História Fique Comigo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Romance
Visualizações 11
Palavras 1.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia, boa tarde e noite! Kdfkk
Trouxe essa nova história e é mh primeira vez com originais, espero que gostem!
Boa leitura 💖

Capítulo 1 - Fora da Rotina


Fanfic / Fanfiction Fique Comigo - Capítulo 1 - Fora da Rotina

Em período de férias, Arthur viajou para uma praia em Espírito Santo, queria descanso do trabalho e da mente. Queria receber um pouco mais de tranquilidade oferecida pela brisa do mar. Mudar a paisagem.
Ele alugou um apartamento, por uma semana. Era bem simples, mas muito perto da praia, queria fugir um pouco dos luxos e aproveitar a simplicidade.

Luana havia rompido o noivado, de apenas dois meses, a duas semanas atrás, em um jantar de família. Ela preferiu trocá-lo por uma noite, em uma boate qualquer. Rompeu um relacionamento de cinco anos, que era muito para ele. Esse foi um dos maiores motivos para Arthur sair temporariamente do Rio de Janeiro. Ele considerava ainda, o fato de que ela foi honesta pelo menos. Disse que o tinha traído. Mas ainda não queria saber o motivo do término, ainda mais de uma forma tão indiferente. Ela tratou o assunto como uma coisa normal.

“Tudo bem, você supera.” pensava a caminho do supermercado, com um semblante tristonho. Chegando lá, estacionou o carro e entrou, indo diretamente a procura dos alimentos presentes na lista que havia feito antes de vir para a cidade.
Arthur estava tão distraído, distante da realidade que não notou que ia andando de lado. Com isso, trombou em um cestinho de compras que uma mulher carregava e derrubou alguns de seus produtos.

 Me desculpe. – disse recolhendo e guardando os produtos de volta.

 Não, tudo bem. – respondeu com muita calma, muito diferente da reação que imaginara. Xingamentos de todos os tipos voltados a ele.

O rapaz levantou o rosto para olhar a moça, mas toda doçura e educação, construída pela sua mente, se desfez. Sua aparência lembrava vagamente a de Luana. Era uma versão de sua ex noiva: morena, com os olhos maiores, lábios mais carnudos e com o corpo menos curvilíneo. É, realmente, tinham nada em parecido. Mas para Arthur, qualquer mulher o lembrava Luana no momento.

— Êhn, muito obrigada. – disse saindo rápido, notara uma feição de desgosto no rosto alheio.

Arthur continuou pegando os alimentos que precisava. Quando ia pegar biscoitos de água e sal, pegou uma mão e tirou a sua instantaneamente. Olhou para o lado e viu a mesma mulher de antes. Revirou os olhos, revoltado, enquanto a outra abaixou o rosto tímida. Ela pegou o pacote de biscoitos, colocou em seu cestinho, pegou outro e ofereceu-o ao rapaz do seu lado. Mas ele nem prestou atenção nela. Pegou um para si e saiu pisando fundo em direção do caixa.

[...]

Chegando no apartamento, colocou na mesa as sacolas das compras e foi tomar um banho.

Depois que acabou, tirou os produtos e os guardou dentro dos armários. Arthur pensava no que faria para comer, porque desta vez ele não iria ter uma empregada à sua disposição e como ele queria usufruir de uma vida mais simples, também não iria em um restaurante ou pedir algum fast food pelo celular. Tentava puxar em sua memória alguma receita que vira sua mãe fazer, melhor, sua segunda mãe, aquela que realmente sempre estava com ele. O ajudando. Não precisava estar fisicamente, mas sua voz estava sempre com ele, nos momentos mais complicados do jovem.

— Que vergonha. Eu, com vinte e sete anos não sei preparar nenhum tipo de comida, nem a mais simples que seja. – se auto dava um pequeno sermão e um tapa leve na testa.

Então Arthur procurou algo na internet para iniciantes cozinharem. Achou uma salada básica, que dava para fazer com o pouco que ele comprou.

— Um peixe! – para ele foi a ideia mais brilhante que teve. Procurou algo rápido para fazer com o peixe que lembrou de ter comprado. – Não deve ser tão difícil assim.

[...]

Colocando o prato no escorredor, foi para o quarto se deitar. Sua salada tinha ficado muito boa. Mas o peixe, o peixe… só terminou de comer para não ficar com fome e desperdiçar a comida.

— Como eu pude queimar aquilo?

Passou as mãos pelo rosto com decepção. Revirou-se na cama e olhou para a janela. Já era noite, beirando dez horas, mas decidiu dar uma volta na praia.

Calçou seus chinelos e então trancou a porta. Desceu as escadas correndo ansioso para ver o mar e sentir a areia da praia incomodar seus pés.

Ao sair do prédio, voltou a outra realidade. Não ia poder correr, fugir, se esconder, das pessoas para sempre. As pessoas não são todas iguais.

Atravessou a rua, andou mais pouco e virou na esquina. Andou mais um pouco, atravessou uma rua novamente e chegou à praia. Com apenas essa pequena caminhada já se sentia exausto. Realmente estava vivendo uma vida monótona e que ia se preenchendo pelo sedentarismo. Como tinha chegado a esse ponto?

Deu uma risada fraca enquanto chutava a areia,via o vento levar a areia para suas pernas, com a brisa salgada ela ia ficando grudada.

O que ele tinha feito de errado com Luana? Por qual motivo ela tinha escolhido que era melhor o trair?

Essas perguntas rondavam a mente de Arthur a duas semanas. Quando ele ia se esquecendo, a cena de sua família reunida em volta de uma grande mesa,Luana se levantando e dizendo aquelas palavras voltava com tudo. Era como se cortasse o coração do rapaz. Talvez ele só fosse um menininho mimado, que merecia um tapa de realidade da vida. A vida sempre vai ser cheia de flores e as flores também tem espinhos.

Arthur notou que estava parado no mesmo local a muito tempo e resolveu molhar os pés. Queria que fosse tudo um pesadelo, que acordasse e visse Luana ao seu lado.

— Ai! – ainda sem prestar muita atenção, continuou andando para o mar e nem quando uma onda vinha e então ela o derrubou. – Merda! – esbravejou. Sua roupa ficou toda molhada.

Viu uma mulher vindo em sua direção com uma risada abafada. Ela se aproximou dele e estendeu a mão. Ele não sabia o que fazer, queria virar água e sumir junto com a onda que o derrubou. Se levantou sozinho, não queria nem olhar para a mulher do seu lado.

Decidiu e olhou-a com os olhos semicerrados e os arregalou no mesmo instante, junto com ela. Era a mesma moça que trombou duas vezes no supermercado.

— Desculpe pela ignorância de mais cedo. – sorriu amarelo.

— Tudo bem, não deve estar nos seus dias né? – piscou um olho de forma descontraída. – Todo mundo tem esses dias. – sorriu e estendeu a mão novamente. – Prazer, Bruna.

— Arthur. – apertou a mão de Bruna com um sorriso de canto.

— Você se molhou todo. – ela começou a rir, de uma maneira que precisou se apoiar nos joelhos. Arthur apenas bufou. – Ah, desculpe. – respirou fundo,endireitou a postura e parou com os risos. – Isso não vai te ajudar. – deu um sorriso sem graça.

— Não mesmo.

“Talvez as ondas levem as minhas angústias do momento” Arthur pensou.





Notas Finais


Gostaram? Não?
Comentem, se vcs quiserem, para mim tentar melhorar.
Mas eu não mordo não, okay? Jfdklfd
Até o próximo capítulo, beijinhos 😘


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