História Flor de Inverno - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Tags Chara, Charisk, Frans, Frisk, Sans
Exibições 16
Palavras 1.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta é minha primeira fic seria depois de muuuuuuuuuuuito tempo, então não tenho nem ideia de como esta.

Capítulo 1 - Caçado


Corri sob os sons dos disparos agora distantes, eu havia me separado do meu grupo, mas neste momento o medo e desespero era a unica coisa que eu me atrevia sentir.

Sai da trilha dos outros entrando no bosque na esperança de encontrar um lugar seguro, mas isso estava longe de acontecer. Camuflada na neve estava uma armadilha de urso modificada para os da minha espécie, que por descuido o meu a não prestar atenção ao solo, acabei prendendo meu tornozelo esquerdo entre os dentes de ferro. Levei minhas patas ao objeto tentando abri-lo, mas sem nenhum sucesso, as garras apenas dificultaram minhas tentativas de me libertar.

A contra gosto e sem nenhuma outra escolha, voltei a minha estupida forma humana sentindo o metal perfurar minha pele, de verdade, eu odeio esta forma, odeio estar semelhante a eles, mas era evidente que eu não tinha escolha.  Tentei novamente me libertar daquele objeto, mas apenas se moveram e não pude continuar ou deceparia meus dedos, isto é tão frustante, mesmo eu sendo mais forte que um humano não podia me libertar, os disparos e os latidos dos cães  aos poucos diminuíam até desaparecerem por completo acalmando meu medo.

De segundos a minutos, de minutos a horas e de horas a dias. Embora não pode-se me transformar por completo por causa da armadilha o frio estava longe de me incomodar, mas a fome era um problema, não podia caçar com esta perna e eu era muito fraco para abrir a trava com as mão vazias. Havia se passado quatro dias desde que havia sido perseguido e ninguém apareceu desde então, nem bando, nem caçadores e isso é horrível, sou um Akut(copiando os nomes descaradamente) ou melhor, sou um filhote Akut, sou fraco e não poderei  sobreviver assim por muito mais tempo, morrerei de fome se não me libertar rápido.

Já estava começando a escurecer novamente quando ouvi passos se aproximando, eram muitos leves para serem de um dos caçadores ou um do meu bando e pesados demais para serem de um coelho ou outro animal pequeno, quando saiu dentre os arbustos pode ver do que se tratava, uma humana, ou melhor, uma criança. Ela vestia um vestido surrado com um capuz negro, botas, provavelmente de pele pelo inverno e pelo que me parecia,era do mesmo povoado dos caçadores que me perseguiram pelo brasão estampado na bolsa de couro que trazia.

Eu recuei o máximo que pude por conta da droga da armadilha na minha perna e a humana se aproximou de mim a passos lentos e trêmulos se detendo a  alguns metros, a vi pegar algo na bolsa e, por instinto, tentei me transformar, mas fui obrigado a repensar em meu plano quando o metal perfurou ainda mais minha perna.

"Espera" ela me chamou com preocupação e dando mais um passo completou "Só vai agravar ainda mais. Eu não vou te machucar, te juro que não vou"

Ela tirou uma barra pequena de metal e se ajoelhou na frente da armadilha, logo depois ela inseriu aquela barrinha estranha de metal no objeto e pude ouvir o som da trava se abrindo, aquilo era uma chave?! Bem, são humanos depois de tudo. A humana tentou abrir a armadilha, mas foi um resultado falho machucando os dedos, levei minhas mãos tocando as delas, eram quentes e pode senti-la tremer sob as minhas,retirei suas mão do metal e forcei os dentes da armadilha para os lados abrindo com extrema facilidade, isto é tão fácil sem a droga de uma trava especial.

Livre... Por fim livre. Me apoiando na arvore ao meu lado me levantei, minha perna tremia pelo fato de não ter podido ficar em pé durante dias, mas tirando isto, eu não tinha de que reclamar, sentir dores insuportáveis era o mais normal depois do que passei.

Olhei para a humana que ainda estava ajoelhada ela havia virado o rosto e... Estava corada?! Agora que vejo melhor a situação eu ainda estava em minha forma humana, ou quase pelos chifres, guarras e rabo de lobo talvez, estava semelhante a um humano sem roupas e com uma humana em minha frente, não é uma novidade se ela esta constrangida e como é normal de nós  os Akut sempre estávamos em nossa forma animal e os mais novos como eu somos acostumados a banharmos juntos e quase sempre nós estamos em nossas formas humanas, este rosto vermelho é uma coisa que eu com certeza não daria muito importância.

Tentei dar um passo vendo o quão ruim estava minha perna, mas mau toquei a neve e fui ao solo novamente com a dor constante. Me arrastei até a arvore me recostando no tronco e a humana veio me ajudar aumentando minha humilhação, posso não saber sobre os humanos, mas reconheço a expressão de preocupação desenhado em seu rosto,eu não queria confiar nos humanos e não podia, mas com esta perna eu não posso fazer nada alem de gemer de dor e esta garota parece realmente se preocupar comigo, seja por culpa, compaixão ou seja lá o que for, eu só quero sair daqui e ver meu bando de novo.

Ela pegou algo na bolsa novamente, eram ervas, as mesmas ervas medicinais que meu pai usava para diminuir as dores quando enfrentava os humanos ou criaturas maiores para nos defender, ela colocou as plantas no meu tornozelo me fazendo gemer de dor quando senti a carne queimar e quando a olhei de novo ela tinha retirado o capuz e estava com um pano nas mãos, provavelmente o que prendia o cabelo, era normal nas mulheres do povoado, a humana enfaixou minha ferida com as ervas depois de alguns segundos tentei me levantar me apoiando na arvore mais uma vez e dando um passo a minha frente, minha perna ainda doía e muito, mas era o suficientemente suportável para eu andar e correr, claro que minha velocidade estaria reduzida em comparação com os outros da minha especie, mas era o suficiente. Voltei para minha forma animal sentindo os poucos ventos que acertavam minha pele desaparecerem quando a pelagem cobriu meu corpo completamente, sorri vendo a humana abrir um sorriso, mas logo sumir quando me aproximei, este medo estampado em seus olhos dourados, não deveria considerando o fato que ela me ajudou, mas é tão bom ver este medo. Tentando deixar estes pensamentos de lado voltei minha atenção a neve ao lado da armadilha a procura de alg-..... Um disparo, foi tudo que ouvi e senti.

Um tiro de raspão em minhas costas, era tudo que eu precisava para saber que deveria sair dali, rugi de dor e raiva e corri para mais adentro do bosque esperando não ser seguido por ninguém e quando me afastei , mesmo sabendo que me arrependeria de minha decisão o fiz, olhei para traz e vi o bastardo que atirou em mim, era um garoto, de 13 talvez, mas o mais importante, aquele cordão de couro com o pingente dourado nas mãos daquela menina, meu pai fez um para mim e meu irmão, não tinha muito valor, nenhum na verdade, o coração dourado não era de ouro e sim um metal barato, cobre pelo que me lembro, o brilho dourado era da pintura que minha mãe fez a pedido do meu irmãozinho que com o tempo abandonou o couro do cordão ficando apenas no metal, devo ter perdido durante minhas tentativas falhas de me libertar durantes estes últimos dias, senti a raiva consumir meu corpo, mas felizmente minha parte racional falou mais auto e sai daquele lugar antes que eu fizesse algo que me matasse, minha prioridade era encontrar meu bando, nem mais, nem menos.


Notas Finais


Bom? Ruim? Péssimo? Querem me matar? Querem fazer churrasquinho de mim? Querem me dar uma lasanha? Aceito qualquer coisa.


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