História First Life - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Seleção, Amor, Drama, Originais, Realeza, Romance
Exibições 12
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá cerejinhas!
Tudo bem com vocês? Bem, eu estou contando os dias para minha viagem e aniversário ( no caso, 29/11 e 02/12, respectivamente), e como sou uma autora muito legal, não queria que ficassem sem capítulo por muito tempo! Então, resolvi postar esse aqui antes de ir❤️

Bjs ❤️
Espero que gostem do capítulo ❤️

Capítulo 3 - Asmáticos não chegam muito longe


Fanfic / Fanfiction First Life - Capítulo 3 - Asmáticos não chegam muito longe

Gabriella 


Acordei atrasada. Arrumei-me correndo, e nem tomei café, só sai correndo com meu material.
Cheguei na escola faltando 3 minutos para o portão fechar. 
— Pensamos que você não viria. 
— Nunca faltaria, Taylor. 
— Hoje tem autógrafos?— Matt perguntou 
— Está interessado no meu livro ou isso tudo se chama Anne?
— Nossa! Não aguento mais ouvir falar nesse nome. Ele falou nela a noite toda.— resmungou Thomas.— Mas então, colega, tem autógrafos hoje?
— Tem.— declarei — Preciso achar tempo para escrever. Se não, esse livro nunca sai. 
— E está em qual parte?— Taylor perguntou 
— Estacionada nas páginas do diário de Callie. 
— Você podia esquecer esse história de diário, e ir logo aos próximos encontros malsucedidos dela e do Anônimo. 
— Não!— disse — Algo me diz que preciso continuar nessa parte, uma hora a inspiração vai bater na minha porta e eu irei abri-lá e acolhe-lá com todo carinho.
— Você fala disso, como se fosse uma pessoa. 
— Considero como se fosse uma. 
— Escritores são loucos.
— Você acha que eu sou louca? Meu querido, as melhores pessoas são!— rebati.— Aliás, eu também acho que eu sou louca. 
Antes que algum dos patetas  pudesse responder, deu o horário de início das aulas.
Meu primeiro tempo era de matemática, e o conteúdo  era interessante. Há alguns dias, tive inspiração numa aula de matemática, espero que esse milagre aconteça novamente. 
Porque é extremamente horrível ter um bloqueio criativo. 
Sentei-me numa cadeira na frente para poder acompanhar a correção da lição de casa e ficar atenta ao conteúdo novo. 
Outro fator que me levou a escolher esse lugar, foi que, gosto de observar as pessoas, estudar seus comportamentos e tentar adivinhar seus pecados. Isso mostra o quão fértil a mente de uma escritora pode ser. 
No segundo tempo, tinha francês com Taylor.
Fizemos uma atividade em dupla, e logicamente ele foi a minha primeira e única opção. O professor costuma dizer que formamos uma boa dupla, porque além de conversarmos sobre os assuntos mais várias possíveis ainda mantemos o foco e conseguimos entregar a atividade antes que a aula acabe. 
De todos os meus professores, ele, a Srta. Lee e a Sra. Bernardes tem um lugar especial no meu coração. Eles apoiaram-me quando nem meus pais fizeram! Tenho vergonha de contar, mas existem personagens do meu livro que foram inspirados neles. 

    Durante meu quarto tempo, na aula de literatura, a Srta. Lee conversou comigo sobre alguns aspectos que preciso abordar no segundo livro e deu-me dicas de como explorar outros pontos, como por exemplo, a história de Melia ou os rastros deixado pelo anônimo nos bilhetes. "Instigue seus leitores, deixe-os criando teorias malucas, deixe-os divididos e confusos! Explore histórias, crie vínculos profundos com alguns personagens!" 
Agora, só falta-me a inspiração para poder escrever e explorar a história, instiga-los ou criar vínculos e laços entre eles. 
Estou começando a ficar desesperada. 


Almocei com meus pateta, debaixo de uma árvore enorme que tem no pátio dos fundos. Eu não havia levado nada para comer, e também não podia comer o que estavam servindo hoje... A não ser que eu queira morrer com alergia, aí, eu posso! 
Então, afanei um pouco de cada lanche. Foram minutos muito divertidos, digo, eles sabem quando estou nervosa e sabem como distrair-me! Era realmente importante para eu, passar um tempo com eles.
    Meu último tempo tinha aula de espanhol com os meus três patetas. O tempo passou rápido, e quando dei por mim, já estava a caminha da minha casa. 
Eu só queria voltar a dormir. Mas não podia, tinha um compromisso com as minhas leitoras e não posso descompri-lo! 

 

— Nossa! Você não tem noção, Anne!— eu disse, quando a última pessoa saiu daquela livraria. — Minha mão está doendo e minha cabeça está latejando. Preciso de um banho quente e de uma noite de sono. 
— Ainda bem que amanhã é sábado. Vai poder dormir até tarde. 
— Quem me dera! — declarei— Tenho lição para fazer e um livro para escrever! 
— Não seja exagerada! Você precisa de um tempo para você. — ela disse. Às vezes esqueço que ela é só um ano mais velha que eu. — Chegue em casa, tome um banho quente e depois um chá de morango e então, durma até as 3 da tarde! Quem sabe seu problema com inspiração não é porque está morrendo de sono?
— Pode ser!— disse indiferente, em seguida, bocejando. — Preciso ir.
Dei tchau a Anne e a colega de trabalho dela, peguei um táxi que deixou-me na frente de casa. 
Arrastei-me até o banheiro e tomei um banho quente, depois tomei um chá e comi bolacha como Anne havia recomendo.
Escovei os dentes e assim que cai na cama, eu apaguei. 

 


Acordei com o barulho vindo do quarto da minha irmã.
Levantei, e fui até sua porta. 
— Abaixa isso, Camila! Tem gente tendo dormir.— berrei. 
Mas ela não escutou, o que já era de se esperar com aquele som alto. 
Voltei ao meu quarto e joguei-me na cama novamente, dessa vez, eu apenas relaxei. 
E foi quando tive inspiração, pela primeira vez na semana.  
Abri um sorriso, e então corri para meu caderninho. 
Terminei o capítulo do diário da Callie com uma frase arrasadora e comecei a escrever o próximo capítulo. 
Acho que no final das contas, Marvel ou Ethan será o anônimo. 
Todos acham que é o bonitão da história, o popular, mas eu quero que seja uma surpresa. Poucos desconfiam deles dois... 

Pronto, anônimo já marcou encontro com Callie. 
Fechei o caderninho e corri para o banheiro. 
Depois do banho, arrumei-me, peguei minha bolsa e coloquei o caderninho nela e então desci para tomar café da manhã.
—Olha quem acordou!— disse meu cunhado— Bom dia! 
— Bom dia, Guilherme!— eu disse animada 
—Quer café?
— Você está perguntando se um macaco quer banana! É lógico que eu quero. — disse sentando-me na cadeira na frente dele.
O mesmo pegou uma caneca, colocou café e completou com leite. — Porque minha irmã está trancada no quarto?
— E eu sei? — ele perguntou— Já faz um tempo, que eu parei de tentar entender ela.
— Meu pai diz a mesma coisa! 
— Pois é, eu sei como ele se sente... Quer pão? Seu pai deixou um croissant para você.
— Ahh eu quero sim. — eu disse, ele pegou e empurrou o pratinho para eu.  
— Aliás, onde ele está? Digo, saiu cedo? 
— Na verdade, não faz muito tempo, ele saiu faz umas duas horas. Disse que vai fechar o restaurante mais tarde porque tem um jantar de noivado a noite. 
— Você vai ir dar uma forcinha para ele?
— Acho que sim. Se sua irmã não arrumar nada para nós fazermos até lá, eu vou sim!— ele disse rindo.
Meu cunhado, Guilherme, praticamente já mora aqui. Ele dorme aqui, ajuda nas despesas, na cozinha, arruma a casa e sempre ajuda meu pai com o restaurante. Além de amar minha irmã e aturar o resto da família. Santo seja Guilherme! 
Ele cuida de mim, como se fosse sua irmã mais nova. 
Gosto dele, pelo simples fato dele cuidar da minha irmã. Ele merece um premeio, na verdade. Porque não é uma tarefa fácil! 
—Onde vai?—ele perguntou
— Vou ao parque.
— Vai fazer o que lá?
— Escrever, escrever e escrever... Andar de bicicleta que não é!—declarei 
— Não vai voltar tarde né?
— Não, cunhado, eu não vou demora — disse terminando de comer meu croissant.
— Você sabe, antes das quatro, para casa! 
— Pode deixar, capitão!— eu disse, terminando o café e levantando. 
Despedi-me de Guilherme e resolvi ir andando para o parque.

 


Sentia-me muito leve. Aquela brisa batendo contra meu rosto e aquele cheiro gostosos de planta, deixa-me leve e inspirada. 
Continuo escrevendo, e quando vejo, do capítulo 12 já estou no 23. Muitas páginas, muito enredo, muita interação, muito mistério e romance. Nesse meio tempo de capítulos eu só fiz foi aumentar a torcida para alguns shippers. 23 capítulos e eu não cheguei nem na metade do livro... Não faz mal, meus leitores estão acostumados com livros grandes e capítulos extensos...
O último, teve cerca de 65 capítulos e mais de 700 páginas.... 
Okay, eu admito, eu me empolguei um pouco.
Do nada, minha visão escurece e eu ouço uma voz atrás de mim. 
— Advinha quem é?! É o seu fã mais lindo e loiro natural.
—Miguel?!— chutei
—Acertou!— ele declarou, tirando a mão do meu rosto e finalmente, sentando-se ao meu lado — Tudo bem? 
— Estou ótima. Melhor agora, que tive inspiração. 
— Veio escrever o livro?
— Sim. Gosto de sentir esse cheirinho de planta enquanto escrevo. 
— Está em qual capítulo? 
— 23. 
— Vamos ter mais um livro grande, não é mesmo?
— Sim!— eu disse— As vezes eu me empolgo. 
—Nos sabemos. — ele declarou com tom de obviedade.
— Mas e você, o que faz aqui? 
— Meus irmão, resolveram vir ao parque e arrastaram-me junto... Além de mim, arrastaram Victoria e Giovanna.
— Victoria eu conheço, mas Giovanna, não. Quem és?
— Ela é melhor amiga da Vic. 
— E você fugiu deles?
— Lógico.... Mackenzie e Sebastian, estão dando uma de casalzinho meloso e sério,  isso me dá ânsia de vomito. Victoria e Giovanna, até que tem uns assuntos legais, mas na maioria das vezes eu não faço ideia do que eles estão falando.... O Valentin,  bem, ele não pode ver um rabo de saia que já vai atrás. 
 — E Irene?— perguntei 
 — Ela parou e está lendo Romeo e Julieta, pela milésima vez na frente do parque... Então, eu estou totalmente deslocado, sem companhia e desanimado. 
 — Pode me fazer companhia, Miguel. Se quiser lógico.
 — Senhorita, quando sua escritora preferida te faz uma proposta dessas, é lógico que a gente aceita... Mas tem uma condição. 
 — Qual? — perguntei curiosa para saber sua resposta. 
 — Quero alguns Spoiler.
 — Fácil... Você tem três perguntas por enquanto! 
 — Posso perguntar qualquer coisa que você vai responder?
 — Sim.
 — Deixe-me ver, então!— ele disse pensativo — Quem é o anônimo?
 — Não sei. 
 — Como assim "não sabe"?
 — Não sabendo... Amo tanto, todos os shippers, que não sei com quem deixar a Callie. Mas sei que queria fazer algo novo, inesperado. 
 — Entendo. — ele disse — Então, conte-me o que está acontecendo na parte que você está escrevendo.
 — Bem, a Callie recebeu uma bilhete, e é outro encontro. Só que dessa vez, num festival de flores.
 — Ela vai acabar encontrando o anônimo não é?!
 — Vai sim... Só não vai saber quem é! Está aí, uma semelhança entre todos os leitores, Callie e eu... Nenhum de nós, sabe ao certo quem é o anônimo. — disse, fazendo Miguel gargalhar.
 — Quando vai entrar algum personagem novo, do tipo "eu vim para causar", igual a o Limm e a Nessa? 
 — Estava pensando nisso, a um tempo atrás. A história está muito parada, Estacionada num ponto, e ela precisa de uma agitadinha! Pensei em colocar uma prima da Callie ou fazer ela conhecer uma garota nesse festival. 
 — Acho que a ideia do festival é melhor. Acho que ainda não está na hora dos parente dela aparecerem! Vai ter uma hora certa para isso! 
 — Você tem razão, Miguel... Obrigada pela luz! — eu disse — Nada mais justo do que você escolher o nome. — porque eu estou sendo tão legal? Normalmente eu só falaria obrigada e olhe lá. 
 — Jura?
 — Juro! 
 — Pode ser, humm, deixa eu ver... Elspeth?
 — Gostei. Pode sim. — disse, e em seguida anotei o nome no rodapé da folha.

 

Ficamos conversando por um bom tempo. Mas Miguel teve que ir embora, tinha que encontrar a família. Ele foi embora e eu comecei a passear pelo parque. 
Quando ouvi um berro atrás de mim e virei para olhar o que era. Um grupo de adolescente loucas, avançou na minha direção. 
Eu conversei com todas, mas o jeito foi sair correndo quando elas perceberam que eu estava com o caderno de rascunho do próximo livro. Corri o máximo que pude, até ficar cansada por conta da asma. Asmáticos não chegam muito longe.
— Vem por aqui!— alguém chamou, e esticou o braço. Não tinha outra opção a não ser aceitar a ajuda oferecida. Entro para dentro de um atalho que desconhecia, porém reconheço o rosto da pessoa. Era meu Ethan perfeito, ou melhor, o namorado de Mackenzie... Como ele se chama mesmo?! 
Sean?! Sedécias?! Não Gabriella! É igual ao nome do compositor que você gosta... Johann Sebastian Bach. 
Isso! Sebastian! 
Então, recapitulando... 
"Era meu Ethan perfeito, ou melhor, o namorado de Mackenzie, Sebastian".
— Você tá bem?!— ele perguntou.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤️
Bjs ❤️
Vocês sabem, né?!
Tia ama vocês ❤️


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