História Fix You - Capítulo 52


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Akatsuki, Álcool, Bradford, Drama, Festa, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Romance, Zayn Malik
Visualizações 315
Palavras 3.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi oi gente linda!!!!
eu to morrendo de sono entãoem perdoem se e comelar e escever tuod errado
brincadeira (menos a parte do sono)
tentei escrever e postar esse capítulo o mais rápido que consegui, então espero que gostem!!!
boa leitura <33

Capítulo 52 - Capítulo 52


Sem dúvida, uma das minhas memórias favoritas com a minha família eram nossos acampamentos.

O primeiro foi quando eu tinha meus catorze anos, mas não começou de uma forma exatamente boa. Meu pai, de tanto ler livros de sobrevivência na selva, entrou numa fase amante da natureza e se empolgou em dormir no meio do mato. Minha mãe, com suas tendências botânicas, achou que seria uma ótima ideia dormir no meio de uma floresta e entrar em contato com a “mãe natureza”. O grande problema, naquele momento, seria convencer os filhos.

Andrew, de início, não concordou com a ideia de dormir longe do seu chuveiro aquecido e no habitat natural dos mosquitos — o que era só uma desculpa esfarrapada para encobrir seus planos de pegar o carro do papai para ir à festa de Kayla Morgan no dia do acampamento.

Eu não podia julgá-lo. Andrew não era o único interessado em comparecer à casa de Kayla naquela noite em específico.

Morgan era a veterana responsável pelas festas mais famosas do ensino médio. Comparecer a um dos seus eventos era garantir seu certificado de popularidade e uma das melhores noites da sua vida.

Mas não era por isso que eu tanto desejava ir. Toda a minha ansiedade pela festa se concentrava num único nome: Wesley Wright.

Wesley era o garoto de sorriso cativante do segundo ano. O cara que me arrancava suspiros em toda aula de educação física sempre que nossos olhares se encontravam enquanto eu fugia da bola do queimado e ele tocava violão com o grupo dele. Aqueles cachinhos eram o suficiente para me desconcentrarem completamente do jogo e fazerem receber boladas nas mais diferentes partes do corpo.

A questão era: eu tinha toda certeza do mundo que Wesley nutria sentimentos por mim e não demonstrava pela sua timidez. E após descobrir através de alguns contatos que ele compareceria a festa da Kayla Morgan, concluí que seria a chance perfeita para que Wesley finalmente se declarasse para mim e aproveitasse o escurinho para dar alguns amassos.

Por isso, eu arquitetara um plano genial para que meus pais simplesmente achassem que eu estaria dormindo na casa de Mia, enquanto, na verdade, nós duas estaríamos na festa de Kayla Morgan em meio a adolescentes bêbados e usuários de drogas. Um belo ambiente para sua filha de catorze anos estar.

Ir ao acampamento era sinônimo de perder a oportunidade da minha vida de conquistar Wesley Wright. Muito insisti para que mamãe deixasse que eu dormisse na casa de Mia, já que se eu contasse a verdade eu estaria terminantemente proibida de por os pés fora de casa, mas ela argumentou dizendo que precisávamos passar um tempo em família e que papai estava muito animado para nossa Noite dos Hunters.

Minha única alternativa era que Andrew, que não sabia que eu também queria ir à festa, convencesse mamãe que todas as noites do ano seriam perfeitas para o acampamento, menos aquela. Mas, assim que meu irmão mais velho descobriu meus anseios pela festa, toda a vontade que ele sentia de comparecer à casa de Kayla Morgan foi substituída pelo mais falso espírito aventureiro que eu já tinha visto na minha vida. Se existia algo que Andrew sabia fazer e muito bem, era arruinar meus planos.

Vendo o ânimo repentino vindo do filho mais velho, não faltaram motivos para que nossos pais fizessem a Noite dos Hunters acontecer. E lá estávamos nós, em plena sexta feira à noite e festa da Kayla Morgan, montando barracas numa clareira na mata próxima a um lago.

Papai e mamãe cantarolavam músicas do The Carpenters buscando lenha para fogueira; Andrew ajustava nosso velho telescópio no melhor ângulo para que fosse possível assistir à chuva de meteoritos prevista pela rádio, que aconteceria em algumas horas; e eu, enfurnada dentro da barraca, ouvia Evanescence no último volume, imaginava os cachos de Wesley Wright e odiava à minha família por me fazer estar ali, deitada numa barraca que pinicava minhas costas e longe do meu paquera. O som dos grilos era ensurdecedor.

Minha forma favorita de demonstrar rebeldia era a lei do silêncio. Em meio ao meu drama adolescente, fingia não ouvir qualquer palavra dos meus pais e de Andrew dita a mim, até o momento em que meu pai ameaçou me deixar de castigo pelo resto do mês caso eu não saísse da barraca. Como eu sabia que o castigo envolvia ficar sem meus fones e perder as próximas festas de Kayla Morgan, resolvi me juntar, contrariada e emburrada, aos meus familiares, de frente para a fogueira.

No começo, foi insuportável aturar os acordes do meu pai no violão, o cheiro do marshmallow sendo aquecido nas chamas e as piadas sem graça de Andrew. Entretanto, aos poucos, meu pai foi começando a tocar músicas conhecidas por mim, o cheiro do marshmallow foi se tornando interessante e as piadas de Andrew já não eram tão sem graça. Antes que eu percebesse, cantarolava junto ao papai, me entupia de mashmallow derretido e ria alto dos trocadilhos de Andrew. A noite se tornou menos intolerável e o barulho dos grilos ficou um pouco menos ensurdecedor.

Papai contou histórias de terror. Me encolhi nos braços da minha mãe, a última coisa que eu pretendia fazer naquele dia. Andrew aproveitou o clima de suspense para me assustar e eu corri atrás dele pela clareira, tentando espancar meu irmão que, obviamente, era mais rápido do que eu. Acabamos por chegar ao lago e Andrew me empurrou na água para me despistar, mas fui rápida o suficiente para puxá-lo pelo braço e fazê-lo cair ao meu lado. A partir dali, começamos uma guerra d'água que atraiu nossos pais para o lago e nos fez, em família, nos refrescar numa noite quente de verão enquanto achávamos o ato de jogar água um no outro a coisa mais divertida do mundo. E, de fato, era.

O fato dos meus pais estarem tão descontraídos, se divertindo como crianças numa brincadeira de crianças, foi impressionante e reconfortante. Me lembrava precisamente do calorzinho no coração que eu sentira vendo sorrisos tão sinceros. Se eu pudesse ver o meu, talvez me sentisse da mesma forma.

A brincadeira mudou quando, num segundo de folga, olhei para o céu. Pontinhos brilhantes cortavam a noite escura e iluminavam meus olhos admirados. Apontei para o céu e alertei:

— A chuva de meteoritos!

Todos nós paramos o que fazíamos para contemplar o show. Percebemos que, agora que a água estava parada, as luzes dos meteoritos refletiam na superfície do lago e nos davam uma imagem digna de filme. E assim ficamos: admirando o céu e a forma como tínhamos, independente dos acontecimentos, um ao outro.

O som do meu estômago roncando interrompeu meus devaneios. Tossi e fiz uma careta com a dor na garganta.

Suspirei por aquilo ser apenas uma lembrança e eu não poder voltar a ser a Lauren de catorze anos que acampava com os pais. Suspirei por me sentir a pior pessoa do mundo, já que tinha negado os últimos recentes convites para uma Noite dos Hunters para lembrar os velhos tempos, alegando que eu estava ocupada demais para isso. 

Abracei minha barriga, encarando o prato com o pão dormido e o copo de leite. Mesmo que estivesse morrendo de fome, a ideia de comê-los me dava ânsia de vômito. Ainda temia que pudesse estar envenenado, mas todo aquele ambiente me deixava enjoada o suficiente para perder a vontade de comer.

Me remexi, tentando encontrar uma posição menos insuportável, porque já tinha desistido fazia tempo de buscar conforto. A manta fina que me cobria do frio era inútil quando se estava trancada num cubículo úmido, e eu tremia mais do que o costume. Me sentia mole e febril, com o corpo dolorido, mas não mais que meu pulso. Desde o dia da minha falha tentativa de fuga, quando eu tentara enfiar a chave de fenda no Kevin e ele torcera meu pulso, o local doía ao ponto de mal conseguir mexer minha mão.

Ouvi o tilintar de chaves se aproximar, já sabendo o que aquilo significava. Fechei os olhos e recostei minha cabeça no cimento frio, sentindo minha cabeça latejar e desejando que alguém pusesse fim a isso — independente de qual fosse a forma. Os coturnos de Molly massacraram as folhas e gravetos secos do chão da cela, marcando uma trilha de ruídos na minha direção. Mesmo com os olhos fechados, pude detectar sua presença bem a minha frente quando senti sua respiração quente no meu rosto. A sensação me trouxe um calafrio que me fez encolher e tossir novamente, deixando minha garganta mais dolorida do que já estava antes. Grunhi quando a mão gelada de Molly tocou minha testa e meu pescoço ferventes. Já nem conseguia mais sentir meus músculos. Jurava que o vento frio poderia me deixar com hipotermia.

— Você está com febre — ela constatou, como se não fosse a coisa mais óbvia do mundo. Não me preocupei em responder nem abrir os olhos. — Você é burra o suficiente pra vestir uma roupa assim num casamento em pleno janeiro? — Ela disse num tom irritado e beliscou minha perna. Sequestros acontecem todos os dias, pensei em ironia. Vou me preparar melhor da próxima vez. — E depois eu preciso arcar com as consequências da sua idiotice... — Molly murmurou e se levantou. Caminhou de volta a porta e bateu o portal de ferro com força. Mesmo com a fortaleza que me mantinha isolada, pude ouvi-la gritar os nomes de Kevin e Thomas e declarar ordens que não me importei em prestar atenção.

 

Zayn's P.O.V (Point of View)

 

Mesmo sendo expulso da loja de Shaira, sabia que precisava seguir em frente com minhas investigações. A frustração inicial por não ter conseguido nenhuma informação relevante me desanimou, e a notícia da morte — ou assassinato — de Kenan me deixou sentido o bastante para me render mais uma noite em claro. Um homem tão bom com um fim tão horrível... Era doloroso de se pensar. Deixara mulher e filho para trás. Quem quer que tenha feito isso, não pensara na família que estaria ficando sozinha no mundo? O resto dos parentes tanto de Shaira quanto de Kenan ficaram no Quênia. Na Inglaterra, agora eram só ela e o seu filho, lutando para sobreviver.

Mesmo que eu tivesse ficado abalado, não foi o suficiente para me deter. Aproveitando as horas que passei em claro, pensei em quais outras pistas que eu tinha para aproveitar: as mensagens de — W, que não eram muito úteis já que eu não podia rastrear o número; a foto enviada a mim por ele ou ela, que também não era muito proveitosa já que a imagem não tinha muitos elementos que poderiam virar pistas; a câmera de segurança que registrou o último momento da Lauren, mas que eu também não via muita utilidade; o registro da compra de duas passagens na conta bancária; e as anotações deixadas pela Lauren a respeito da suposta viagem.

Eu sabia que a ideia dela ter partido em uma viagem já tinha sido obviamente descartada, mas seus registros poderiam ser úteis vistos por outra perspectiva. E se o sequestrador tivesse aproveitado as duas passagens já compradas por Lauren para fugir com sua vítima para fora do país? E se aquelas anotações não fossem de fato dela, mas sim forjadas pelo sequestrador? Havia muitas possibilidades, e eu não podia descartá-las.

Só tinha um problema: as anotações estavam detidas como pistas na delegacia. Era praticamente impossível que Wilcox as cedesse a mim, e também achava muito difícil que eu conseguisse entrar sem ser visto e roubar material da polícia saindo impune. Eu precisava pensar numa forma de chegar ao meu objetivo, e era exatamente por isso que eu estava adentrando a delegacia novamente numa manhã de segunda-feira.

O frio de rachar do lado de fora contrastava com o ambiente quentinho do interior da delegacia, o que me fez tirar um dos meus casacos e permanecer apenas com o sobretudo preto. Já tinha mais ou menos uma ideia em mente, e para que ela funcionasse eu propositalmente colocara meus óculos escuros antes de sair de casa e adentrara o local com um cigarro aceso entre os lábios.

A recepcionista me lançou o mesmo olhar sugestivo da última vez. Ela vinha do corredor onde estavam as salas, trazendo consigo uma pilha de papéis. Dei uma tragada no cigarro, abrindo um sorriso de canto e soprando lentamente a fumava.

— Bom dia — eu a cumprimentei, tirando o cigarro da boca e o prendendo entre meus dedos indicador e médio. Ela divergiu o olhar entre a bituca e grande placa de proibido fumar pregada na parede. Soltei uma risada e traguei o cigarro pela última vez, esfregando-o no mármore do balcão para apagá-lo. Novamente, a atitude pareceu irritar a mulher, mas ela apenas revirou os olhos e me lançou um olhar de tédio. Bom, talvez fosse ser um pouco mais difícil do que eu tinha imaginado.

— Bom dia, Malik — ela respondeu, seca, e jogou a pilha de papéis sobre o balcão, ainda estando de frente para mim. Não sabia que ela sabia meu nome. A recepcionista pegou uma caneta e, enquanto escrevia nos papéis, sem tirar os olhos deles, me perguntou: — O que faz aqui?

— Tenho uma hora marcada com Wilcox. — falei, despreocupado.

— Wilcox saiu para uma emergência e não me avisou sobre visitas.

— Tenho certeza do que digo.

— Sinto muito, senhor, mas acho que está enganado.

— Uma mulher jovem como você não teria disposição para verificar isso para mim?

Ela ergueu o olhar dos papéis com uma das sobrancelhas arqueadas. Abriu uma agenda que estava na bancada, folheou algumas páginas e lançou seu olhar cético a mim outra vez.

— Não, nenhum horário marcado com Zayn Malik.

Troquei o peso do corpo de perna, incomodado por não estar achando uma brecha.

— Estranho... — Tirei os óculos escuros, encarando a secretária. Ela já tinha voltado a escrever sabe-se lá o que naqueles mesmos papéis, mas me fitou quando percebeu meu olhar em si e nossos olhos se encontraram. — Mas obrigado... — Busquei pelo crachá com seu nome: April. Propositalmente, pousei meus olhos em seus seios pulando para fora do decote e deixei que ela percebesse, conectando nossos olhos novamente com um sorriso de canto. A atitude me deixava incomodado, mas esperava que Lauren entendesse que era para um bem maior. — Obrigado, April.

Pude sentir a postura dela vacilar e a mesma tentar disfarçar, focando seu olhar novamente nos papéis. Entretanto, recolheu tudo e logo deu as costas pra mim, caminhando com seus saltos agulha de volta ao corredor como se nem se lembrasse da minha existência ali — ou simplesmente não se importasse. Resolvi segui-la, vendo que talvez essa pudesse ser a chance que eu precisava, e logo fui alertado:

— Você sabe que não pode estar aqui. — ela disse, de costas para mim, caminhando a minha frente. Seu rabo de cavalo loiro balançava de um lado para o outro conforme seus passos.

— Preciso que você entre em contato com Wilcox e diga que eu estou aqui. — inventei, já um pouco desesperado.

— Novamente, sinto muito, mas não posso fazer isso. — April abriu uma porta no corredor e adentrou uma sala. A plaquinha amarelada exibia o nome de Wilcox. Perfeito. — Como disse, ele saiu para uma emergência e eu não posso interrompê-lo. — Ela apoiou os papéis em cima da mesa e os grampeou.

— E o que você pode fazer por mim? — Cruzei os braços, me recostando no batente da porta. April, que estava debruçada sobre a mesa, me fitou por cima do ombro e eu olhei seu corpo descaradamente de cima a baixo. Novamente, me senti mal, mas continuava na esperança de que Lauren entendesse quais eram minhas verdadeiras intenções com aquilo.

April entendeu o recado, mas se fez de sonsa:

— Quando ele chegar, posso avisar que você esteve aqui. Isso te satisfaz o suficiente para ir embora?

Soltei uma risada e balancei a cabeça. April não esperou por uma resposta e tornou a grampear os papéis. Sabendo que era essa a minha deixa, me aproximei da secretária por trás e espalmei as duas mãos na mesa, uma de cada lado do seu corpo, a encurralando contra a madeira. Seus dedos habilidosos pararam por um segundo e seu corpo ficou tenso. Aproximei minha boca do seu ouvido, sabendo que nossos corpos estavam juntos o bastante, e sussurrei:

— Eu não estava falando sobre o Wilcox... O que você pode fazer por mim, April? — mordisquei o lóbulo da sua orelha e ela arfou.

Enquanto eu descia beijos pelo seu pescoço, tentei fazer um mapa da sala na minha cabeça. Me lembrava de Wilcox ter guardado as provas numa gaveta da sua mesa, sobre a qual April se sentava agora e enroscava as pernas ao redor do meu tronco. Ela tentou beijar minha boca, mas desviei o rosto e tornei a beijar seu pescoço, já ficando meio enjoado com o perfume doce demais dela. April gemeu quando suguei sua pele e logo as mãos dela voaram aos meus cabelos, e só estão percebi que tinha chegado aonde queria.

Aproximei minha boca do seu ouvido e, depois de morder o lóbulo da sua orelha novamente, sussurrei:

— Preciso de um favor seu... — Ela pegou minhas mãos, que permaneciam espalmadas na mesa, e as levou até seus seios. Engoli em seco e massageei seus mamilos através da blusa, o que fez April puxar o ar entre os dentes e eu desejar sair correndo. — As provas que Wilcox tem na gaveta... Você as consegue pra mim?

Invertendo os papéis, April voou na direção do meu pescoço, traçando uma linha de beijos na região, e continuando a manter minhas mãos nos seus seios. Enquanto me beijava, ela murmurou contra minha pele:

— Você estava tentando me manipular?

Merda. Ela não era tão inocente quanto eu esperava.

Antes que eu pudesse responder, April quebrou nosso contato físico e desceu da mesa. Imaginando que ela fosse me enxotar para fora da delegacia usando seus saltos agulha como arma, observei seus movimentos enquanto ela tirava um molho de chave do vão entre seus seios e destrancava uma gaveta do outro lado da mesa. Ela jogou os saquinhos ziplock em cima da madeira, os empurrando na minha direção, e eu a encarei, sem entender.

— Wilcox é um filho da mãe. O policial mais corrupto dessa delegacia e que trabalha secretamente aos serviços de uma gangue. Eu não me importaria nada em ferrar com a vida dele.

A palavra gangue fez um gelo subir pela minha espinha. Podia ser loucura, mas quais eram as chances do grupo mencionado por April ser o mesmo que participei e que matou Kenan? Quais eram as chances disso ter a ver com a Lauren?

Vendo meu olhar perdido, April se aproximou com os braços cruzados e um olhar de compaixão. Seu batom vermelho estava borrando e imaginei que o resto dele estivesse no meu pescoço. Pelo menos meu sobretudo tinha uma gola grande o suficiente para cobrir isso.

— Vai atrás da sua namorada, Zayn. Pode ter certeza que o que aconteceu dentro dessa sala nunca sairá daqui.

Abri um sorriso agradecido e dei um beijo na bochecha de April.

— Obrigado de verdade. Espero que não tenha me levado a mal.

Ela balançou a cabeça como se dissesse "tudo bem". Recolhi os sacos com as provas e os coloquei na minha mochila, desejando que aquilo ajudasse tanto quanto eu precisava.

 

Lauren's P.O.V (Point of View)

 

Molly tirou o termômetro da minha boca e verificou minha temperatura.

Encarei meu corpo, tentando me acostumar com a roupa nova. Quando Molly constatara que eu estava com febre pela primeira vez, uma muda de roupas brotou na minha cela assim que eu acordei do sono que o estado febril me deixou. Não fazia ideia de quem eram as peças, mas não hesitei em trocar meu vestido fino e inútil por roupas quentinhas de inverno que me fizeram bater menos os dentes do que antes.

Novamente, estava recostada num dos cantos da prisão, encolhida, me esforçando para conseguir me aquecer mesmo com tantas novas camadas de roupa. Meu corpo estava mole e meus olhos doíam.

— 39°. — Molly avisou minha temperatura. — Você está péssima. Vai precisar tomar um remédio antes que morra doente.

Abri um sorriso irônico. Acho que estava tendo delírios de febre, porque não me faltou coragem para resmungar:

— E não é esse o seu objetivo? Me matar?

Molly espremeu os olhos na minha direção e engatilhou a arma que sempre mantinha consigo.

— Não finja que sabe demais quando sabe de menos.

Não me intimidei com sua ameaça.

Molly abriu o bolso do casaco e tirou de lá um vidro escuro. Assim que abriu a tampa, um cheiro enjoativo de xarope de frutas vermelhas invadiu o ambiente e me fez querer vomitar.

— Tome isso. — Molly me ofereceu o remédio.

— Por que eu faria isso? — questionei.

— Você quer morrer de febre? Fique à vontade.

— Eu não sei o que tem dentro dessa merda.

— Escuta aqui, sua garotinha mimada... — Molly me puxou pelo braço, me deixando de pé, e me prensou contra a parede, batendo meu ombro no cimento rugoso. — Ou você bebe isso aqui, ou você morre de uma forma muito mais dolorosa que um resfriado.

Ela aproximou o xarope da minha boca e eu virei o rosto, apenas para sentir um tapa forte na minha bochecha. Soltei um grunhido, mas logo Molly me atirou de volta ao chão, me fazendo cair por cima do meu pulso torcido e gritar de dor.

Aproveitando meu momento de vulnerabilidade, ela arreganhou minha boca e despejou grande parte do líquido enjoativo na minha garganta. Fui forçada a engolir, senão engasgaria por não conseguir respirar. De imediato, uma ânsia de vômito me levou a me curvar sobre meu estômago, mas fui acalentada pelos tapinhas amistosos que recebi nas costas.

— Boa garota. — Molly parabenizou e se afastou.

Com o olhar cheio de desprezo, a encarei enquanto ela limpava o chão do outro lado da minúscula cela. Molly se deitou e abraçou a si mesma, como se estivesse se preparando para dormir e deixando a pistola presa à sua cintura bem evidente. 

— Nem pense em fugir — ela apontou para a porta de ferro semiaberta, que precisou ficar desta forma porque só havia tranca por fora. — Kevin e Thomas não terão pena de te machucar.


Notas Finais


aaaaaaaaaaaaaaa o que vcs estão achando desses P.O.Vs intercalados do zayn e da lauren? acham que estão tendo muitas trocas de ponto de vista num mesmo capítulo? realmente estou com essa dúvida e queria ouvir/ler isso de vcs
nem mesmo a pobre da april resistiu aos encantos de zayn malik rsrs será que a lauren vai chegar a descobrir isso algum dia? se acontecer, será que ela vai reagir bem ou nao? só enchendo vcs com mais dúvidas pq eu sou claramente uma autora incrível
venham interagir comigo no twitterrrrrr >>>>>>>>>> https://twitter.com/foolforbaek vcs não sabem a felicidade que eu fico quando encontro uma leitora lá
muitos beijos, minhas amoras, e até a próxima sz vou indo antes que eu caia de cabeça no teclado de tanto sono e sjadhjkhdjkbd nkdsjdjd tarde demais
FUI


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...