História Filhos do Olimpo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Lily Collins, Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos, Thomas Sangster
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Atena, Connor Stoll, Dionísio, Eros (Cupid), Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Íris, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Travis Stoll, Will Solace, Zeus
Tags Deuses Gregos, Filhos Do Olimpo, Maisie Williams, Mitologia Grega, Os Herois Do Olimpo, Os Olimpianos, Percy Jackson
Exibições 6
Palavras 2.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eury: Thomas Sangster

Capítulo 3 - 03 - Eury



Eury:


Eury acordou com a mesma roupa suja e mesma costumeira sensação novamente. 
Era como se ele houvesse tido toda uma vida antes de acordar sujo em algum esgoto ou debaixo de pontes, como sempre acontecia. Mas sempre que abria os olhos, tudo parecia ter sido apenas um sonho. No entanto, ele não se lembrava de nada.
Seu nome, por algum milagre, sabia. E que, desde que se entendia por gente, tinha aqueles apagões diários.
Que diabos acontecia com ele?
Era sempre a mesma coisa. Como um ciclo: Acordar sujo em algum lugar imundo, passar o dia pedindo esmolas ou catando migalhas para sobreviver, e então, com o cair da escuridão, apagava novamente.
Uma vez tentara se matar. Atirou-se de uma ponte de dezenas de metros de altura. E no dia seguinte, lá estava ele, sujo, em algum esgoto de Washington.
Tinha a aparência jovem, o corpo magricela de um garoto de treze anos. Os cabelos eram louros escuros, e a pele, branca-amarelada, sempre suja por terra. Os olhos tinham o mais escuro tom de castanho.
Remexeu-se no chão sujo, tendo um breve flash do que havia sonhado, aquilo só poderia ser algum tipo de milagre.
Havia acordado sob a sombra de uma árvore, deitado sobre uma grama verde e fofa. Aquilo não era comum, mas, pela primeira vez na vida, Eury sentiu-se abençoado.
Sorriu de soslaio, enquanto ficava sentado na grama, recostando-se na árvore.
A floresta era densa, repleta de árvores em variados tamanhos. A alguns metros da árvore onde ele estava, havia uma trilha em meio a grama. Aonde ela dava, Eury não sabia. Olhou em volta novamente, fascinado. Depois de tanto tempo acordando em esgotos, estava aliviado por finalmente ter acordado em algum lugar limpo. Suas roupas, no entanto, ainda eram velhas e despojadas.
Então ele pensou que para aquele dia melhorar, só faltava um rio onde ele pudesse tonar um banho. Um fruto em alguma árvore, água limpa, e ele poderia passar o dia ali. Talvez no dia seguinte acordasse em um lugar diferente. A ideia de acordar no mesmo lugar o deixava animado.
O céu estava azulado e límpido. Eury saiu da sombra da árvore e caminhou além dela, explorando a floresta.
Incrivelmente, alguns passos depois, encontrou uma modesta cabana ladeada por dois pinheiros altos. A porta era baixa e marrom. Por estar coberta de lodo e flores, não era possível ver a cor das paredes da cabana. Na faixada, uma cadeira de balanço era soprada pelo vento, balançando continuamente.
Eury subiu os degraus, ansioso. Pôs-se diante da porta e ergueu a mão, dando a primeira batida.
Toc-toc.
E nada. O único som que ele podia ouvir era o farfalhar das árvores.
O segundo, ainda mais forte. Toc-toc.
Nada. Um pássaro cantou alto, no topo de uma  árvore, e depois tomou voo.
O garoto começava a perder as esperanças.
Bateu na porta novamente, pensando que, se ninguém o atendesse, voltaria para onde acordara.
No entanto, para sua alegria, a porta fora aberta sozinha, como se o vento a tivesse empurrado.
Eury deu de ombros. Se ninguém havia aberto a porta, não poderia haver alguém ali. Ele adentrou a casa a passos leves, apenas 50% seguro.
— Olá? Alguém aqui?
    Mas não obteve resposta. Um vento forte balançou as árvores e fez a porta bater, fechando-a ás costas de Eury.
Bem, agora ele estava assustado. E 5% seguro.
Uma cortina de miçangas dividia a da e im outro cômodo, isento de mobília, diferente da sala, que possuía um sofá velho e uma mesa de centro.
Mais duas portas estavam fechadas. Eury ficou curioso em relação a qual delas abrir.
Decidiu, por fim, ainda inseguro e assustado, abrir sutilmente uma de cada vez.
Tocou na maçaneta, sentindo o metal frio em seus dedos esguios e suados de nervosismo. Respirou fundo, e então abriu a porta. Temendo que algo ruim saísse daquele cômodo, fechou os olhos e esperou pelo pior. No entanto, quase dois minutos depois, nada aconteceu.
Eury adentrou o que parecia um quarto. O cômodo tinha uma aparência antiquada, tal como o resto da cabana. Uma cama de madeira na horizontal, forrada por lençóis azuis que cheiravam a naftalina.
Uma mesa de cabeceira de madeira escura, um abajur pequeno repousava sobre a mesma. O assoalho farfalhava onde Eury pisava, a passos trêmulos e atrapalhados. Na extremidade do quarto, havia um armário simples de duas portas verticais. Mas o garoto não a exploraria, seria atrevimento demais.
Vendo que não havia nada de espetacular no quarto, saiu e fechou a porta.
Pensou, por um segundo, se o perigo não estaria na segunda porta. Cada pêlo do seu braço eriçou-se com os devaneios sinistros que ele tinha. E então, talvez cometendo o pior erro de sua vida, ele abrira a porta.
Sequer teve tempo de pensar em correr ou ficar. Uma mulher com uma aparência mórbida e cabelo de serpentes irrompeu porta a fora. Seus olhos cruzaram com os de Eury por breves segundos. Mas fora o bastante para o garoto ser petrificado. Mesmo parecendo uma escultura contemporânea, ele ainda estava vivo. Sentia-se vivo.
E estava sentindo-se rachar. Literalmente. E logo em seguida ele se quebrou, emitindo um som de estilhaços.
Foi quando ele abrira os olhos...
Ah, que ótimo, lamuriou ele em pensamento. Eu nunca sonho e, quando por algum motivo totalmente inacessível tenho meu primeiro sonho, é com uma coisa dessas.
Eury fitou a avenida de onde estava (á sua margem, sob uma ponte).
O dia mal havia começado, e ele já sentia-se exausto só em pensar no dia enfadonho que teria. Sabia que precisaria ir para as ruas procurar o que comer. Ou morreria de fome.
Mas ele sempre conseguia algo. Tinha um rosto tão meigo e um corpo tão magro, que qualquer um sentiria-se um monstro por não ajuda-lo.
No entanto, continuou sentado, recostado na parede gelada da ponte. Ficou pensando no sonho que tivera... Apesar do sonho horrível, sentia-se um tanto sortudo.
Talvez fosse ingênuo e leigo demais.
Mas sonhar... Quase nunca acontecia.
Então ele ficou pensando naquilo.
Os carros passavam na avenida, cintilando com a luz do sol. Algumas motos passavam a todo vapor. Motoqueiros rebeldes e imprudentes.
Eury gostava de motos. Pelo menos das que ele lembrava. Não sabia o nome ou o modelo, mas tinha a imagem de algumas guardada em sua "cabeça-quase-oca", como ele apelidava.
O trânsito estava fluindo normalmente até que subitamente, caminhões que surgiram de sabe-se lá onde fizeram tudo ficar um caos.
MEDUSA. Esculturas em Cerâmica e Porcelana. Entrega á domicílio.
Medusa... Por algum motivo, aquele nome não era estranho para Eury. Ele esforçou-se para lembrar de algo, lembrar onde havia ouvido aquele nome.
Sua mente era um branco total.
Ele suspirou, frustrado. Era sempre a mesma coisa. Sentia-se um velhinho com Alzheimer.
Outra palabra que ele não sabia onde ouvira ou aprendera.
Mas Medusa... Aquele nome era diferente. Estava relacionado a algo importante.
Algo estava errado. De repente todos os carros sumiram. Os veículos remanescentes eram todos Caminhões Medusa.
Aquele nome assustava Eury, e essa coisa estranho o assustou ainda mais. Ele levantou, as pernas magrelas bambas. 
O garoto era meio medroso às vezes, mas quem poderia culpa-lo?
Algo estava vindo em sua direção. Uma mulher de estatura média, óculos escuros e roupas pretas, como uma roqueira. Ele recuou, quase gritando agudamente, de tanto medo.
Será que....? Não, negou ele para si mesmo.
Não era ela. Aquela não era... Medusa.
Talvez ele estivesse equivocado. A mulher tirou os óculos escuros, e Eury não sabe o que veio depois, porque tirou os olhos dela e tomou a correr ponte a baixo. Se corresse muito, alcançaria um centro comercial.
Pelo menos, se aquilo não fosse real, já estaria a salvo da próxima alucinação.
Seu estômago roncou.
Talvez fosse fome. Mas ele não queria arriscar. Continuou correndo.
E correu muito. Correra até ficar ofegante e coberto de suor.
Não escutava mais nada. Contudo, temia virar-se para checar suas costas.
Estava perto de um mercado público quando ouviu passos próximos. Eram passos rápidos, os solados dos sapatos de quem quer que o estivesse segundo não parava de bater no chão.
O que ou quem era aquilo e porquê andava tão depressa?
Ele não parou para pensar. Atirou-se novamente, correndo como um ratinho assustado.
Percebeu que os passos ficaram ainda mais rápidos. Estavam mesmo o seguindo.
— Ei, ei, garoto, pare! Queremos ajudar. — Um tom complacente. Mas quem poderia confiar?
— Garoto, por favor, pare — uma voz diferente desta vez. Um pouco mais grave que a primeira. — Se você não parar, teremos que...
— Não o ameace, Nico. Como ele vai acreditar que queremos ajuda-lo? — Disse a outra voz.
    Eury parou, assustado. O que iriam fazer se ele não parasse? 
Não poderia ser pior do que Medusa faria, mas ele não queria arriscar. E afinal, vai que realmente pudessem ajuda-lo...
Ele parou. 
Esperava não estar cometendo um erro.
Logo os donos daquelas vozes o alcançaram.
— Viu como se faz, Nico?  — disse um garoto de cabelos loiros.
— Não seja arrogante... hum, quero dizer... Não podemos perder tempo.
— Então, é ele?
— Em nome do reino de Hades, eu o sentiria até se estivesse do outro lado  do mundo — respondeu o outro. Eury estava perplexo, sem entender nada.
— Quem são vocês? — indagou Eury. O garoto de pele pálida e cabelos negros o encarou.
— Somos o seu resgate. 
— Resgate?
— Vamos leva-lo para um lugar seguro — proferiu o loiro. E Eury continuava sem entender nada. No entanto, se estivessem falando a verdade, seria ótimo. Ele precisava mesmo de ajuda, resgate e segurança.
Não iria falar de sua vida para aqueles garotos estranho. Mas se fossem ajuda-lo a fugir de Medusa, ele iria com eles.
— Por que estava correndo tanto? — perguntou o de cabelos negros, Nico.
— Alguém estava me perseguindo... Uma mulher com cabelos de serpentes — fingiu ignorância, pois sabia como aquela mulher se chamava. Sabia, também, que ela era um monstro.
— Está falando de Medusa? — indagou o loiro, prontamente emendando: — é claro que está falando de Medusa. Deuses, precisamos ir embora agora!
Nico assentiu, concordando com o amigo.
— Só um dúvida... — proferira Nico, tomando um lugar a frente de Eury e do loiro. — Quantos anos você tem?
— Eu não sei — murmurou Eury.
    Nico balançou a cabeça.
— É, tenho certeza que é ele!
     E então começaram a caminhar. Não estavam rápidos o bastante para dizer que estavam correndo, nem devagar o bastante para dizer que estavam andando.
Eury os seguiu, ficando alguns centímetros para trás.
Se algo estivesse errado, ele poderia recuar com mais facilidade, numa vez em que estava nas costas dos garotos.
Subitamente ouviram uma risada assustadora. Eury conhecia aquela risada.
Nenhum ousou olhar para trás. Não eram estupidos. Medusa estava á suas costas, sabiam disso. Pelo visto, deveria estar grata por ter três garotos para petrificar.
E fora assim, tão fácil para ela. 
Entreolharam-se brevemente, e então todos assentiram, concordando em correr o mais rápido que podiam.
Eury ainda não havia comido nada, mas viu-se obrigado a correr. Só de lembrar do sonho que tivera, rachando como um copo de vidro e então estilhaçando-se para todos os lados, sentiu-se mais que motivado a correr. 
A sombra dela estava próxima, clara e nítida.
As cobras dançavam em sua cabeça. Às vezes ela sumia, mas então os alcançava de novo.
Não poderiam lutar contra ela. Pelo menos, não na posição em que estavam. Não poderia olha-la, então como a matariam?
Não havia outro jeito a não ser correr.
Estavam perto de uma estação de metrô. A névoa ali deveria ser forte, os mortais não poderiam ver Medusa. Mas isso não significava que ela deixaria de ve-los.
Nico parou, de repente.
— O que está fazendo? — perguntou o garoto loiro, ainda de costas.
— Eu vou distrai-la. Vão!
— Não vou deixar você, Nico.
— Vá, Will. Leve-o para o acampamento. Eu posso me virar sozinho.
— Tem certeza de que vai ficar bem?
    Medusa estava perto. Podiam ouvir as cobras, seus passos.
— Sim. Vá logo! — Ordenou Nico, rispidamente.
Tinha postura e atitude de líder. E talvez fosse mesmo.
Will voltou a correr. Eury, por sua vez, também.
Longinquamente, ouviram uma buzina de carro e depois um estrondo.
Mesmo preocupados com Nico, não olharam para trás. Talvez Medusa ainda estivesse lá.
Rumaram para a estação. A presença da monstra havia ficado mais fraca, até que desapareceu do radar de ambos.
Sim, eles poderiam senti-la.
— Acha que ele conseguiu? — Perguntou Eury. Havia uma sombra de empolgação em sua voz, como se ele acreditasse que Nico havia conseguido.
Como se as coisas fossem fáceis...
— Eu não sei, respondeu Will. — O suor escorria por sua testa. Sua camiseta laranja estava ensopada.
Haviam três letras estampadas no tecido: CHB.
— O que significa? — Indagou Eury, curioso.
   Will olhou para ele com uma cara de enjoo, como quem dizia que não era hora para isso. Eury fixou o chão.
— Logo irá descobrir — respondeu Will. — Precisamos ir. — Disse ele, saindo da estação de metrô.
— Como assim? Para onde vamos? Achei que fôssemos...
— Pegar o metrô? Não, não... O metrô não vai onde precisamos ir.
— E para onde vamos?
    Will olhou para ele, incapaz de escolher as palavras certas para responde-lo.
— Você verá — disse, e Eury ficou muito curioso.
Saíram da estação e rumaram para uma rua onde haviam vários táxis estacionados no acostamento.
Um senhor meio gorducho de meia idade aproximou-se dos dois.
— Pode nos levar á Casa Branca?
   O senhor assentiu, gesticulando com a cabeça para que entrassem no carro. Olhou para Eury com desdém e um olhar de como quem diz "não vá sujar meu banco, seu garoto sujo".
Ambos ficaram no banco do passageiro. 
Não demorou muito para chegarem. Talvez até desse para fazerem o preciso andando. Mas Will parecia cansado demais para andar. E preocupado demais, também.
Onde estava Nico?, perguntou-se Eury. Será que ainda estava vivo ou havia virado pedra?
Will pagou ao senhor com vinte dólares e se afastou. O menor o seguiu.
Estavam perto da Casa Branca, á margem da floresta. Vários carros estacionados formavam uma espécie de tapetes-automóveis.
Subitamente, ouviram um assobio que vinha da floresta.
De início, acharam ser Medusa. Mas então uma voz familiar os chamou.
— Ei! — Era Nico.
     Eury deu uma olhada na estrutura antes de adentrar a floresta junto ao loiro.
Era realmente bonita, mais do que nos jornais velhos, até.
Assim que se aproximaram de Nico, ele fitou o garoto magricela e sujo. Ele estava descalço, só agora haviam percebido.
No entanto, Will parecia feliz em ver o amigo.
— Você precisa de um banho — disse Nico para Eury.
   Will olhou para Eury, e depois para o Nico.
— Você também — falaram em uníssono. E Nico precisava de um banho, mesmo.
Sua roupa estava tão suja quanto as de Eury.
— Conseguiu despista-la? 
— É, precisei da ajuda do meu pai.
— Quem é seu pai? — Indagou Eury, curioso.
— O mesmo que o seu — disse Nico. — Hades.
   Eury ponderou um pouco,   esforçando-se para lembrar o significado daquele nome. Pelo visto, não era nada bom. Mas ele era seu pai, não era? Ele teria que lidar com aquilo. E Nico era legal também. Talvez pudesse ajuda-lo.
Caminharam com pressa, no entanto  com muito esmero, até uma... caverna?
Era isso mesmo. Só que depois que atravessaram a caverna, o lugar era totalmente diferente.
 


Notas Finais


Sei que demorei, me perdoem. Espero que o capítulo compensem a espera.
Xo para vcs, semideuses ♡


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