História Filhas da Noite - Capítulo 11


Escrita por: ~

Visualizações 19
Palavras 2.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, seus lindos! ♡

Como vocês estão nessa sexta-feira? Espero que bem.

Estou muito feliz em poder interagir com vocês. Obrigada a todos que estão comentando e acompanhando! Leitores novos que ainda não se manifestaram: sejam bem-vindos! Obrigada por em darem essa chance. Prometo tentar sempre o meu melhor para proporcionar uma leitura legal para todos vocês.

Para quem sentiu falta do squad, capítulo só deles hoje. Estejam preparados para cenas bem tensas também. Eu tô super ansiosa para chegarmos ao ápice da história, mas vamos com calma. Obrigada mais uma vez por todos os comentários, incentivo e carinho!

Divirtam-se ♡

Capítulo 11 - Capítulo X


Fanfic / Fanfiction Filhas da Noite - Capítulo 11 - Capítulo X

CAPÍTULO X

✥ ✥ ✥

“É assim que vamos dançar quando eles tentarem nos derrubar.

É assim que vamos cantar.

É assim que vamos nos levantar quando eles queimarem nossas casas.”

LET THE FLAMES BEGIN, PARAMORE.

✥ ✥ ✥

Alanna Stewart animou-se ao se deparar com Mary Anne Greer na entrada da casa de sua madrinha. A ruiva parecia quase tão empolgada quanto ela e Stewart perguntou-se como ela havia se livrado de mais uma reunião matinal no Conselho da cidade. Sem muitos rodeios, a mais velha guiara Greer para o andar de cima após tê-la deixado entrar, seguindo para o quarto onde Lucie estava instalada. Daren Sinclair e Leighton Morrison estavam sentados à cama ao redor dela e ainda conversavam entre si a respeito do ocorrido na noite anterior.

— Vejam só quem veio nos visitar. – Alanna Stewart empurrou a porta e adentrou o aposento com Mary Anne ao seu lado. – Mary, essa é Lucille, minha estimada amiga da capital. – apresentou-a à morena e Greer cumprimentou-a brevemente com um sorriso. – Lucie, Mary é uma das amigas das quais lhe falei.

— É um prazer conhecê-la, Lucille.

— Ora, por favor. Chame-me de Lucie, sim? – Kempster pediu-lhe e retribuiu o sorriso.

Alanna fechou a porta atrás delas e sentou-se com os outros à beira da cama. Mary Anne fez o mesmo, ocupando seu espaço e observando-os enquanto ainda sorria.

— Sobre o que falavam? – perguntou, olhando para todos eles. – Algo interessante que queiram me contar? Pois eu tenho.

— Não segure essas novidades para si mesma, garota. Vamos, fale. – Daren empolgou-se, demonstrando-se totalmente atento ao que a jovem dizia.

— Encontrei uma gatinha entre alguns pedaços de madeira ontem à noite. Levei-a para minha casa enquanto meu pai esteve fora e esperava poder dar-lhe alimento e um lugar para passar a noite. – relatou a jovem de cabelos avermelhados. – Mas ela desapareceu assim que virei-me para trancar a porta.

— Provavelmente fugiu por uma das janelas. Gatos são animais rápidos. – Alanna deu de ombros.

— As janelas estavam fechadas. Todas elas. – garantiu Mary Anne; um olhar de confusão em seus olhos escuros enquanto buscava respostas para o ocorrido. Era por isso que decidira compartilhar aquilo com os amigos. Talvez eles pudessem lhe tirar todas aquelas dúvidas da mente.

Daren Sinclair soltou um suspiro alto de admiração, arregalando os olhos e balançando a cabeça.

— Vejo que ontem realmente foi uma noite fora do normal. – comentou o rapaz.

— Tive um gato quando ainda morava com minha família. Acredite, esses espertinhos sabem como fugir sem que possamos perceber ou detê-los. – Lucie Kempster explicou numa tentativa de acalmar o pequeno grupo. Detestava quando as pessoas causavam climas tempestuosos como aqueles. Apreciava momentos mais descontraídos nos quais podiam rir e fazer comentários inapropriados, os quais não fariam na presença dos mais velhos. – Não há com o que se preocupar. Talvez ainda a encontre, se é o que quer.

— Oh, sim. Seria bom trazê-la para casa e cuidar dela. – Mary Anne garantiu, esboçando um leve sorriso. – Ao menos sei que não estava ferida. Isso me despreocupa um pouco.

Eles prosseguiram com a conversa, debatendo logo em seguida sobre todos os ocorridos na noite anterior – mantendo em segredo, obviamente, o evento desastroso na floresta –. O foco ali era definitivamente a explosão e de quem ela havia partido. Leighton, no entanto, era a única que permanecera completamente calada. Seus olhos estavam fixos nos rostos de quem tomava a voz durante todas as especulações e ela negava-se a intervir na conversa. O assunto lhe desagradava imensamente. E a garota bem sabia que não era boa em manter-se calada quando havia verdades a serem ditas.

Agradecera mentalmente, todavia, quando Lucie mudara subitamente o rumo daquela conversa, virando-se para Mary Anne Greer com curiosidade no olhar. A morena mantinha-se deitada sobre a cama, ainda recuperando-se de sua lesão.

— E você, Mary? Tem algo mais para compartilhar conosco? Algo interessante? Você tem um namorado? – indagou Kempster. – Porque aparentemente mais ninguém aqui tem.

— Ei! – Alanna franziu o cenho e encarou a amiga. – Sabe bem que não me importo com esse tipo de problema.

— Ter um namorado não é um problema, Alanna. Por Deus. – Lucille revirou os olhos e riu. Alanna balançou a cabeça negativamente e acompanhou-a no riso.

— Sem ofensas, Daren, mas um homem é um problema em qualquer forma de situação. – afirmou a loira virando-se para o amigo.

— Não nego o que disse, Alanna. Mas saiba que sou diferente dos sujeitos com quem são obrigadas a conviver por aqui. – assegurou Sinclair com um sorriso franco.

— Eu disse sem ofensas. – Stewart ergueu as mãos e abafou um sorriso.

Mary Anne, por sua vez, levou tempo para dar uma resposta à pergunta feita por Lucille Kempster. Não sabia exatamente o que dizer a ela, afinal, não estava segura de sua relação com o filho do reverendo. Era difícil definir o que havia entre eles. Era ainda a noiva de Joseph Langdon? Ou a namorada de Edward Starnes? A verdade era que Mary Anne não queria ser nada de ninguém. Apreciava os encontros secretos com Edward, além das conversas sinceras e dos beijos que lhes eram roubados toda vez que deparava-se com o rapaz, mas detestaria estragar aquilo se autodenominando algo dele.

Ansiava desesperadamente pela opção de ser proprietária de si mesma e de não ter a necessidade de ser conhecida como a parceira de alguém. No final das contas, Alanna Stewart tinha razão. Um homem era realmente um problema. De todos os tipos e em diferentes proporções.

— N-não, Lucie. Não exatamente. – Mary Anne respondeu de maneira hesitante.

— Bem, achei que estivesse noiva do advogado. – Kempster encolheu os ombros. – É o que ouvi quando estive fora para um breve passeio. As pessoas parecem adorar falar da vida alheia por aqui.

Alanna interveio imediatamente, sabendo da situação na qual Mary estava desde a noite em que ela flagrara Joseph Langdon no Bluebell aos beijos com uma das garotas de Eveline Sullivan, a dona do estabelecimento:

— Não é algo definitivo. Mary Anne não escolheu ficar noiva de Joseph. E não se casará com ele se não quiser. – ela virou-se para a ruiva e presenteou-a com um sorriso conciliador. – Se decidir permanecer sem um marido, poderá seguir com sua vida normalmente. Não é o fim do mundo, não é mesmo?

Greer sorriu-lhe de volta e alcançou uma das mãos de Alanna, apertando-a gentilmente em uma forma de agradecimento. Detestaria ter de explicar a todos o que ocorrera naquela noite. Era humilhante. Quase tanto quanto ser obrigada a ficar noiva e casar-se com um homem que mal conhecia.

— Bem, está certa. É ridícula a maneira como famílias entregam suas filhas a homens estranhos por conta de suas condições financeiras. – comentou Lucie, desviando o olhar despreocupadamente.

Alanna concordou em um gesto rápido com a cabeça.

Foi quando – de repente – algo impossível de ser detectado por seus olhos atentos atingiu-a no estômago, fazendo-a arquear o corpo para trás. Os olhos viraram-se, tornando-se completamente brancos. Braços e pernas contorcidos de modo que era impossível para a garota movimentar-se sem partir um osso ou ferir-se gravemente. Seus sentidos desapareceram de uma vez; fora impossível lutar ou tentar frear o que estava acontecendo, ainda que não conseguisse compreender do que se tratava.

Como na vez em que estivera banhando-se em sua primeira noite desde sua volta à cidade, Alanna vira-se em outro cenário, outro tempo, diante de outra situação após atravessar uma dimensão de cores e sons aleatórios. Estava ainda em Warrington, e, assim como na noite anterior, a cidade estava em completo caos; pessoas corriam para aglomerarem-se em um ponto específico: a praça central. Com tochas acesas e gritos que proferiam insultos variados, eles estavam diante da garota.

Somente então Stewart dera-se conta de onde estava. Não era mais uma espectadora presenciando estranhas visões acerca da cidade e seus habitantes. Era a protagonista de uma cena macabra na qual a mantinham em pé, amarrada aos pedaços de madeira que a prendiam ali como um alvo de algum tipo de espetáculo.

Ao seu lado, Leighton, Daren, Lucille e Mary Anne também encontravam-se em uma situação exatamente igual; estavam todos amarrados em grandes pedaços de madeira.

Uma silhueta aproximara-se e Alanna imediatamente reconheceu-o. Tratava-se de Desmond Starnes, reverendo da comunidade. Fitara-a nos olhos com muita seriedade e então abaixara a tocha acesa em mãos, encostando-a aos pedaços de madeira aos quais Alanna e os outros estavam presos. Ela desesperou-se, começou a gritar e a debater-se enquanto as chamas subiam por seu corpo molhado de suor e repleto de ferimentos.

O reverendo proferia orações e os outros seguiam-no em seu ritual enquanto as chamas consumiam o corpo de Stewart lentamente. Ela virou-se com dificuldades e assistira horrorizada enquanto o fogo também subia por seus amigos, até que tornara-se impossível avistar seus rostos ou reconhecê-los. Seus gritos espalharam-se por toda parte. Alanna acompanhava-os em seus urros desesperados e pedidos de ajuda.

Mas ninguém viera.

Ninguém impedira os demais de prosseguirem com aquela crueldade.

Todos ali estavam unanimemente decididos a dar um fim no pequeno grupo. E Alanna não conseguia compreender o motivo. Não ainda. Tudo estava muito confuso, acontecendo muito rápido e de maneira absurda.

Havia lágrimas banhando seu rosto enquanto as chamas subiam cada vez mais, até que o seu campo de visão fora completamente coberto por tons alaranjados e amarelados do fogo que a consumira por completo.

Os gritos cessaram. Seus sentidos desapareceram. Foi então que tudo regressara ao seu devido lugar de uma vez, fazendo com que Alanna abrisse os olhos e se descobrisse apoiada nos braços de Leighton e Daren enquanto Lucie e Mary Anne a chamavam desesperadamente.

— Alanna! Alanna, por Deus! Responda! – Kempster gritava histericamente sentada na cama. Stewart voltara a si e olhara ao redor de maneira rápida, sendo atingida brutalmente pela realidade.

— O-onde... O que...? – balbuciou a garota enquanto se recompunha. Mary Anne tinha um copo com água em mãos, o qual ela estendeu para a mais velha enquanto olhava-a assustada.

— Tome. Vai ajudá-la a se acalmar. – disse-lhe a ruiva.

— Esteve fora por alguns instantes. – Daren Sinclair ajudou-a a se ajeitar na cama, fazendo-a sentar-se devidamente. – Como se sente?

— Eu bem digo que todos nós precisamos nos alimentar melhor. – comentou Lucie, respirando fundo. Ela aproximou-se da amiga e tomou-lhe uma das mãos gélidas. – Que bom que voltou. Quase me causa um ataque do coração. Vai acabar matando-me, Alanna.

Alanna não os respondera, ainda atordoada pelo que lhe acontecera. Era difícil compreender o que de fato ocorrera ali, ainda que não fosse a primeira vez. As visões que tivera definitivamente não estavam ligadas a um sonho ou pesadelo. E o fato de ela ter estado envolvida no que vira era novo. Completamente novo aos seus pensamentos sobre o que passara a lhe acontecer desde que regressara à comunidade.

Stewart estava literalmente incapacitada de encontrar palavras que pudessem descrever como se sentia. Seu corpo estava tomado por um formigamento, embora seus sentidos estivessem agora todos presentes em seu consciente. Ela tinha o controle sob seu corpo, mas não sabia exatamente o que fazer.

Leighton Morrison ainda não havia pronunciado nenhuma palavra sequer, mantendo-se completamente calada, atenta ao que estava acontecendo com Alanna. Mary Anne levantara os olhos ao perceber isso. Não era usual vê-la tão calada. Até mesmo Greer – que não era tão próxima da garota – sabia disso. Morrison gostava de falar, era comunicativa, divertida e agitada. Estava sempre ansiosa e adorava juntar os amigos para falar sobre eles e sobre seus projetos. Vê-la tão silenciosa e focada em algo que parecia estar a incomodando era demasiadamente curioso. Estranho.

— Ajude-me a acalmá-la, Leigh. Vamos. – pediu Daren, chamando a atenção da amiga.

Morrison assentiu com a cabeça e desviou seu olhar quando notara que Mary Greer a fitava com intensidade, parecendo querer descobrir o que estava havendo com ela e o que havia em sua mente.

Leighton temia deixar transparecer qualquer tipo de sinal que entregasse os pontos e deixasse vulnerável a entrada para seus pensamentos mais secretos. Era por isso que detestava ter de guardar segredos. Era algo que a sufocava aos poucos, tornando-se insuportável com o tempo. Principalmente quando tratava-se de um segredo que precisava esconder de Leona Donner – o que era praticamente impossível para a jovem –.

Aos poucos, porém, todo aquele cenário nebuloso sobre o grupo desapareceu quando Alanna Stewart conseguiu desviar-se inteiramente de seus devaneios e do grande choque que lhe causara ter de ver tudo aquilo em sua mente momentos antes.

— Alanna? Responda. Como está se sentindo? – insistiu Daren Sinclair.

Neste momento, todos estavam ao redor dela, segurando-a para que ela não caísse devido à fraqueza que ainda transitava por seu corpo frio e trêmulo.

Os olhos azuis estavam arregalados e assustados quando ela virou-se para encarar os amigos que esperavam por uma reação da parte dela. Apesar de ter novamente o controle sob seu corpo, Alanna Stewart fora apenas capaz de anunciar aquilo que ficara claro em sua recente visão:

— Estamos correndo perigo. – falou em tom quase inaudível, a voz embalada por emoções negativas; os olhos encarando cada um dos que estavam presentes. – Todos nós.

Os demais entreolharam-se em silêncio.

Apenas Leighton Morrison manteve-se fixa enquanto olhava para Alanna, discretamente concordando com a cabeça. Ela sabia que era verdade o que a mais velha dissera. Sabia o que estava por vir. E seu medo outrora controlável agora tornara-se irrefreável.

Eles definitivamente estavam correndo perigo.


Notas Finais


E aí? Teorias sobre as visões da Alanna? Seriam premonições ou apenas avisos? Já deu para perceber quem são os envolvidos nessa trama toda de bruxas, né?

Bom, eu vou deixar vocês pensarem aí. Quero ouvir todas as teorias, okay? Okay.
Obrigada mais uma vez a todos pelo carinho e incentivo. Sintam-se todos abraçados!

Vejo vocês na próxima sexta! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...