História First Love - Shortfic Min Yoongi - Bangtan Boys (BTS) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Suga
Visualizações 355
Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, promessa deve ser cumprida então eu estou aqui para dar início à shortfic com o Yoongi!
Gente, algumas partes da história se passarão na nossa época atual, e será no ponto de vista da Angie, neta da personagem principal cuja qual é o centro de todo o enredo. Quando volta aos anos 70, quem narra é Adele, a avó da menina. Levem em conta o contexto histórico desse período para não se perderem! Enfim, é isso, eu acho. Espero que tenham entendido mais ou menos e que deem amor à ela. Divirtam-se!

Perdão por qualquer erro!

Capítulo 1 - Parte I


Fanfic / Fanfiction First Love - Shortfic Min Yoongi - Bangtan Boys (BTS) - Capítulo 1 - Parte I

Parte I

 

Sábado, 13 de maio de 2017 – Londres, Inglaterra.

 

Entrar na casa da vovó depois de tanto tempo ainda me dava arrepios.

Quando ela veio a falecer eu era uma adolescente de 15 anos, prestes a ir para o outro lado do oceano completar o meu ensino médio, e sem um pingo de amor ao próximo. Bem, sou obrigada a dizer que a morte dela me desconstruiu. Sua falta me transformou numa pessoa melhor, por causa da culpa que eu carregava em minhas costas. Confesso que nem sempre fui uma neta agradável.

Passei em frente do enorme espelho antigo da sala de estar que um dia fora o símbolo da grandeza de minha família e me encarei. Toquei a superfície gélida e lisa do espelho em minha frente, observando e contornando cada traço meu. Possuía os mesmos olhos pequenos que vovó sempre descrevera meu avô, e a mesma cara de sono com bochechas rosadas e firminhas. Mas o engraçado era que eu nunca havia visto tais detalhes nas fotos antigas e amareladas, deterioradas pelo tempo e suas consequências.

Aí está um fato que sempre estranhei em minha família.

Minha mãe e meu tio, ambos têm traços orientais, tal como nós ― os netos. Muitas vezes nós já desejamos que nossa avó nos explicasse tal motivo, mas ela disse que nos contaria apenas na hora certa, quando tivéssemos maturidade pra entender todos aqueles fatos e ocorrências que ela havia escondido até mesmo dos filhos.

E bem, era por aquele motivo que eu estava em sua casa naquele dia.

Em seu leito de morte, ela me fez um único e singelo pedido, que eu fui incapaz de negar. Foi quase uma ordem, que segundo ela, nos faria entender o que realmente aconteceu e porque somos assim fisicamente. Ela me fez jurar que só cumpriria a promessa no meu aniversário de vinte anos, e eu não iria desobedecê-la.

A casa cheirava a mofo, e o piso não estava tão brilhante quanto o que eu corria quando criança. Tudo ali parecia estar errado, sem minha vó dentro daquela casa com suas risadas e seus cabelos loiros que estavam sempre bem penteados para trás. Sua felicidade não se extinguiu nem quando o câncer estava quase a tomando de nós.

Segui meu caminho escada acima, um degrau de cada vez. Eu sentia medo, mesmo sem motivo algum. Era apenas a casa da minha falecida avó, era apenas o lugar onde eu costumava brincar, foi onde eu dei meu primeiro beijo. Haviam tantas histórias ali. Meu passado todo havia se construído naquela casa, e eu sentia falta de viver naquele lugar. Meu estômago estava embrulhado, e eu respirei fundo dizendo a mim mesma que estava tudo bem.

Quando vovó faleceu, minha mãe e meu tio disseram que não queriam mais morar ali, pois era como se ela ainda habitasse naquele lugar e aquilo era mórbido demais. Eu nunca concordei com tal coisa, mas eu não tinha o que fazer, eu estaria indo embora daquele lugar da mesma forma.

Parei na porta de seu quarto, relembrando as diversas noites em que fui até aquele lugar para afastar o medo que me perseguia. Aquele quarto fora meu refúgio diversas vezes, não só ele como também quem dormia lá. Sorri ao lembrar da voz de minha nona sussurrando algumas histórias em meu ouvido até eu dormir, plena e sem medos.

Vovó havia me dito que o que eu procurava estava dentro do baú que ficava aos pés de sua cama. Era velho, e a capa de couro marrom tinha um coração dourado e prateado, e provavelmente a fita verde estaria desfiada. Era engraçado lembrar com tantos detalhes de tudo que ela me disse, mas foi como se me impregnasse, como se eu tivesse me agarrado àquilo como se fosse minha própria vida.

Ajoelhei-me no assoalho e soprei a fina camada de poeira que havia se acumulado sobre a superfície talhada daquele baú. As iniciais da minha avó e do meu avô ― A de Adele e L de Liam ― possuíam ainda mais poeira, por terem um relevo ainda mais baixo. Lembro de pensar o quanto aquilo faria mal à minha rinite.

A tampa abriu ruidosamente, deixando que o eco vagasse livre pela casa pouco mobiliada. O dossel da cama impediu que a mesma fosse de encontro ao colchão de casal macio.

Eu estava afoita demais para pensar em qualquer coisa que não fosse achar aquele livro. Era difícil pensar que a história de toda uma família estava ali, descritas naquelas páginas amareladas com a letra cursiva e cuidadosa da senhora que um dia carregou minha mãe em seu ventre. Era estranho estar desvendando sozinha, e sorrateiramente todo aquele segredo.

Vovó havia destinado aquela tarefa a mim, como neta mais velha e herdeira de tudo que possuímos. Havia segredado a mim aquele caderno, aquele esconderijo e toda aquela cena. Ela me fez jurar que só contaria quando julgasse que foi o momento certo.

Remexi tudo dentro daquela caixa retangular, os forros de cama bordados e antigos, as peças de roupas de banho caras e bem feitas por mãos habilidosas e enfim encontrei. Encontrei o caderninho marrom e com um coração dourado e prateado, e a fita verde e esgaçada tirada para fora. Como imaginei, as folhas estavam amareladas e eram uma verdadeira armadilha a alguém tão alérgico quanto eu.

O tirei de seu esconderijo e me sentei sobre minhas próprias pernas, abrindo com o maior cuidado do mundo aquela capa mal conservada. Pus-me a ler ali mesmo.

 

“Angie, querida. Perdoe-me por não levar em conta sua rinite, e por fazer com que você viesse até a minha velha casa num dia como esse, em que você completa vinte anos de vida.

Primeiro, meus parabéns. Você merece essa vida, merece todo o amor do mundo e tudo de melhor que ele tenha a lhe oferecer. Desejo que esteja bem.

Se está lendo isso, significa que foi fiel ao nosso trato, que honrou sua promessa, como uma verdadeira Payne. Sinto tanto orgulho de você, que sou praticamente incapaz de expressar.

Meu sonho era ter podido te contar tais coisas em vida, mas meus planos saíram da rota e eu fui obrigada a escrever no meu antigo diário dos anos 40 a história que eu nunca fui capaz de contar a ninguém.

Certo. História que não fui capaz de contar aos meus filhos, especificamente.

Não quero que olhe com julgo para os escritos presentes nessas páginas. Olhe como quem vê uma história em quadrinhos, com inocência e sem sentimentos de errado e certo. Apenas leia, e se achar necessário, mostre-as para alguém. Isso foi sim apenas mais uma história de amor, mais uma história de amor inacabada e trágica.

Eu te conheço bem o suficiente para saber que você está agachada no quarto em que eu dormia, mas lhe imploro pra que saia daí, e vá para o jardim. Sente-se naquele banco em que eu lhe contava histórias, se ele pelo menos estiver ali ainda, e pense que é a minha voz lendo para você esse curto mas nem tanto relato.

De sua querida avó, Adele.”


Notas Finais


E então? Gostaram do início? Desejo do fundo do meu coração que sim! Comenteeeeem e favoritem, mostrem aos amiguinhos. Beijinhos e até o próximo.


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