História Find Me Out - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Murder House
Visualizações 8
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey, forgive me for taking so long. Eu precisava de tempo pra poder escrever e caso não estivesse bom, reescrever.
Mas bom, esse é um dos meus capítulos favoritos, e também um dos mais difíceis de se escrever.
Espero que gostem ^^

Capítulo 3 - House of Ilusions


Fanfic / Fanfiction Find Me Out - Capítulo 3 - House of Ilusions

 

March 05th, 2016.

A casa estava silenciosa, embora seus pais estivessem conversando. Os pés apressados de Kevin ao descer as escadas ressoaram por todos os cômodos. Os olhos gentis de Aubrey seguiram o filho até que ele estivesse perto, diferente de Henry que não disse uma palavra sequer, embora Kevin já estivesse acostumado.

- Boa aula, querido. - Ele acenou e a agradeceu mentalmente, já em direção à porta, sem se virar para um cumprimento completo.

 

Ao sentir uma faixa de luz calorosa invadir seus olhos e assim os fazer arder, ele ergueu uma das mãos até a altura dos mesmos e olhei direção à rua. A poucos metros, um ônibus escolar se aproximava na menor de suas velocidades, lampejando um brilho amarelo e destacando as letras bastões negras nas laterais ao curvar a rua. 

Nele, alunos gritavam o máximo para fora das janelas quadradas. Alguns garotos com casacos vermelhos se aglomeravam nos últimos bancos, cantarolando e rindo entre si.

Kevin alcançou o ônibus que parou a alguns metros e subiu, sem se destacar entre eles. Optou por sentar nos primeiros bancos, onde o movimento era menor. Encaixou os fones nos ouvidos e ali se distanciou até chegar na escola. O ônibus parou em frente à alguns degraus de escada. Deixando que todos saíssem primeiro, Kevin desceu assim que viu que não havia mais ninguém ali além dele e do motorista, analisou a escola nova de olhos cerrados. Muros altos e cinzentos, com uma placa metálica grafada as palavras quadradas Eleanor West High School. Com um gramado à frente, o prédio de andares altos pareciam ter uma "certa idade", mas isso realmente não importava a Kevin.

Os corredores estavam lotados, impossibilitando a entrada ou saída de qualquer que estivesse ali, mas assim que os sinais ecoaram pelos ares, todos se organizaram e seguiram em filas, e novamente Kevin se viu longe de todos. O número de sua sala estava escrito em um papel branco que amassou dentro de seu bolso, mas ele já havia gravado, e assim encontrou sem problemas. 

 

 

   Ao soar do sinal, ele se viu livre de mais apresentações desnecessárias - em sua opinião -, e deixou a sala de aula junto dos outros alunos, assim passando direto pela saída até a rua. Os minutos demorados contados no relógio redondo se tornaram horas, e logo ele já havia participado de todas as aulas. A ansiedade que sentiu ao se apresentar se perdeu na segunda apresentação, e se tornou apenas um "oi, meu nome é Kevin Baker e sou novo na cidade". O ônibus parecia demorar e como já havia esperado durante alguns minutos, ele resolveu ir a pé, seguindo o caminho por o ônibus completou até ali.

 

    Ao chegar em casa, ele cumprimentou seus pais brevemente e com curtas palavras e subiu para seu quarto, deixando que o peso de seu corpo e cansaço caíssem na cama. Aubrey estranhou o comportamento de Kevin, e esperou alguns minutos até que pudesse ir ver o que havia acontecido.

- Pode entrar. - Aubrey deu algumas batidas fracas, e esperou por uma resposta que não tardou a chegar. 

- Querido, fiz um lanche para você. - Ela disse sorridente, trazendo consigo uma bandeja  

- Obrigado. - Ele sorriu sem jeito, se arrumou na cama, dando espaço para que ela se sentasse.

- Está tudo bem ? 

- Sim. - Ele pareceu estar confuso ao responder,  mas não a queria preocupar, por isso disse uma meia verdade. - Por quê ?

- Não disse nada sobre seu primeiro dia de aula. - Ela se acomodou na ponta da cama e passou uma das mãos pelo rosto de Kevin, sorrindo. - Tem certeza de que está tudo bem, Kevin ?

- Sim, só estou cansado. - Com os olhos meio abertos, ele os esfregou e fingiu um bocejo. - A aula foi normal.

- Então tudo bem. - Ela detectou um rastro de mentira em sua resposta, mas ele realmente parecia cansado. 

   Após comer o que sua mãe o levou, ele se deitou e tentou relaxar, mas algo o impedia de dormir, o deixando desconfortável. Ele revirou seu corpo na cama até sentir uma pequena dor em suas pernas, então ele se sentou e olhou ao redor. Bex  olhava fixamente para o nada através da janela, como na noite anterior.

   Ele se levantou, ficar deitado não o ajudaria, se sentou ao lado do cão que por nenhum minuto desviou os olhos da janela, piscando quando necessário.

- Bex. - Ele o chamou, mas olhou por reflexo para ele e voltou a encarar seriamente o nada, com suas orelhas erguidas. Mexeu em suas patinhas para ter sua atenção, mas nada. - O que tem ali ? - Ele olhou por cima do próprio ombro, mas não viu nada fora do comum. A árvore mexia seus galhos e os mesmos batiam algumas vezes na janela. - Vem, Bex. - Tentou. - Vamos, Bex, saia daí! - Sua última tentativa, falha. Frustado pelo que o cão estava o fazendo, ele o tirou a força do quarto e o levou para fora.

   Assim que chegou aos pés da calçada, ele se agachou e deixou que Bex o guiasse. Surpreendendo-se quando ele correu para a casa, ele correu atrás, mas assim que chegou perto das grades o perdeu e vista. 

Pouco mais de dois minutos e nenhum sinal de Bex. Ele atravessou as grades, traçou o mesmo caminho pelo qual entrou no dia anterior. Mesmo que já tivesse ido ali, todo aquele lugar lhe causou calafrios. 

- Bex! - Seu gritou ecoou pela casa, enquanto ele olhava ao redor, esperando ser surpreendido por Bex. - Bex! - Ao seu segundo chamado, algo lhe acertou as pernas e com um susto ele se virou, sorrindo ao ver o cão - Parece que você gostou mesmo da casa, hein. 

   Esquecendo-se de onde estava, ele se distraiu brincando com Bex. Uma onde gelada pareceu envolver toda a casa, e ele se reprimiu, para se proteger do frio.

- Meio frio aqui, não ? Haha. Acho melhor voltarmos pra casa. - O cão abanou seu rabo e esticou sua língua avermelhada para fora, sem perder a conexão visual que haviam criado. Ele levantou para sair, mas algo o impediu de se mover. Como se estivesse paralisado.

Seus olhos passaram de Bex para a figura parada à sua frente. Encarava-o com curiosidade. Seus olhos travaram e um turbilhão de coisas foram lançadas em sua mente. Era ela. 

Ele não soube o que falar, nem pudera, pedras lhe desciam a garganta impedindo alguma fala. Um brilho intenso cobria seus olhos incrédulos. Era realmente ela ? Ou seria apenas mais uma peça pregada por sua mente ? 

Ele fechou os olhos, os tapou com a palma das mãos e repetiu centenas de vezes para tudo aquilo desaparecer. Algumas vezes, nas primeiras semanas, ele jurava a si mesmo que poderia tê-la visto, sempre criando expectativas que no final eram apenas expectativas. Então ele abriu os olhos novamente, e seu coração o deu outro susto. Ela ainda estava ali, mas agora parecia chorar, mesmo não parecendo triste. 

Estava diferente, estranha. Usava apenas um vestido preto, e seus pés estavam descalços, tendo contato direto com o chão. Mas, de um jeito ou de outro, ainda era ela. O brilho cristalino não faziam mais seus olhos se destacarem, e o ruivo que um dia fora tão vivo, agora se tornava um tom escuro.

   Sem antes pensar, e assim que seu corpo o deu permissão para andar, ele correu e a abraçou o mais forte que pôde. Podia sentir as mãos frias dela o abraçando de volta. Seus braços tremiam do tanto que a apertava, mas ela parecia não se importar. 

- E-Eu não acredito. - Ele os separou por um instante, mantendo os braços dela em suas mãos. - Você está bem ? P-Por onde esteve ? E-Eu... nós precisamos avisar alguém. A polícia! - Mas ela se manteve calada, sorrindo apenas algumas vezes, mesmo que seus olhos estivessem cheios d'água. - Você tá gelada, toma meu casaco. - Mas assim que ele a soltou para tirar o casaco, ela o interrompeu. - Vem, a minha casa é aqui do lado. Vamos pedir ajuda. - Sem que ela pudesse responder, ele a tomou pela mão e abriu mais um pouco da porta, saltando para fora. - Meu Deus, meu Deus, meu Deus. - Ele repetia ligeiramente, guiando-a para fora. 

Após passar pelo portão, Kevin olhou com um grande sorriso para trás ao não sentir mais a mão de Gwen, e o deixando confusa, não havia ninguém ali. 

- Não! Não pode ser, e-ela estava... - Questionou sua sanidade mental, e então olhou para suas mãos. Alguns fios de cabelo ruivo estavam pressos a seus dedos. - Gwen. - Ele retornou para dentro, correndo, mesmo que seu corpo o dissesse o contrário. - Gwen. - E assim atravessou a porta destruída, a encontrou novamente. Ela estava nos últimos degraus da escada, encarando seus dedos como se tomasse uma grande decisão. 

- Desculpa, Kevin. - Balbuciou.

- Vem, precisamos avisar alguém. Precisam saber que você tá bem. - Sua mente o dizia o contrário, e uma dor "imaginária" se alastrava por seu peito.

- E-Eu não posso. - Ela chorava, o deixando ainda mais confuso. - Não consigo. - Por mais que a doesse, ela ergueu a cabeça e olhou em seus olhos. - Desculpa.

- G-Gwen. - Ele não sabia o motivo, mas sua voz tremia à medida que ela se aproximava. 

A verdade estava tão perto que ele poderia tocá-la, mas nunca desejou isso, por que sabia que um dia ou outro ela viria e o quebraria em milhões de pedaços. 

Ele se agachou rente a ela e tocou seus joelhos no chão. A fitava com medo do que viria a seguir, e ele sabia o que viria. Seus olhos pareciam mais dois mares negros, tão diferentes do que foram um dia. 

Ele ergueu uma mão trêmula, impossibilitando suas lágrimas de saltarem de seus olhos. Hesitante, ele pois sua mão na direção do coração dela, mas nada. Ele não saltava de ansiedade, felicidade ou qualquer coisa que ela poderia estar sentindo naquele momento. Estava parado, pois não havia nada ali para saltar. Por que ela não era real.

Seu corpo balançou e desequilibrou para trás. Chorava desesperadamente, como uma criança. Chorou como não chorava desde que seu cão de infância morreu. Chorou porque suas expectativas se foram, e a verdade que ele tanto temia finalmente estava ali. 

Ela não estava li, não de verdade. Uma ilusão criada por sua mente, pela aquela casa.


Notas Finais


A tão esperada aparência da Gwen abaixo:
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Espero que tenham gostado e até a próxima ^^


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