História Flor da Índia. - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Dança, Disputa, Europa, India, Inglaterra, Romance, Vingança
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Palavras 1.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei mas cheguei.
Oi meu povo, que come pão com ovo!
E ai?
Vamos a mais um cap

Capítulo 3 - Confissões


A brisa da noite levantou algumas folhas do chão e as tirou para dançar, o vento gelado bateu na janela, pedindo permissão para entrar. Olhei o anel em meu dedo, mesmo ajustado ao meu tamanho, ainda parecia pesado, suspirei de leve, girando o aro delicado em volta do anelar.

Minha mãe estava exultante, a uma semana não se falava outra coisa em nossa casa ou em toda Londres, todos estavam comentando como a “União o ano.”

“Vossa alteza. ”

 Teria que me acostumar com isso.

Observei o céu escuro da noite, as nuvens estavam carregadas e muito provavelmente choveria hoje.

Libby apareceu no corredor com o livro aberto, sorri de leve, ela tropeçaria em 3. . .2. . .

- Aí – Ela colocou a mão na perna – Mesinha idiota.

-Se mamãe ouvir você praguejando assim ficará de castigo um ano inteiro – me levantei da poltrona. – Não deveria estar dormindo? Está tarde.

- Ela não está aqui – Libby fazia pequenos redemoinhos na capa do livro. – E eu estou sem sono.

Observei atentamente seu rosto.

- O que você quer? Quando faz essa cara. . .

- Podemos conversar?

Apontei para o sofá que ficava perto da lareira.

- Me conte - pedi.

Seu rosto parecia triste.

- Você vai me visitar, mesmo quando estiver morando no campo?

Fiquei surpresa com minha irmã, nós sempre fomos muito apegadas uma a outra, apesar da diferença de dois anos, sempre cuidei delas.

- É claro que sim, sua tolinha, eu nunca deixaria de ser vocês por causa do meu casamento. – Mostrei meu dedo – Isso aqui, é apenas um símbolo, você e Harry, são o meu sangue, nunca se esqueça disso.

Seus olhos de tempestade se anuviaram.

- Eu amo você, Anne, mas não conte para ninguém, porque vou negar.

Sorri de leve.

- É nosso segredo.

Libby ajeitou os óculos sobre a ponte do nariz, apesar de já ter quatorze anos, ainda era a minha menininha, que sonhava com navios piratas e samurais das montanhas.

- Vá para cama – acariciei seus cabelos – tente dormir um pouco. O sono virá, eu prometo.

Ela saiu calmamente, enquanto voltava a abrir o livro, eu tinha certeza absoluta de que quando casasse, colocaria sua cama dentro da biblioteca, só para não ter o trabalho de se levantar na madrugada.

- Milady? – Nosso mordomo apareceu no corredor – A senhorita tem uma visita.

- A essa hora?

Olhei o relógio de corda, já passavam das dez, era tarde para uma visita de cortesia.

- É lady Amber.

Claro, ela era a única eu ousava sair nas ruas londrinas a qualquer hora, sempre a alertei que isso causava boa parte dos boatos sobre sua reputação, mas eu era sempre ignorada.

Fui até a porta, e coberta com uma capa vermelha e um vestido verde musgo bem detalhado e lindamente trabalhado - Mesmo que, na minha opinião, mostrasse demais para os padrões da sociedade - Estava minha prima adorada.

- Amber – Chamei – o que houve?

Ela retirou o capuz, exibindo os volumosos cachos dourados. Seus olhos castanhos, possuíam uma pureza serena quase infantil, os lábios volumosos e os seios fartos, a tornavam mais bonita do que qualquer outra jovem no continente.

- Anne, sua má – ela se agarrou ao meu pescoço – como pode não me avisar do seu casamento?

- Eu. . .

- Vamos – Ela jogou a capa no chão e me puxou – vamos para o seu quarto, me conte tudo, quem é o felizardo?

Estávamos na escada e sua voz alta ecoava pela casa, fiquei com medo de minha mãe ouvir, ela faria uma cara de exasperação ao ver minha pequena visita noturna.

Consegui coloca-la em meu quarto e fechar a porta sem ninguém ver, respirei fundo então levantei a cabeça para a minha melhor amiga e prima, ela já começara a se despir de suas joias, eu a ajudei a retirar o vestido e emprestei uma de minhas camisolas de dormir.

- Sorte sua que minha mãe dorme cedo – Suspirei – Por que você sempre faz isso comigo?

- Sua vida é extremamente sem graça – Ela bateu na cama – Essa hora não é hora de dormir, mas sim de começar a diversão.

Ignorei seu gesto e sua fala e comecei a me despir, soltei meus cabelos e massageei o couro cabeludo tentando conseguir algum alivio, os fios caíram pesados até a cintura e leves aspirais.

- Venha aqui, eu quero saber de suas novidades. -  Amber chamou novamente.

Fui até lá da forma mais desanimada possível, nós disputávamos a atenção de John desde que éramos crianças, mas agora, mesmo não havendo atração entre eles, senti que isso poderia magoar ela de alguma forma.

- Achei que minha mãe houvesse mandado uma nota para a sua família.

- Não mandou – minha prima cantarolou – Vamos, me diga quem é.

- Bem, acho que não é surpresa para ninguém, que. . .John me pediria em casamento um dia.

- Oh. . . – Amber me pareceu genuinamente surpresa - Ele. . .Nossa. . .que incrível. . .realmente.

Vi ela acompanhar meu corpo com os olhos até minha mão, me senti meio constrangida com sua reação a joia, seus olhos estavam brilhando.

- Posso experimentar?

- Claro – tirei o anel do dedo e coloquei em sua mão.

- Usamos o mesmo número – ela suspirou – ficou perfeito, é um anel perfeito.

Amber se levantou a começou a bailar uma música imaginaria, enquanto segurava a própria mão.

Sorri ao ver sua reação, eu sabia que ela queria um marido, precisava até, e naquele momento pedi fervorosamente a Deus para que ela pudesse conseguir um partido digno esse ano.

Quando se cansou de girar pelo quarto, Amber veio até a cama e se deitou, girando a mão em todas as direções, para fazer o diamante brilhar.

-Você é realmente muito sortuda – murmurou – Ele vai te fazer muito feliz.

- Sim, bem. . .espero que sim. – Eu precisava me abrir.

- O que quer dizer? – Amber se virou para mim.

Respirei fundo e então despejei tudo em cima dela, meus medos e receios, contei sobre a jardinagem e sobre a mentira que contamos para John para esconder isso, contei sobre as palavras do meu futuro noivo e de como aquilo me afligia, disse a ela que tinha medo de me afastar de minhas irmãs, afinal, Os Allen moravam no campo a gerações e isso dificultaria nossa interação significantemente e finalmente, contei sobre como eu tinha medo da prisão que o título colocaria sobre meus ombros.

Quando terminei, Amber ficou em silêncio, pensando sobre tudo o que havia escutado.

- Você quer desistir? – Perguntou depois de alguns minutos.

- Sim. . .não. . .eu. . . – Suspirei – Criei certas expectativas em torno desse casamento, no dia em que recebi o pedido eu acreditava que seria uma coisa magica, que borboletas voariam no meu estomago e que de repente o mundo inteiro faria sentido, no entanto os momentos que antecederam ao pedido foram ruins, palavras ruins foram ditas e quando finalmente chegou a hora. . . eu me senti vazia. Consegue entender?

- Sim, querida eu entendo. – Amber segurou minhas mãos – Mas não acho que deve se casar com esse tipo de sentimento, John nunca à perdoaria se casasse com ele obrigação, se conversar com ele. . .

-Não posso – confessei, eu estava chorando? – Um contrato já foi assinado, mesmo antes dele me pedir em casamento seu pai já havia feito a proposta ao meu pai, tudo já foi assinado, nos arruinaria se eu me desfizesse do compromisso.

- John deveria ter perguntado sobre seus sentimentos antes de fazer a proposta – Amber estava com raiva, e isso a deixava adorável – Ele deveria ter lhe perguntado em particular antes de fazer o pedido formal.

Dei de ombros, limpei o rosto rapidamente e tentei me recompor, eu não deveria estar chorando.

- Vamos deixar isso para lá – propus – Ele vai cuidar bem de mim, e eu serei uma boa esposa, e lhe darei lindos herdeiros.

- Você. . .Sabe se realmente pode ter?

Mesmo sabendo que estávamos sozinhas, não pude evitar olhar em volta e ficar apreensiva.

Eu quase havia me esquecido. “ O acidente. ”

Era assim nós chamávamos, o incidente que ocorreu quando eu tinha apena dez anos, estava andando a cavalo pelo pomar junto com Amber quando meu cavalo empinou e me jogou no chão, acabei caindo em cima de um galho pontudo que perfurou profundamente meu ventre. Eu quase morri, tive uma terrível hemorragia e passei meses debilitada, mas quando finalmente meu rosto voltou a ganhar cor e minhas pernas se tornaram fortes o suficiente para voltar a correr, se iniciou a preocupação com a minha fertilidade, afinal, não haviam garantias concretas de que eu poderia gerar depois daquela lesão, e por isso o assunto foi mantido em profundo sigilo, os poucos envolvidos haviam sido muito bem pagos pelo seu silêncio e havíamos colocado uma pedra em cima do assunto. Nunca mais andei a cavalo.

- Eu vou gerar – Afirmei com uma convicção que não possuía por completo – Vou dar meninos a ele.

- Anne, sua mãe e sua avó materna geraram apenas meninas – Amber se aconchegou ao meu lado – Então não crie muitas expectativas.

Ela tinha razão, com o título, vinha a obrigação de gerar uma criança, para se exata, um herdeiro, um menino, mas meu histórico familiar não era muito animador nesse assunto.

Ela bocejou.

- Chega de falar, vamos dormir, estar na sua casa me dá sono.

Me ajeitei sobre a cama e cobri a nós duas com o lençol, ela se virou de costas e pareceu relaxar.

- Amber? – Chamei baixinho.

- Sim? – Respondeu sem se virar.

- Poderia me devolver o anel? – Pedi – Detestaria perde-lo entre as cobertas.

Ela se virou para mim, com a bochechas rosadas de vergonha.

- Sinto muito, me esqueci completamente – ela me entregou a peça.

- Não se preocupe. – Coloque em seu devido lugar na cabeceira da cama e deitei finalmente.

Senti ela e mover debaixo dos lençóis e então Amber abraçou minha cintura, apoiando o queixo em meu ombro.

- Você é perfeita – Ela falou acariciando meus cabelos – É bela, inocente, prendada, tem uma reputação impecável, e é rica, tudo o que um homem poderia querer.

- Você também é tudo isso – Afirmei com convicção – E com certeza encontrará o homem perfeito, que poderá ver tudo isso em você.

Amber desviou os olhos dos meus e fitou o fogo crepitante da lareira.

- Eu já encontrei – Falou baixinho. Quase como se para si mesma – Mas ele escolheu outra.

Não soube o que responder, porque de repente, eu soube que ela falava de John, que ela falava de mim.


Notas Finais


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