História First Love - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bts, Fantasia, Gêmeos, Sobrenatural
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Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Peço desculpas a todos que estavam lendo.
Eu realmente apaguei, adicionei e apaguei novamente capítulos quando chegou no 30.
Eu só quero dizer que, por mais irresponsável que eu seja e apesar de tudo...

EU NÃO VOU DESISTIR DESSA HISTÓRIA.

Capítulo 30 - Capítulo 30 (parte 2: Boy Meet Evil)


Sentei-me na mesa e fiquei encarando os rapazes. Eles estavam um pouco desanimados com a ideia de não se apresentarem, mas estavam irritados também, afinal, todo os seus esforços seriam cuspidos caso não participassem da Estadual de dança. Alexy olhou na minha direção e franziu o cenho, eu acho que ele ainda está inconformado por eu não ter conseguido convencer Kim a vir. Park tentou também, mas minha irmã é teimosa e quando ela diz que não vai fazer ela não faz mesmo. Desde garotinha é assim. Ignora propositalmente as pessoas como se fosse fria e arrogante, não importando qual seja a situação. Uma vez levou uma surra do meu pai por causa disso, mas quem disse que ela ligou? No dia seguinte estava o enfrentando, com aqueles olhos azuis gateados.

Como os de uma serpente.

– Cara, eu acho que vou dormir um pouco. – Mike anunciou indo em direção a uma carteira mais afastada, se sentou e deitou a cabeça na mesa. Vi que ele estava chateado. – Se estressar não vai adiantar nada.

– Espera, porque está tão relaxado? Você está desistindo? – Alexy exclamou histérico olhando para o outro com uma expressão de raiva. – Você não se importa com o nosso grupo? Nós estamos aqui, passando por um grande problema e tudo que você pensa é em dormir? – Ele perguntou, mas o rapaz o ignorou por completo. – Idiota!

– Ah – Jack suspirou cansado. – Ele tem razão, Lex. Não adianta se estressar. Vamos esperar o senhor Bundy chegar para então resolvermos essa questão.

Alexy olhou para mim novamente franziu as sobrancelhas. – Você sabe que a culpa disso tudo é sua, não é? Se você não tivesse uma irmã tão egoísta, nada disso teria acontecido.

O olhei incrédulo, incapaz de acreditar que ele estava me culpando. Desviei o olhar do rapaz e puxei a mochila para o meu colo, sentindo uma mistura de raiva e mágoa. Eu quero sumir.

– Também não é assim, ok? Frank não tem culpa de nada e a Kim não é obrigada a fazer uma coisa que ela não quer. – Robert interviu e eu o olhei automaticamente, sem entender o porque dele estar me defendendo.

– Mas... – O rapaz de cabelos cor de rosa tentou falar alguma coisa, mas o moreno ao seu lado o cortou enquanto bocejava.

– Estou com fome. Quando vou poder comer? – Kyouya proferiu em um tom muito calmo, para a situação em que estávamos aquilo soou frio e indiferente.

– Gregory, você é retardado? – Alexy reclamou olhando incrédulo para o mais novo. – Estamos prestes a jogar nosso sonho fora e você pensa em comer? O quão comprometido você está com o grupo?

– Ah, que saco, isso está me deixando cansado. – Ele ignorou o outro e sacou o seu celular do bolso. – Cadê o senhor Bundy?

A porta se abriu de repente e Trent passou por ela com uma expressão não muito boa no rosto. Nunca gostei desse cara, principalmente depois da merda que ele fez em Nevada. Minha irmã as vezes não tem um bom gosto com homens.

– E aí, achou o papai? – Alexy perguntou indo até o irmão mais novo. – Você conseguiu falar com ele? Como estão os outros grupos?

– Bem mal – Ele foi até uma cadeira e se sentou. – Os dois grupos treinados pelo pai foram mal, erraram a coreografia e aquela garota, Renata Byakugan, torceu o tornozelo no meio da apresentação. – Suspirou cansado. – Alexy, eu sinto muito. – Ele olhou para todos nós e balançou a cabeça negativamente. – Desculpa a todos, pelo esforço, por trocar outras atividades para treinar, mas... O meu pai foi para casa. Ele tirou o nome do nosso grupo da lista de participantes e pediu para que todos fossem para as suas casas.

Eu fiquei estático, sem acreditar no que ele havia acabado de dizer. Mesmo sabendo que a Kim não viria, eu ainda tinha esperança de me apresentar junto aos meninos. Eu me esforcei tanto. Mas não adiantou nada, nem nos apresentamos e nosso grupo está desclassificado. Que merda.

Ninguém falou nada por um momento, e o silêncio foi cortado por um arrastar de cadeira. Mike havia levantado e pegado sua mochila, ele atravessou a sala sem olhar para a gente e saiu pela porta, fechando-a com força. Meu coração disparou, isso não chegava perto do que eu imaginava para esse dia.

– Isso é sério? – Kyouya perguntou e Trent assentiu sem olhá-lo. – Seu pai é um babaca...

– Kyouya, não começa. – Robert disse passando a mão pelos cabelos loiros.

– Não, agora eu vou falar! – Ele exclamou se desencostando da mesa. – A gente fica treinando por um mês inteiro para no fim aquele merda pegar e desistir, só porque dois de seus grupos foram mal nas apresentações. E nós, somos o que para ele? O grupinho de merda que criou só para satisfazer o desejo do filho mais velho e mimado dele? – Disse olhando diretamente para Alexy, que abaixou a cabeça. – Ele não era um professor de dança profissional? Eu acho que ele é só um idiota de merda que ganhou alguns troféus quando jovem e agora, quando vê seus alunos fracassando, vai embora para casa chorar e ainda deixa um bando de idiotas aqui, esperando, sem saber o que fazer.

– Kyouya, tente entender, meu pai, ele estava confiante. – Trent tentou dizer, mas nem ele conseguia arrumar alguma justificativa para a cagada que o pai dele fez.

– E daí? Eu deixei de fazer um monte de coisas que eu gosto para passar a metade do meu dia dançando, treinando as coreografias e tentando me aperfeiçoar cada vez mais. E por insegurança Bundy joga tudo para o alto e vai para casa? – Ele franziu o cenho, enraivecido. – Ele foi covarde.

– Se... – O ex-namorado da minha irmã voltou a dizer. – Mesmo que ele estivesse aqui, não teria como Fãs do BTS se apresentarem por estar faltando um membro. E em cima da hora, não tinha nem como chamar a KI nem procurar alguém capacitado para executar a coreografia no mesmo nível que vocês. Não tinha como Kyouya, não tinha mais jeito!

O moreno o encarou por um tempo e depois deu de ombros, claramente desapontado. Não havia mais o que falar. Seus olhos negros então se direcionaram na minha direção e o seu olhar penetrante me fez sentir inseguro. Franzi os lábios olhando para a janela, eu estava magoado. Ele anda me ignorando desde o dia em que quase matou o nosso colega de classe. Eu tenho uma suspeita do porque desse comportamento, e caso eu esteja certo, nem sei como deveria encarar isso. Eu gosto do Kyouya, mais do que deveria. E isso é muito frustrante, principalmente pelo fato de eu não saber com encarar essa situação.

Eu nunca passei por isso.

A sensação de angústia aumentou ainda mais, me fazendo sentir muito mais incomodado que antes.

– Bom, então... – Ouvi Robert propor e o olhei pelo reflexo da janela, ele havia se levantado e agora arrumava a mochila em suas costas. – Vamos numa pizzaria jantar, já que nenhum de nós comeu ainda. – Ele disse e os outros assentiram. – Frank, você não quer vir junto?

– Eu odeio pizza – Pronunciei, minha voz saiu séria demais. O que eu falei não era verdade, mas era melhor do que dizer que simplesmente não queria ir.

– Por que o Frank tem que ir? – Alexy disse torcendo o nariz na minha direção. – Ele nem faz parte do nosso grupo de amigos.

– Você pode escolher outra coisa, então, como um sanduiche, talvez. – O loiro ignorou do de cabelos rosa por completo e insistiu dando de ombros.

– Eu odeio comer – Falei sem paciência enquanto um nó se formava em minha garganta. Saí de cima da mesa e agarrei minha mochila. Eu sentia que ia desabar a qualquer momento. – Eu vou para casa, estou um pouco cansado.

– Mas...

– Deixa ele, Robert – Alexy disse, querendo se livrar de mim. – Fala para a sua irmã começar a usar camisinha, porque nesses tipos de festa tem de tudo.

Arregalei os olhos me sentindo um idiota, parecia que ele de alguma coisa e eu não. Meus olhos arderam por contas das lágrimas e apenas fiz uma expressão séria, a que eu uso para demonstrar arrogância. Aprendi com Elizabeth.

– Pode deixar, eu mando esse seu recado de merda.- Eu disse fazendo o máximo de esforço para não vacilar e saí andando até a porta. Quando ia sair, parei e olhei para ele. – Você deve saber muito dessas coisas, não é? Eu espero que você também não esqueça de usar quando estiverem te fodendo semelhante a uma cadela. – Falei por fim e sai, fechando a porta devagar. Fiquei parado, segurando minhas lágrimas.

Então olhei para frente, eu não posso chorar.

***

Olhei para o meu apartamento, ia dar uma hora da manhã.

Antes de entrar no apartamento, tirei meus sapatos encharcados para jogá-los no tanque e joguei a minha mochila num canto, eu espero que não tenha molhado nenhum material. Eu havia pegado o ultimo ônibus, porém esse não passa no loteamento onde moro depois das onze horas, então tive que descer lá no começo e vir correndo, e para o meu azar, estava caindo uma tempestade. Estava chovendo muito forte. Minha garganta doía de tanto eu respirar pela boca e minhas pernas estavam doloridas. Eu não estou acostumado a correr.

Fechei a porta, trancando-a, e tratei de tirar as roupas molhadas. Eu fui tomar um banho de água quente, sentindo o meu corpo parecer cada vez mais pesado a medida que o tempo passava. Os calafrios e arrepios cortavam meu corpo. Teve um momento que quase perdi a noção onde estava, e quando vi, me segurava nas paredes de azulejo para não perder o equilíbrio. Eu ia cair.

Saí do banheiro enrolado em uma toalha e coloquei a roupa mais quentinha que eu tinha: um moletom preto de uma calça do mesmo tecido e da mesma cor. Tinha cheiro de lavanda, eu estava usando quando perdi toda a minha “glória”, ou seja, quando eu traí tudo que me ensinaram. Pijama do assassino, ri irônico com esse pensamento.

– Acho que preciso beber algum remédio para resfriado. – Falei para mim mesmo enquanto ia até a cozinha. Eu sentia meu corpo ficar mais dolorido, e quente, como se eu fosse entrar em combustão a qualquer momento. – Presumi ser febre, afinal, peguei uma chuva muito forte com um vento bastante gelado. Odeio ficar doente. Procurei numa pequena caixa onde ficava os medicamentos para resfriado, mas não achei. Fui até o quarto da minha irmã e procurei no meio das suas coisas, porém não tinha o que precisava. Notei um par de coturnos novos e fiquei me perguntando de onde aquilo surgiu. Nós não temos nem dinheiro para pagar o aluguel, e ela me aparece com sapatos novos, que ao meu ver parecem ser bem caros.

Idiota.

Voltei para a sala e fui até nossa caixa de comida. Tinha comprado um chá bem barato, a caixa era laranja e tinha um rosto de leão desenhado também. Coloquei água para esquentar no mini fogão e sentei na cadeira para esperar ferver, o que não demorou muito. Preparei o chá e coloquei açúcar, em seguida eu bebi.  Estava quente. Lembrei-me da minha mãe. Ela gostava de chás, de coisas fáceis de preparo. Eu ainda não entendo o porque dela ter tirado a própria vida.

Mamãe era infeliz?

Eu sei que fiz algo parecido no passado, e mesmo não dando certo, eu não me sinto orgulhoso de ter superado esse tipo de situação. A depressão e o suicídio. Na verdade, me sinto envergonhado por aquelas tentativas fracassadas de morrer.

Eu me pergunto se eu era um inconsequente e imaturo fugindo dos próprios problemas ou era apenas um garoto triste que estava sentindo-se culpado por todo o seu pecado.

Meus pensamentos foram dispersos quando o meu celular começou a vibrar em cima da mesa. O peguei e encarei a tela, a foto de contatos do Kyouya estava ali. Ele olhava para cima, sorrindo para a minha câmera enquanto estava sentado numa das cadeiras da sala de aula. Olhei para o seu sorriso, eu sinto tanta falta dele.

Quando percebi, havia perdido a chamada. Não deu nem um segundo e ele estava ligando novamente. Dessa vez eu não tardei em atender.

– Alô – Eu disse indo até o sofá junto com a minha caneca de chá.

“Frank, hum, você está bem?” Ouvir a voz dele fez o meu coração se aquecer. Eu estava chateado com ele, mas como sou um idiota, já até esqueci.

– Sim – Respondi incerto. Minha cabeça doía. – Eu acho. Por que está perguntando?

“Robert está preocupado com você, ele acha que você pegou aquela chuva forte que começou a cair a uma hora atrás. Então ele queria saber se você está bem”.

– Eu – Parei um pouco e suspirei. – Acho que peguei um resfriado.

“Quê?” Essa voz era de Robert. “Você pegou um resfriado? Viu, Kyouya, eu disse que ele não estava bem!”

“Fala mais baixo, idiota, está todo mundo olhando”. O moreno repreendeu e com um pouco mais de atenção eu ouvi o som de vozes distantes e o chocar de talheres. Tinha uma musiquinha estranha no fundo. “Sua irmã já chegou, Frank?” Perguntou em um tom frio.

– Não – Respondi cético. – Onde vocês estão? Na pizzaria? – Perguntei me levantando e indo até a mesa para colocar a caneca já vazia.

“Sim. Pedimos três pizza e uma garrafa de refrigerante” O loiro disse. “Por incrível que pareça, tem bastante gente aqui, mesmo nesse horário e com uma chuva forte lá fora”.

– Sei – Ri nervoso, eu estava gostando de conversar com eles, até porque eu estava sozinho e doente. – São só vocês dois?

“Sim” A voz de Robert saiu abafada, parecendo estar de boca cheia. “Jack disse que tinha combinado dar uma carona para uma colega nossa e Alexy e Trent voltaram para casa, para ver como o pai dele está, né?”

“Você vai passar mal desse jeito” Kyouya disse e eu soltei uma risada.

– Vocês dois estão comendo as três pizzas sozinhos?

“Sim, somos jovens” O loiro voltou a falar. “Então, Frank, tem certeza que está mesmo bem? Já tomou algum remédio?”

Senti como se ele estivesse me dispensando. Talvez Robert esteja com vontade de terminar seu jantar e eu estou apenas atrapalhando. Suspirei.

– Tomei – Menti. Parei de falar e uma crise de tosse me atingiu. Me curvei para frente enquanto tossia e sentia meus pulmões queimarem, quase como da primeira vez que botei um cigarro na boca. Quando consegui parar, inspirei profundamente. Minhas vistas estavam se desfocando e minhas pálpebras pesavam. O que está acontecendo comigo? Isso não parece ser febre ou resfriado...

“Ei, Frank? Você está aí?” A voz de Park se fez presente no silêncio da minha sala, e foi aí que eu percebi o meu celular jogado no chão. Ele tinha caído da minha mão. “Frank?”

Agachei-me com dificuldade e peguei meu celular, levando-o ao meu ouvido. Levantei e fui me sentar no sofá. – Eu estou bem, não precisa se preocupar. Eu... – Respirei lentamente. – Eu já até tomei um remédio. – Menti. – Agora eu só preciso descansar...

“Você não parece bem” Kyouya disse do outro lado. “Você não está mentindo para a gente, não é, Frank?” Seu tom saiu desconfiado, e eu sorri. Ele está preocupado comigo.

– Amor, eu não quero te preocupar. – Falei sem nem perceber tais palavras e fechei os olhos enquanto me deitava no sofá. – Eu estou com muito sono, então vou dormir um pouquinho aqui no sofá para esperar a Liz chegar. Ela está demorando, espero que ela chegue logo... Boa noite para vocês...

Nem lembro de ter apertado o botão de desligar, eu simplesmente apaguei.



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