História Fita Azul - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Hazel Levesque, Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Crianças, Pipopinha, Romance, Thalico
Visualizações 66
Palavras 3.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoinhas!
Acho que respondi todos os reviews pendentes (com exceção do capítulo passado). Se deixei de responder algum, por favor, me avisem!
Espero que gostem!


Recapitulando:

Silena possui a Academia de Dança Beauregard e ofereceu uma vaga como professor a Nico;
Depois de muito protestar, Nico decide fazer um teste;
Jason estudou em Londres, cursando Engenharia Mecânica e só teve um amigo: Leo Valdez;
Jason foi diagnosticado com depressão e a Thalia foi (e continua sendo) a principal responsável pela melhora do irmão;
Thalia Grace nunca se deu bem com pai;

Boa leitura!

Capítulo 20 - Academia Beauregard


Fanfic / Fanfiction Fita Azul - Capítulo 20 - Academia Beauregard

Naquela segunda, Nico teve vontade de desistir daquela loucura no exato momento em que colocou o pé na Academia de Dança Beauregard. Silena sorriu querendo estimulá-lo, mas parecia mais uma loba depois de conseguir sua presa. Ela guiou o Di Angelo e Jason pela escada lateral do prédio que dava acesso ao segundo andar, onde ficava a sala principal que aconteciam as aulas.

Nico se surpreendeu com o tamanho do salão, principalmente com a parede feita quase completamente de vidro, que dava uma linda vista da cidade, e as outras duas paredes compostas basicamente por espelhos. Uma quarta parede era de um tom creme e contava com uma porta simples de madeira, no momento fechada. Ao redor da porta, havia um balcão simples em rosa e bancos altos em volta, uma espécie de recepção. O resto da parede era preenchida com painéis de fotografias diversas, ressaltando prêmios ganhos pelos frequentadores da academia.

— Então, o que acharam? — Silena perguntou toda sorridente, enquanto os meninos analisavam a sala.

— Que Thalia não entra aqui nem morta. — Jason riu, apontando para a parede de vidro e ressaltando o medo de altura da irmã. — Mas é incrível.

— Confesso que fiquei surpreso. — Nico admitiu. — Não esperava algo tão…

— Elegante? — A Beauregard sugeriu, apontando para os efeitos metálicos em um tom de rosa, quase bronze, nas bordas dos espelhos.

— Simples, vindo de você. — Nico disse, mas, ao ver Silena apertar os olhos, completou. — Mas é… é elegante, simples e incrível.

— Aqui acontecem as principais aulas em grupo, é onde você vai ficar no começo. — A garota instruiu, sorrindo com os elogios do italiano. — Eu não vou te colocar logo como professor, não se preocupe. Você vai ser como um ajudante, dependendo dos horários de pico temos até trinta alunos em uma só turma. Então você vai revezar, convidando as alunas para dançarem entre uma música e outra, ensinando o básico, corrigindo posturas, essas coisas. É bem simples.

— Silena? — Jason chamou, erguendo a mão. — Um conselho: não use a palavra com “C” perto de Nico.

— Palavra com “C”? — A Beauregard franziu a testa, mas quem respondeu foi Nico:

— Convidar. — Ele engoliu em seco, fazendo a morena suspirar exasperada.

— Basta estender a mão, se negarem, você passa pra garota do lado. — Silena vociferou, um pouco irritada. — Ou garoto, se não houverem mais garotas, o que nunca aconteceu antes. Você espera elas segurarem sua mão e conduz para a pista, então dança.

— Quais vão ser o ritmo? — Jason perguntou, quando Nico se manteve calado, remexendo-se nervoso.

— No momento estamos tendo uma procura muito grande pela clássica valsa, então não tem como fugir dela. Você me disse que dança bolero, certo?

— Mas faz muito tempo. — Nico fez uma careta, um tanto quanto inseguro. — Não sei se consigo mais.

— Isso é algo que vamos descobrir. Tem também as turmas de Merengue, que você dança muito bem, que eu sei!

— Quero ver se livrar da timidez… — Jason murmurou ácido, mas ao ver o olhar irritado de Silena, logo se corrigiu. — Mas você consegue. Totalmente. Tenho fé em você, mano.

— E podemos ir aumentando a carga a partir daí. — Silena finalizou o discurso, sentando-se em um dos bancos altos. — Temos turmas menores em ritmos menos procurados, então podemos ir vendo no que você é bom e montar sua grade. Como pode ver, eu sou uma chefe bem flexível!

— E super-humilde! — Uma voz feminina soou da entrada do aposento e os rapazes se viraram, encontrando uma mulher na faixa etária deles, com cabelos longos e lisos em tom de castanho claro. Ela era inegavelmente bonita, mais que o suficiente para disputar com Silena o título de Miss Universo, usava legging preta e uma túnica branca de um ombro só, além de sapatilhas com fitas trançadas no tornozelo.

— Estou mentindo? — Silena retrucou, levantando as sobrancelhas perfeitamente arrumadas. A segunda garota apenas riu, revirando os olhos de tom amendoado destacados na pele alva. — Meninos, quero que vocês conheçam a segunda melhor professora que esta academia já teve: Calipso. Cally, estes são Jason e Nico.

A garota acenou um oi, passando por eles para acessar a parte de trás do balcão.

— A primeira seria você? — Jason perguntou para Silena que apenas sorriu, concordando.

— Lena acredita que sim, mas não são o que meus troféus dizem. — Calipso retrucou, antes de sumir atrás da porta.

— Cally é nossa melhor competidora, isto eu concordo. — Silena admitiu sorrindo. — Pelo menos nos ritmos latinos, ela faz jus ao seu nome.

— Como? — Jason franziu a testa, sem entender.

— Tem uma dança caribenha chamada calipso. — Nico quem explicou e Silena deu um sorriso um tanto quanto assustador e predatório, fazendo ele completar: — Não que já tenha dançado.

— Acho que você encontrou seu substituto, Cally!

Uma música suave preencheu o salão quando Silena terminou de dizer, e Calipso apareceu segundos depois, amarrando os fios castanhos em um rabo de cavalo alto.

— Vamos ver se ele dá conta, Lena. — Calipso estendeu a mão para Nico, um sorriso quase tão assustador quanto o de Silena, mas o Di Angelo apenas respirou fundo e aceitou, a seguindo até o meio da sala e deixando que ela o conduzisse no começo da valsa. — Silena estava certa sobre você ter aptidão. — Calipso comentou em um tom que demonstrava surpresa. — Mas, quero ver se sabe conduzir.

Nico respirou fundo e assumiu o controle, guiando Calipso pelos passos com suavidade, mas firmeza. Dançar sempre o fez lembrar da infância, de como sua mãe o havia ensinado e em como insistia que ele aprendesse a conduzir também. O lembrava como ela ria entre os giros e depois Nico dançava com a irmã, o que era mais fácil porque ela era quase da altura dele.

Eles se divertiam assim em noites chuvosas e em dias ensolarados e, as vezes, o pai de Nico também se juntava. Guiando a esposa com desenvoltura, mostrava que as crianças tinham a quem puxar de ambos os lados, e sempre terminava as danças dramáticas com um beijo romântico na esposa, que fazia a menina Di Angelo suspirar e Nico fazer cara de nojo.

Dançar, para Nico, era como viajar no tempo ou para uma realidade alternativa, era algo natural e instintivo, ele se esquecia de toda a pressão social, de todo o medo e nervosismo. Era simples como respirar. E foi o que o ajudou a relaxar e guiar Calipso pelo salão.

Meia hora depois, quando as músicas cessaram, Silena e Jason aplaudiram, deixando-o vermelho não só de vergonha, mas também por causa do esforço. Ele estava suado e um pouco sem fôlego depois de dançar tantos ritmos diferentes, principalmente porque os últimos foram mais puxados para danças latinas, o que exigia velocidade. Mas Nico sorria relaxado e orgulhoso de si. Calipso, em um estado físico de cansaço similar, o agradeceu pela dança, bem como o parabenizou, soando impressionada, e o rapaz respondeu a agradecendo também com um sorriso.

— Então, Nico, vai dizer “sim” a minha proposta? — Silena perguntou, ainda sentada no banco alto ao lado do balcão, as pernas cruzadas e um sorriso arrogante como se dissesse: “eu te disse”.

— Tudo bem, Silena. — Nico suspirou, ainda meio zonzo de tanto rodar com Calipso. — Me passe os horários.

— Querido, eu vou é te passar o contrato! — Silena exclamou pegando, de fato, os documentos em cima do balcão e estendendo para Nico.

 

(...)

 

— Não acredito que ela te deu o número! — Jason exclamou assim que desciam as escadas.

Nico o retribuiu com uma cotovelada na altura das costelas e um “shiu”, pedindo que Jason ficasse quieto, enquanto olhava para trás, para ver se as garotas os seguiam. Aparentemente não.

— Era apenas para conversar sobre o trabalho. — Nico retrucou baixo, mas ainda havia um sorriso tímido, desde o momento em que Calipso o abraçou para se despedir e pegou o celular dele, salvando o número no aparelho e dizendo “Me ligue se precisar de algo. Ou não precisar…”.

O Di Angelo não soube o que dizer, e nem foi preciso, porque a garota o deixou para entrar na sala atrás do balcão, mas não sem deixar um olhar por cima do ombro que conversava com o sorriso de flerte.

— Acho que ela quer te dar trabalho… — Jason retrucou maliciosamente, recebendo outra cotovelada.

— Para onde vamos, Passarinho? — Nico perguntou, observando a rua quase deserta; Ele havia saído do trabalho como garçom mais cedo por causa da falta de movimento no restaurante e ainda tinha mais de uma hora antes de ir buscar Hazel na escola.

—  Que tal um sorvete?

Jason sugeriu, fazendo o amigo assentir e o guiar para a sorveteria naquela mesma rua. Outra grande vantagem para a Academia Beauregard: Nico adorava gellato.

 

— Então, — Jason perguntou quando os dois já estavam saboreando as sobremesas geladas. — o que está achando de Thalia?

— Sério? — Nico revirou os olhos, não querendo entrar no assunto.

— Qual é?! — O Grace retrucou. — Eu não ‘tô falando como irmão dela, ‘tô falando como seu melhor amigo sobre a garota que você está afim!

— Eu não estou afim dela. — O italiano resmungou, olhando para seu sorvete e evitando os olhos azuis do amigo.

— Não está? — Jason ergueu a sobrancelha loira, sorrindo debochado. — Eu vi vocês conversando no jantar de ontem, os olhares de vocês! Vamos, não estou afim de esperar você contar para Will e só depois eu saber!

— Achei que proteção de segredos fossem incluso no código dos bros. — Nico continuava a não olhá-lo, sentindo as bochechas quentes.

— E compartilhamento de informações, também! Vamos, prometo ficar calado por um minuto inteiro!

Nico olhou para o amigo que fazia um “x” com os dedos em frente aos lábios, se dando por vencido.

— Não tem muito o que dizer… Ela é legal e engraçada, e gosta de boa música. Mas… Eu não sei. — Nico esperou que Jason opinasse, mas quando o Grace se manteve impassível, o italiano revirou os olhos e reclamou: — Não precisa ficar um minuto inteiro calado!

Jason apenas sorriu, olhando para o relógio quando o amigo bufou, mas apenas se pronunciou quando o relógio marcou os sessenta segundos.

— Cara, você descreveu perfeitamente a minha avó. — O rapaz revirou os olhos azuis.

— O que você quer ouvir?! — Nico exclamou, as bochechas queimando e se perguntando se estavam de volta ao ensino médio. Eles já tinha vinte e três anos, mas agiam como adolescentes ainda.

— Você acha ela bonita? — Jason interrogou, tentando se manter sério, mas ainda havia um sorriso irritante em seus lábios.

— É claro que sim, eu não sou cego. — O italiano revirou os olhos.

— Ela te atrai?

— Jason! — Nico exclamou exasperado.

— Apenas responda a pergunta, Neeks.

O Di Angelo suspirou, se dando por vencido: — Sim, Jay, Thalia me atrai.

— E você gosta de estar perto dela? — Jason ergueu a sobrancelha provocativo e Nico balançou a cabeça em “mais ou menos”, o que se seguiu na próxima pergunta também. — Gosta de conversar com ela? O que mais gosta nela?

— Eu não sei… — Nico confessou, olhando para a porta da sorveteria e tentando pensar com clareza. — Eu acho bonito como ela cuida do Dimi.

— E como ela cuidou de mim? — O Grace perguntou, finalmente deixando de lado o sorriso malicioso e atraindo a atenção do amigo.

— Sim. — Nico concordou, olhando nos olhos do loiro. Eles raramente tocavam nesse assunto e, quando tocavam, Jason fazia questão de finalizar logo. Um silêncio curto ficou entre os dois amigos, enquanto o Grace abaixava a cabeça, prestando atenção em seu sorvete. Nico suspirou e decidiu confessar: — E eu gosto quando ela me faz rir.

Jason deu um sorriso malicioso, voltando a enchê-lo de perguntas:

— Gosta mais dela assim do que no ensino médio?

Nico revirou os olhos, ciente que já havia perdido todas as batalhas e decidindo ser sincero com Jason e com ele mesmo. De fato, a noite anterior havia mexido com ele, nunca havia passado por sua cabeça se sentir tão bem na companhia de Thalia, tão confortável, ainda que o nervosismos fizesse seu coração bater mais rápido. Quando chegou em casa, ele demorou a adormecer, repassando as conversas e rindo sozinho, até mesmo acordando Hazel uma vez por rir alto demais. Mas... Ainda assim, a ideia de se envolver com Thalia Grace o assustava.

— A Thalia do ensino médio era... — Começou, procurando as palavras, mas não encontrando. — ...Sei lá. Uma deusa, a paixão idealizada de um menino, a garota mais bonita, corajosa e sexy com a qual ele podia sonhar. — Confessou, evitando olhar nos olhos do amigo, afinal, ele ainda era irmão da garota. — Já a Thalia de agora... ela é real. Ei vi ela rir, vi ficar com raiva, vi ela surpresa... Thalia é humana.

Finalizou e olhou para o amigo, que tinha um sorriso largo e malicioso. Nico revirou os olhos, já sabendo o que vinha a seguir:

— Você gosta dela! — Jason cantarolou, o implicando. — Nico e Thalia de baixos de uma árvore, se beijando!

— Quantos anos você tem mesmo?! — Nico revirou os olhos novamente, ficando vermelho e tentando não rir.

— BE-I-JAN-DO! — O Grace continuou cantando, separando as sílabas. Ele repetiu a música três vezes, antes de se cansar.

— Eu gosto dela. — Nico admitiu, ainda rindo do amigo. — Mas não desse jeito!

— Questão de tempo. — Jason deu de ombros, voltando a atenção pro sorvete por alguns segundos, antes de perguntar: — Ah, vai ligar para Calipso?

— Você não está me jogando para cima de Thalia?! — Nico questionou um pouco exasperado. Quase uma década sendo amigo de Jason Grace, e ele ainda não o entendia!

— Minha irmã tem sérios problemas. — O loiro deu de ombros novamente. — É bom ter uma segunda opção.

— E você, senhor segunda opção? — Nico resolveu mudar o foco, principalmente para Jason não notar que a pergunta não havia sido respondida. — Seu coração não está batendo mais rápido por ninguém?

— Não. — Jason suspirou dramaticamente. — Estou pensando seriamente em me casar comigo mesmo, ninguém conseguiu me encantar do mesmo jeito. Seria eu um assexual?

— Sua paixão pela Bia e por Silena negam isto, não?! — O italiano revirou os olhos, relembrando as paixões de Jason no ensino médio.

— Foi algo mais platônico que sua paixão por minha irmã. — O amigo retrucou com descaso, mas as bochechas ficando levemente vermelhas. Nico ainda conseguia disfarçar quando corava graças a pele cor de oliva, mas Jason sempre parecia um pimentão.

— Minhas paixões platônicas não me fazem nem mais e nem menos bissexual, só me ajudaram a definir.

— Suas paixões platônicas ou Will? — Jason implicou, querendo mudar novamente o foco da conversa.

— Will foi um dos lados. — Nico deu de ombros. Já havia confessado tanto naquela tarde, não fazia mal desembrulhar o resto dos seus sentimentos mesmo. — O outro... Leah teve seu papel, mas também Rachel.

— Faz séculos que não vejo ela! — Jason exclamou, fingindo não notar que Nico havia chamado sua irmã pelo antigo apelido. Ele esperava que isso não se repetisse em frente à ela, ou seu ship seria estragado.

— Eu também. — Nico confirmou. — Na verdade nem sei se ela ainda quer me matar. Nunca encontrei ela em algum lugar que ela tivesse a chance.

— E Reyna?

— Ela se mudou, esqueceu? — O italiano franziu a testa e o amigo apenas assentiu com a cabeça.

— Ah, eu nem te contei da minha maravilhosa manhã, não é? — Jason trocou de assunto novamente e Nico balançou a cabeça, negando. — Meu maravilhoso pai decidiu que era hora de aprendermos os negócios da família. Ele quer que eu trabalhe com ele.

— Tipo, aprender a administrar? — Nico questionou com uma careta, sabendo que o amigo odiava essa ideia.

— Mais como um estágio com os engenheiros e mecânicos dos aviões. "Você não vai desperdiçar tudo o que aprendeu nesses anos", palavras dele. — O Grace remedou o pai, bufando. — Como explicar que eu só sei a teoria?!

— Acho que pode ser interessante. — O italiano confessou e recebeu um olhar irritado do amigo. — Eu não estou te chamando de inútil, só que você precisa decidir o que gosta, não dá pra ficar sempre no ósseo.

— Não dá pra ser filhinho de papai? — Jason retrucou com sarcasmo, e o amigo apenas suspirou derrotado.

— Olha, eu vou começar a faculdade no próximo semestre. Ou pelo menos tentar. Que tal vir comigo nessa? — O moreno ofereceu lentamente, o tom mais calmo que conseguia. — Só se inscreva Jay, vamos tentar juntos, vai ser legal. Tipo os tempos do ensino médio, mas sem os valentões, espero. Se não gostar é só sair.

— Eu não sei... — Jason resmungou, as mãos inquietas apertando-se sobre a mesa, o olhar em qualquer lugar exceto em Nico.

— Pensa depois tá legal? — O italiano pediu, mas decidiu trocar de assunto ao ver o nervosismo do amigo. — Mas e aí? Vai trabalhar com seu pai?

— Acabei aceitando, o clima tava meio tenso. — Jason confessou suspirando.

— Por quê?

— Você me perguntou se ele queria que eu cuidasse da empresa. Bom, não sou eu que sou formado em administração...

— Thalia. — Nico apontou e o amigo assentiu.

— Meu pai quer que ela seja o braço direito, sabe? — Jason continuou, massageando a têmpora com os dedos. — Que ela que herde a liderança da empresa.

— Sério? — Nico franziu a testa. Há anos ele sabia que Zeus e Thalia não davam certo, não fazia sentindo ele querer que a filha herdasse tudo o que ele havia conquistado.

— Ele sabe que ela que é a mandona, ela que sabe cuidar das coisas. — Jason explicou. — Eu nem sei cuidar de mim! Nada mais justo.

— Por que estou prevendo um mas?

— Você me acha teimoso? — O Grace questionou e Nico assentiu com a cabeça em um "mais ou menos". — Thalia é muito mais do que eu, é impossível fazer ela mudar de ideia. E ela quer vir de baixo, subir sozinha. Conseguir o próprio emprego, a própria casa, cuidar de Dimi. Ela não aceita a ajuda de ninguém, muito menos do papai. Então ela disse "não" no meio de todos os acionistas e e meu pai quase explodiu de raiva. Só não teve briga porque estávamos em público.

— Uau! — Nico arregalou os olhos, tentando assimilar o fato de que Thalia e Zeus eram os mesmos com quem havia jantado na noite anterior, um evento completamente pacífico e agradável. Ele só conseguia assimilar porque havia presenciado inúmeras discussões entre pai e filha durante a adolescência.

— Nem fala. — Jason suspirou. — Aí eu tive que dizer sim.

— Você vai entrar nesse estágio só pro seu pai e sua irmã não brigarem? — Nico franziu a testa, tentando não julgar e falhando.

— De qualquer forma eles vão brigar. — O Grace deu de ombros. — Mas, pelo menos vão brigar menos. E Thalia já deu a cara à tapa por mim, esse é o mínimo que posso fazer por ela. E talvez seja até legal, não me sinto um completo inútil.

— Você não é um inútil, Jay. — Nico suspirou, e o amigo deu um pequeno sorriso:

— Eu sei, mas quero que meu pai também saiba. — O loiro confessou e Nico tentou pensar em algo pra argumentar, mas logo Jason continuava: — Eu conversei com o Leo sobre o estágio também. Lembra do Leo?

— Seu amigo gênio engenheiro mecânico de Londres? — Nico tentou colocar o máximo de sarcasmo na voz, sabendo que isso podia animar um pouco o amigo.

— Sinto cheiro de ciúmes...

— Exatamente! — O italiano exclamou, fazendo o amigo rir. — O que seu novo melhor amigo disse?

— Você deveria ter ciúmes da minha irmã e não de mim. — Jason revirou os olhos teatralmente. — Mas, te respondendo: Leo disse que é uma boa ideia, e que se eu precisar de ajuda posso chamar ele. Ele disse algo sobre só aprender de verdade quando você faz as coisas.

— Vindo de um gênio como Leo, tenho certeza que ele está certo. — Nico implicou dramaticamente.

— Calma, Menino das Sombras! — Jason riu. — Você é meu melhor amigo! Acredite: nem Leo vai te superar. Ou você acha que vou shipá-lo com minha irmã também?!

— Espero que não, Passarinho. — Nico ameaçou, tentando sua expressão mais carrancuda, que só fazia Jason rir mais. — Para o seu próprio bem.

 


Notas Finais


E então, o que acharam?
Teorias?
Gostariam de ter aulas com o Nico?
Acabei de atualizar o cast e nossa querida Calipso acaba de se juntar. Que tal dar uma olhadinha: http://ellynivoeh.16mb.com/fita-azul

Espero que tenham gostado e adoraria saber a opinião de vocês!
P.s.: Vocês acham útil esse resumo nas notas iniciais?


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