História First Bad Habit - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Jorge Weasley, Lílian Evans, Personagens Originais, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Fred Weasley, Harry Potter, Universo Alternativo
Visualizações 31
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Um desafio par reinar sobre todos


O dia passado no Beco Diagonal chegara ao fim da melhor maneira possível: com risadas e compras para todos os lados, mas assim que o sol foi se pondo, Alexis viu que já era hora de se despedir de seus pais pelo resto do verão e ir para a casa da melhor amiga.

A Toca... Uma casa que desafiava todas as leis da física e da lógica, mas que, ao mesmo tempo, se mantinha em pé, e se manteria assim, por anos a fio. O contraste daquela construção, completamente maluca e sem nenhum pingo de pensamento prévio, contra o céu sempre a vista e as colinas que cercavam Ottery St. Catchpole sempre encantava Alexis. Era irônico, mas ela poderia jurar que sentia a mágica na atmosfera.

Depois do jantar, um banquete deliciosamente preparado pela Sra. Weasley, que contava com tudo o que a garota Potter gostava, tudo o que ela mais queria era tomar um banho e deitar, mas se bem conhecia sua melhor amiga, ela não deixaria que isso acontecesse tão cedo. Ginny era o tipo de pessoa que se entusiasmava com tudo e, portanto, ter Alexis ali com ela era algo que a faria ficar acordada até tarde da noite conversando sobre garotos e qualquer outra coisa que elas pudessem pensar. Alexis amava a amiga, de verdade, mas às vezes se irritava um pouco com isso.

-Verdade ou desafio? – perguntou Hermione mais tarde naquela noite, quando todos já tinham ido dormir, exceto pelas três garotas que estavam dividindo um quarto.

-Desafio...? – respondeu Alexis meio incerta. A verdade era que ela não agüentava mais pedir verdade e provavelmente já tinha contado toda a vida dela naquele jogo.

Ginny também parecia entediada e, em meio à um bocejo, ouviu a resposta da amiga e se empertigou em seu lugar, esperando que algo bom pudesse sair daquilo.

-Eu te desafio... – Hermione começou sorrindo inocentemente. – A ir até o quarto de Ron, pegar a Capa da Invisibilidade do seu irmão, ir ao quarto de Fred e George e pregar alguma peça neles.

Ginny e Alexis estavam de olhos arregalados; quando elas iriam imaginar que isso aconteceria? Hermione sempre fora a mais certinha de todos, sempre cumpria as regras e ficava muito brava quando alguém saía da linha. Então por que, por tudo que é mais sagrado, ela daria esse desafio à Alexis? Essa era a pergunta que as duas estavam tentando responder mentalmente.

Passado o choque inicial, Alexis começou a contemplar suas opções. Elas nunca tinham estabelecido que tipo de “punição” alguém levaria caso não cumprisse algum desafio. Por outro lado, ela não queria ser vista como uma medrosa, até porque pegar a Capa emprestada era algo fácil; Harry nunca havia negado isso à ela. Mas pregar uma peça em duas pessoas que eram mestres nesse tipo de coisa? Como ela poderia pensar em algo que os surpreendesse?

-Al, você tem que fazer.  – Ginny disse após mais alguns minutos de silêncio.

-Tá... – respondeu a morena, suspirando.

Na calada da noite, Alexis saiu pela porta do quarto e foi andando em direção ao quarto de Ron; se Harry ainda estivesse acordado, ela simplesmente pediria a Capa. Se não, ela entraria e pegaria. Aquela era a parte fácil, sem sombra de dúvidas, mas a ideia de ter que pensar em algum tipo de brincadeira para assustar Fred e George faziam com que o coração da garota batesse num ritmo acelerado, num misto de medo e excitação.

A cada passo que ela dava em direção ao quarto do melhor amigo do irmão, ela sentia o sangue correndo mais rápido por suas veias, uma consequência da adrenalina que percorria seu corpo. Era como se as pontas dos dedos de suas mãos estivessem formigando e seu estômago desse cambalhotas em antecipação. Os ruídos soavam tão alto em seus ouvidos que quando ela percebeu o barulho vindo do final do corredor, era tarde demais.

O que pareciam ser passos foi se aproximando e, no desespero de se esconder, Alexis acabou correndo na direção errada, chocando-se contra algo alto e um tanto forte e caiu no chão.

De sua posição, ela percebeu que era algo muito macio para ser um móvel e olhou para cima, se deparando com dois pares de olhos na direção dela, acompanhados por um sorriso travesso.

-Ora, mas o que temos aqui, Fred. – disse George contendo o riso.

-Pois é, George. – respondeu o outro. – Parece que temos alguém fora da cama depois do horário, não é?

Contendo um suspiro, coisa que já tinha feito muito naquela noite, Alexis se levantou, revirou os olhos para os dois garotos em frente à ela e cruzou o braço.

-E não sou a única, não é mesmo? – respondeu com um sorriso inocente.

Fred e George se entreolharam e deram de ombros, fazendo com que a morena achasse que estava livre para voltar ao seu quarto e fingir que nada tinha acontecido, porque, novamente, ela tinha caído na frente de pessoas que poderiam usar isso contra ela pelo resto de sua vida.

-Ei! – Fred disse quando notou que Alexis saía do corredor em direção a um dos quartos. – Você não realmente pensou que poderia simplesmente ir embora depois de nos ver andando por aí, pensou?

Alexis virou para os gêmeos, confusa e, quando deu por si, estava sendo levada para o andar inferior da casa, até que os três chegassem à cozinha, limpa e vazia àquela hora.

-O que você estava fazendo andando por aí às 2 da manhã? – George quis saber, sentando-se ao lado da menina.

-Apenas tomando um ar. – disse a morena e então deu de ombros, continuando a encarar os dois, tentando entender o que eles queriam com ela. Se bem os conhecesse, algo que a colocaria em encrenca.

Os gêmeos se entreolharam e riram levemente. É claro que eles sabiam que ela estava planejando alguma coisa, mas acharam melhor deixar de lado. Afinal... Ela não tinha visto nada do que eles estavam fazendo, certo? E mesmo se tivesse, talvez ela pudesse ajudar.

-Tá. – ela disse jogando os braços para cima da mesa, já cansada daquele campeonato de olhares. – O que vocês estavam fazendo no meio do corredor?

-Não vai ser tão fácil assim. – George disse sorrindo de lado, satisfeito consigo mesmo por ter irritado a curiosidade da mais nova dos Potter.

Com os braços agora cruzados e uma expressão de quem estava quase desistindo de tudo e voltando para o quarto, Alexis virou-se para os dois e esperou até que eles dissessem alguma coisa.

-Primeiro vai ter que prometer que não vai contar para ninguém. – Fred disse. – E que vai nos ajudar quando pedirmos.

-O que pode ser a qualquer momento. Do dia ou da noite. – completou George.

-Tá. – ela disse com pouco caso. – Pelo visto é o único jeito de vocês pararem com esse mistério todo.

~*~

As horas passavam lentamente na manhã daquele dia. O sol já havia nascido há algumas horas e Alexis, que já havia esgotado suas opções de entretenimento, estava deitada na grama do jardim, escutando os gnomos que chegavam perto dela o suficiente para serem notados, mas longe o bastante para que ela não se irritasse e os mandasse para longe.

A noite anterior havia sido estranha e ela passara horas acordada tentando entender o que tinha acontecido. Por mais que fosse amiga de Ginny desde que nascera, ela nunca tinha trocado mais do que algumas palavras com Fred e George e, de repente, estar por dentro dos planos deles soava um pouco surreal.

Durante anos ela faria de tudo para não se ver perto daqueles dois, mas agora se via mais entretida com as coisas que eles faziam e isso a deixava um pouco assustada. Claro que ela nunca tinha sido a pessoa mais certa do mundo, ou alguém que sempre seguia as regras, mas nunca tinha pensado em fazer parte da turma que, na verdade, fazia o oposto de tudo isso. Sim, ela era filha de James Potter e passou a infância inteira cercada por ele, Sirius Black e Remus Lupin, mas Lily sempre estivera por perto para impedir que as coisas saíssem do controle.

-Ainda no mundo dos vivos? – uma voz disse ao seu lado, fazendo com que ela desse um pequeno pulo ao notar que Harry estava ali. – Sra. Weasley me pediu pra te chamar. O almoço está pronto.

Ainda um pouco sonolenta, Alexis se levantou e se espreguiçou, arrancando um riso do irmão que a olhava de maneira engraçada.

- O que? – ela perguntou.

-Disseram que você não dormiu a noite inteira e eu duvidei. – deu de ombros. – Quero dizer... Você? Sem dormir? Quando isso foi possível?

A mais nova rolou os olhos e balançou a cabeça.

-Você não tem nada de mais interessante para fazer, Harry? – perguntou andando em direção à casa. – Tipo stalkear aquela garota que você gosta?

As bochechas de Harry adquiriram uma cor vermelha intensa, para alegria de Alexis, que sorriu satisfeita enquanto continuava seu caminho até o lado de dentro d’A Toca.

Sim, ela sabia que Ginny ainda era um tanto quanto apaixonada por Harry e por mais que ela achasse que os dois formariam um casal fofo, ela bem sabia que seu irmão não nutria esse tipo de sentimento por sua melhor amiga. E era por isso que Alexis tentava se manter distante da vida amorosa dele o máximo que podia, mas era fato que o garoto com a cicatriz em formato de raio só tinha olhos para a Apanhadora da Corvinal, por mais que isso a irritasse. Eles deveriam ser rivais no campo e isso a preocupava um pouco.

~*~

A última semana de férias estava passando mais rápido do que todos gostariam, mas era sempre assim que as coisas funcionavam, não é?

Enquanto Alexis passava a semana pensando em como seria seu 4º ano em Hogwarts, ela dividia esse tempo tentando ajudar Fred e George em tudo o que eles pediam, coisa que geralmente envolvia ficar de vigia nos corredores e avisá-los quando alguém estivesse se aproximando muito do quarto deles. Seja lá o que estivesse acontecendo lá dentro, eles não queriam que alguém os surpreendesse.

Vê-los trabalhar daquela forma, naquela cumplicidade, fazia com que a garota desenvolvesse um novo sentimento pelos gêmeos, algo como orgulho ou até mesmo admiração. Eles eram focados no que faziam, dedicados e, por fim, acabavam a incluindo em alguns experimentos. Teste de mercado, como eles diziam.

-Nosso público alvo são os alunos. – George disse um dia, virando-se para ela com um pequeno frasco em sua mão.

-Então quem melhor do que uma aluna para nos dizer se estamos acertando? – perguntou Fred, completando o raciocínio do irmão, com um sorriso. – Agora lembre-se: o produto final é sólido. A gente só quer saber se o gosto é bom e quanto tempo o efeito dura.

Assustada com o que tinha acabado de ouvir, Alexis deu um passo para trás e bateu na porta do quarto, os olhos arregalados.

-Ei, confia. – George disse achando graça do desespero da garota. – Alguma vez nós já deixamos você na mão?

Alexis quis mencionar o dia anterior, quando ela passou o dia inteiro dentro do quarto de Ginny com o corpo inteiro cheio de manchas vermelhas que coçavam sem dar sossego, mas não precisou.

-Ontem foi um erro. – Fred disse segurando-a pelos ombros. – E nós já pedimos desculpas e te deixamos ficar com a nossa parte da sobremesa. O que mais você quer?

-Garantia de que eu não vou acabar em St. Mungus com alguma doença mental. – ela disse esquivando-se dele e dando um passo para o outro lado do quarto. – É disso que eu preciso.

Os gêmeos se entreolharam e balançaram a cabeça. Claro que eles não poderiam dar esse tipo de garantia tão cedo, mas eles estavam certos de que essa nova fórmula estava certa.

-Alexis... – eles começaram ao mesmo tempo.

Balançando a cabeça, a morena andou até eles e tomou o frasco da mão deles, brindando o nada e virando todo o conteúdo em sua boca. Com um suspiro, ela entregou o material de vidro à George e sorriu.

-Acho que agora deu certo. – ela sorriu e deu as costas aos dois e saiu do quarto, não notando quando seu cabelo começou a perder tonalidade até ficar completamente branco.

-Quanto tempo até ela perceber? – Fred perguntou, preocupado, olhando para o irmão.

A resposta nunca veio. No lugar, eles puderam escutar o grito agudo que viera do final do corredor e os passos corridos e furiosos que levaram a garota de volta à eles.



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