História First Love - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Bts
Exibições 5
Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 5



O meu primeiro beijo foi perto de uma trepadeira, numa primavera. O céu azul estava com poucas nuvens, a rua estava silenciosa e o ar gélido de Nevada queimava minhas bochechas salpicadas de sardas discretas. Eu permanecia quieta, com a boca entreaberta e paralisada, não acreditando que ele havia feito aquilo. Naquela época eu ainda estava desconfiada, eu ainda não era apaixonada por ele.

Frank tinha pegado uma gripe e estava em casa, descansando; então eu fui sozinha até a escola. Demorava uns quinze minutos até lá apé, não fazia muito sentido para meu pai cartões estudantis ou vãs escolas. Não havia sentido gastar dinheiro com coisas inúteis.

E Trent havia se oferecido naquele dia para me acompanhar até em casa. Ele estava sorrindente, usava sua jaqueta preta e mantinha preso no pulso esquerdo um relógio prateado. Playboy, me perguntava o que ele estava fazendo numa escola como a nossa.

Se divertindo, talvez?

Esse tipo de contato sempre foi muito desconfortável para mim, então franzi os lábios e empurrei Trent para longe. No entanto, eu já não era uma garota de 13 anos; e olhar confuso de Robert me trouxe para a realidade.

— O que está fazendo? — Passei a costa da mão nos lábios. — Você é maluco.

— Eu é quem te pergunto. — Ele franziu as sobrancelhas, não gostando da forma como limpei minha boca. — Ninguém rejeita Robert Park.

— Pois é, o mundo não é perfeito.

Dei as costas para ele, garotos desse tipo eu quero distância. Vi Alexy tirando os 100 conto do bolso e entregando a Frank, acho que foi muito nostálgico para ele me ver daquele jeito, e cantando músicas com letras tão pesadas.

— Parece que alguém vai ter que esvaziar o cofrinho no final da aula. — Meu irmão cantarolou contando o dinheiro. Ele olhou para a princesa e abriu um sorriso quase perverso. — Afinal, aposta é aposta...

E sempre deve ser cumprida.

— Credo Frank, você parece o capeta falando desse jeito. — Jack disse com uma garrafinha d'água na mão.

Frank olhou para mim e sorriu docemente, eu adoro esse seu sorriso quadrado. Ele entregou uma parte do dinheiro para mim, parecendo bastante contente.

— Será que dá para comprar uma geladeira com isso? — Ele perguntou.

— Acho que não.

— Eu NÃO vou fazer isso! — Alexy gritou do nada. Eu o encarei, e sorri de canto. Ele me olhou de volta, bravo. — Você é uma vaca mesmo.

— Sim, sim, a vaca virgem. — Coloquei as mãos no bolso. — Eu fico me perguntando se você vai ser justo o suficiente e cumprir a aposta que perdeu.

— OK. — Ele passou a mão pelo rosto, seus olhos estavam lagrimejando.— Mas vocês prometem ficar de costas?

— Meu Deus. — Mike comentou baixinho.

— Por que... — Ouvi uma voz diferente. Virei os olhos para o playboy com sorriso de coelho, ele parecia indeciso se falava ou não.

— Diga, pequeno Kyouya. — Mike cruzou os braços. — Diga algo que dê luz para nossas vidas.

— Por que vocês não trocam a condição da aposta? Há outras punições além dessa.

— Hun? — Alexy já estava enxugando as lagrimas quando levantou o rosto, parecendo iluminado. — Trocar a punição? Eu quero, eu quero.

— E por que eu deveria trocar? — Pronunciei-me ofendida. — Esse bosta propõe essa merda de aposta e depois quer chorar? Vai se fuder. — Eu não aguente e começei a falar. — Eu nem queria participar desse negócio de dança e já sou chamada de vadia por isso. — Apontei para Alex. — Saiba que seu rap não me afetou nem um pouco, porque tudo que eu passei vale muito mais do que sua limusine e seu namoradinho de merda.

Quando terminei, saí em passos apressados do ginásio. Frank veio atrás de mim em silêncio, não parecendo se importar com o que eu tinha dito. Ele não gosta de se lembrar do passado.

***

O numero da nossa turma é 225. Frank se sentou no meio, ao lado da minha cadeira e começou a mexer no celular. Ele estava jogando um jogo esquisito em que um bichinho amarelo tinha que passar por labirintos espinhosos e cheio de armadinhas. Eu não tenho paciência para jogos desses não.

Abri a mochila e tirei o meu caderno de lá. Peguei minha caneta e fiquei rabiscando desenhos que talvez um dia se tornem tatuagens. Eu sempre desenhei muito bem, minha única dificuldade é desenhar linhas simétricas.

Começei a desenhar uma garota que estava sentada em cima da mesa do professor. Ela tinha os cabelos pintados de roxo, seu batom era preto e havia dois piercings bem no meio do lábio inferior. Eram duas pedras azuis brilhantes e reluzentes, me senti pobre perto dela. Os meus são ferraduras com as pontas viradas para fora.

O sinal bateu e o povo começou a entrar na sala. Eles pareciam desanimados. Não era para tanto. No primeiro ano você pensa que a vida no ensino médio é tudo de bom, cheia de festas e boys lindos querendo te fuder. Mas no fim, é uma prova com nota baixa sobre a outra. Esses caras estão acostumados.

— Bom dia, alunos. — Uma jovem moça entrou na sala. Ela colocou sua bolsa florida em cima da mesa e passou as mãos nos cabelos louros curtos.

— Tem aquele ditado — O menino atrás de mim disse para o outro. — Só sei que nada sei.

— De quem é essa frase mesmo? — O amigo dele perguntou com a voz arrastada.

— Sócrates.

A professora chamou a atenção deles. — A conversa está boa, não é?

— Só nas filosofia, professora. — Ele esticou o braço e acabou encostando no meu ombro.

— É, mas agora não é aula de filosofia. — Ela voltou a passar a mão nos cabelos. — Meu nome é Juliette, sou professora de literatura. Eu conheço alguns aqui que estudaram ano passado comigo, mas estou vendo rostos novos. Vocês podem se apresentar, por favor?

Fala sério.

— Meu nome é Kate Manson. — A garota de cabelo roxo disse. Ela parece aquelas gurias revoltadinhas com o mundo. — Vim de Vegas e gosto de tocar guitarra.

— Ótimo. — A professora Juliette sorriu. Ela tem dentes pequenos. — E você? — Ela apontou para meu irmão.

— Franklin O'Toole. — Ele umedeceu os lábios. — Vim de Nevada com minha irmã. — Ele olhou para mim rapidamente. — Gosto de ouvir música.

— E você? — Ela fixou o olhar atrás de mim. — O de cabelo rosa.

— Eddie Berkowitz. — Ele disse. Eu sei que ele está sorrindo, dá para saber pelo tom de voz. — Também vim de Nevada, e gosto de andar de skate.

— Legal. — A professora olhou para mim. — E a ruiva que pintou o cabelo de branco, qual é o seu nome?

— Elizabeth Kim. — Apontei com a cabeça para Frank. — Sou irmã dele.

— Um de vocês repetiu de ano?

— Somos gêmeos. — Eu e Frank respondemos juntos. — Sete segundos mais velha. — Eu continuei.

— Nossa, que legal. — A professora olhou para o outro lado da sala e franziu as sobrancelhas finíssimas. — O que você está fazendo aqui, Denílson?

— Reprovei de ano, né, prof. — Me virei para olhar o rosto dele. Era um rapaz magricelo que estava com os fones de ouvido enfiado na orelha. Não gosto muito de fios brancos.

— Eu não acredito. — A professora Juliette balançou a cabeça. — Espero que você trabalhe duro esse ano.

— Eu sempre trabalho duro, né. — Ele estava com os olhos fixos no celular.

— Sei. — A professora abriu a sua bolsa. Tirou um livro e uma estojo com várias canetas coloridas. — Ano passado eu dava aula de redação, então trabalhei muito com produções textuais. Esse ano, quero mostrar o maximo possível da literatura e escritores em geral.

Afundei na cadeira e fiquei observando ela começar a escrever no quadro. Não era como se ela estivesse passando matéria, mas sim fazendo pequenos tópicos para poder explicar melhor. De qualquer forma, resolvi copiar.

— E então o que é literatura? A literatura é um tipo de manifestação artística que envolve principalmente as palavras. Em sintaxe, são apresentados em forma de prosa ou poesia. — Prof. Juliette disse e então olhou para a porta quando ela foi aberta. Nem vou olhar, aposto que é gente atrasada. — Pois não?

— Perdi a hora. Posso entrar? — O rapaz disse. Pelo tom da voz percebi que ele estava ofegante, como se tivesse vindo correndo.

— Sim, por favor.

Ele fechou a porta e passou justo pelo corredor em que eu estava sentada. Foi por poucos segundos, mas eu vi em seu pulso um relógio de prata, brilhante e reluzente. Parecia que eu estava novamente sentada na cadeira velha da escola de Nevada, escrevendo, e então Trent esbarrou a mão na minha mesa com o seu relógio prateado no pulso. Eu o olhei, e então ele me ofereceu um sorriso sacana, o mesmo sorriso que ele dava a todas as meninas.

Porém dessa vez eu não olhei para cima. Apenas fiquei estática, e depois, encarei meu irmão com a espectativa de que meu ex-namorado não estivesse ali. Mas Frank apenas encarou de volta com um olhar levemente apavorado, e conhecendo nossa linguagem, ele só me confirmou o óbvio:

Trent estava de volta. E junto a ele, todos os nossos monstros.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...