História Fire 'N Gold. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Tags Bdsm, Monsta X, Showhyuk
Exibições 64
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


*LEIA*

Oi, gente! Tudo bem?
Nossa, demorei, certo? Mas, bem, faz parte do "final de ano".
Pessoal, antes de começar a leitura, gostaria que vocês prestassem atenção nessas notas, são importantes e explicam, de forma parcial, minhas intenções com o enredo.
Bem, assim como fiz com a minha NamJin, optei por tratar de um contexto cotidiano que, muitas vezes, é negligenciado pela população (assim como a "variação" de depressão pós-parto que tratei em determinada história).
Eu sei que é gostoso ler sobre o casal, sobre como eles podem se unir para passar por cima dos problemas, mas, eu quero mais do que isso. Não, eu não vou deixar o romance de lado, mas, também, quero tratar de como tais problemas podem ser solucionados de maneira real, fora de um conto de fadas.
Minhyuk aqui sofrerá de alguns problemas mentais, tais como depressão e síndrome do pânico. Ambos derivados de uma determinada causa. São doenças perigosas e que necessitam de grandiosa atenção!
Espero que tenham entendido que, resumidamente falando, eu não quero romantizar tais distúrbios, porque quem passa/passou/conhece alguém que passa por isso, se sente incomodado e é necessário haver sensibilidade. Minha maior meta é trazê-los um contexto social desconhecido de forma não incomoda e que os deixem interessados a conhecer sobre o assunto. Quem sabe até mesmo trazer uma esperança àqueles que já se encontram fadados demais de tantos problemas e um vivência tão letárgica.
VAMOS CELEBRAR A VIDA, PORQUE ELA GRANDE E BOA DEMAIS PARA NÃO APROVEITÁ-LA, BASTA ENCONTRAR O CAMINHO CERTO PARA ALCANÇAR A TÃO ALMEJADA FELICIDADE!

*Aos preguiçosinhos, isto será postado no perfil em jornal.*
|Não betada|

Capítulo 4 - U


Fanfic / Fanfiction Fire 'N Gold. - Capítulo 4 - U

 

- Como ele está?

 

A voz suave acompanhada de trejeitos elegantes adentrara o ambiente em que eu e Minhyuk nos encontrávamos. Hyungwon, ao contrário de mim, não teria aula pela manhã - por mais que fossemos da mesma turma, eu pagava algumas matérias já adiantadas pelo mais novo -. Ciente disso, não tardei a ligar-lhe e chamá-lo para fazer companhia ao loiro até que eu voltasse da faculdade, a qual, infelizmente, não poderia evitar, já que estava por um fio em algumas disciplinas importantes e que não poderia me dar ao luxo de atrasá-las ainda mais.

 

- Dopado. – Brinquei, sem realmente desejar fazê-lo. – Olha, preciso resolver alguns assuntos no campus, devo voltar por volta das onze horas. Você é capaz de segurar as pontas pra mim até lá? – Questionei e vi o outro assentir sem desviar os olhos do primo que ressonava sobre os lençóis salmão que cobriam sua cama. – Fico te devendo uma, Wonie. – Já me dirigia para fora do cômodo, quando o mesmo se pronunciara outra vez, roubando minha atenção.

 

- Nós somos quem devemos uma ou, quem sabe, até mesmo duas, hyung. – Sorrira. – Agora vá, tenho compromissos no horário de almoço e preciso que volte antes disso. – Apenas devolvi o sorriso e deixei o local. Rogava para que o tempo voasse e nenhuma outra dor de cabeça surgisse.

 

 

- E aí, cara? – Senti algo pesar sobre minhas costas, mais precisamente, um corpo. Olhei sem muito interesse em direção a voz e notei ser um de meus amigos e um dos poucos que suspeitavam sobre minha relação com o Lee. – Você ta mal. Não dormiu de novo?

 

- Não é como se eu tivesse escolha. – Suspirei resignado, continuando meu caminho, mas sendo seguido pelo outro.

 

- Hyunwoo, sabe que não vai conseguir sustentar essa mentira por muito tempo, não sabe? – Interrompi minha caminhada ao que o outro se pusera a minha frente. – Conhece aquele ditado “Quem tudo quer, nada tem”? – Questionara sem, realmente, esperar por uma resposta. – Kihyun vai enlouquecer se descobrir o que você faz a suas costas.

 

- Não sei do que está falando, Jooheon. – Falei, empurrando-o levemente para que saísse do trajeto. Sabia que o mesmo tinha apenas o objetivo de me alertar, mas tudo o que conseguiu foi deixar-me irritado com sua intromissão.

 

Ele não impedira que desse continuidade a minha jornada, mas, antes que pudesse estar longe o suficiente, o timbre rouco adentrara meus tímpanos mais uma vez.

 

- Faça isso, ao menos, pelo loirinho, hyung! É o único capaz de garantir-lhe estabilidade!

 

Por sorte, o corredor onde nos encontrávamos estava vazio. Não gostava nem de imaginar as fofocas que rolariam naquele campus caso soubesse que a última esperança era a minha pessoa. Já eram suficientemente estressantes os boatos que cercavam o local, os quais se atinham a mentiras maldosas sobre a fragilidade mental de Minhyuk.

 

Bem, não me restava tempo para reflexões naquele instante, então, pus-me a correr em direção a classe para não chegar à mesma mais atrasado do que já estava.

 

                                                                                ✉

 

As aulas acabaram por volta do horário estimado, mas, para meu belíssimo azar, fui chamado à reitoria do local para explicar o porquê de minha ausência nos treinos do time de baseball justo quando as datas das competições finais estavam chegando.

 

Não era, nem de longe, o capitão do time. Poderia ser bom, mas havia caras bem melhores do que eu e, fora este o exato motivo para desconfiar da cobrança. Meus pensamentos insistiam em me levar até o pai do Lee, já que, sendo detentor de alto poder monetário, tudo que ele quisesse poderia ter. Como, por exemplo, a distância entre mim e seu filho, já que os treinos me afastavam de Minhyuk. Mas, com certeza, não era a justificativa mais cabível. Era um aluno que pagava a instituição como qualquer outro e não arriscaria me prejudicar e colocar em jogo a tão preciosa mensalidade que os fornecia. 

 

Infelizmente, após uma extensa de discussão com o treinador e alguns representantes do time, verifiquei que já passava e muito do horário de almoço. Notei, também, que havia algumas ligações e mensagens do Chae, quem deveria estar indo a loucura.

 

“Hyung, onde está você?”

 

“Disse que estaria aqui às onze!”

 

“Há alguém me esperando e eu, realmente, não posso mais esperar.”

 

“Desculpe-me.”                                               

 

“P.S.: Min acabou de acordar. Avisei que já estava chegando, por favor, não demore mais.”

 

Grande merda!

 

Não poderia culpar o mais novo, afinal, havia dado minha palavra. Mas... caralho, Minhyuk estava sozinho e minha cabeça estava a ponto de explodir. Não me dei tempo para pensar direito, apenas corri em direção ao estacionamento da faculdade, subindo na moto e dando partida como se não houve amanhã.

 

                                                                          ✉

 

 Estava próximo ao quarto do Lee. Bem, não imaginem que eu, simplesmente, tinha tamanha regalia a ponto de adentrar a residência do outro sempre que me desse na telha, mas fui atendido por uma senhora que trabalhava ali e já sabia o quanto eu e o outro éramos próximos, logo permitindo minha entrada. Não julgara ser uma visita inesperada ou algo do tipo, apenas, me avisara que Min estava em determinado cômodo após me deixar passar.

 

Bom, deveria ser grato ao invés de questionar tamanha bondade e confiança.

 

Assim que adentrei o ambiente claro demais, - o que contrastava com a personalidade de seu dono – deparei-me com um imenso vazio. Sacada, banheiro, até mesmo, guarda-roupa e embaixo da cama e nada. Inesperadamente, acabei por ficar congelado no centro do local enquanto tentava raciocinar e imaginar aonde o mais novo poderia ter se metido, o que não adiantou muita coisa já que, o único cômodo que conhecia naquela casa era seu quarto.

 

Como de costume, puxei meus fios, frustrado por uma solução que não chegava. Permaneci naquela mesma posição por um tempo, até escutar a risada fina às minhas costas, roubando minha atenção de imediato. Fora inevitável não sentir raiva quando encarei o menor tomando sorvete despreocupadamente enquanto ria de mim.

 

- Droga, Minhyuk. – Reclamei, vendo seu sorriso morrer e ele revirar os olhos claramente desinteressados sobre meus possíveis sermões.

 

- Nem começa, Hyunwoo. – Dissera antes de suspirar fadado. – Não foi dessa vez que você conseguiu me pegar no flagra enquanto tentava tirar minha própria vida.

 

- Para de ser idiota, garoto, não brinca com isso! – Falei irritado.

 

- E quem disse que estou brincando? Sei que você, assim como os outros, não espera muito de mim. Apenas pensam que sou um louco suicida.

 

Bem, eu não sabia como responder àquilo. Não, eu não o definia como um suicida, muito menos um louco, mas sua fragilidade me preocupava. Ele era a coisa mais importante pra mim e não permitiria perdê-lo por qualquer que fosse o deslize de minha parte. Meu defeito era ser cuidado demais e aquilo estava passando uma imagem completamente precipitada de minhas verdadeiras intenções. Talvez, se abrisse a boca, a situação se tornasse cada vez pior e tudo que menos queria era discutir com o menor, afinal, já bastava de discussões por hoje. 

 

Deixei seus olhos e segui os meus até seus lábios, os quais estavam sujos por conta do sorvete que saboreava, ganhando sua curiosidade, a qual o fizera tentar visualizar o mesmo local, logo soltando uma gargalhada ingênua ao que apontava a sobremesa em minha direção.

 

- Tem mais na geladeira, se quiser, pode ficar com esse. – Oferecera.

 

- Não, obrigado.  – O vi voltar a colocar o doce na boca, então me lembrei de alguém que era tão apaixonado por aquilo quanto o loiro. – Mas sabe quem iria adorar? – Questionei trazendo os olhos questionadores em minha direção.

 

- Nuno? – Indagara de volta e me limitei a assentir. Soltara um suspiro entristecido antes de continuar. – Gostaria de vê-lo agora.

 

- E por que não fazemos isso?

 

- O quê? – Arregalara os olhos. – Não, Hyunwoo. Já perdemos aula hoje, além disso, sua mãe não nos deixaria voltar e teríamos de passar a noite lá.

 

- Ah, qual é?! Logo você que não está nem aí pros estudos, Min? – Ri. – Vamos! A senhora Son deve estar louca pra lhe ver e te empanturrar com aquele bolo que só ela faz.   

 

Não fora necessário muito para que o menor pegasse uma muda de roupas e sua escova de dente para que fossemos até meu apartamento e, de lá, rumo à estação de metrô. Ele parecia eufórico e vê-lo daquela maneira me fazia bem. Queria distraí-lo e fazê-lo feliz, nem que fosse por algumas horas e tivesse de me desdobrar que aquilo acontecesse.

 

 


Notas Finais


E aí? Quem será esse Nuno? Meio óbvio, talvez.
Espero que tenham gostado e, muitíssimo obrigada pelos quarenta e um favoritos em apenas três capítulos.
Beijos! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...