História Fire N Gold - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Gay, Lemon, Original, Romance
Visualizações 232
Palavras 3.814
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey! Espero que gostem desse capítulo e me desculpem por erros que passam despercebidos. Tentei não demorar ao postar, me desculpem ♡

Capítulo 4 - Último Dia


Steve e eu fomos chamados por Adam no fim do terceiro e último dia de treinamento. Havia sido um dia muito cansativo e eu também estava meio chateado por Caleb não ter ido para a escola hoje de novo. Ainda era quarta-feira, mas eu queria muito que fosse sexta. Sentia uma pequena dor em minha cabeça e massageava minhas temporadas enquanto Adam estava no fim de seu escritório, procurando alguma coisa em sua mesa. Steve estava ao meu lado no pequeno sofá de couro e roía as unhas de sua mão direita. Tínhamos 50% de chance de continuar trabalhando na livraria, e nós dois queríamos muito aquilo.
Adam vem para o começo do escritório e se senta em nossa frente, na grande poltrona em que nos recebeu no primeiro dia. Ele vestia uma camisa social branca, um botão estava desabotoado e um pouco de seu peito podia ser visto. A camisa era um pouco justa em seus braços e eu fazia um caminho por eles com meus olhos. Seu cabelo estava perfeitamente penteado para o lado e sua barba havia crescido um pouco. Não sei porque estou prestando atenção nesses detalhes... algo nele é tão atraente...
Depois de observar os braços de Adam e voltar para a parte desabotoada de sua camisa, reparo que ele me observa com atenção. Não percebo que mordia meu lábio inferior e pisco algumas vezes antes de arrumar minha posição no sofá e sentar com a coluna reta. Steve continuava roendo suas unhas. Adam respira fundo e eu arrumo meus óculos com o indicador.

- Como na primeira vez em que nos vimos, serei direto. Durante esses três dias de treinamento, seus instrutores me contaram como vocês foram e gostei muito do que soube. Steve ainda se perde um pouco entre os gêneros, mas atende muito bem os clientes – Steve concorda com a cabeça e tem um fraco sorriso em seu rosto. – Caleb se movimenta muito bem e atende tantos clientes ao mesmo tempo – Adam parecia segurar uma risada ao dizer isso. Não me parece animador. – Eu realmente precisava de apenas um funcionário – Adam olha bem no fundo dos meus olhos e sorri. Um sorriso muito bonito. – Mas resolvi ficar com os dois. Quer dizer... contratar – Adam lambe o lábio inferior ainda olhando para mim e então olha para Steve e sorri. – Muito bem, senhores. Parabéns.

Eu havia conseguido! Eu poderia ficar na cidade agora que tinha um emprego! Eu poderia continuar com meu tio e terminar o ensino médio na nova escola. Eu poderia continuar aqui com Caleb...

- Isso! – Steve fala ao meu lado e levanta seus braços. – Muito obrigado, Sr. Carter. Muito obrigado mesmo. Eu preciso tanto desse emprego e sei que o senhor só precisava e uma pesso...

- Não é nada, Steve. Uma ajuda extra na loja é ainda melhor, fico feliz em contratá-los. Agora vamos cuidar de coisas importantes.

Passamos mais alguns minutos no escritório de Adam. Como o tempo estava fechado, vi pela janela que já havia escurecido, e não era nem mesmo 19:00. Peter havia entrado na sala e perguntado se ainda demorariam para que pudesse trancar a porta da loja, isso significava que estávamos sozinhos com Adam e a loja fecharia. Depois de assinar alguns papéis e conversar sobre assuntos aleatórios, Adam diz que havíamos feito tudo e que no dia seguinte poderíamos trabalhar como qualquer outro funcionário.
Agradeço a Adam mais algumas vezes por me dar a vaga e ele apenas sorri, dizendo que sabia que era a coisa certa a se fazer. Ele coloca seu sobretudo preto que parecia de um tecido aveludado e nos acompanha para fora do escritório após apagar a luz do cômodo. Descemos até o segundo andar, onde pegamos nossos pertences na sala de funcionários, e logo vamos para o primeiro. As luzes já estavam apagadas e apenas uma ficava acesa e fraca perto da entrada.

- Uma pena aquela garota não ter conseguido ficar no treinamento, era muito desastrada. Martha era seu nome, certo?

- Megan – diz Steve. Ele já segurava seu capacete e abria a porta da loja. – Mais uma vez obrigado, Sr. Carter. Até amanhã.

Steve estava muito animado e em menos de um minuto já escutamos o barulho de sua moto se afastar na rua. Adam conferia alguma coisa em um dos computadores do caixa e achei que deveria me despedir. Teria que fazer o caminho longo para a casa, pois na noite passada um dos meus colegas de classe foi assaltado poucos minutos depois que eu passei pelas ruas estranhas do atalho.
Fecho os botões de minha camisa jeans que não me protegia muito bem do frio e me preparava para encarar o ar gelado novamente.

- Adam – digo. Dessa vez não comecei com “Senhor” e isso é ótimo. Ele me olha e levanta uma sobrancelha. Será que esqueceu que me deu permissão para chama-lo assim? – Muito obrigado novamente. Preciso ir para a casa. Não moro muito longe, mas acho que é melhor começar a andar.

- Ah não, você não acha que deixarei andar até sua casa neste frio, não é mesmo? – Ele balança a cabeça negativamente e desliga o computador. Sai de trás do balcão e passa por mim. Segura a maçaneta da porta e a abre, deixando que o vento gelado invadisse o lugar. – Eu li seu endereço em uma das folhas que preencheu – Parte da papelada que assinei para trabalhar aqui. – e sei que é um bom caminho quando se anda até lá. Deixe-me leva-lo.

Ótimo, mas um que se importa em como vou para casa. Eu não ando com uma placa “Me dê carona, sou incapaz de andar no frio até minha casa”, mas parece que sou ótimo em receber esse tipo de convite. Eu não poderia aceitar, nem ao menos tenho tanta intimidade com Adam.

- Não precisa, Adam. Mesmo. – Tento não ficar com as bochechas vermelhas.

- Deixe disso, não há problema nenhum, você tem que aceitar. – Ele anda em minha direção e segura meu braço como Caleb fez dois dias atrás quando me ofereceu carona depois da festa. Seu aperto não era tão forte como foi o de Caleb, mas suas mãos eram maiores e logo fui “arrastado”. – Não quero que meu novo funcionário morra congelado enquanto volta para sua casa.

Logo estamos do lado de fora da loja e ele começa a trancá-la. A rua está movimentada e a cafeteria que fica em frente tem até mesmo uma fila do lado de fora. Quando o frio chega até a cidade, todos os postes são decorados com pequenas luzes douradas que iluminam as ruas de noite. Davam um ar natalino, mesmo que o natal estivesse longe.
Olho para a loja de antiguidades que pertente ao avô de Nate, meu melhor amigo, e vejo que já está fechada. Ele nem mesmo me procurou no trabalho. Está ocupado com coisas da escola que deixa para última hora e acaba se atrapalhando.

- Vamos? – diz Adam, me retirando do pequeno transe em que entrei enquanto olhava a rua movimentada.

- Claro – concordo rapidamente e logo estou sentado no banco do carona de seu enorme carro preto. – Obrigado pela carona.

- Você agradece demais, Caleb.

- Isso não é bom? – As pessoas não deveriam reclamar de uma coisa dessas.

Ele ri e segura o volante. Reparo que Adam uma um grosso anel dourado em seu dedo indicador da mão direita. Ele vê que eu observo e também presta atenção.

- Coisa de família. Bonito, não é?

- Sim, você é muito bonito.

Dois segundos se passam até que eu perceba o que falei. Aperto a mochila em meu colo com força e vejo Adam virar lentamente sua cabeça em minha direção. Devo dizer algo ou não? Tenho certeza de que deixarei a situação ainda pior.

- Quer dizer... – tento dizer algo. Oh, Adam, porque passo tanta vergonha perto de você?

- Eu entendi, Caleb – Ele solta uma risada e arruma a gola de seu sobretudo. – Mas obrigado, você também é muito bonito.

Ótimo, ele deu um jeito de fugir do que aconteceu, mesmo me deixando envergonhado. Continua me olhando por alguns segundos e então decide ligar o ar condicionado. Enquanto o veículo começa a se mover pela a rua, também fica quente e relaxo mais em meu banco.

- Mas então, Caleb, me fale mais sobre você. Sei apenas que mora com seu tio.

Ele não parecia curioso, percebi que queria apenas continuar a pouca conversa que tivemos em seu escritório. Enquanto um pequeno trânsito nos prende no centro da cidade, resolvo que é melhor relaxar e aproveitar a carona, então não há nada de mais em conversar com meu chefe.

- Bom, meu tio é farmacêutico e dono de uma farmácia não muito longe daqui. Moro com ele porque adoro essa cidade e minha mãe está sempre viajando. Ela disse que eu precisaria arrumar um emprego se quisesse continuar aqui, ou viajaria com ela para qualquer outro país onde ela fosse trabalhar. Ela é ecóloga.

- Poxa, e porque você não gostaria de conhecer países novos? Não acha essa cidade um pouco limitada? – Isso pareceu realmente incomodá-lo.

- Eu gostaria, mas se viajasse com minha mãe, seria obrigado a participar do que ela quisesse e de nada adiantaria viajar para tais países. Além do mais, algumas pessoas me prendem a essa cidade.

- Ah, você tem alguém aqui? – Consigo ver rapidamente que os olhos de Adam focam minhas mãos. Ele está procurando uma aliança?

- Não, eu me refiro a meu tio e meu amigo, Nathan – minto. – E também a mais algumas pessoas que me fazem bem. Não sentia isso em minha antiga cidade.

- Entendo...

Eu não sabia se ele queria me fazer mais perguntas, então não falo mais sobre minha não-vida amorosa. Já que ele sabia um pouco sobre mim, eu poderia saber um pouco sobre ele, certo?

- E você? – Isso atrai sua atenção e ele me encara enquanto segura o volante com uma mão e tem a outra sobre seu joelho. – Sei que tem uma irmã que liga na livraria e faz uma pequena lista de livros. Tem mais algum irmão?

Ele sorri novamente. Eu não sei porque ele sorri ao falar comigo. Era como se eu estivesse constantemente contando alguma piada. Mas não era tão ruim assim, seu sorriso era agradável.

- Sim, tenho um casal de irmãos. Janine é a mulher que ligou na livraria e encomendou uma lista de livros. Tenho uma foto come ela sobre a minha mesa, acho que deve ter visto – Ah, então a mulher na foto com Adam era sua irmã Janine. – E meu irmão Ethan. Ele mora na Espanha e é o mais velho, sou o mais novo. Meus irmãos meio que brigam pela empresa de meu pai, uma longa história. Ah, eu também sou pai.

Essa última revelação me faz morder a ponta da língua. Vejo o carro em nossa frente começar a se mover e respiro lentamente. Adam é pai? Ele me disse que tinha apenas 32 anos! Não que não fosse uma idade para ser pai, mas... Adam é pai! Isso me deixou chocado de algum jeito. Ele me disse que não era casado, então era divorciado? Olho novamente para sua mão esquerda, procurando uma aliança e não vejo nada. Ele tinha apenas um anel e era o dourado que usava no indicador da mão direita. Adam era pai...

- Você é divorciado então? – Ele não parecia nada incomodado ao falar que era pai.

- Não... isso uma longa história – disse baixo. – Poderíamos jantar agora e eu te contaria tudo. Eu pago.

Ele mantém os olhos na rua e o pedido circula por minha cabeça enquanto mexo no zíper de minha mochila. Eu realmente gostaria de saber o resto dessa história e também sentia fome... mas não seria muito estranho jantar com meu chefe que conhecia dois dias atrás? Ele não sabe que sou gay, e se ficar desconfortável com isso? Não sei se ele é esse tipo de cara. Espera, ele precisa de uma resposta!

- Agradeço, mas preciso ir para a casa, Adam – Sim, eu recusei, isso não me parece certo. E além do mais, porque eu deveria saber tanto sobre a vida do meu chefe? – Tenho uma prova amanhã e preciso repassar algumas coisas antes de dormir – minto novamente.

- Certo, podemos deixar isso para outro dia então.

Apenas sorrio. Ele parecia ter tomado a decisão de ter esse jantar.
Logo o trânsito melhora e saímos do centro da cidade. Quando começamos a entrar em alguns bairros, Adam aumenta a velocidade de seu carro e me preocupo um pouco com isso, mas não digo nada.
Conversamos mais um pouco sobre algumas coisas da livraria e fico sabendo um livro que será lançado em pouco tempo na loja, e isso contaria com uma noite de autógrafos. Ele não me revelou a data ou o autor, mas fiquei ansioso com a notícia.
Logo chegamos até minha rua e indico para Adam a minha casa. Assim que ele estaciona, posso ver meu tio Jack na porta de casa, ele estava chegando do trabalho e fazia carinho na cabeça de Kali que lhe recebeu.

- Aquele é seu tio? – Adam pergunta. – Eu o conheço, sempre compro alguns remédios para meu pai com ele.

- Ele sabe que você é dono da livraria?

- Acho que não, ou teria contado que me conhece, certo?

Concordo com a cabeça. Não fico surpreso dos dois se conhecerem, muita gente se conhece nessa pequena grande cidade.
Jack não havia percebido o carro estacionado em frente à sua casa e entra enquanto segurava Kali.
Olho para Adam e ele passa o indicador e o polegar pela barba de seu queixo enquanto me olha, como se estivesse refletindo. Então levanta as sobrancelhas e sorri.

- A carona não foi melhor que congelar no caminho de casa? – Ele diz.

- Muito melhor – sorrio e estico minha mão em sua direção para um aperto de despedida. – Muito obrigado, Adam. Mesmo.

- Não foi nada, peça sempre que precisar.

Ele segura minha mão com a sua e a aperta sem muita força. Sua mão era muito quente e grande. Sinto um arrepio em minha nuca e sorrio. Solto sua mão e arrumo meus óculos antes de sair do carro. Aceno depois de bater a porta. Não consigo ver se ele faz o mesmo, o vidro é muito escuro. Uma fraca buzina soa e ele vai embora com seu carro. Estava tão frio que minha mão, antes envolvida pelo calor da de Adam, estava começando a ficar dolorida. Eu precisava de luvas.
Atravesso o jardim e subo os três degraus que levam até minha pequena varanda. Abro a porta o mais rápido que posso para receber o calor de minha casa. Jack está justamente ascendendo a lareira da sala enquanto assopro minhas mãos depois de fechar a porta. Ele para o que está fazendo e leva as mãos até a cabeça, ansioso.

- E aí? Conseguiu? É claro que conseguiu, não é mesmo? – Ele joga uma palavra sobre a outra.

- Consegui! – Assim que digo isso, ele anda em minha direção e me abraça.

- Eu sabia! Agora poderá ficar aqui comigo. Não me deixe sozinho, Caleb – diz ele com uma voz dramática e ri comigo.

Conto tudo para Jack enquanto ele ascende a lareira. Ele havia pedido pizza e ela não demora para chegar. Comemos enquanto conversamos e assistimos America’s Next Top Model na televisão. Kali resolve dormir sobre o tapete, ao lado de meus pés descalços. Eu adorava fazer isso com Jack. Não fazer nada era a coisa que mais gostávamos de fazer quando estávamos juntos. Falo sobre Adam e o descrevo para que Jack se lembrasse de seu cliente. Ele se lembra um pouco e ao contrário de mim fica surpreso ao saber que ele é meu chefe.
Depois de assistirmos e jantarmos, me despeço de Jack e vou para meu quarto. Kali vem logo atrás, dando pequenos pulinhos nos degraus da escada.

Depois de um banho quente e demorado, deito em minha cama apenas de camiseta e cueca. Meu quarto estava quente e confortável, eu não poderia ficar mais tranquilo. Encosto minhas costas na cabeceira da cama e cubro minhas pernas com meu grosso edredom. Ligo meu notebook e faço a mesma coisa que fiz na noite anterior. Algo que fez meu coração bater forte mesmo estando longe de Caleb. Escuto o CD que ele me entregou com meus fones de ouvido. Onze músicas faziam parte dele e todas realmente eram sua cara. Um pouco de rock e bandas indie faziam parte do que me fez dormir com um sorriso na noite passada. Sinto um arrepio na nuca quando algumas músicas tocam. Não conhecia nenhuma delas, e tinha certeza de que ele queria justamente isso.
Ele não é gay... o que estou fazendo? Não posso continuar alimentando isso só porque ele me deu um CD. Mas... ele me deu um CD! Isso não é algo comum e parece tão íntimo. Sei que sou uma das poucas pessoas com quem Caleb conversa na escola, e se esse for apenas seu jeito de se relacionar comigo? Isso é tão difícil.
Não falei com ele durante o dia. Não sei por que ele faltou mais um dia na escola e ele nem mesmo me mandou uma mensagem. Não que ele fizesse isso, pois sou eu quem sempre chamo (Com exceção de raras situações em que ele me chamou para conversar, mesmo sem nenhum assunto.). Resolvo mandar uma mensagem e vejo que ele visualizou apenas pela manhã.

- Hey, você...

Ótimo, agora só preciso esperar mais duas horas até que ele responda.
Escuto mais três músicas e sinto o sono chegar. Kali dorme sobre algumas roupas jogadas no canto do meu quarto.
Mando outra mensagem.

- Acho que deve estar dormindo. Bom, eu não sei porque não foi para a escola hoje, mas espero que vá amanhã. Quero agradecer mais uma vez pelo CD. Boa noite, Caleb.

Feito, eu havia mandado mais uma mensagem. Deligo meu notebook, ponho meus óculos sobre o criado-mudo e coloco meu celular sob o travesseiro. Amanhã seria um novo dia como contratado. Do meu chefe... que é pai. Isso ainda não fazia muito sentido em minha cabeça e eu não sabia porquê.
De meu quarto escuro escuto uivos de cachorros da vizinhança. Repito o refrão de uma das músicas calmas em minha cabeça. Eu quero tanto vê-lo amanhã. Quero sentar atrás dele e sentir o cheiro de seu perfume. Quero que ele se vire e converse comigo sobre algo totalmente aleatório, mas que coloque um sorriso em seu rosto. O sono chega assim que imagino um abraço.

 

Eu realmente preciso mudar o som de meu despertador, ele me irrita. Mais uma vez ele me retirou de um sonho estranho. Eu estava colocando HQs em uma das estantes quando Caleb chegou e perguntou se eu queria uma carona para casa, eu estava pronto para responder que sim quando Adam chegou e fez a mesma pergunta. A parte estranha foi que eu também queria responder sim. Os dois ficaram me encarando esperançosos enquanto eu não fazia a mínima ideia de quem aceitar o convite. Ainda bem que foi apenas um sonho, mas de qualquer jeito eu aceitaria o convite de Caleb.
Penso em quanto foi estranho sonhar com Adam enquanto escovo os dentes. Kali sobe em minha cama e começa a miar até eu que descesse as escadas para lhe colocar um pouco de comida. Aproveito e tomo café da manhã. Como eu não gostava muito de café, Jack havia comprado suco de laranja, e é o que bebi enquanto comia um desses bolinhos de chocolate recheados.
Subo e me troco. Não havia reparado que recebi uma mensagem. Era de Caleb!

- Olá, Caleb. Me desculpe por demorar em responder, eu não estava muito bem. Irei para a escola amanhã. Não precisa agradecer, foi apenas algo legal. Te vejo amanhã.

Ótimo, ele irá para a escola. Nate também havia mandado uma mensagem que dizia passar em minha casa para que fossemos para a escola juntos. Assim que pego minha mochila, escuto a campainha tocar. Não me despeço de Jack, ele não trabalhará hoje e merece descansar.

- Ontem não te vi o dia todo! – Nate diz.

- E isso é culpa sua, não estuda o que precisa e depois corre atrás – Sempre reclamo sobre isso com Nate, mas ele nunca se importa.

Fico em sua frente na bicicleta e partimos para a escola.

- Eu não me esqueci que você quebrou minha bicicleta, ainda quero uma nova – Na verdade eu só queria ir logo para um lugar quente, mas uma bicicleta nova me ajudaria. Não é nada confortável andar com Nate.

- Hey, não é tão fácil assim. E eu já pedi desculpas por deixá-la no meio da rua e um caminhão ter passado por cima. Vou conseguir uma, prometo.

Finjo que acredito nele e resolvo falar sobre como ele pensa em comemorar seu aniversário no sábado.

- Com assim você ainda não pensou em nada? – digo.

- Meu pais perguntaram se eu gostaria de comemorar em casa, mas na verdade eu quero sair, sabe? Não quero deixar meu aniversário de 18 passar em branco como você.

Ele tinha razão, eu não havia feito nada em meu aniversário no começo do ano, mas não me arrependia, não gosto muito de comemorar isso. Me lembro de que Steve havia falado sobre sua banda que tocaria em um bar e falo sobre isso para Nate.

- Sim! Isso é ótimo! Faremos isso.

É, ele havia decidido que assistiríamos a banda de Steve no sábado. Agora só preciso comprar algum presente para Nate.
Quando chegamos na entrada da escola, desço da bicicleta enquanto Nate decide guardá-la em outra área. Ando até o estacionamento e vejo o carro de Caleb. Ele veio. Finalmente poderei vê-lo e é só o que quero.

- Oi

Escuto sua voz atrás de mim e me viro rapidamente. Lá está ele, com seu cabelo preso em um coque e deixando algumas mechas soltas. Tinha um pouco de barba crescendo em seu queixo e o rastro de um sorriso em sua boca. Usava uma blusa de moletom preta que o deixava tão bonito...

- Você veio – digo sorrindo e tentando não parecer tão animado.

- Sim, senti saudade de você – Foi o que ele disse antes de me abraçar.

Pronto, foi o que precisava acontecer para que meu coração parasse de bater. Ainda tenho meus braços soltos ao lado do meu corpo enquanto ele tem os dele em minhas costas. Ele é um pouco (bem pouco) mais alto que eu, então meu rosto fica quase enterrado em seu pescoço, onde posso sentir seu perfume suave. Não tento entender o que está acontecendo, apenas coloco meus braços ao redor de seu corpo e faço o que sempre quis. Era o nosso primeiro abraço. Nosso primeiro e maravilhoso abraço.


Notas Finais


E então? Finalmente Caleb conseguiu seu emprego um pouco de "amizade" com seu chefe. Não sei vcs, mas adoro o Adam.. uahsuahsuh (Boa parte é porque imagino ele como o Tyler Hoechlin ♡). Deixei Steve com Caleb pq gosto um pouquinho dele tb >.< E o Caleb 2... tão perdido, mas tão ♡
Espero que tenham gostado. Me digam o que acharam e aguardem o próximo cap. :D♡
XOXO


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