História Fingindo - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Naruto, Romance, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Exibições 73
Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OBS:. Sinopse e Título baseados no livro Fingindo de Cora Cormack. Somente sinopse e título, a história em si será diferente.

*As imagens da capa NÃO me pertencem. Foram editadas por mim com SEM fins lucrativos! Foram retiradas da internet.
* Todos os personagens de Naruto pertencem á Masashi Kishimoto.
*Fanfic sem fins lucrativos.
*Sem plágios!

Capítulo 1 - 01


01

 

 

Já não me sinto animado com as tentativas de conselhos de Kiba. Não o escuto faz alguns bons minutos, meu café havia esfriado e o livro de engenharia econômica jazia sobre a mesa da cantina lembrando-me que, encontrava-se a cinco dias de atraso de devolução. Minha cabeça doeu em pensar que, novamente eu tinha esquecido de renovar um livro e corria sérios riscos de não tê-lo mais.

É engraçado como Kiba ainda falava e falava. As únicas palavras que os meus ouvidos captaram foram “Karin” e “vaca”. Se a situação já não estivesse bastante trágica para mim, até daria risada em concordância. Olhei em volta na cantina do bloco das exatas e lembrei-me do meu primeiro ano como calouro, de como era tudo mais fácil e divertido naquela época.

Suspirei e tornei a encarar meu amigo, dessa vez ele encontrava-se quieto e tentando me analisar. Kiba está terminando sua pós-graduação em engenharia de segurança no trabalho e, eu ainda não sei o porquê ele escolheu fazer engenharia se jura de pés juntos que odeia tudo isso do mundo das exatas.

— Sério, cara, essa tua depressão por causa da Karin está me irritando.

Suspirei em reposta. Ele diz como se eu realmente estivesse em depressão por causa daquela imbecil.

— Vamos à festa da Shion, ouvi dizer que as festas que essa garota organiza são as melhores.

— Sério que você quer ir à festa de calouro? Não me diga que perdeu o juízo de vez? — encostei-me no encosto da cadeira cruzando os braços sob o colo.

— Não acho uma péssima ideia, para começar.

— Cara, nós temos vinte e seis anos, pelo amor de Deus!

— Calouras tem dezoito anos, são maiores de idades conforme a lei, Sasuke!

— Tsc!

Foi à vez de Kiba bufar em resposta.

— Isso é tudo desculpa ridícula para não ir. Não comece com essas putaria de mimimi, estou de saco cheio! Foda-se a Karin!

— Porra, para de citá-la em nossas conversas! Isso já está me irritando!

— Só porque vocês namoraram por seis anos? Ou porque ela te chutou pra ficar com um ex-professor vinte anos mais velho que ela? — comentou ignorando todas as palavras que eu lhe disse.

Mas que merda!

Não sei por que eu ainda dou ouvidos ao Kiba. Sério.  Já não bastava estar desanimado com a vida, minha namorada de seis anos me troca por um cara flácido. Não gosto de pensar a quanto tempo ela vinha me traindo com aquele velhote que se diz ético. Faz em torno de um mês que Karin viajou, e só Deus sabe para aonde com seu novo companheiro, enquanto fico me perguntando como a deixei escapar.

Até mesmo aluguei um apartamento para nós dois morarmos confortavelmente e com tranquilidade. Karin teria seu consultório e se especializaria psicanálise, eu continuaria na empresa do meu pai, e seguiria em frente com o mestrado para futuramente poder lecionar na universidade. Porém, todos nossos planos foram por água a baixo. Exceto a parte de Karin, que preferiu abandonar tudo.

Ás vezes, concluo que, um amor tão forte que senti por ela, não sentirei a ninguém mais. Karin fora minha primeira namorada, a primeira pessoa a me ajudar a ter um relecionamento, a primeira pessoa a me mostrar que o mundo fica melhor com alguém amável ao seu lado. Todos os meus medos passavam assim que estávamos juntos, não havia mulher mais linda que ela e, eu me considerava o cara mais sortudo por tê-la como namorada.

Sinto-me cansado por estar pelos cantos me lamentando, por escutar que sou uma pessoa exemplar, o amigo que todos adorariam ter, o namorado perfeito que sua filha deseja, o filho que toda mãe pede á Deus. Toda essa babaquice, toda essa minha postura de bom filho, bom profissional, bom namorado, não me levou a nada. Minha namorada me traiu, meu emprego é um saco, e o mestrado está sendo um verdadeiro estresse.

— Ok, vamos nessa festa. — descruzei os braços e fechei o livro ao levantar-me da cadeira. Peguei-o e o guardei na mochila.

— Ótimo, estou com saudades de beber tequila.

E eu quis responder que, provavelmente, a tequila mataria a minha saudade.

 

{*}

 

Duas, cinco, sete, ou foram nove shots?  Porra!

Realmente, eu estraguei tudo. Minha cabeça está prestes a decolar para um espaço da qual eu não faço ideia, enquanto meu pai gesticula seus lábios freneticamente. Talvez, está me dando um sermão, ou perguntando como raios fui parar na varanda da casa deles. Percebi que minha mãe está ao seu lado me olhando com um misto de dó e surpresa. Forcei a vista e o zumbido irritante em meu ouvido diminuiu e eu pude, até que enfim, escutar as últimas palavras proferidas de meu pai.

—... Olha seu estado, Sasuke! Porque dormiu aqui fora!?

A situação não está nada boa, mas cara, sério, eu quero rir desesperadamente, porque chega a ser engraçado.  No auge dos meus vinte e seis anos, nunca fiquei tão bêbado ao ponto de dormir no assoalho da varanda com insetos de companhia. O porre foi bonito!

Então, fiquei na posição de lótus, porque não sou nem um pouco estúpido de atrever-me a ficar em pé. A minha cabeça está latejando tanto que, parece que as músicas do David Guetta ainda estão zumbindo aqui dentro. Meus pais ainda aguardavam minha resposta, mas sério, que eu resposta eu darei?

— De verdade? Nem mesmo eu sei como vim parar aqui...

Optei por ser sincero, mas esqueci de que meus pais surtam com as minhas respostas sinceras vez ou outra.  Levou dois segundos para o meu pai abrir a boca de novo.

— Puta que pariu, Sasuke! Você não está mais em fases de adolescentes! Tens uma reputação a zelar, um trabalho a superar e um mestrado á terminar!

Puta que pariu digo eu! Porra, não faço ideia de que horas são, mas julgando pelos dois velhos estar acordados em um domingo de manhã, só pode ser perto das oito ou nove horas. Á essa hora da manhã e vem com todo esse discurso estressante de reputação e o caralho a quatro! Sendo que, a minha maior preocupação neste exato momento é se bati o carro, ou até mesmo participei de algo muito insano. Agora tenho noção do quanto Naruto tinha medo de ter engravidado alguém por aí quando ia às festas durante a graduação.

— Sasuke querido, saia desse chão, hum? Vamos entrar, e você vai para seu o quarto banhar-se.

Resgatei meu orgulho ao ouvir as palavras dóceis da minha mãe, firmei as mãos no chão e com um leve impulso me pus a ficar em pé. Cambaleei, mas continuei em pé. Certo, só preciso achar as chaves do meu carro e sair desse inferno.

— Realmente, você deveria escutar sua mãe, estás fedendo a bebidas e cigarro. Sasuke, não me diga que andas fumando novamente? 

 Caralho hein!!! Dou graças á Deus que não moro mais aqui, porra que saco! Sorri ao encontrar as chaves e ainda as balancei na frente de Fugaku mostrando minha vitória debilmente, mas ele – obviamente – não entendeu.

— Tomarei em meu apartamento.

— Você acha que vou deixá-lo dirigir neste estado?

— Pai, entenda que, eu dirigi até aqui em um estado muito pior.

Após dizer isso, arrestei meus pés dali, digo que não foi fácil descer as escadas da varanda e chegar até o carro que, por um milagre de Deus, encontra-se estacionado perfeitamente rente ao meio fio.

Consegui respirar em alívio assim que me sentei à frente do volante, livrar-me dos pais sempre se torna uma tarefa difícil. Não sei como Itachi aguenta passar uma semana de suas férias com eles. Também não faço a menor ideia de como acabei escolhendo vir parar aqui. Que merda.

Ao chegar em casa, tomei um banho e preparei um sanduíche para repor minhas forças. Preciso estar novo em folha para começar a árdua semana entre trabalhar e realizar a monografia do meu mestrado.

Na terça-feira acordei com pressentimento que as coisas tornar-se-iam complicadas durante o dia. Sabe quando você acorda e tem aquela sensação nada agradável que, tudo vai dar errado? Tipo isso.

 Ao entardecer depois do trabalho, resolvi ir à biblioteca da universidade com fins á chorar para a bibliotecária liberar mais retirada de livros, já que as últimas vezes acabei entregando-os atrasados. Fui até a penúltima seção de estantes cheias de livros de engenharia, e lá me deparo com uma garota de cabelos cor de rosa. Ela escutou meus passos e virou-se ficando de frente para mim.

Os olhos verdes destacavam-se por causa da forte maquiagem ao redor deles, os lábios contém um batom vermelho sangue, piercing no nariz e seus cabelos vão até um pouco para baixo dos ombros. Tudo nela me pareceu exagerado demais para um rosto tão delicado. Mas, no fundo, ela não me parece uma completa estranha. Sinto que já a vi em algum lugar.

— Ah... E aí. — cumprimentou-me sem um pingo de vontade.

— E aí... — franzi a testa.

Reparei em suas vestes, camisa de banda de rock, calça jeans justa ao corpo, porém nas coxas contém vários rasgos. E, por fim, um velho all star vermelho desbotado. Jesus! Tenho quase certeza que é caloura. Resolvi ignorar a presença desconfortante dela e me atentei a procurar o livro que ajudaria na minha tese. Porém, sinto que ela está me olhando e isso é, de fato, irritante. Novamente, tento ignorá-la, aliviado por achar o dito cujo do livro, o peguei e saí dali.

Retorno para a mesa onde deixei meu notebook, sento-me e abro o livro começando a ler a introdução. Na sexta linha do primeiro parágrafo, escuto a cadeira á minha frente se arrastar. Ao levantar meus olhos, dou de cara com a garrota de antes.

Mas que merda?

Até pensei em pedir se poderia ajudá-la com algo, mas mantive-me calado encarando-a. Se ela veio até mim, então é ela que tem algo a dizer.

— Eu te conheço. — foi tudo o que disse. Franzi o cenho, porque eu não a conhecia. Percebendo a minha confusão, ela continuou depois de alguns minutos. — Estudamos juntos, não lembra?

Quase que eu dei risada. Olha para ela! É um absurdo achar que já estudamos juntos, a garota tem cara de ter dezoito ou dezenove anos, impossível isso. Mas, algo no olhar sério dela, me deixou inquieto. Ou seria possível?

— Jesus... — suspirou a garota. — Fomos da mesma turma de engenharia de produção, Sasuke.

O fato de saber meu nome já me deixou em alerta. Mas, mesmo assim, aquilo poderia ser um trote, alguns veteranos jogam sujo e fazem os coitados dos calouros passarem por situações constrangedoras envolvendo terceiros.

— Eu realmente lembraria se fôssemos colegas de turma. — ela rolou os olhos com a minha resposta.

— Ok, eu estudei até a metade do curso com você, resolvi mudar para engenharia elétrica.

— Certo... Como se chama?

— Sakura Haruno.

Não me lembro dela.

— Desculpe, mas não lembro.

— Não é uma surpresa! — disse irônica, e eu resolvi fechar o livro. — Você sempre foi o nerd da classe, só se importou em ser o melhor da turma e foda-se. — pigarreei, e ela não se importou. — Na verdade, você só se dava bem com Naruto e rejeitou a maioria das nossas colegas.

— Olha, eu não lembro. O que você quer? — matar a saudades do antigo colega é que não seria. Eu ainda estou um pouco perplexo por ela aparentar ser quase oito anos mais jovem da sua idade real. Sakura suspirou e apoiou os braços em cima da mesa.

— Isso vai soar ser meio louco... — respirou fundo, talvez tomando coragem para o que estava prestes a dizer — Não me entenda mal, mas você poderia fingir ser meu namorado por quarenta e oito horas?

Eu sabia que o dia ainda iria me dar uma bela rasteira. 


Notas Finais


Espero que gostem!


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