História Fire 'N Gold. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Tags Bdsm, Monsta X, Showhyuk
Exibições 178
Palavras 1.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, gente!
Estou terminando minha NamJin hoje e como eu sou muito shipper, sim, vai ter fanfic nova, couple novo, história nova!
Por favor, deem muito amor ao meu primeiro escrito voltado ao MX. Estou tão apreensiva T-T.
Assim como na NamJin, optei tratar de alguns conflitos sociais aqui também.
Espero que gostem.

|Não betada|

Capítulo 1 - U


Fanfic / Fanfiction Fire 'N Gold. - Capítulo 1 - U

 

Eu era um tremendo de um babaca.

 

Quatro e quarenta da madruga, transitando em uma rua qualquer rumo a uma, provável, boate de quinta para buscar um cara que há essa hora deve ter encontrado algum beco e se aconchegara sobre o chão frio e sujo, não tendo consciência de seus próprios atos por conta do alto teor de álcool presente no organismo.

 

Já deveria ter me acostumado com esse tipo de situação, afinal, acontecem todos os finais de semana – algumas vezes no meio dela – a mais de um ano, porém, tudo tomara um rumo diferente quando notei que toda aquela farra era apenas um refúgio.

 

Minhyuk estava, completamente, ferido. Seja metal ou fisicamente carregava marcas de um genitor ausente e uma mãe que lhe deixara cedo demais. 

 

Havia conhecido o mais novo na faculdade, ambos calouros animados e sonhadores demais. Mesmo que fossemos de cursos diferentes, nossos caminhos se cruzaram por conta de amigos em comum, um deles sendo seu primo e meu colega de classe, Hyungwon. O contato familiar mais próximo do Lee e o único que o apoiara quando o mundo desabara sobre seus pés, segundo o mesmo.

 

Fazia frio e era de minha ciência que o mais baixo estaria com alguma parte da tez a mostra, tornando tudo ainda mais perigoso para a saúde sensível que o mesmo detinha. Não que ele se importasse com o quão saudável poderia estar. Mas eu me preocupava, e muito.

 

- Parado aí! – Me assustei de inicio, pois não fora uma ou duas vezes que me deparei com “trombadinhas” querendo levar meu celular nessas buscas, mas suspirei pesado quando encontrei a cabeleira loira, que estava sendo bagunçada pelo vento, assim que me virei em direção a voz.

 

- Isso não tem graça, Minhyuk. – Fui ignorado e interrompido pela risada alta do outro que parecia achar aquilo tudo muito divertido. Completamente bêbado. – O quanto você bebeu dessa vez? – Perguntei sem alterar o tom da voz, mesmo bastante irritadiço, ainda tinha conhecimento de que o menor não fazia aquilo, apenas, por pura diversão.

 

- Não o suficiente para esquecer o veneno que aquele velho destila aos quatro ventos sempre que se encontra em casa. – Velho... Era assim o mesmo se referia ao próprio pai, tendo aversão a tratá-lo respeitosamente até a sua frente. – Hoje eu vou dormir no seu apartamento, hyung. – Dissera animado, não perguntado, mas sim, afirmando tal sentença.

 

- Você sabe que odeio te deixar dormir no sofá. – Falei sem fitá-lo, mas, ainda assim, não se dera conta do que eu quis dizer.

 

- Por que eu dormiria no sofá? – Questionara enquanto se agarrava a meu casaco tentando aproximar nossos rostos. Ele só agia de tal forma por influência da bebida. – Nós temos a nossa cama. – Insinuara, mas senti-me na obrigação de colocá-lo em seu devido lugar o quanto antes, para acabar não machucando seus sentimentos horas depois.

 

- Kihyun está em casa. – Como se fosse atingido por uma corrente elétrica, senti o loiro se afastar subitamente, assim como, ligeiramente, me senti culpado.  Sua risada afetada alcançara meus ouvidos e tudo que eu quis foi voltar atrás.

 

- Sempre ele. – Sussurrara amargo.

 

Não. Para ser sincero, nunca foi Kihyun, mas, sempre Minhyuk. Se ele soubesse quantas vezes eu deixei o Yoo de lado apenas para satisfazer suas vaidades. Este sim tinha direito de se sentir trocado, afinal, eu o conheci primeiro, nós nos envolvemos primeiro, ele me amou primeiro.

 

Mas eu acabei amando Lee Minhyuk.

 

- Vou te levar pra sua casa, seu pai deve estar preocupado. – Falei, não expondo meus reais sentimentos.

 

- Sabe que não, Hyunwoo! – Subira algumas oitavas. – Você sabe como ninguém o lixo que aquele homem é.

 

- Min... – Tentei agarrar seu braço, mas ele se afastara antes que conseguisse concretizar tal ato.

 

- Quer saber? Volta pro seu namoradinho, eu me viro. – Não, ele não iria conseguir se virar. Dera as costas e se distanciara a passos apressados. Emburrado, inconseqüente.

 

O Lee era visto por muitos de tal maneira, não passando de um filhinho de papai rico, conseqüentemente um rebelde sem causa. Por isso ninguém se prestava a conhecer as dores alheias. Mas eu fui diferente. Eu sabia de todas as cicatrizes deixadas na tez alva através das lâminas, que, em uma tentativa frustrada e sem razão, tocavam sua pele.  

 

- É perigoso atravessar a rua sem olhar para os dois lados, sabia? – O alcancei, agarrando seus pulsos fazendo com que se encolhesse após o toque. Fitei os mesmos. Novos cortes, profundos e cheios de significado.

 

- Isso não importa agora. – Tentara se livrar do aperto, mas eu apenas o abracei. Forte e preciso. Lágrimas molhavam incessantemente meu casaco, mas, bom, aquilo também não era importante naquele momento.  

 

Chegamos a minha casa quando a luz solar já dava sinais. Mesmo que parcialmente nublado, o céu estava bastante claro, proporcionando efeitos incômodos ao Lee que se encolhia pela conseqüente ressaca. Assim que adentramos o local, apressei-me a escurecer o ambiente através das cortinas pesadas que, agora, cobriam as janelas. Não me surpreendi ao me deparar com o corpo magro já espalhado e adormecido sobre sofá.

 

Fui em direção ao meu quarto. Certifiquei-me de que Kihyun ainda dormia e abri o guarda-roupa à procura de cobertores e travesseiros para o loiro, porém, frustrei-me ao não encontrar nenhum. Então, a passos cautelosos, deixei o cômodo rumo a um antigo quarto de hospedes que agora me servia de estúdio. Meu espaço preferido no mundo inteiro.

 

O curso em fotografia proporcionara-me um dos maiores prazeres existentes: eternizar.

 

Os fios claros e os dentinhos de coelhos tomavam conta do ambiente. Momentos que não voltariam mais eram fixados nos pequenos cartões de imagem. Dentro daquele quarto eu, inusitadamente, possuía Minhyuk das mais diversas e intensas formas.

 

Imerso em meus pensamentos me dirigi aos fundos do local, podendo visualizar as mantas. O carmim característico dos lençóis demonstrava o quão quente era o contato entre nossas peles em cima dos mesmos. Na cabeceira da cama eram expostas nossas fantasias mais insanas.

 

Fechei os olhos com força tentando espantar a imagem do Lee manipulando o nosso sexo da maneira que desejasse. O fervor era inevitável ao lembrar-me do mais novo cavalgando sobre mim enquanto era impedido de tocar a pele leitosa por conta das algemas.

 

O outro era intenso e eu era apaixonado por toda aquela intensidade. Segundo ele, eu era ouro. Valioso, despretensioso e, muitas vezes, inalcançável. Ah, meu caro amigo, se soubesse que estou em tuas mãos, ao alcance de todos os seus desejos e a todo o momento.

 

Ele era acessível, quente, acolhedor. Mas eu sou a prova viva de que quem ousasse se aproximar demais poderia se queimar. Pois, Lee Minhyuk era, exclusivamente, fogo

          


Notas Finais


Foi isso.
Por que, mesmo havendo dois quartos em casa, o MinHyuk teve de dormir na sala?
Se formos bem aqui, em breve teremos a resposta no Globo Repórter.

Espero que tenham gostado. Por favor, não sejam fantasmas!
Um cheiro no olho!


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