História Filhos da Guerra - Capítulo 12


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Alemanha, América (Estados Unidos da América), Áustria, Belarus (Bielorrússia), China, Coréia do Sul, França, Hungria, Inglaterra, Itália do Norte "Veneziano", Itália do Sul "Romano", Japão, Personagens Originais, Prússia, Rússia, Taiwan, Ucrânia
Tags 1942, Batalhas, Gerita, Guerra, Hetalia, Pruaus, Segunda Guerra Mundial, Spamano, Usuk, Wwii
Exibições 43
Palavras 1.410
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AGORA SIM
GERITA

Caham... esse capítulo vai ter um pouco sobre a invasão alemã na Itália, com o objetivo de resguardar o poder de Benito Mussolini, que fundou a República de Saló. Esse novo governo se situava no norte italiano, já que o sul estava tomado pelos Aliados, que entraram na Itália após o fim da campanha na África.

As citações serão de Bella Ciao, música símbolo da Resistência Italiana.

Vamos lá!

Capítulo 12 - 11 - Bella Ciao


Fanfic / Fanfiction Filhos da Guerra - Capítulo 12 - 11 - Bella Ciao


"Questa mattina, mi son svegliata
Oh, bella, ciao, bella, ciao, bella, ciao, ciao, ciao.
Questa mattina, mi son svegliata
E ho trovato l'invasor
Oh, partigiano, portami via
Oh, bella, ciao, bella, ciao, bella, ciao, ciao, ciao.
Oh, partigiano, portami via
Che mi sento di morir"


Esta manhã, acordei
Linda, adeus, linda, adeus, linda, adeus, adeus, adeus
Esta manhã, acordei
E encontrei o invasor
Oh, guerrilheiro, me leve embora
Linda adeus, linda adeus, linda adeus, adeus, adeus
Oh, guerrilheiro, me leve embora
Pois sinto que vou morrer

 

 

 

Feliciano

Província de Módena, Região da Emília-Romagna, Itália - 10/11/1943

Havia perdido a noção do tempo. Só estava lá naquela cidade porque Lovino o convenceu. O que mais lhe doía era não poder mais estar com as crianças. Deixara Tommaso, Andrea, Chiara e Paola em um orfanato católico contra a sua vontade. Ele soubera da invasão do sul pelos Aliados através do grupo de partigianos daquele local e fora deixado sozinho em uma comuna ao lado da cidade de Módena pelo irmão e por Antonio. Rezava todos os dias para que chegassem logo no norte, uma vez que já tinha soldados alemães ali e tinha medo. A situação não estava nada boa para os habitantes.

Que passaram a enfrentar a fome e o medo de levar um tiro na nuca, vindo de um rifle alemão.

O castanho estava em uma casa abandonada, que parecia ter sido deixada às pressas. Agora, tinha a companhia de um gato, a quem ele decidiu chamar de Gino. Mas não era a mesma coisa quando estava com as crianças. O tempo que passou com os pequenos era a única lembrança boa em meio ao horror da guerra. Ainda chorava pela ausência deles, apesar de ter Gino ao seu lado. Sentia falta de poder jogar bola com Tommaso, ouvir o canto de Chiara, fazer bolo de chocolate para Andrea e contar histórias para Paola. Feliciano estava tentando se convencer de que fez a coisa certa. Cedo ou tarde, a guerra chegaria em seu lar e algo ruim poderia acontecer. 

Decidiu sair um pouco. Aquela melancolia um dia o mataria. Foi até uma antiga padaria da comuna, que era usada como quartel-general do grupo de partigianos. Quem o vira entrar foi Mario Bianchi, um dos poucos amigos que o italiano havia feito ali. O loiro o recebera com a devida parcimônia. Não podiam chamar muito a atenção porque a qualquer momento poderia passar algum soldado alemão e eles poderiam ser pegos.

- Feliciano, é meio estranho ver você aqui nessa hora. - deu-lhe uma porção de macarrão com molho de ervas enquanto levava sua arma para perto de si. 

- Eu precisava sair um pouco. Ver algum humano, se é que me entende... - provou um pouco do alimento e elogiou o amigo. Mario era cozinheiro e também desertor do exército italiano. 

- Capisco*. Por que não vem morar na minha casa? Minha mamma** e a minha sorella*** iriam adorar sua companhia. - aquela era a quarta vez que perguntava.

- Não quero incomodar... estou bem assim. Contanto que eu possa estar aqui lutando... já me basta. - o menor estava convicto. Não queria arrastar mais pessoas para a sua solidão.

E era fato o quanto Feliciano era solitário. De Lovino, guardava um pouco de mágoa por ter lhe abandonado quando precisava. Mesmo que precisasse lutar para garantir sua nação de volta, o irmão deveria ter percebido que ainda tinha uma família, ainda o tinha. A verdade era que só tinha entrado nessa para provar a si mesmo que não era um covarde. Fugir do combate na África foi mais do que o suficiente para ele próprio acabar se convencendo de que isso não era para ele. Feliciano só não imaginaria que a guerra, de quem o castanho tanto fugia, chegaria em seu lar. Tinha que sair do castelo de papel que havia criado e enxergar a dura e triste realidade. Passou mais um tempo no QG com Mario, até decidir ir para casa. Aqueles esquemas de tentar sabotar e abater alemães o deixou exausto.

x-x-x-x-x


"E se muoio da partigiano
Tu mi devi seppellir
E seppellire lassù in montagna
Oh, bella, ciao, bella, ciao, bella, ciao, ciao, ciao
Seppellire lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior
E le genti che passeranno
Oh, bella, ciao, bella, ciao, bella, ciao, ciao, ciao
E le genti che passeranno
E diranno, 'Che bel fior'
E' questo il fiore del partigiano
Oh, bella, ciao, bella, ciao, bella, ciao, ciao, ciao
E' questo il fiore del partigiano
Morto per la libertà"


E se morro como guerrilheiro
Você deve me enterrar
Enterrar lá em cima, na montanha
Linda, adeus, linda, adeus, linda, adeus, adeus, adeus
Enterrar lá em cima na montanha
Embaixo da sombra de uma bela flor
E as pessoas que passarão
Linda, adeus, linda, adeus, linda, adeus, adeus, adeus
E as pessoas que passarão
E dirão, 'Que bela flor'
É esta a flor do guerrilheiro
Linda, adeus, linda, adeus, linda, adeus, adeus, adeus
É esta a flor do guerrilheiro
Morto pela liberdade

 

 

 

Ludwig e Gilbert

Província de Módena, Região da Emília-Romagna, Itália - 10/11/1943

Ambos já não aguentavam mais andar. Ludwig tinha levado um tiro no braço direito, vindo de um partigiano. Quando o irmão viu a situação, tratou de pegar seus equipamentos médicos e fugir com o mais novo. Aquela era a chance que eles tinham de poderem finalmente desertar. O loiro conseguira estancar um pouco do sangue que escorria pelo ferimento provocado à bala graças ao albino, que era médico. Ao chegarem em uma casa, distante da cidade, decidiram que se esconderiam ali. Porém, antes de Gilbert abrir a porta, ouviu uma voz. 

- O que os dois tedeschi**** pensam que estão fazendo ao tentar invadir a minha casa? - Feliciano apontou a arma para Gilbert. Ele não iria fraquejar agora.

- Mio fratello... ele está ferido e preciso cuidar dele. - compreendeu um pouco o péssimo italiano do Gilbert. Ao ver o tal irmão, deixou a sua arma cair no chão. O que estava acontecendo com ele? Por que teve aquela reação ao ver o homem loiro? 

Vendo que o italiano parou de esboçar toda e qualquer reação, o alemão adentrou na casa com Ludwig sem nenhum convite. O italiano tremia. Nada podia fazer enquanto estivesse na presença daquele outro lá. Ofereceu um dos quartos da casa para que o médico cuidasse do homem ferido. Depois de vê-los se distanciar um pouco, Feliciano soltou o ar preso em seus pulmões. Os partigianos não podiam saber que haviam dois tedeschi na sua residência. Faria daquele o seu segredo. Não deixaria seus companheiros de luta saberem.

Os dias foram passando e o castanho dos olhos cor de âmbar foi se familiarizando com os dois. Soube que Gilbert tinha um amante judeu e que o mesmo descobriu estar preso em uma cidade chamada Dachau. Fez a descoberta depois de ameaçar um agente suíço da Gestapo. Ficou sabendo também das lutas de Ludwig em Stalingrado, o que lhe fez estar mais interessado na vida do alemão mais novo, assim como também contou da sua vida antes da guerra para os irmãos, além de falar das crianças que deixou antes de ir para Módena e da pressão que sofreu de seu irmão para entrar naquela vida de partigiano. Agora eram três desertores convivendo ali. Logo após o natal daquele ano de 1943, o trio foi embora para a cidade de Bolzano, onde os tedeschi poderiam falar a sua língua natal, além de ser um canto neutro por ter privilégio de região autônoma***** e próximo da Áustria, onde Gilbert pretendia morar com Roderich quando o resgatasse, assim que a guerra terminar. Por ali, ficariam um pouco longe de todo o horror da guerra. E graças a Ludwig, Feliciano esqueceu um pouco das doces crianças com quem conviveu em Florença. O loiro o convencera a tirá-las do tal orfanato católico onde as deixou e a adotá-las quando a guerra acabasse. Isso fez com que o coração do italiano aquecesse um pouco mais e deixasse as preocupações de lado. Só assim conseguiu perceber que havia um lugar para aquele alemão em seu coração também. Algo que ele notou quando passou a dividir o mesmo quarto com o loiro e duas semanas depois, derem um beijo. O mais velho dos três observava a tudo com um certo ar de alívio, ao ver que seu irmão estava conseguindo deixar para trás a sombra do horror que viveu em Stalingrado.

***

 




 


 


Notas Finais


O que acharam do encontro entre Feliciano e Ludwig? A história final deles só acontecerá em 1945 **spoiler**

No próximo capítulo já estaremos no ano de 1944 e terá um pouco mais de Alfred, Arthur e... Luciano! E uma coisa que eu tenho que dizer a vocês: a fic está chegando perto do fim. De acordo com as minhas contas, falta mais 3 capítulos e o epílogo ><

*Capisco: eu entendo
**Mamma: mãe
***Sorella: irmã
****Tedeschi: forma como os italianos se referem aos alemães. No singular, é "tedesco". Meu avô costumava falar muito disso... :'(
*****A região onde Bolzano fica é a Região do Alto Ádige-Trentino, localizada no Tirol italiano. Além de Bolzano, tem também a cidade de Trento. Nessa parte da Itália se fala alemão.

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