de Noite no salão do trono e dali começou a olhar ao longe rindo.

O tremor aumentava significativamente e logo na direção que Marcus olhava uma enorme arena que podia ser vista ruiu e desmoronou. Marcus levantou as mãos e riu com mais intensidade do que nunca.

Silky, Ariel, Kalel, Dia e Noite assim como os próprios campeões ficaram assustados com aquilo e com a reação do Marcus.

— O que ele está fazendo? É alguma bruxaria? — Kalel perguntou sem respostas.

— Contemplem o novo! — Marcus riu. — Contemplem a destruição. Contemplem Cethyrael.

Confusos resumia todos ali, mas olhando para o local da destruição onde havia uma arena tudo ficou claro em questão de segundos. Pareciam não acreditar no que estavam vendo, mas era mais real do que tudo.


Notas Finais


O resto eu posto amanhã ou depois :p


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