História Fita Azul - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Hazel Levesque, Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Crianças, Pipopinha, Romance, Thalico
Exibições 51
Palavras 3.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoinhas!
Obrigada por todos os reviews e acredito que agora que o NaNo acabou terei mais tempo de responder, me desculpem a demora!
Enfim, boa leitura!

Capítulo 8 - Quão diferente é o passado?


Thalia não conseguiu decidir como ia reagir depois da cena de Zeus dando uma de super pai “amigão” com Nico. Ela estava sem saber se ria, chorava, pedia remédios ou verificava se havia câmeras na cozinha e tudo não passava de uma pegadinha muito estranha. Se bem que, se seu pai participasse de algo assim, ela poderia ter certeza que estava insana.

— Você está bem? — Nico perguntou, deixando o sorvete de lado. Thalia estava mais pálida que o normal.

— Como você consegue isso?! — Ela questionou surpresa, quando conseguiu recuperar a voz e o fôlego.

— Isso o que? — O Di Angelo questionou, franzindo a testa.

— Que meu pai goste de você! — Thalia quase gritou de tão exasperada e surpresa.

— Eu não sei. — Nico deu de ombros com um sorriso diante da pergunta dela. — Ele diz que eu lembro ele mesmo quando mais novo.

— Ai, Senhor! O que está acontecendo hoje?! — Thalia perguntou, se encostando na pia.

— Quer sorvete? — Nico ofereceu e Thalia franziu ainda mais a testa. Ela estava em algum universo alternativo em que seu pai era um cara legal que adorava os amigos dos filhos e um dos amigos de Jason era bonito e lhe oferecia sorvete?

— Não, obrigada. — A Grace respondeu, a visão ficando escura. Ótimo, agora ela desmaiaria por conta da pressão baixa!

— Você está bem?— Nico perguntou, vendo a garota ficar mais pálida ainda. Ele pulou do balcão no exato momento em que Thalia titubeou, quase caindo para a frente se o moreno não a tivesse segurado.— Opa!

Ele murmurou, a segurando enquanto ela levantava a cabeça, um pouco grogue. Thalia espalmou as mãos no peito dele e encaixou a cabeça na curva do pescoço de Nico, respirando fundo pra tentar clarear a mente. Ele tinha cheiro de perfume amadeirado e cappuccino, provavelmente por conta do sorvete de cappuccino e chocolate.

— Você está bem?— Nico perguntou, o corpo tenso diante do contato. Ele sentia seu coração acelerar e arrepios devido a respiração de Thalia na sua nuca.

— Estou.— Ela respondeu por fim, mas não tendo certeza disto.

— Senta aqui.— Nico a segurou levando-a até a mesa do outro lado do balcão, onde a sentou em uma das cadeiras. Thalia colocou a mão na frente do rosto, ainda trêmula e zonza, preste a desmaiar novamente.

— Minha pressão deve ter caído. — Thalia resmungou, fazendo Nico avançar em direção aos armários em busca de sal.

Cinco minutos depois Thalia não estava tão zonza, devorando um saco de salgadinhos de milho com coca-cola.

— Obrigada pela ajuda.— A Grace agradeceu enquanto lambia os dedos para tirar os vestígios do alimento.

— Minha irmã vivia tendo queda de pressão. — Nico respondeu, dando de ombros. — Ela teve uma fase anoréxica por algumas semanas. Você não é anoréxica é? —O olhar de Thalia dizia claramente que não, fazendo Nico ergueu as mãos se rendendo.— Só estou preocupado! — explicou, mas Thalia apenas suspirou e se pôs de pé, fazendo Nico se afastar do balcão em que estava e se aproximar, com receio de outro desmaio.

— Eu estou bem.— Thalia respondeu, jogando as embalagens vazias no lixo.— Como sabe onde fica as coisas aqui?

— Alecto sempre guarda as coisas no mesmo lugar.— Ele deu de ombros, como se isso explicasse tudo.

— Quem?

— Alecto: sua empregada, sabe? — Nico ergueu a sobrancelha como se ela devesse entender, contudo, Thalia definitivamente não sabia. Na adolescência, ela só ia para casar tomar banho, dormir e jantar. E isso nem era todos os dias. — hã... esquece.

— Como você sabe mais sobre minha casa do que eu?

— Eu ficava o tempo todo aqui.— Nico deu de ombros.— Assim que saia do colégio vinha pra cá com Jason e Will.

— Por que não me disse que era amigo de Jason, no parque? — A Grace perguntou curiosa, encostando na beirada da mesa.

— Eu não sabia que você era… Bem, você. — Ele respondeu com sinceridade, passando a mão na cabeça e bagunçando os fios negros já bagunçados. — Você está bem diferente do que eu me lembro.

— Você se lembra de mim? — Thalia ergueu a sobrancelha, curiosa. Ele definitivamente não o reconhecia.

— Claro. — Nico deu de ombros, como se a resposta fosse bem óbvia.

— Por que eu não lembro de você?

— Você se lembra de algum dos amigos do seu irmão? — Nico perguntou depois de um suspiro. Thalia negou com a cabeça e ele deu se ombros novamente como quem diz: "tá explicado".

Um silêncio incômodo se instaurou, enquanto Nico observava a tão conhecida cozinha e Thalia revirava a mente a procura de alguma lembrança dele. Ela não se lembrava de Jason ter nenhum amigo bonitinho, além de que não costumava dar confiança para os mais novos, mesmo na época do colegial. Se Nico era tão amigo de Jason, os rapazes deviam ter estudado juntos na mesma escola que ela, sendo calouros quando ela era veterana, e ela sempre ignorava calouros.

— Eu vou dar uma olhada na festa.— Nico resmungou, ansioso para se afastar da companhia dela.— Se tiver tudo bem com você.

— Eu sei o caminho do meu quarto.— Thalia soou mais arrogante do que queria, antes de abaixar o tom, ficando mais doce. — Masobrigada.

Nico assentiu, se dirigindo para a saída da cozinha, mas parou ao ouvir a voz de Thalia:

— Como está a festa?!

Nico deu de ombros. Ele não gostava de festa, mas a julgar como as pessoas estavam dançando e gritando isso significava que estava divertida, não?

— Acho que legal.— O Di Angelo respondeu, por fim, antes de abaixar o tom:— estão perguntando por você. — Ele se perguntava se ela tinha visto o evento no Facebook e se a afetava ser chamada de vadia.

— E o que Jason respondeu? — Thalia questionou, tentando fingir desinteresse, ainda encostada na mesa de braços cruzados.

— Nada, que eu saiba. — Mais uma vez ele deu de ombros, antes de acrescentar: —O que ele deve responder?

— Não sei. — Thalia imitou o gesto de dar de ombros, ainda tentando fingir indiferença. — Qualquer coisa: Diz que eu não voltei, que são apenas rumores.

— Você não vai mesmo aparecer? — Nico se viu perguntar e teve vontade de morder a língua, afinal, não era da conta dele.

— Você acha que eu deveria? — Thalia estreitou os olhos azuis de maneira desafiadora.

— Eu não sei. — Nico respondeu sincero. — Eu sou o tipo de pessoa que sempre evita contato.

— É por isso que é amigo do meu irmão? — Thalia perguntou, ao pensar em como Jason era o garoto de ouro da família, mas também o mais introvertido.

— Nós dois temos muita coisa em comum. — O Di Angelo deu um pequeno sorriso, um tanto quanto misterioso, que fez Thalia erguer a sobrancelha e depois apenas suspirar:

— Hum... divirta-se na festa.

— Obrigado, eu acho. — Nico se virou novamente para sair, mas parou e girou na direção da Grace. Ele sabia que ia se arrepender disto em questões de segundos, mas não conseguiu se conter. — Thalia?— Ele chamou, lembrando-se que Jason advertiu para não chamá-la de Leah e ela apenas respondeu erguendo a sobrancelha.— Essas pessoas que estão aqui… Elas vieram aqui para te ver.

— Como se eu fosse um animal de circo? — A Grace questionou em um tom amargo e um sorriso sarcástico.

— Algumas sim.— Nico respondeu, perguntando-se de onde estava tirando tanta honestidade e coragem. — Outras só estão com saudade.

(...)

Nico chegou a conclusão que a festa estava divertida. Ele se recostou em um canto e cruzou os braços e, poucos minutos depois, Jason estava ao seu lado apertando um copo vermelho na mão e com o cabelo loiro úmido de suor.

— Silena me puxou a pista de dança. — O loiro confidenciou, recostando na parede. — Aquela garota tem um fôlego terrível!

— Já superou sua paixonite por ela?— Nico questionou, olhando a Beauregard abraçar o namorado e o beijar na bochecha.

— Sim.— Jason falou, bebendo o energético que havia no copo.— E você? Superou as suas?

— Cale a boca, Grace.— Nico resmungou, tomando o copo e dando um gole sedento, acabando com todo o líquido. Ele definitivamente não queria tocar naquele assunto.

— Cara, você já tem vinte e dois anos. — Jason reclamou, olhando nos olhos de Nico. — Não deveria estar mais de boa com todos esses sentimentos e tudo mais? Quer dizer, achei que você já tivesse entendido que eu não me importo com isso. Nem Will. E nem ninguém com quem você se importa.

— Eu sei, Jay. — Nico suspirou, pensando se devia pegar um copo de cerveja e se servir também. Talvez a noite passasse mais rápido. Contudo, ele acordaria de ressaca e era profissional demais para não chegar ao trabalho com cara de pós-farra; — E eu estou ok com isso. Só… Essa noite é estranha sabe? Como se, de repente, todo nosso passado aparecesse como se nada tivesse mudado. Mas tudo mudou! Eu não sei explicar.

— Minha volta bagunçou tudo, não? — Jason falou baixo, olhando para o copo agora vazio.

— Sim. — Nico deu de ombros. — Mas eu sinto sua falta. — Jason deu um sorriso para o amigo, o tipo de sorriso que cativava as pessoas. — Só não me faça atravessar a cidade todos os dias.

Jason abriu a boca para responder, mas calou-se ao sentir o celular vibrar no seu bolso. Ele pegou o smartphone e desbloqueou rapidamente a tela, arregalando os olhos ao ver a mensagem que apareceu no pop-up.

— Algum problema? — Nico perguntou, ao ver o amigo apertar os lábios e digitar rapidamente algo que o moreno não conseguiu ver.

— Não. — Jason respondeu algumas oitavas acima que o normal, levantando a suspeita em Nico de que ele mentia. — Só preciso que fique de olho na festa. Tenho que dar uma saída.

— Onde você vai? — Nico perguntou, mas Jason já se afastava a passos apressados para dentro da casa. O moreno revirou os olhos, xingandoo o amigo mentalmente enquanto olhava em volta. Ótimo, todo mundo esperava que ele fosse o responsável! Só porque ele cuidava de uma garotinha não queria dizer que ele entendia como evitar que jovens adultos quebrassem uma casa que sequer era dele, certo?!

— Ei! — Nico ouviu uma voz masculina familiar e deu de cara com Percy, que se aproximava com as mãos no bolso da calça jeans; — Nico, certo? — O primo de Jason perguntou, fazendo com que o Di Angelo assentisse incomodado. — Sabe se a Leah já chegou? — Nico negou com a cabeça, enquanto pescava o celular no bolso da calça para xingar Jason. — Não sabe ou ela não chegou?

— Não sei. — Nico mentiu, sabendo que, para seu bem, não era bom responder a verdade em nenhuma das duas perguntas.

— Se a Leah não aparecer eu mato ela. — Percy resmungou, se encostando na parede ao lado de Nico. — Eu passei a noite toda lendo relatórios sobre algas azuis, o que é horrível quando você é disléxico: devo dizer; e eu não viajei pro outro lado do país pra ela sequer dar as caras! Eu odeio aviões!

— Por quê? — Nico perguntou, apesar de não estar afim de conversar. Ele sabia que Percy havia ido cursar a faculdade em São Francisco, mas ainda achou estranho o fato dele ter passado seis horas viajando só para ver a prima.

— Sei lá. — O garoto deu de ombros e pareceu que ia dizer mais alguma coisa, mas Nico se afastou murmurando um:

— Preciso ir ali.

O Di Angelo entrou na casa com passadas apressadas, trancando a porta atrás de si e subindo as escadas o mais rápido possível. Ao entrar no quarto de Jason, perscrutou com os olhos escuros a cama, a procura de Hazel, sua ancora de sanidade no mundo. Nico sentiu um arrepio ao não ver o volume do corpo da menina entre os cobertores, começando a entrar em pânico ao acender a luz e se sentar na cama, seu cérebro se recusando a acreditar que Hazel não estivesse ali dormindo. Ele jogou todos os cobertores no chão antes de sair do quarto, já pegando o celular para mandar mensagem para Jason perguntando se ele sabia da menina.

— Ai! — Nico ouviu uma exclamação ao tombar com alguém no meio do corredor.

— Desculpe. — Ele murmurou nervoso, percebendo que Thalia havia se afastado, esfregando o ombro. — Você viu minha filha por aí?

— É uma garotinha super fofa que, por acaso, é minha norinha? — Thalia perguntou com um sorriso, mas, ao ver a expressão nada feliz de Nico, fechou o semblante.. — Ela está na minha cama. Acordou te chamando e preferi trazê-la para o meu quarto.

Nico sentiu como se o peso do mundo fosse retirado dos seus ombros ao respirar fundo, o alívio o fazendo jogar a cabeça para trás.

— Pode vir vê-la se quiser. — Sem dizer mais nada, Thalia seguiu pelo corredor além da porta de Jason, entrando no cômodo ao lado e deixando a porta aberta.

Nico a seguiu, percebendo que a porta de madeira branca estava cheia de incisões talhadas e placas de “não entre” e “cuidado, garota raivosa”. Nico se deu conta de que ia entrar no quarto de Leah, e isso fez seu estômago revirar.

Ele não sabia exatamente o que esperar: talvez paredes vermelhas como sangue, cheias de grafite de caveira e uma cama toda preta com colunas negras no melhor estilo gótico e talvez alguns pentagramas rabiscados nos chãos, mas o quarto não era nada disso.

Ele nunca havia entrado no quarto dela quando eram adolescentes, mas era visível que ele continuava igual depois de tantos anos desabitados. O quarto não reproduzia uma garota gótica que alguns chamariam de satânica, mas uma adolescentes normal, que gostava de música boa.

As paredes eram de um azul escuro com desenhos em branco — havia a sombra de um pinheiro em uma das paredes e, em cada ramo, haviam fotos em preto e branco, como enfeites de natal —, além de alguns posters de bandas colocados uns sobre os outros na parede oposta a da cama, Nico reconheceu Green Day, Guns N’Roses, Aerosmith, AC/DC que estavam por cima, principalmente os de Bon Jovi que estavam destacados por corações desenhados e versos de músicas rabiscados. Havia também estantes com poucos livros empoeirados, muitos porta-retratos e várias caixas em tons de azul, branco e preto, armários fechados e uma penteadeira em estilo colonial branca com diversos artigos de maquiagem espalhados em cima. A cama deveria ficar no centro o quarto, mas, a julgar pelo criado mudo fora de lugar e marcas escuras no chão de madeira branca, parecia ter sido arrastada recentemente até uma das paredes, onde Dimitri e Hazel dormiam envolvidos por cobertores brancos.

Por fim, havia malas espalhados pelo chão, junto com brinquedos esparramados, denunciando que Thalia e o filho haviam chegado há poucos dias.

— Não precisa de uma palavra mágica para entrar. — A voz de Thalia soou e Nico foi desperto da sua análise quase inconsciente. Ele se deu conta de que ainda estava parado na soleira da porta, em dúvida se entrava ou não. — Não precisa de “abracadabrá”, “simsalabaim”, sabe? — Nico franziu a testa, fazendo Thalia revirar os olhos. — Só entre logo.

Ele obedeceu diante do tom autoritário, indo, vagarosamente, até a cama, onde as crianças ressonavam. Nico se ajoelhou ao lado do móvel e passou os dedos pela face da filha, sentindo sua mente espairecer, como se estivesse voltando à Terra depois de tanto tempo na órbita ente passado e presente.

— Papai? — Hazel murmurou, abrindo os olhinhos castanhos.

— Estou aqui, mio amore. — Nico respondeu em um tom baixo, evitando acordar Dimitri. — Não se preocupe.

A menina piscou lentamente, como se estivesse se decidindo se era um sonho ou não, mas acabou fechando os olhos escuros,voltando a dormir.

— Você é um bom pai. — A voz de Thalia soou e Nico se virou para ela, encontrando-a perto da parede cheia de posters. Ele percebeu que havia uma porta entre aberta no meio das fotografias de Jon Bon Jovi rabiscadas com os versos de Blaze Of Glory, provavelmente dando para um closet.

— Obrigado. — Nico falou em um tom baixo, se levantando do chão. Agora que ele havia checado a filha, não tinha motivos para permanecer ali.

— Como eu estou? — Thalia perguntou, gesticulando para o corpo e Nico franzindo a testa, automaticamente a analisando. Ele percebeu que ela não estava mais com as roupas formais de quando chegou, mas havia trocado por uma saia longa e uma blusa curta, ambas pretas, que delineavam seu corpo e destacavam os seios, principalmente ao combinador com o cordão com um pingente azul-escuro e os cabelos curtos.

— Hã… Bonita? — Nico respondeu perguntando, sentindo as bochechas queimarem. Thalia não impediu o sorriso, apertando os lábios cobertos por batom vermelho.

— Esqueci que você é todo tímido. — Ela comentou, se virando para a penteadeira e se abaixando para maquilar os olhos com rímel. — Você lembra de mim da época do colegial?

— Sim. — Nico admitiu, desconfortável, se perguntando o porquê da pergunta, já que ele havia dito isto há pouco. Dentro dos bolsos da calça, seus dedos se contorciam.

— Estou parecida com aquela época?

— Não. — Ele respondeu rapidamente, feliz por enfim poder ser sucinto. Nico odiava perguntas subjetivas.

— Ótimo. — Ela sorriu para ele.

— Vocês tem uma fixação por azul. — Nico comentou sem pensar, olhando as paredes do quarto

— Como? — Thalia perguntou, olhando-o através do reflexo do espelho.

— Jason ama azul, Dimi também, pelo o que você disse mais cedo, e você parece também.

— Acho que Dimi aprendeu isso com Jason, até disse mais cedo que eles passam tempo demais juntos. — Thalia explicou. — E quanto a mim… Eu gosto de azul. Mas ninguém gosta mais do que Dimitri, é quase uma fixação.

— Como pelo livro? — Nico perguntou, se referindo a “Menina Bonita do Laço de Fita”.

— Um pouco mais por azul.

O silêncio se instaurou por alguns segundos, enquanto Nico olhava para o chão a procura de como sair dali.

— Seja franco: — Thalia virou-se novamente para ele, apoiando as mãos na penteadeira ao se recostar no móvel. — Eu pareço a mesma daquela época?

— Esteticamente? — Nico perguntou, apesar de, para ambas as perguntas, a resposta seria a mesma.

— Por ora. — Thalia balançou a cabeça e Nico sentiu um frio na barriga. Ele preferia que ela tivesse confimardo.

— Sim. — Ele respondeu por fim, sendo sincero. — Eu nem te reconheci no parque.

— Estou falando de agora. — Ela resmungou, revirando os olhos surpreendentemente azuis. Nico percebeu que eles eram mais escuros do que ele se lembrava, provavelmente por não estarem tão destacados com camadas de sombras escuras.

— Completamente diferente.

— E bonita? — Thalia perguntou, erguendo a sobrancelha em um sorriso provocador. Nico acabou ficando vermelho novamente, os lábios se repuxando em um sorriso.

— Bonita. — Ele admitiu. — Muito bonita.

 


Notas Finais


Eu adoro o Polyvore, então criei um pro Nico e outro pra Thalia, se quiserem conferir (respectivamente):
http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=212432948
http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=212432904

Onde o Jason se meteu?
Qual o problema do Nico com o Percy?
Do que a Thalia tanto foge?
Como não se apaixonar por Bon Jovi?
Quero saber a opinião de vocês!

Ontem eu consegui bater a meta do NaNoWriMo, ou seja, Fita Azul já te mais de 50 mil palavras no meu computador (e não está na metade!), então eu quero agradecer por todo o apoio que vocês me deram, por cada comentário e incentivo... Jamais teria conseguido sem vocês. Muito obrigada!

Ademais, nos vemos nos comentários?
Beijinhoskisskiss


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