História Fique comigo - Capítulo 36


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Categorias Fairy Tail
Personagens Angel, Aquarius, Briar, Cana Alberona, Carla (Charle), Doranbolt, Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Evergreen, Freed Justine, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Jet, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Midnight, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Sherry Blendy, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Comedia, Drama, Etc, Fairy Tail, Gale, Gruvia, Jerza, Nalu, Romance, Zervis
Exibições 43
Palavras 3.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oieeeeeeeeeeee, to morrendo de sono e espero que gostem deste capítulo de hj meus lindos. Fiquei muito contente e feliz com os comentários que ando recebendo da fic e não pude me segurar, tive de esfregar na cara de um amigo meu e de uma amiga que duvidou de mim. Confesso que fiquei inspirada para escrever este capítulo no fim de semana.
Até o próximo capítulo meu povi lindo feito de açúcar e caramelo celestial.
Bjs da tia Gacyyy!!!

Capítulo 36 - Encontro e arrepio


Fanfic / Fanfiction Fique comigo - Capítulo 36 - Encontro e arrepio

~ Lucy on ~

Acordo de repente, interrompendo meu sonho que agora vaga em minha mente, lembro do dia anterior, a primeira coisa que me vêm em mente foi a algazarra da noite das garotas. Foi muito divertido, rimos e comemos como se não houvesse amanhã, toda vez que passávamos dos limites Erza nos mandava calar a boca, pois sempre alguém passava para conferir o que estava acontecendo e de onde vinha tamanha gritaria. Mavis lia o diário de sua mãe e já estava praticamente no fim dele, nunca vi uma pessoa ler mais rápido do que a Levy e ela é praticamente uma devoradora de livros nata. E por falar dela, Levy comentava todos os comentários que eram soltados durante a conversa mas não largava o celular de maneira alguma, talvez ela estivesse vendo o preço de novos livros ou pesquisando novas palavras para seu vocabulário diversificado ou conversava com Gajeel (o que era verdade, pois peguei seu celular e tratei de expor a azulada pequenina para o resto das garotas, que não pararam de irritá-la, principalmente a ruiva). Erza fofocava como ninguém, contava o podres de Natsu e Gray, pois a garota avermelhada os conhece melhor do que qualquer um, as risadas ficavam mais frenéticas depois de faladas de suas aventuras e travessuras de criança ou como ela disse, bizarrices dos pirralhos de plantão. Juvia continuava se fantasiando com sua história fictícia com Gray, mas a azulada apresentou dúvidas em suas palavras e expressões quando contava de sua amizade com Lyon, mas parece não ser nada mais que uma amizade pelo menos como ela diz ser, ri de suas idéias absurdas e engraçadas de usar o albino para causar ciúmes no moreno. Não sei porque, mas no fundo acho que Lyon irá participar do plano da azulada, isso será complicado e engraçado.

- Bom, hoje voltaremos e amanhã terá a programação normal - digo a mim mesma num sussurro.

Arrumo tudo mas antes acordei as garotinhas adormecidas que levantaram resmungando como aquelas vovós de mal-humor, ri baixinho para não atrair atenção. Mas meu sorriso se transforma numa linha reta sem vida ou força, amanhã voltarei para casa e terei de encarar meu pai e suas regras rigorosas que me limitam de todas as formas. Suas regras e ordem só tornam visíveis para mim em forma de correntes, esses pedaços de metal enroscado em cada um está se tornando mais apertado, me deixando mais limitada toda vez, minha liberdade é diferente de antes e ela escapa como água que escorre das mãos de um homem sedento de sede, ela desliza e foge pelas mãos sem força da pessoa que mais precisa dela.

Talvez o pai de Sting vá para minha casa para tratar de negócios com meu pai, quem sabe, talvez eles podem estar planejando unificar suas empresas ou as famílias para que ambos sejam beneficiados pelo lucro que vira depois, se é que terá lucro.

Afasto os maus pensamentos com um gesto de mão próximo à minha têmpora, um tentativa falsa de me manter distante dos pensamentos que me rodeiam como lobos selvagens fazem para pegar a presa indefesa.

[...]

Pegamos nossos pertences e em grupos fomos até os ônibus que nos aguardava. Sentei ao lado de Natsu que observava a janela, estava um pouco sonolento. Ele nota minha presença e mostra mais um de seus sorrisos com os dentes brancos à mostra, retribuo igual e sou puxada para mais perto de si, o rosto do rosado se fecha numa careta mal encarada e sigo seu olhar e o meu encontro o de Eucliffe. Abaixo a cabeça como de costume mas ele se abaixa e cochicha em meu ouvido, estremeço com o hálito quente contra minha orelha.

- É melhor que sente ao meu lado, ou seu pai vai lhe dar um motivo para ficar longe dessa gente...

- Deixe-a em paz - a mandíbula de Natsu endurece com as próprias palavras.

- Não se intrometa Foguinho - sua atenção volta para mim - Seu pai ficará irritado com o contarei - um sorriso perverso surge em seus lábios avermelhados, suas pupilas diminuiram e ficaram minha boca, viro o rosto instantâneamente porém me arrependo e seguro seu pulso. Natsu solta um grunhido de raiva misturado com ódio.

- Por favor, não...

- Então cale-se e me obedeça! - Natsu segura seu colarinho e o puxa depois de se levantar.

- Natsu, pare, por favor - suplico e noto que seus olhos ficam num tom forte de verde escurecido mas claro pero da pupila. Olho em volta, alguns dos olhares são direcionados a nós, o rosado persebe, solta o loiro e volta a ficar sentado encarando a janela.

O homem que veio para me vigiar entra e fica na porta para continuar seu trabalho. Confesso que fico sem jeito e preocupada com o que provavelmente pode vir a acontecer. Mesmo que contra a minha vontade, levanto do meu lugar e caminho pelo corredor lotado de gente sentadas conversando para me sentar perto de Eucliffe. O loiro sorri e tira Angel e a faz sentar em outro acento, a albina me nota e faz uma careta repleta de desprezo. Sento ao lado do garoto que mais tenho angústia, o rosado me encara com dúvida estampada na face, dou um sorriso amarelo e lotado de falsidade, achando que talvez amenizasse sua raiva mas como eu o conheço bem, sei que não cairá nesse sorriso falso. Pulo de susto ao sentir uma mão bater contra minha coxa e a apertar com determinada força, o pior foi a cara de Natsu, a morte era perceptível em seu olhar, pego a mão e tento tirar, Eucliffe ri e vejo seu olhar se intensificar sobre o meu, sua mão puxa meu rosto e ocorre um beijo forçado, na qual ele segurou meus pulsos com apenas una mão para evitar que elas fossem de encontro com seu rosto. Com um pouco de esforço, afasto de perto e quase caio no chão do ônibus, já Sting encara com um largo sorriso de superioridade contra Natsu que é segurado por Erza que nos olhava indignada principalmente para mim. Me sinto um lixo, Eucliffe passa o braço por sima de meus ombros, encontro coragem mas quando vou retirar seu braço, o homem que meu pai mandou me encara e fico parada arrependida de minha escolha.

~ Lucy off ~

[...]

~ Mavis on ~

O ônibus para, descemos e caminhamos pelo porto de Tenroujima, pego minha mala mas ela demora para sair do ônibus, pois ela ficou presa no compartimento e quando puxei a mala cai com ela junto no chão e Zeref teve de me ajudar a levantar a mala. Como enrolei para pegar minha mala com meus pertences, eu e Zeref ficamos para trás de nosso grupo. Aproveitei para conversar com meu moreno, mas ele preferiu observar Lucy ao lado de Sting, ela esboçava sorrisos forçados enquanto ele a segurava pelo braço enlaçado ao redor dela. Lucy e o loiro são barrados por um homem de terno e minha amiga faz uma cara de espanto e é levada para mais longe de nós, me afasto de Zeref e ele vêm junto, tento a todo custo ver o que acontecerá com ela, mas acabo trombando com um dos homens de Brain que veio encapuzado, o tecido marrom cobria todo o corpo, ela me ajuda a levantar e me entrega diversos papéis.

- Guarde esses papéis na sua mala e não deixe que ninguém que não seja da sua confiança ver! - pego os papéis e coloco na mala apressadamente, mas antes de terminar de colocar tudo eu paro e analizo a voz da pessoa, não era um homem e sim uma mulher, sua voz era fina e uma onda de nostalgia me acerta com força arregalo meus olhos e ergo a cabeça rápido para ver o tosta da pessoa, minha respiração fica descompassada e ofegante, uma gota de suor desce pela lateral de minha cabeça perto de minha orelha. A mulher pega uma mecha de cabelo e coloca atrás de minha orelha. Não era uma mulher e sim uma garota, lágrimas se formam em meus olhos e ela as seca com o dedo indicador.

- Você não me viu nem ouviu, loirinha - não consigo segurar meu choro e as lágrimas acabam transbordando - Fique longe do Brain...e... Foi bom vê-la de novo minha fadinha! - ela corre por entre as árvores sem que os outros a vejam, apenas Zeref a viu de costas sem saber quem era e corre até mim desesperado e com um pouco de raiva disfarçada.

- Quem era? Por que está chorando? O que houve?

- Eu a vi... - soluço guardando os papéis na mala.

- Viu quem? - perguntou exasperado.

- A ...Zera... - ele me ergue com delicadeza e juntos adentramos no barco para voltar à Magnólia e seguir para a Fairy Tail.

~ Mavis off ~

~ Lucy on ~

Sou forçada a andar ao lado de Sting, vejo meus amigos ora sorrindo ora brincando, mas Levy sempre me via e tentava conversar comigo através de gestos de sinais, ela me ensinou e confesso que foi muito bom, Sting me olhava em seco mas ignorava, a azulada me dizia por gestos que estava de certa forma preocupada comigo e que Erza queria socar a cara do loiro, admito que adoraria presenciar tal cena, mesmo sendo contra violência.

- Senhor Eucliffe - o mesmo homem ruivo nos para - Senhora Eucliffe...

- Heartfilia, Senhorita Heartfilia! - corto sua frase ao meio, cansei deste homem me vigiando, me sinto caçada, não tenho nem ao menos paz.

- Logo logo terá um sobrenome mais adequado, minha Luce! - Eucliffe cantarola e me contorço em meu canto.

- Não me chame assim - digo ríspida - Não tem esse direito.

- Então quem têm? - sua mão se fecha em meu antebraço que fica vermelho e dolorido - Por acaso a pessoa que têm esse direito é um idiota de cabelo rosa?

- Só eu e os amigos dele podemos chamá-lo assim! - retruco sem medo - E sim, só ele me chama assim! - um sentimento de poder foi o que senti emanar de meu corpo por segundos, disse sem nem pensar direito, mas eu queria provocá-lo, queria mostrar que ele não têm poder sobre mim. Porém, depois dr ver os olhos claros do loiro se tornarem escuros e sombrios. Meu corpo vacila e treme de medo. Onde eu estava com a cabeça para cutucar um demônio com água benta sem ter nada para me defender.

- Sua... - Eucliffe aproxima a mão livre para perto de meu pescoço, entretanto, o homem ruivo que mais desprezo segura a mão do loiro enfurecido.

- Sou obrigado a proteger a jovem Heartfilia, então se não quiser perder os dentes é melhor não Sá atrever a bater nela - suspiro aliviada quando o garoto revoltado me solta - Venham, vamos pegar um barco privado para o casal, Jude os espera.

Meu alívio se desfaz como algodão doce em água, se meu pai estará lá...melhor deixar para pensar quando chegar lá. Respiro e inspiro e faço essa sequência por algum tempo enquanto caminhamos até o barco, que por sinal é luxuoso. Meu pai adora se mostrar, principalmente quando envolve dinheiro no meio.

Entramos abordo do barco que balança de um lado para o outro bem devagar com os passos das pessoas que trabalham nele. Encontro alguns criados conhecidos, aqueles que por muitos anos considerei como meus únicos amigos antes de conhecer a Fairy Tail, meu novo lar e nova vida. Noto Virgo que também me olha e corre apressada ate mim, seus passos são rápidos mas curtos. Ela pega meu braço pede licença a Eucliffe que mal pode responder e me puxa para longe até perto da borda do barco luxuoso.

- Princesa - falou ofegante - Fique calma e me escute, certo? - a rosada não me deixou responder e seguiu adiante com sua fala - O pai do senhor Sting está presente, eles tiveram uma espécie de reunião para tratar de seus "negócios" e - ela respira, não pude deixar de notar que sua respiração está trêmula, começo a ficar tensa - entrei diversas vezes na sala fingindo ter de entregar papéis ou informações ao seu pai para que eu pudesse ouvir o que comentavam, e, outras vezes eu entrava na sala de vassouras ao lado e encostava meu ouvido para escutar mais. Lucy, eles estavam falando do seu falso relacionamento com Sting Eucliffe e pelo que comentavam, pretendem - a doce e gentil mulher que um dia cuidou de mim engasga com a própria fala, começo a tremer e seguro minhas para conter a tremedeira e o nervosismo, porém sei o que ela irá dizer, gotas salgadas em forma dr lágrimas se formam em meus olhos, não posso deixar que elas desabem, tento manter minha postura da qual fui obrigada a aprender, mas como sempre ela será em vão e não vou me segurar, pois sou fraca e inútil. Me odeio por ser tão fraca... tão... ridícula - eles estão planejando uma forma de unir vocês dois com um laço matrimonial - seus olhos azuis claro se contorcem num olhar magoado de mãe, um olhar que qualquer mãe boa teria ao ver sua filha desabar na escuridão fria e dolorosa conhecida como tristeza. Não suporto e desabo em lágrimas quentes, jogo meu corpo para frente mas Virgo me segura e amorteceu a queda de meu corpo, meus joelhos batem na madeira do barco, os braços de minha amada "mãe" me aquecem mas mesmo assim o choro não termina, tive de tampar minha boca para que ninguém escutasse meus soluços - Entre aqui, ninguém vai nos perturbar na sala de limpeza - ela fecha a porta atrás de si e acende a luz forte que iluminou o ambiente - Lucy - nada respondi - eles falaram de um contrato, que incluía você. Sei que é horrível meu anjo ...

- Não vou aceitar aquilo! - seco minhas lágrimas - ninguém deve ser casada a força com outra pessoa, principalmente quando a outra pessoa ganha um benefício por sima disso. Não sou um objeto de valor que pode ser vendido ou roubado no qual a pessoa que o obtém pode fazer o quiser!

- E não deve aceitar isso - encaro a face nervosa de Virgo - lute contra eles de cabeça erguida, você é minha menina e menina de Laila e ela jamais gostaria que isso acontecesse contigo. Vou te ajudar no que puder, não só eu como os outros empregados que tem simpatia por ti e seus amigos.

Meus amigos, eles podem me ajudar? Realmente podem?

Não Quero envolvê-los em meus problemas, mas, também não quero passar por tal coisa. Estou perdida e nem sei o que fazer, eu poderia fugir, mas está fora de questão, pois não terei por onde ir e meu pai mandaria seus homens me procurar e lhes daria um prêmio, eu seria uma corsa e eles os caçadores, seria pega e nem duraria mais que dois dias.

- Lave o rosto no banheiro e vá encará-los de frente - ela para é percebe que meu rosto está inchado de tanto chorar, sinto a vermelhidão da pele me queimar e encosto as costas da mão para sentir. Está quente, como as mãos do Natsu. Natsu - Venha, vou levar ao seu quarto e direi que não está boa para vê-los. Tem quartos para cada um dos senhores, e farei de tudo para impedir que Eucliffe e seu filho entrem em seu quarto para perturba-la - aceno com a cabeça e deixo que ela me guie pela escada até meu quarto, que por acaso é pequeno, mas confortável, foi feito para apenas uma pessoa passar a noite. Ótimo para não ser incomodada.

~ Lucy off ~

Lucy ficara deitada na cama de seu quarto, esperando que o inchaço desaparecesse junto das olheiras formadas pelo choro. A loira fecha os olhos e respira devagar para o ritmo de seu coração pudesse desacelerar e que assim poderia se acalmar e relaxar, mesmo que fosse por pouco tempo. Sua mente estava um caos, lembrança aparecem em sua mente como se invadissem para deixar a princesa Heartfilia deprimida, como se sua consciência gostasse de brincar de pregar peças com ilusões feitas a partir de memórias ruins, ilusões de possíveis futuros, nos quais ela sempre chorava e se mostrava depressiva. A insegurança da pobre garota das estrelas é um dos seus piores defeitos, juntamente com seu pessimismo que a impede de ter coragem para fazer ou realizar o que deseja. Após minutos torturosos, a Heartfilia pega no sono, mesmo com pesadelos rondando-a enquanto dorme.

Virgo, a empregada, amiga e mãe de consideração de Lucy, permanece em pé diante da porta do local onde a garota celestial descança, para vigiar e impedir qualquer visita indesejável para sua menina. Como a mulher dos cabelos rosas trabalha para seu senhor Jude Heartfilia, ela deve cumprir seu trabalho, então sai às pressas de seu lugar de vigia e volta a ser a empregada obediente e calada que Jude mais adora, por ser devota a seu emprego, ela têm a obrigação de parar tudo o que está fazendo para atender ao seu superior, raramente reclama dos serviços que lhe é imposto e somente abre a boca quando necessário, mesmo que tenha que encarar seu chefe. A rosada foi contratada pela mãe de Lucy, Layla, e têm servido a casa desde então. Horas antes de sair de seu posto de guardiã de Lucy, ela dispensou Sting argumentando que a garota dos olhos castanhos não estava disposta e precisava descansar, o garoto insistia mas era cortado pela rosada com anos de experiência em trocar palavras e frases carregadas com firmeza na voz e sem nem mesmo vacilar, a empregado aprendeu da pior forma como convencer todos ao seu redor apenas com palavras e gestos não exagerados que facilitavam e ajudavam os demais a cairem nelas como insetos atraídos pela luz de uma lâmpada, após convencer Eucliffe, a mulher continua na frente da porta, até ser chamada por seu superior.

A saída de Virgo deixou uma brecha para que o ser que a observava nas sombras pudesse se aproximar do quarto a passos rápidos pelo corredor, rápidos porém leves e sem eco, ao chegar na frente do obstáculo de madeira delicadamente esculpido com imagens e nomes de constelações diversificadas o ser bate três vezes rapidamente e com intervalos de dois segundos cada, mas as batidas calmas e educadas não foram capaz de acordar a garota das estrelas, o giro forçado e bruto na maçaneta causou arrepios na loira, entretanto, não acordou, murmúrios baixos eram possíveis de serem escutados do outro lado e depois de impacientes quatro segundos batidas brutas e barulhentas fizeram a loira acordar assustada e suspirando, suor escorre pela sua nuca, ela se aproxima da porta e gira a maçaneta, somente depois de brigar com o objeto lembra-se de ter trancado. Receosa e com medo de encontrar com algum desconhecido ela deixa a tranca impedir a entrada da pessoa do lado de fora.

- Quem é? Não precisa esmurrar a porta - fala a loira com a voz carregada de sono, ainda vestia a mesma roupa de quando saiu de Tenroujima.

- Senhorita Lucy, sou eu, a Lyra - Lucy pula para trás, fazia meses que não via sua amiga Lyra, a empregada mais nova de sua mansão, ela havia feito viagens com seu pai e mal pode vê-la desde então - Vim trazer toalhas para seu banho...seu pai quer que vá para o jantar junto dele e dos senhores Eucliffe.

- Ahn, claro, vou destrancar a porta!

- Desculpa princesa...- murchou Lyra enquanto segurava a lateral da porta para que não fosse aberta tão rápido.

- Não precisa se desculpar Lyra, faz tempo que não nos vemos e...

- Me desculpe Lucy, eu não queria...

A porta foi aberta as pressas e Lucy cai com força no chão, os olhos castanhos da loira via a doce amiga acompanhada de mais outra pessoa, seu corpo estremeceu e não conseguiu reunir forças para de levantar, pois tentava ao máximo analisar a sua situação e o que poderia vir adiante.

- Eucliffe...

- Somos um casal muito fofo, não precisa ser tão formal, me chame apenas de Sting - finalizou com tom de superioridade e ordem.

- S-sting...- a Heartfilia obedece a ordem imposta pelo garoto, seu medo era perceptível e o loiro achava engraçado.

- Exatamente, minha Luce!

Ele revela um sorriso medonho e empurra a empregada para o lado, a garota quase cai, é expulsa por chingamentos do loiro enquanto adentrava pelo quarto e trancava a porta.


Notas Finais


Paçoca!


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