História Flashes and Spotlights - Capítulo 1


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Categorias Hollywood Undead
Personagens George Ragan (Johnny 3 Tears)
Tags Desafio Dos 100 Temas, Drama, Flashes And Spotlights, George, George Ragan, Hollywood Undead, J3t, J-dog, Johnny, Johnny 3 Tears, Jorel, Jorel Decker, Stayundead, Tema 94
Exibições 63
Palavras 950
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Atenção! Plágio é crime. Se eu o pegar fazendo, você será denunciado.
Por favor, caso você veja qualquer história igual a esta, denuncie.

Grata.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu me pergunto quantas vezes já me descontrolei por nada.

Eu me indago sobre quantas vezes eu me irritei e agi de forma grosseira com alguém que só queria meu bem, sem motivos.

Eu fico tentando entender por qual motivo eu deixo tanta coisa me afetar, mas finjo tantas vezes, em sua maioria falhando miseravelmente, que tudo está bem e que tudo isso é passageiro, que vou melhorar em alguns minutos.

Flashes. Às vezes, eles estão onde você não queria que estivessem.

Holofotes. Às vezes, eles pesam demais.

Eu era uma criança tão tola ao pensar que ser famoso é fantástico. Eu era tão ingênuo, não fazia ideia.

Você não pode simplesmente parar e começar a gritar; você seria julgado publicamente.

Você não pode parar um momento para respirar; todos estão esperando e cobrando de você.

Você não pode ter privacidade; sua vida agora pertence ao público.

Você não pode errar; o mundo vai ficar sabendo.

Estou há anos lidando comigo mesmo sozinho. Ou pelo menos, tentando — e falhando.

Crises de ansiedade causadas pela pressão e o medo de não ser bom o suficiente. O medo de decepcionar não só aos seus fãs, mas àqueles que estão ao seu lado, e que também dependem de você para que tudo continue funcionando.

— George, se acalma, por favor! — Jordon pronunciou claramente nervoso, enquanto observava seu amigo e colega de trabalho andar rapidamente de um lado para o outro sem parecer ter a intenção de parar. — Isso está me dando agonia...

Johnny ignorou. Ele estava preocupado demais; e se aqueles versos não estivessem bons o suficiente? E o que pensariam deles? Iam gostar? Odiar? Johnny seria julgado por aquilo? O que pensariam dele? Essas perguntas martelavam a cabeça do mais velho de forma constante, criando preocupações e medos que deveriam ser inexistentes.

— George!

— N-não dá para me acalmar! Me dá um tempo, por favor! — Johnny gritou, virando-se para J-Dog, que fora quem pronunciara seu nome dessa vez.

A frase dita pelo maior mal dava para ser entendida por ele mesmo. Seu nervosismo fazia com que ele falasse muito rápido, atropelasse suas próprias palavras repetidas vezes. Era algo frustrante e desesperador.

— Eu devia ter reescrito — disse ele, para si mesmo. — Não devia ter mandado, devia ter feito qualquer outra coisa. E-eu posso fazer melhor que aquilo, sei que posso...

Johnny agora sentia-se tonto e com falta de ar. Sua cabeça latejava, e seu corpo fora atingido por um mal estar repentino. Seus amigos, percebendo os sintomas, imediatamente correram em direção a ele, fazendo-o se sentar em qualquer lugar ali.

— Tenta respirar com calma, George! Aqui, olha para mim — disse Jay enquanto tentava acalmar o mais velho que parecia desesperar-se mais a cada segundo que se passava. — Jordon, ajuda, caralho! Não fode!

Jordon saiu rapidamente do local para pegar um copo d'água para George, enquanto Jorel oferecia sua mão para que o mesmo a segurasse — ou apertasse com força como era o caso.

Crises de fúria causadas por motivos baixos, quase nulos, que você provavelmente nem ao menos sabe explicar, e que provavelmente vão fazer-lhe se envergonhar.

Aquele último golpe em seu criado-mudo fez seu corpo relaxar por completo. Sentia algo que remetia paz e satisfação dentro de si. Seus músculos não se tencionavam mais, e seu coração já não palpitava como antes.

Era como um breve momento de paz, em que ele se encontrava aéreo e sem consciência do que estava ocorrendo. É uma pena que tenha durado tão pouco.

George acordou de seu transe e olhou a sua volta, finalmente dando-se conta da situação em que seu quarto se encontrava. Objetos quebrados lançados no chão, vidros e espelhos estilhaçados, roupas rasgadas e jogadas pelo chão.

Sem saber o que pensar, o homem apenas levou uma de suas mãos à cabeça e sentou-se no chão do quarto, praticamente boquiaberto com suas ações e consigo mesmo.

Jorel, que estava na sala da casa, ouvira os gritos e surtos incessantes de seu amigo e já sabia do que se tratava. Quando eles finalmente pararam, tudo o que ele fez fora ir até a porta do quarto do outro e a abrir lentamente.

Ele olhou em volta e foi em direção ao outro, se abaixando ao lado dele e o abraçando.

Johnny começou a chorar baixinho. Queria enterrar sua cabeça no asfalto da rua.

— Eu destruí meu quarto, Jay... — Ele encolheu os ombros. — ... O que há de errado comigo?

Jorel ficou em silêncio. Ele não sabia ser compreensivo; não fazia a mínima ideia de como lidar com essa situação. Falar era arriscado demais.

Crises existenciais causadas pelo sentimento de solidão por simplesmente não conseguir explicar aos outros o que se passa com você e quais são os problemas, e o medo de que mesmo que você tente explicar, ninguém no mundo vai entender.

"Morrer não parece ser algo tão ruim agora."

Eu queria ter dito o quanto tudo isso machuca. O quanto tudo isso é difícil, e o quanto tudo parece ter um peso cinco vezes maior do que quando eu era apenas um adolescente idiota. Ter dito sobre como eu queria que alguém me entendesse, mesmo quando nem eu mesmo me intendo.

Os flashes e os holofotes estão me matando de forma lenta, e está sendo doloroso. Eles me irritam, me desgastam, me apodrecem.

Eu amo meu público, amo fazer o que faço; mas é atenção demais. 

Chega de atenção, eu não quero. Tirem os flashes, tirem os holofotes; eu sinto falta de ser uma pessoa comum.

Eu quero minha privacidade; meu direito de gritar até meus pulmões se esvaziarem junto com minha cabeça.

Eu queria ter dito tudo isso à alguém, antes de todos perceberem que eu estou enlouquecendo sozinho.

Mas eu não disse.


Notas Finais


"O transtorno explosivo intermitente, (abreviado TEI) escreve uma situação onde uma pessoa, nos momentos de raiva, não consegue conter seu comportamento e acaba perdendo o controle: xinga, berra, ameaça, destrói objetos, ataca fisicamente as pessoas."

"O transtorno de ansiedade generalizada (TAG), perturbação de ansiedade generalizada ou desordem de ansiedade generalizada caracteriza-se por um estado de ansiedade excessiva persistente que não depende do contexto e é desproporcional aos fatos que ocorrem na maior parte dos dias por um período de pelo menos 6 meses."

Informações sobre como fuder o Johnny diretamente da wikipédia pra vocês, kiddos
Espero que tenham gostado ta? <3
E não romantizem esse tipo de coisa, porque transtorno é coisa séria, ok?
Bjão

Tema 94: Sobre “tudo o que alguém queria ter dito e não disse".


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