História Flawless - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 22
Palavras 1.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Katherine


Os jogos de basquete e as provas finais estavam a todo vapor. Logan, (in)esperadamente estava indo bem nos dois. Suas notas eram mais altas do que nunca, e o torneio, apesar de acirrado, parecia favorável ao nosso colégio.

Quando ele me pediu em namoro, depois de exigir que fôssemos a um “encontro normal” ( o que meio que perdia o valor, já que estávamos bêbados), eu surtei bastante, como se tivesse uma sirene de ambulância dentro do meu cérebro, me dizendo pra ficar feliz e preocupada ao mesmo tempo. Fiquei bem impressionada com o romantismo todo dele, nem parecia o Logan que eu conhecia – mas, a julgar do meu sorriso idiota quando pensava nele, eu também não parecia mais a Katherine que eu conhecia.

De qualquer maneira, meus problemas com a minha mãe estavam aumentando. Ela continuava me dizendo que eu deveria focar nos estudos e não no Logan, e mesmo que eu tivesse muita diversão contrariando a opinião dela, estava me enchendo a paciência.

Eu me lembro de quando era criança, e perguntava a minha mãe o que ela tanto fazia na rua pra não se importar, e ela simplesmente me dizia que precisava trabalhar. Que não podia. Que não dava naquela hora. E eu passei boa parte da infância fazendo aquelas perguntas num ciclo vicioso, como se, algum dia, a resposta fosse mudar. Até que ela decidiu calar a minha boca com os livros, os estudos, as obrigações. Porque talvez, em suas próprias palavras, eu conseguisse ser boa o suficiente como ela.  

Não que eu não gostasse de estudar – aprender as coisas, me tornar mais inteligente, eu gostava pra cacete disso. Mas ninguém pode viver somente de livros, não é? Apesar de ser uma visão bem divertida na minha mente, ninguém pode ter só uma vida acadêmica, ou só uma vida amorosa. Pelo menos era assim que eu pensava.

Num dos dias dos jogos, o penúltimo acho, eu estava em casa, mas iria para o jogo assim que minha mãe parasse de falar. As lágrimas que brotaram no canto dos meus olhos eram principalmente de raiva, ódio, mas também de tristeza. Minha relação com a minha mãe era tipo pizza e brócolis – junto não dava certo. Nem sei exatamente o que eu gritei antes de sair de casa batendo a porta. Só sei que quando cheguei no local do jogo – agora não era mais na escola -, encontrei Jenny e Chelsea rapidamente seguindo em minha direção. As expressões alegres e animadas mudaram depressa.

- O que aconteceu, amiga? – perguntou Jenny, mesmo que já soubesse da resposta. Elas sabiam que os meus problemas sempre tiveram uma única fonte.

- O quê você acha? – falei. – Mas quer saber? Deixa pra lá. O importante hoje é o jogo – falei, dando um sorriso forçado.

[...]

Como era esperado, eles ganharam. Era a partida semifinal – apenas uma para que todo mundo ficasse gritando feliz por causa da taça. A arquibancada vibrava com a vitória deles, com a nossa vitória. Logan e Kian pareciam duas crianças de cinco anos – pra variar – enquanto comemoravam, e Johnny estava tão feliz que eu pensei que ele fosse perder a voz. Quando os meninos saíram, Logan se aproximou e me beijou, tão entusiasmado que quase me tirou do chão.

- Vai com calma, campeão – falei.

- Eu tô muito feliz – ele disse, sorrindo abertamente.

- Dá pra ver.

Nós seis ficamos conversando por um tempo até o diretor avisar que ele, por um milagre, havia nos deixado fazer “uma pequena” festa (porque ele realmente acreditava que ia ser pequena) na escola para comemorar.

[...]

Enquanto Kian e Jenny chamavam seus “contatos” pra fazer a festa, Logan e eu ficamos sentados num dos bancos da frente da arquibancada, conversando sobre o que viria a seguir – afinal, ele estava a um passo de ganhar o Torneio, logo mais viriam as férias e a minha ansiedade com o futuro estava crescendo. Eu precisava contar pra ele sobre os planos da minha mãe.

Ela queria que eu fizesse um tipo de curso de férias “para jovens” relacionado à Administração, em Nova York. Apesar de ser a carreira pela qual eu aspirava, pela primeira vez, eu não estava realmente preocupada com o futuro – eu estava feliz na escola, com Logan, com Jenny e Chelsea, e ela simplesmente queria que eu fizesse esse maldito curso pra me encher a paciência. Como se eu já não fosse ter um currículo do tamanho do sétimo livro do Harry Potter.

- Logan, preciso te contar uma coisa – disse eu, encarando-o de forma séria. – Eu sei que não é a melhor hora pra falar disso, mas, bem, daqui a pouco as aulas vão acabar e...  – Tentando não pensar no quão bravo ele ficaria, finalmente disse – a minha mãe quer que eu faça um curso de Administração, que dura basicamente as férias todas. Em Nova York.

Nós havíamos combinado de passar as férias juntos, sem ter que estudar, jogar basquete, ou qualquer outro tipo de responsabilidade – não sei como eu fui maluca de combinar algo desse tipo com uma mãe como a minha. Eu estava com tanta raiva dela, por sempre planejar as coisas por mim.

- Cara, isso deve ser algum tipo de carma – disse ele.

- Como assim?

- Esses dias meu pai me chamou “no escritório dele” – ele disse, fazendo as aspas com a mão. – E quando ele me chama naquele covil maligno, quer dizer que ou eu fiz merda, ou eu vou falar merda.

- Então você vive no covil maligno? – perguntei.

Ele revirou os olhos.

- Logan, essa é a minha marca, cara, arranje a sua.

Ele riu, e então disse:

- Meu pai quer que eu faça um curso desses também, durante as férias. Ele disse que é pra uma faculdade em Boston, acho, e ele também falou que “estava começando a aceitar a ideia do basquete”, e que seria bom pra entrar numa universidade. E, mesmo que eu tenha dito que não ia fazer, ele disse que eu ia.

Nos encaramos em silêncio por alguns segundos.

- Minha mãe sempre faz esse tipo de merda – falei.

- Meu pai também.

Uma lâmpada pareceu se acender em sua mente, pois ele ergueu uma das sobrancelhas e me olhou.

- Que foi?

- Hoffmann, você confia em mim? – perguntou ele, segurando meu rosto com as mãos como fazia quando estava prestes a me beijar.

- Nem um pouco.

- Ótimo – disse ele. – E é por isso que eu te amo. Então, eu tive uma ideia...

- Você o quê? – exclamei.

- Eu....Tive uma ideia – disse ele, desconversando completamente.

- O que você falou antes disso, Watson. 



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