História Filhas da Noite - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Palavras 2.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, seus lindos! ♡

Eu sei que deveria ter postado dia 5, mas não tive tempo para revisar tudo e precisei de uma semana inteira para organizar tudo novamente. E, bem, aqui estou.

Já quero agradecer a compreensão e paciência de quem esperou pelo fim desse hiatus. Aproveitei ele para repostar Sete Demônios e tudo mais. Inclusive seria legal ver vocês por lá, rs.

Finalmente vocês vão conhecer uma das minhas personagens favoritas: a Gwen. Pensem numa mulher badass e revolucionária que não vai aceitar desaforo de ninguém nessa cidadezinha. Já amo e já quero. Claro que também poderão conhecer os outros, mas o foco aqui é a apresentação dessa linda.

Enfim, sem mais spoiler. Vamos dar as mãos e ver no que isso vai dar.

Divirtam-se ♡

Capítulo 17 - Capítulo XVI


Fanfic / Fanfiction Filhas da Noite - Capítulo 17 - Capítulo XVI

CAPÍTULO XVI

✥ ✥ ✥

“É aqui que a noite te arrasta

Nada é como nos velhos tempos, quando éramos amigos

E aqui, aqui é onde a escuridão chama

E me separar faz com que eu acabe voltando”

CANNIBALS, KYLA LA GRANGE.

✥ ✥ ✥

Leona Donner tentava seu melhor para não deixar transparecer o quão nervosa estava. Diante de seus afilhados – Alanna, Daren e Leighton –, a mulher mantinha-se sentada à mesa, encarando-os enquanto procurava em sua mente a mais plausível das explicações. Todavia, nada parecia ser bom o suficiente para convencer a jovem Alanna Stewart de que o fato de Leona ter ocultado dela parte de seu passado demonstrava apenas suas boas intenções e seu desejo de protegê-la.

— Está cada vez mais... Difícil proteger vocês. – Donner confessou-lhes. Daren Sinclair estava calado, ouvindo-a atentamente. Leigh, por outro lado, segurava com firmeza a mão da mais velha. – Não está sendo uma tarefa simples usar meus poderes para despistar aqueles que desejam nosso mal.

— E qual é seu plano agora? – a voz de Alanna Stewart cortou como uma afiada lâmina o silêncio que se prosseguiu, não dando a Leona tempo para se preocupar em preparar respostas mais claras e objetivas. – O que vai fazer? Atear fogo em toda a comunidade? – havia ironia em seu tom; Leona sabia que era a maneira dela de mascarar o quanto estava assustada e surpresa.

— Precisamos que tome a decisão correta. Isto é, ficar conosco. – Sinclair respondeu em socorro de Leona. – Juntos seremos muito mais fortes. União é necessária.

— Esta é uma decisão que Alanna precisa tomar sozinha. – Leona afirmou severamente. – Cabe a ela e somente a ela decidir se deseja ou não continuar ao nosso lado.

Diante daquela situação, a loira sentia-se encurralada. Ainda que sua madrinha afirmasse que não estavam-na pressionando para ficar naquela casa, Alanna sentia o peso do mundo sobre suas costas. Numa coisa ela concordava com Leona: tudo estava muito mais difícil agora. Era difícil para Alanna encontrar uma saída para aquele tipo de situação, ainda mais sozinha. Pois era assim que sentia-se agora. Completamente só, sendo esmagada por um milhão de pensamentos e confusões em sua mente nebulosa.

Para ela ainda era praticamente impossível digerir todas aquelas informações; tudo o que ouvira dos lábios de Leona Donner até então lhe soava ilusório, inacreditável. Era como ouvir histórias inventadas para colocar crianças para dormir. No entanto, parte de Stewart sabia muito bem que nem a mulher nem seus outros afilhados estavam mentindo ou tentando enganá-la.

Depois de ter presenciado aqueles acontecimentos em sua mente, em suas visões, o receio de Alanna apenas aumentara. Ela deveria continuar debaixo das asas de Leona Donner? Ou deveria correr? A segunda opção fazia com que ela se sentisse estúpida e fraca, mesmo sendo uma forma viável de escapar daquela situação de uma vez por todas. Algo que alguém em sua sã consciência teria feito sem pensar duas vezes.

Algo fez com que ela hesitasse. Seu passado. Já havia fugido uma vez... Duas. Havia ido embora para outra cidade com a família em busca de condições melhores de vida e depois regressado a Warrington para escapar das inaceitáveis ordens que queriam lhe impor. Estava sempre se deslocando e tendo de se adaptar a novos ares aqui e ali.

A verdade era que Alanna Stewart estava cansada de fugir, de se esconder. Estava ciente de que não importava para onde ela corresse, seus problemas a seguiriam sem qualquer hesitação, se tornando cada vez maiores e mais insuportáveis.

Contudo, permanecer na casa de sua madrinha era o mesmo que ter de aceitar as coisas absurdas que a mulher havia despejado sobre ela, as supostas confissões acerca de quem – ou o que – ela era.

E Alanna honestamente temia não conseguir suportar sozinha todo aquele peso sobre ela, todas aquelas respostas implausíveis que estavam jogando sobre sua cabeça esperando que ela aceitasse com naturalidade. Obviamente aquilo não aconteceria. Stewart gostaria de seguir seu bom senso, de ouvir algo que fizesse sentido e trouxesse à sua vida um pouco de realidade.

Estivera calada por longos minutos, o olhar vago enquanto tentava decidir-se. Sentiu-se incapaz, entretanto, certa de que não conseguiria dar a eles uma resposta ainda. De repente, o ar parecia ter se tornado seco e ela encontrara dificuldades em respirar.

Levantou-se bruscamente de sua cadeira e suspirou profundamente, evitando olhar para sua madrinha ou seus amigos.

— Preciso de um pouco de ar. – anunciou.

E então correu para fora da casa, seus pulmões sedentos de oxigênio, a cabeça dando voltas.

Lentamente, a garota atravessou o jardim e os portões da propriedade de Donner, seguindo para o centro da comunidade. Suas mãos suavam e ela sentia todo o seu corpo estremecer. Tamanho era seu nervosismo enquanto seguia em passos lentos, passando por rostos de moradores da cidade, muitos deles familiares.

Passando por um estabelecimento ao final do centro de Warrington, Alanna fora arrancada de seus devaneios ao ouvir risos. Olhou na direção do som, deparando-se com um casal animado que bebia e conversava em tom terrivelmente alto.

Reconheceu-os após observá-los por alguns instantes. Eram forasteiros, dois dos que haviam chegado na carruagem dias antes, provavelmente hospedados na casa do reverendo Starnes.

Stewart não fora capaz de dar muita importância a eles, ainda tomada pela incerteza do que havia acontecido na casa de sua madrinha, desviando seu olhar e tentando refletir sobre aquilo.

Sentada à mesa, Gwendolyn Starnes estava acompanhada de Jeremy Hale. De fato, eram parte do grupo que havia chegado à cidade há poucos dias. A mais velha parou de rir quando seus olhos encontraram-se com o rosto pálido da garota parada a poucos metros dali. Lembrou-se de tê-la visto no mesmo dia em que pusera seus pés em Warrington. Analisou-a por instantes, abaixando seu copo enquanto se perguntava o motivo de ela estar parecendo tão frustrada.

— Gwen! – a voz de Edward Starnes arrancou Gwendolyn de sua breve análise. Ele depositou sobre a mesa mais uma bebida e juntou-se a eles. – Está tudo bem?

— Sim, absolutamente. – a garota sorriu para o irmão mais novo e apoderou-se de seu copo.

Edward estava claramente empolgado por estar novamente com ela. Afinal, não se reencontravam desde crianças e ela estaria mentindo se dissesse que não sentira saudades dele.

O Starnes mais jovem levantou os olhos ao encontrar Alanna Stewart e decidiu cumprimenta-la, levantando uma das mãos e acenando na direção dela.

— Ei, você! – gritou-lhe e ofereceu a ela um grande sorriso. – Alanna!

Stewart virou-se ao ouvir seu nome e arqueou uma sobrancelha, caminhando na direção da mesa do pequeno grupo.

— Não tivemos a oportunidade de conversarmos desde que chegou. – observou o rapaz. – Queira sentar-se conosco.

— Lamento por isso. – Alanna Stewart sorriu levemente. – Estive tentando me readaptar. – ela arriscou sentar-se com eles em uma das cadeiras vazias. A garota ali ainda a observava de maneira muito indiscreta, olhando-a com imensa curiosidade.

— Bem, haverá tempo de sobra para colocarmos a conversa em dia, sim? – Starnes afirmou com toda fé. – Esta é minha irmã Gwendolyn. – apontou para a morena e depois para o outro rapaz. – Jeremy, amigo de Gwen.

Enquanto Gwendolyn acenou brevemente com a cabeça e sorriu pelo canto dos lábios, Jeremy Hale colocou-se a falar empolgadamente com Alanna, deixando transparecer seu imediato interesse.

— Está há muito tempo na cidade? Ed não nos falou sobre suas amizades em Warrington. Onde esteve se escondendo desde que chegamos? – Hale gracejou e Gwendolyn Starnes revirou os olhos, ciente de que a garota não estava nada interessada em ouvir aquele tipo de conversa.

Alanna Stewart, por sua vez, limitou-se a dar a eles respostas curtas. Sua cabeça ainda estava uma bagunça. Analisou rapidamente seus interlocutores. Jeremy Hale não deveria ter mais que vinte anos; possuía cabelos curtos e dourados, além de um par de olhos azuis muito curiosos. E aparentemente gostava de falar. Muito.

Gwendolyn, no ponto de vista de Alanna, era quase um retrato muito bem descrito do irmão mais jovem; grandes olhos verdes e os cabelos castanhos presos para trás em um laço de seda. Tinha um sorriso debochado quase constante nos lábios cheios e não parecia se importar muito com o que falariam sobre ela aos arredores da cidade. Afinal de contas, estivera bebendo e rindo aos montes no meio da noite, atitude que era malvista pelos outros moradores dali. Ainda mais sendo ela uma garota. Para Alanna aquilo era um ponto positivo; gostava de pessoas autênticas, destemidas e revolucionárias. Não era por nada que tinha como melhor amiga Lucille Kempster, de personalidade irreverente e pensamentos além de sua época.

— Sabe se Mary Anne está sozinha em casa? – Edward Starnes questionou, virando-se para encarar Alanna.

Stewart deu de ombros. Não encontrava-se com Mary Greer há algum tempo, incerta sobre ela estar sem o pai por perto ou não.

— Acredito que sim. O sheriff esteve ocupado ultimamente. – informou Alanna. – Mary deve estar em casa.

Um sorriso iluminou o rosto de Edward e o rapaz colocou-se em pé, assegurando que voltaria logo. Alanna Stewart assistiu-o se despedir e se afastar dali com a mesma rapidez com a qual se levantara. Não imaginava que o envolvimento do filho do reverendo com a garota de cabelos avermelhados fosse algo consideravelmente sério. Talvez estivesse enganada.

Permaneceu ali, sentada com Gwendolyn e Jeremy, ouvindo este último lhe contar sobre suas últimas viagens pela Europa acompanhado de seus dois outros companheiros.

Alanna não precisou levantar os olhos para Gwen para ter certeza de que a garota a fitava com intensidade, analisando cada movimento seu. Aquilo era desconfortável de certa forma, mas ela fizera o mesmo no instante em que colocara os olhos na garota. Era curiosa a forma como agia e falava. Completamente diferente do que estava acostumada a enxergar por aquelas bandas.

Jeremy Hale era outra história. Apesar de simpático e bastante comunicativo, não causava em Alanna Stewart o desejo de saber mais sobre ele. Ele não instigava sua curiosidade. Apenas sua empatia. E aquilo já era o bastante.

Stewart também não lembrava-se muito sobre a filha do reverendo Starnes. O homem nunca falava sobre a filha mais velha; provavelmente por conta da ex-esposa ter ido embora com ela para a Inglaterra pouco tempo depois de uma discussão que tivera um final lamentável.

Para todos os moradores da pacata Warrington, o término do casamento do reverendo era algo que não deviam comentar na frente dele, certos de que aquilo lhe causaria um tremendo sofrimento.

A mulher fora embora com Gwendolyn muito cedo, tornando impossível para boa parte dos habitantes da cidade se lembrar do rosto da garota ou de qualquer outra coisa relacionada a mesma.

— Não me parece confortável o bastante. Algo a incomoda? – a voz suave e inquisitiva de Gwendolyn Starnes fez Alanna voltar a si, piscando rapidamente várias vezes ao encará-la.

— N-não, não exatamente. Eu apenas... – sua explicação parou por ali, palavras deixadas pela metade no instante em que um horrendo grito espalhou-se por todo o centro da comunidade. Um urro; o som terrível de alguém em agonia. Tão alto que todos pararam o que estavam fazendo, virando seus rostos surpresos em direção ao estabelecimento de Eveline Sullivan.

Aquilo parecia ter vindo do Bluebell e as pessoas estavam completamente assustadas. Um silêncio aterrador tomou conta do local.

Outro grito irrompeu no ar. E mais um. Uma sequência de sons agoniantes seguiu-se um após o outro, espalhando-se por toda a pequena cidade.

Alanna Stewart franziu o cenho e arregalou os olhos ao se dar conta da situação. Procurou com o olhar pela residência de sua madrinha, mantendo-se sentada à mesa com Jeremy Hale e Gwen Starnes.

A garota pôde ver Leona Donner surgir na sacada de sua casa, a qual proporcionava à mulher uma visão ampla de toda a comunidade. Atrás dela, Leighton Morrison e Daren Sinclair pareciam quase tão assustados quanto os demais moradores de Warrington.

Leona não demonstrava-se abatida pelo que estava ocorrendo. Seu rosto estava apático, um olhar despreocupado em sua face lívida.

Por um instante, apesar da distância, seus olhos se encontraram com os de Alanna Stewart. Não fora necessário nada mais para que a garota tivesse plena certeza de duas coisas naquele momento.

Leona Donner sabia o que estava acontecendo. E algo terrivelmente ruim estava prestes a acontecer para todos eles a partir daquele ocorrido.


Notas Finais


SOCORRO. Eu amo esses finais, hahaha. Já quero saber as teorias de vocês. Me contem tudo aí.
Jeremy é uma pessoa do bem, já aviso. Não o odeiem. Guardem isso para outros @, rs.

Mas, e aí? O que acharam? Quero saber o que pensam dos personagens novos e o que acham que vai acontecer agora que Alanna sabe de toda a verdade, incluindo quem ela realmente é.

Vou ficando por aqui. Obrigada a todos pelo carinho e incentivo de sempre. Sintam-se esmagados!

Até o próximo sábado, amores! ♡


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