História Flor de Natal - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 32
Palavras 1.234
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Então meninas, conforme combinamos aqui está o meu presente de amigo secreto.
E a minha secreta é... Isso mesmo, você @Lisle
Como vocês sabem eu estou com alguns probleminhas, então minha inspiração tava bem.
Desculpa amiga se eu te decepcionei.
Uma boa leitura a todxs!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Flor de Natal - Capítulo 1 - Capítulo Único

-Onde é que eu estava com a cabeça quando decidi fazer essa viagem sozinha? -Lara resmungava para si mesma, enquanto andava a passos apressados pelas ruas de Paris. A ruiva se encolhia dentro de seu casaco xadrez. -Deveria ter ido pra Nova Iorque com as minhas irmãs, me divertiria muito mais.

Lara andou por mais alguns quarteirões, até ser atraída para uma pequena tenda roxa, onde uma velha senhora fez sinal para que entrasse. Curiosa com o que poderia ser e ao ver diversos objetos exotéricos, a ruiva não se conteve e correu para dentro da tenda, sentando-se em uma rústica cadeira de madeira.

-Me desculpe, eu não quis ser intrometida. -Lara disse desajeitada.

-E você não foi, ninguém entra na minha tenda por acaso. As estrelas têm um recado para você. -A senhora disse sorridente, pegando um saco de veludo, onde revelou conter um tarô. -Quer saber o que elas têm a lhe dizer?

-Com certeza. -Lara respondeu empolgada.

-Está certo. -A senhora disse concentrada. Ela embaralhou as cartas e pediu que Lara “cortasse”, e assim a jovem o fez. A senhora começou a colocar as cartas na mesa, concentrada na leitura. -Vejo aqui que você é uma garota gentil, decidida e querida por todos que a cercam, mas ainda sim sente que lhe falta algo. Você se sente sozinha e não sabe como preencher esse vazio, não é mesmo?

-É. -Lara respondeu de olhos arregalados, era como se a senhora pudesse ver dentro de si.

-Hoje você vai ser uma noite muito especial, seus caminhos finalmente vão se cruzar com aquele que procura por você. -A senhora abriu um largo sorriso. -Você vai reconhece-lo pela flor.

-Que flor? -Lara perguntou confusa, mas antes que pudesse ter uma resposta, a senhora havia desaparecido. A ruiva saiu da tenda se perguntando se aquilo realmente fora real, ou só uma ilusão de sua mente sonhadora.

Num outro canto da cidade, Camus estava feliz por ter retornado para sua terra Natal. Ele nem se lembrava da última vez que estivera na França, mas dessa vez parecia ter algo diferente no ar.

-Isso deve ser culpa do Milo, aquele tagarela. -O aquariano soltou uma risada involuntária. Ele saiu do quarto do hotel e foi caminhar sem rumo pela redondeza. Andava distraído até que uma loja de acessórios lhe chamou a atenção, fazendo com que entrasse. Em seguida retornou com uma caixa dourada em mãos. Continuou andando até ser chamado por uma voz familiar.

-Camus? -Perguntou um jovem de cabelos verdes.

-Isaak, há quanto tempo! -Camus sorriu e abraçou o garoto. -Como você está?

-Olá Mestre, eu estou ótimo. E você, como vai o santuário? -Isaak perguntou simpático.

-Tranquilo até demais. -Camus normalmente.

-Entendo, o templo marina também está calmo, parece que até os deuses tiram folga nas festas de fim de ano. -Isaak riu. -E esse presente, é para sua namorada?

-Na verdade ainda não sei a quem dar. -Camus olhava confuso para a caixa. Por que havia comprado aquele acessório, se não tinha para quem dar?

-Bem, eu e alguns amigos vamos dar uma festa de Natal hoje á noite. Está convidado. -Isaak entregou um pequeno papel com o endereço, que Camus pegou educadamente.

-Eu agradeço o convite, mas prefiro ficar sozinho. Tenha um feliz Natal. -Camus disse educado, indo embora.

A noite veio e com ela a cidade se iluminou, e estava mais iluminada que o normal por ser véspera de Natal. Após jantar Lara saiu para caminhar, seu coração estava inquieto com as palavras da misteriosa vidente. Ela viu uma pequena praça com uma árvore enorme no centro, onde muitos casais pararam para olhar. Sentou-se em um banco mais afastado, olhando os apaixonados trocaram juras de amor e carícias discretas, sentindo-se mais só do que nunca.

-Tem como essa noite ficar pior? -A ruiva comentou aborrecida.

-Acalme-se garota, é véspera de natal e logo dará meia-noite. -Um homem de cabelos azuis e muito bonito respondeu, sentando-se ao lado da ruiva.

-Oh me desculpe, eu não quis ser rude. -Lara respondeu envergonhada.

-Também está passando o natal sozinha? -Perguntou o homem.

-Sim, precisava de ares novos, e Paris me parecia um bom lugar. -Lara sorriu, olhando para a árvore no meio da pracinha. -E você?

-Eu sou francês, mas não moro aqui há muito tempo. -Camus soltou um longo suspiro. -Estou de férias do trabalho.

-Entendo, você tem mesmo cara de francês. -Lara sorriu, fitando as belas orbes azuis de Camus, que se constrangeu. -Tem família?

-Infelizmente não, mas considero meus companheiros de trabalho como irmãos. -Camus sorriu fraco, fazendo a ruiva se derreter por ele. -Quer caminhar?

-Claro, vamos sim. -Lara respondeu animada, colocando-se de pé.

Camus e Lara caminharam despreocupados pelas ruas geladas de Paris, mas sequer se importaram com a baixa temperatura. Passaram por uma doceria, onde a ruiva quis entrar e comer crepe, o francês achou divertido a empolgação da garota em comer o doce, e quis saber mais sobre ela, algo bastante incomum para ele, que era um homem reservado e de poucas palavras. Ao terminar, Lara olhava com certo interesse para Camus, deixando-o desconcertado.

-O que foi? -Camus perguntou encarando, quando ele percebeu como ela era bonita. Seus olhos negros eram brilhantes e curiosos, a boca pequena e em formato de coração e o nariz arrebitado lhe davam ares de convencida, o que era só impressão. Mas o que mais lhe chamou a atenção foram as sardas em suas bochechas, que lhe davam uma aparência mais jovem e fofa.

-N-não é nada. -A ruiva gaguejou, desconcertada. Aquele homem era tão sexy e misterioso que ela estava se segurando para não pular no pescoço dele ali mesmo. -Vamos indo?

-Tudo bem. -Camus suspirou, acompanhando Lara. Os dois continuavam andando e conversando pelas ruas, conhecendo mais um sobre o outro quando o céu parisiense começou a ser colorido pelos fogos de artificio. Lara olhou em seu relógio, percebendo que faltavam menos de 10 minutos para a meia-noite. -Olhe, eu tenho uma coisa para você.

-Oh, eu agradeço, mas.... Eu não te comprei nada. -Lara respondeu envergonhada. -Oh, é lindo. Muito obrigada mesmo.

Ao abrir a caixa dourada, ela se encantou ao ver um cachecol vermelho decorado com flores de cerejeira. Ficou tão feliz com o presente que deixou algumas lágrimas caírem, que Camus limpou gentilmente.

-O presente foi tão ruim assim? -Brincou o aquariano.

-Claro que não, foi perfeito. -Lara sorriu espontânea. -Nunca vou esquecer esse Natal.

-Nem eu. -Num impulso Camus pressionou Lara contra um poste e a beijou calidamente, que foi prontamente retribuído. Só pararam quando ouviram as pessoas se cumprimentando e se abraçando, pois já passara da meia-noite. -Feliz Natal.

-Pra você também. -Lara abraçou Camus apertado. -E com certeza você o fez mais feliz.

-Eu sinto o mesmo. -Camus sorriu galante, segurando a ruiva pelo queixo e lhe dando um selinho. -O hotel em que estou hospedado não fica muito longe daqui. Quer ir pra lá?

-Não vejo nenhum motivo para não ir. -Lara sorriu perversa. -Tenho um presente para te dar.

-E eu vou cobrar. -Camus sorriu malicioso, puxando Lara pela mão.

E assim Lara realmente teve seu fim de ano diferente e especial como tanto, e o melhor de tudo: muito bem acompanhada. Camus não sabia exatamente o que estava procurando ao ficar um tempo longe do santuário, mas ficou muito feliz com o que tinha encontrado. Ele finalmente tinha a sua flor de natal.


Notas Finais


Espero que tenha gostado!


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